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    Mandriva 2007 Free

    Análises

    O Mandriva é mais uma distribuição clássica, união entre as grandes Mandrake e Conectiva. Vamos ver nesta análise os pontos positivos e negativos da distribuição, sua usabilidade e organização. Já vou adiantando que, facilidade é o resumo desta distribuição, em uma palavra.Júlio César Bessa Monqueiro
    23/03/2007



    Na sexta posição no site DistroWatch, o Mandriva é uma das distribuições Linux mais fáceis de usar, mais robustas e antigas que hoje existe, apesar de popularidade e uso no Brasil ser baixo também, abaixo do OpenSUSE. Como disse na análise desta, aqui as distros mais usadas são as baseadas em Debian, mas pouca gente (nova) sabe que o Conectiva e Mandrake já teve seu grande reinado.

    O antigo Mandrake foi uma das primeiras distribuições a usar um instalador gráfico, sendo muito fácil para mexer naquela época, em que a maioria dos usuários de Linux eram técnicos, e as distros, obviamente, voltada para eles. Existia, na época o Conectiva, a primeria distribuição nacional, com um suporte gigantesco aos usuários brasileiros, líder na América latina.

    Enfim que dia 24 de fevereiro de 2005 a MandrakeSoft anuncia a compra da Conectiva, por US$2,3 milhões. A partir daí, a empresa passa a se chamar Mandriva.

    O Mandriva possui duas versões: o pacote comercial, composto pelo Discovery (iniciantes), Powerpack (para experientes) e Powerpack+ (pequenas e médias empresas), todos sendo pagos. Já o Mandriva Free não contém aplicativos ou drivers proprietários nem suporte oficial, porém tem o download disponibilizado livremente.

    A versão 2007 foi lançada dia 3 de outubro de 2006, possui kernel 2.6.17, KDE 3.5.4, GNOME 2.16.0, Xorg 7.1 e OpenOffice 2.0.3, é esta a que vamos analisar agora.

    Para baixar, basta ir até http://www.mandriva.com/en/download/free e fazer o download dos 4 CDs ou do DVD de instalação, para a arquitetura i586 ou x64_86, ou comprar aqui no GuiaDoHardware.

    Feito o download e gravação, vamos ao boot. Assim como em outras distros, basta teclar o F2 e selecionar o português do Brasil:
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    Um detalhe é o tema em azul, parece que ele nos faz prender a atenção :-). Depois de mandar entrar no instalador, me deparo com uma interface muito intuitiva e rápida. Junto com a do openSUSE, foi um dos melhores instaladores que já usei, principalmente em termos de praticidade e objetividade, notando um pouco mais de leveza e rapidez na instalação do openSUSE.

    Selecionei o idioma, aceitei a licença, e logo fui para a configuração do nível de segurança, depois para o particionador ( aliás também bem fácil de manusear), no estilo conhecido do Gparted:
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    O Mandriva usa como partição padrão o EXT3, e o particionador também possui um modo mais avançado, clicando no botão "Modo expert". Avançando parei numa tela onde pude escolher quais grupos de pacotes instalar, como "Desenvolvimento", e "Estação de trabalho KDE". Neste ponto achei que faltou uma descrição maior de cada grupo, bem como uma subdivisão. No caso do openSUSE, por exemplo, pude escolher entre os pacotes de desenvolvimento GTK e QT, por exemplo. Mas ao mesmo passo, achei esta parte no Mandriva mais amigável e fácil aos olhos dos iniciantes. Veja:
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    Logo após isso a instalação já se inicia, mostrando uma barra de progresso sob uma tela de propaganda para "distrair". Também pode-se clicar no botão "Detalhes", vendo pacote por pacote sendo instalado:
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    Depois da instalação o aplicativo pede para reiniciar o sistema, depois começando a instalação. O Mandriva possui como gerenciador de boot padrão o Lilo. Achei este pouco trabalhado, mostrando uma tela bonita, porém, ao invés do Mandriva no menu se chamar pelo seu próprio nome, apenas estava "linux", podendo confundir um pouco quem tem vários Linux instalados na máquina (mas isso tem solução, veremos adiante). Reiniciado, entrei na tela de configuração do sistema, onde pude modificar itens como autenticação, usuários, inicialização e atualizações do sistema.

    Um ponto que gostaria de destacar é a tradução até do modo verbose do boot, mostrando que suporte à idiomas é um ponto forte desta distribuição:
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    Entrando no KDE, a primeira coisa que aparece é a tela de boas vindas do Mandriva, contendo links para diversos sites da empresa, incluindo o fórum de suporte da comunidade:
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    Logo depois corri para ver o consumo de memória, e percebi que, após o carregamento do KDE, o Mandriva consome cerca de 120 MB de RAM.

    A primeira coisa que analisaremos na parte usual do sistema são os programas carregados logo na inicialização:
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    O primeiro é o Klipper, ferramenta da área de transferência conhecida por todos; o segundo é o monitor de conexões NetApplet nativo do Mandriva, sendo por ele possível configurar a rede, desconectar, entre outros, assimilando-se à ferramenta KInternet do openSUSE:
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    Veja agora o monitor de conexões deste utilitário:
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    O próximo aplicativo é KOrganizer, componente do Kontact, servindo como uma agenda pessoal, com direito a alerta:
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    E o último, finalmente, é o atualizador do Mandriva. Para ele ser ativado, é preciso clicá-lo e se cadastrar por meio de um assistente. Após isso, ele fica sempre na bandeja, notificando quando há uma atualização em termos de pacotes.
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    O menu K do Mandriva não possui nenhum desenvolvimento de aplicativos à parte, como KBFX ou Kickoff, porém é muito bem organizado. Por exemplo, dentro de Internet, não há link ainda para nenhum aplicativo, e sim pastas contendo as categorias, como Mensageiro, etc. Isso é configurável através de Sistema > Configurar estilo do menu, e é chamado "Menu Mandriva". Veja-o:
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    Não só menu, mas todo o sistema em si é muito organizado, inclusive a pasta home criada, que é separada em categorias também:
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    Assim como nas distros atuais, as mídias são gerenciadas pelo HAL, concentrando-as em media:/ e integrando-se ao KDE, naturalmente:
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