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Outro ponto forte é que a compatibilidade entre o Athlon e o Duron permitia que os usuários fizessem o upgrade mantendo a mesma placa mãe. Muita gente aproveitava para montar um PC básico, com um Duron e 128 MB de RAM, mas com uma boa placa mãe e depois de alguns meses atualizar para um Athlon com 256 MB. Apesar de no início o Duron não ter tido uma boa aceitação entre os integradores de PCs, devido à falta inicial de placas mãe com video e som onboard, não demorou para que várias soluções de baixo custo aparecessem e o Duron passasse a ser usado numa grande parte (possivelmente na maioria) dos PCs de baixo custo. Mas, apesar do sucesso, o Duron pode ser descontinuado em breve. No último roadmap da AMD, aparece uma versão de 0.13 mícron do Duron, o Appaloosa, que deve ser lançado em Junho, atingindo frequências de 1.4 GHz em diante. Mas, a partir de 2002 temos agendado o lançamento do ClawHammer, o processador de 64 bits que passará a ser o carro chefe da AMD, empurrando o Athlon para o mercado de processadores de baixo custo, que é atualmente a área ocupada pelo Duron. A partir daí, o Duron é anunciado como “As the market requires”, ou seja, ele só continuará em produção caso ainda exista uma grande demanda: ![]() Será então que o Duron sairá de cena a partir de 2002? Realmente, esta parece a hipótese mais provável, principalmente depois que a AMD divulgou que passará em breve a vender o Duron também segundo o índice de desempenho adotado no Athlon XP e não mais segundo a frequência real de operação. Esta será a resposta ao lançamento do Celeron baseado no core do Pentium 4 Willamette, que a Intel lançará em breve. Este novo Celeron manterá os 256 KB de cache do core antigo e não ultrapassará os 2.0 GHz, enquanto o Pentium 4 Northwood, com seus 512 KB de cache continuará sendo lançado em versões cada vez mais rápidas. Realmente ficaria complicado para o Duron concorrer com estes novos Celerons sem a adoção do índice de desempenho, já que eles serão capazes de operar a frequências muito mais altas, embora nem sempre apresentando um desempenho à altura. Se o Duron também será vendido segundo o índice de desempenho, não teremos mais nenhuma diferenciação entre o Duron e as versões mais lentas do Athlon XP, pelo menos do ponto de vista mercadológico. Um usuário leigo simplesmente levaria um 1500+ para casa, sem se preocupar se é um Athlon ou um Duron. Como o Duron não é capaz de atingir frequências de operação tão altas quanto o Athlon, por ainda ser construído utilizando filamentos de alumínio, contra os filamentos de cobre do Athlon, ele fatalmente começaria a disputar mercado com as versões mais lentas do Athlon XP, sem que houvesse diferenciação de preço entre os dois, já que o que valeria seria o índice de desempenho. Mas, existe uma possibilidade do Duron continuar por mais tempo no mercado. Os dois processadores são fabricados em fábricas diferentes, sendo a do Duron a mais antiga, usada na produção dos antigos Athlons slot A, que não pode ser utilizada para produzir Athlons. Pode ser que, caso a demanda pelos processadores AMD continue crescendo, o Duron continue a ser produzido para atender a demanda numérica de processadores, já que a AMD não tem planos de construir uma nova fábrica e já está produzindo próximo da sua capacidade máxima. Outra possibilidade é que o Duron vire um processador de baixo custo e baixo consumo, destinado a barrar o avanço dos C3 da Cyrix nos notebooks, PCs ultra-integrados e pequenos servidores Web. É sem dúvida um mercado que vai crescer muito e para o qual o Athlon não é muito adequado. A Intel está adotando uma estratégia semelhante com o Banias, um processador destinado a sistemas embedded e handhelds que será baseado na arquitetura do Pentium III, mas produzido numa técnica de 0.09 mícron. De qualquer forma, não existe motivo para evitar a compra de um Duron agora caso o preço esteja bom, já que de qualquer forma você está levando uma placa soquete A para casa e poderá atualizar para um Athlon quando achar conveniente.
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