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Continuando a análise do Classmate, vou falar agora um pouco sobre a instalação do Linux. Como disse na primeira parte da análise, o Classmate utiliza um chip de memória Flash como unidade de armazenamento. Ele é um chip de memória Flash single-level-cell, um pouco mais rápido e confiável do que os chips multi-level-cell, tipicamente utilizados nos pendrives, mas trata-se essencialmente da mesma tecnologia. O chip de memória é ligado ao barramento USB, diferente de um SSD, que é ligado a uma porta SATA ou IDE. Esta implementação faz com que o sistema enxergue a memória Flash como um pendrive e não como um HD, o que traz algumas peculiaridades na instalação do sistema. O Classmate também não possui CD-ROM, o que complica mais um pouco as coisas. Existem três formas de reinstalar o sistema no Classmate: usando um CD-ROM USB, dando boot através da rede (via PXE) ou usando um pendrive, que é a abordagem que vou utilizar aqui. O mesmo pode ser feito utilizando um cartão SD instalado no slot, pois ele é também visto pelo BIOS e pelo sistema como um pendrive, sem limitações. Em primeiro lugar, precisamos instalar a distribuição Linux desejada no pendrive, de forma a dar boot através dele. Vou começar usando o Kurumin 7, já que já temos um tutorial ensinando como instalá-lo em um pendrive publicada aqui no site. Em seguida vou falar sobre o uso do Ubuntu/Kubuntu e sobre a versão do Mandriva desenvolvida para uso no Classmate.
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