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Em 2005 a HP anunciou uma versão do NX6110 com o Ubuntu pré-instalado, disponível em alguns países da Europa. Embora as vendas desta versão "especial" tenham sido modestas, seu lançamento mostrou uma disposição favorável da HP com relação ao suporte ao Linux em seus notebooks, principalmente dentro da linha NX/NC, que é destinada principalmente às empresas.
Não é segredo que um número grande de empresas, sobretudo no Brasil estão migrando parte de seus desktops para Linux, sem contar o crescimento no uso em servidores e dispositivos embarcados em geral. Por isso, oferecer produtos compatíveis com o sistema é uma questão estratégica para a maioria dos fabricantes. Semana passada recebi uma encomenda da HP Brasil, contendo um HP NX6310, emprestado para um teste de 4 semanas de sua compatibilidade no Linux. Este é um modelo "business", com tela de 15" (1024x768), 512 MB de RAM, HD de 40 GB, teclado PT-BR e processador Intel Core Duo T2300E, de 1.6 GHz.
Aqui está uma comparação entre as telas do NX6310 (ao centro), do Toshiba A70 (à esquerda) e do Asus M5200, os três com o brilho no máximo e rodando com a carga da bateria. O HP tem uma luminosidade e contraste mais ou menos no mesmo nível do A70 (que tem uma tela melhor que a maioria dos notes de baixo custo atuais), levando vantagem sobre o Asus:
Só para referência, o IBM Travelstar IC25N080ATMR04 (80 GB, interface IDE, 4200 RPM) que equipa o Asus M5 obtém uma média de 26 MB/s e um SAMSUNG SP1203N (o modelo de 7200 RPM, para desktops) obtém 55 MB/s. Do lado esquerdo temos o conector da placa de rede (uma Broadcom BCM4401, de 100 megabits), a saída de vídeo, as duas portas USB, os conectores para fone e microfone e o slot PCMCIA. Do lado direito temos o conector do modem, a porta firewire e o drive, enquanto atrás temos apenas a bateria e o conector da fonte. Este modelo não possui saída de vídeo S-Video, nem DVI:
Os speakers estão posicionados na parte frontal, logo abaixo do touchpad. Esta não é exatamente a posição ideal (que seria a base da tela), mas vem sendo a posição preferida pelos fabricantes, já que a parte frontal tem muito mais espaço interno livre que a base, onde já está a bateria, botões e conectores.
Esta foto mostra a posição do speaker dentro no note. Na verdade ela é de um NX6110, mas a disposição dentro do NX6310 é a mesma:
Esta é uma comparação de tamanho entre o Toshiba A70, grandalhão, o NX6310 e o Asus M5, que é um ultraportátil com tela de 12". O Toshiba pesa 3.6 kg, o Asus M5 1.5 kg e o NX 6310 fica no meio, com 2.8 kg:
Este notebook é relativamente simples de desmontar. Você pode ver detalhes sobre o processo de desmontagem e dicas sobre manutenção da tela no meu tutorial sobre a desmontagem do NX6110. Os passos são rigorosamente os mesmos: http://www.guiadohardware.net/tutoriais/124/ Este modelo que recebi veio com uma bateria de 6 células, com 4.0 Ah de capacidade, mas existem opções de baterias de 4.4 Ah, 4.8 Ah e 5.2 Ah. Com a bateria de 4.0 Ah tenho de 2 a 3 horas de autonomia, de acordo com a situação de uso. Usando o micro apenas para tarefas leves, com o brilho da tela no mínimo e o transmissor wireless desativado, é possível chegar a 3:30. Usando a bateria de 5.2 Ah seria possível ultrapassar a barreira das 4 horas.
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