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Nem sempre é possível que todos os componentes do PC evoluam na mesma proporção. Por exemplo, desde o 8088, o processador usado no XT, até os Pentiums III e Athlons, atuais, a potência dos processadores aumentou pelo menos 10.000 vezes. No mesmo espaço de tempo porém, outros periféricos evoluíram bem menos. As memórias tornaram-se apenas 4 ou 5 vezes mais rápidas, ou modems até hoje não passaram de ínfimos 56k, as placas mães que na época do XT operavam a 4,7 MHz, hoje não passam de 133 ou 200 Mhz (no caso do Athlon) e assim por diante. Isso sem falar nas baterias de notebooks e celulares, que também evoluíram muito pouco. Em cada componente, existem uma série de limitações que devem ser quebradas para permitir alguma evolução. é muito mais fácil criar um processador mais rápido por exemplo do que desenvolver uma placa mãe que seja capaz de trabalhar na mesma freqüência que ele, pois o processador mede apenas alguns milímetros, enquanto uma placa mãe é pelo menos 1000 vezes maior. Por ser menor, os sinais elétricos trafegam mais rápido dentro do processador do que na placa mãe, onde tem que percorrer uma distância muito maior. A solução neste caso é usar o recurso de multiplicação de clock, onde o processador pode trabalhar na sua freqüência máxima, enquanto a placa mãe trabalha no seu ritmo sem atrapalhá-lo. Na prática isto funciona bem, pois a função da placa mãe é apenas entregar ao processador os problemas que devem ser resolvidos e anotar as respostas. Você demora muito mais tempo para resolver uma equação do que para escrever a resposta. No caso dos discos rígidos, novamente temos um problema parecido, pois para construir um disco rígido mais rápido é preciso fazer os discos girarem mais rapidamente, ou então aumentar a densidade de gravação de dados. Com os discos mais modernos girando a mais de 10.000 rpm (mais rápido que um motor de fórmula-1) e armazenando quase 40 GB de dados por face de disco, melhorar ainda mais torna-se cada vez mais difícil. Existe uma opção mais rápida, que seriam os cartões de memória flash, que por serem formados por memória SRAM (a mesma que é usada como memória cache) são extremamente rápidos. Porém, esbarram no quesito custo-benefício, quem estaria disposto a pagar 5 dólares por megabyte? Um "cartão" de memória flash de 10 GB custaria mais de 50.000 dólares. O campo da memória RAM, outro campo de desenvolvimento extremamente lento, a única opção possível seria usar memória cache em seu lugar, estas são extremamente rápidas, porém também muito caras. Os 128 KB de cache L1 do Athlon custam tanto quanto o restante do processador, imagine quanto iria custar 64 ou 128 MB da mesma memória? Já que não é possível substituir o disco rígido por memória flash, ou a memória RAM por memória, cache, podemos utilizar estes recursos caros em pequenas quantidades para melhorar o trabalho do conjunto. Como disse, você demora muito mais tempo para resolver uma equação do que para anotar o resultado. O processador é quem resolve os problemas, enquanto o HD, memória e placa mãe tem como função simplesmente manter o processador alimentado com dados, função bem mais simples. Para melhorar o desempenho do HD são adicionados caches de disco, tanto na forma de memória cache instalada no próprio HD, quanto usando parte da memória RAM. Para melhorar a velocidade de acesso á memória RAM, usamos pequenas quantidade de memória cache no processador, que por trabalharem na mesma freqüência que ele, são capazes de mantê-lo ocupado enquanto recebem mais dados da memória RAM. E assim por diante. » Gostou do texto? Veja nossos livros impressos
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