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A resposta deverá demorar um pouco, até o terceiro trimestre deste ano, mais provavelmente em setembro, quando será finalmente lançado o Athlon Palomino, que surgirá em versão inicial de 1.53 GHz, nada mal, considerando o baixo custo do Athlon em comparação com os chips Intel. Desde o início, foi divulgado que o core Palomino traria novidades relacionadas com a diminuição do consumo elétrico e dissipação do calor, mas não necessariamente em relação ao desempenho. Uma entrevista divulgada pelo http://www.planet3dnow.de/, feita com Jan Gütter, gerente de relações públicas da AMD Europa, trouxe um pouco mais de detalhes sobre a nova versão do Athlon: Em primeiro lugar, o processador terá bem mais transístores que o atual, isto impulsionou especulações sobre um possível aumento na quantidade de cache, mas pessoalmente acredito que se devam apenas às mudanças na arquitetura. O Palomino terá uma área de 150 milímetros quadrados, contra 117 milímetros do Athlon atual. A segunda modificação será no circuito de branch prediction do processador, que possivelmente é a principal responsável pelo aumento no número de transístores do processador. O circuito de branch prediction é responsável por diminuir o tempo perdido pelo processador nas operações de tomada de decisão. é um dos componentes mais importantes num processador atual, mas infelizmente um dos pontos fracos do Athlon atual. Caso a AMD consiga fazer melhorias significativas neste componente, provavelmente, o Palomino terá sim um perceptível aumento de desempenho em relação ao Athlon atual. A terceira afirmação divulgada na entrevista, veio para desmentir as especulações de que o Palomino teria mais estágios de pipeline. Os processadores atuais processam as instruções em estágios, esta divisão é que permite as frequências altíssimas que temos atualmente, quanto mais estágios de pipeline, maior será a freqüência de operação que o processador poderá atingir, porém, maiores serão as perdas nas operações de tomada de decisão e, consequentemente, pior será o desempenho do processador. O Pentium III possui apenas 10 estágios de pipeline, o Athlon possui 12, enquanto o Pentium 4 possui escandalosos 20 estágios. Finalmente, uma boa notícia para quem está pretendendo adquirir um sistema AMD nos próximos meses, o Palomino será compatível com as placas mãe atuais, permitindo um upgrade de processador aproveitando a placa mãe. Uma ressalva é que provavelmente, todas as versões do Palomino utilizarão bus de 133 MHz, ou seja, a princípio apenas as placas mãe baseadas nos chipsets Via KM-133 e AMD 760, que suportam bus de 133 MHz suportarão o novo processador. Esta não é uma informação definitiva, pode ser que a AMD resolva lançar versões do Palomino com bus de 100 MHz, mas é o cenário mais provável. » Gostou do texto? Veja nossos livros impressos
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