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É interessante notar como muitos linuxers "moderninhos" torcem o nariz quando comentamos sobre algumas ferramentas em interface modo texto. Em se tratando de ferramentas para desktops então, nem se fala! Para muitos, há uma verdadeira aversão quando se fala nas palavrinhas "modo texto". Deveria ser assim? Acho que não... Convenhamos: um prompt não é nada atraente... Tudo bem, reconheço: um terminal em modo texto, com aquela “tela preta” e sem nenhum elemento intuitivo a ser exibido além do irritante cursor piscante, não é lá muito atraente. No entanto, muitos de seus aplicativos em modo texto são bastante eficientes e possuem uma interface até mesmo bela, se considerarmos as devidas proporções. Então, porquê torcer o nariz para estas ferramentas, se elas podem ser até mais práticas e eficientes que as suas equivalentes em modo gráfico? Vamos acabar com estes preconceitos! Começaremos por algumas ferramentas do sistema, como o comando top. Sua interface espartana pode não agradar a muitos usuários, visto que as informações são exibidas em modo texto; no entanto, a organização das informações referentes aos recursos do sistema, bem como a listagem dos processos em execução bem definidos e as atualizações periódicas, a tornam a ferramenta essencial para o administrador! Sei que muitos irão preferir outras ferramentas (gráficas) ao invés do top, mas nada que venha a tirar os seus méritos! Top: feio e espartano, mas muito eficiente! Em matéria de gerenciamento de redes, não dá para deixar de falar do IPTraf. Baseado na ncurses (biblioteca em modo texto que possibilita o uso de menus e caixas de diálogos), ele permite realizar a inspeção dos pacotes que são enviados para o sistema, seja de uma rede ou de uma conexão para a Internet (que também não deixa de ser "uma" rede). IPTraf analizando a taxa de transferência e a quantidade de pacotes enviados. E o Midnight Command? Nos tempos do MS-DOS, ferramentas de terceiros como o X-Tree Gold fazia um sucesso tremendo na manipulação de arquivos e diretórios. E para a turminha do Tux, se não tem o X-Tree Gold, existe o Midnight Command! Eu pessoalmente não o uso; mas muitos de meus amigos e conhecidos linuxers adoram esta ferramenta! Midnight Command, também conhecido simplesmente como 'MC'. O Projeto ALSA também mantém algumas ferramentas interessantes, como o alsaconf e o alsamixer. O primeiro, realiza a configuração do chipset de áudio suportado, ao passo que o segundo realiza ajustes nas propriedades de áudio (volume, balanço, saídas, etc.), ambos de forma intuitiva e amigável; muito fácil de ser operado! Alsamixer: através das SETAS, poderemos definir todas as propriedades desejadas. Até mesmo o processo de compilação do kernel pode ter seus atributos ajustados por uma ferramenta de gerenciamento em modo texto: o menuconfig! As opções estão tão bem organizadas no menu principal, que sequer sentimos a falta de uma interface gráfica: Opções de customização do kernel gerenciadas pelo menuconfig. Vocês acreditariam que até dá para navegar na WEB com um navegador totalmente em modo texto? Se não, então sugiro conhecer o Lynx! Claro que, baseado em modo texto, não para para esperar muito das renderizações de páginas; no entanto, não deixa de ser funcional: Lynx acessando o Google: embora o logotipo não apareça, sua área está reservada. Até mesmo para construir scripts com interface gráfica, não há a necessidade de uma ferramenta gráfica! Com o Zenity e suas opções, poderemos construir caixas de diálogo simples, práticas e organizadas: Calendário do Zenity (zenity --calendar). Conclusão: Não vou negar que as aplicações gráfica são preferidas, dados os recursos visuais e de interatividade proporcionados pelo uso de suas interfaces elaboradas. GTK e Qt são, de longe, as bibliotecas gráficas mais utilizadas, embora outras soluções gráficas também possam ser requisitadas. Ainda assim, a tela em modo texto não deixa de ter a sua principal qualidade, conhecida há tempos: a simplicidade, a praticidade, a leveza e a grande objetividade! &;-D Por Ednei Pacheco <ednei.pacheco [at] gmail.com>
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