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O grande problema é que o KDE é muito lento. Não apenas mais lento que as interfaces leves, como o Blackbox, Window Maker, etc. que estão aí para isso mesmo, mas consideravelmente mais pesado que o Gnome, que oferece um conjunto de recursos semelhante, embora não seja tão estável. Quem já teve a oportunidade de instalar uma distribuição Linux qualquer com o KDE 2.x num Pentium MMX ou mesmo num Pentium II seguramente percebeu a demora em abrir os programas, mesmo usando um HD rápido e bastante memória RAM. ![]() De fato, o grande problema do KDE não reside em uma coisa nem em outra. Ao contrário do Windows o grande gargalo na hora de carregar o sistema e abrir programas não é tanto a velocidade do HD nem a quantidade de memória RAM disponível, mas principalmente a velocidade do processador. Grande parte da lentidão deve-se às deficiências do compilador GCC ao compilar código em C++, como o utilizado no KDE, com apontado nesta entrevista com o Roberto Teixeira, um Brasileiro que trabalha no desenvolvimento do KDE: http://www.revistadolinux.com.br/ed/026/assinantes/entrevista.php3 Mas não é apenas isso. O KDE realmente é muito complexo e por isso é inevitável que seja pesado. A grande questão para nós usuários é como solucionar esse problema e utilizá-lo sem ficar olhando para ampulhetas de espera. O primeiro passo é o óbvio, desativar as animações e outros recursos visuais, o que já ajuda bastante. Mas, feito isso chegamos ao inevitável, que é fazer um belo upgrade na máquina. Qual é a configuração ideal para rodar o KDE confortavelmente? Para obter alguns números, de qual é a percentagem de ganho ao utilizar um processador mais rápido, realizei um pequeno teste utilizando duas máquinas de configuração diferentes, ambas rodando o Mandrake 8.1 e com HDs do mesmo modelo. Veja o tempo de carregamento de alguns aplicativos: Máquina 1: Estes números demonstram claramente que um processador mais rápido, acima da casa dos 1.0 GHz é capaz de melhorar expressivamente o desempenho do KDE, mesmo mantendo um HD razoavelmente lento. É suficiente para trabalhar confortavelmente no sistema, abrindo e fechando aplicativos a todo instante. Para usuários de máquinas mais lentas a solução continua sendo utilizar as interfaces peso-leve, como o IceWM, que mantém a semelhança com o Windows com um executável de menos de 1 MB, ou as interfaces baseadas no Next Step, como o Windows Maker, After Step e Blackbox, que também são bastante leves, mas utilizam um layout mais limpo, sem a barra de tarefas. ![]() Isto coloca em xeque o velho argumento de que o Linux é mais leve que o Windows. Até certo ponto isto é verdade, já que a flexibilidade oferecida pelo Kernel possibilita obter um bom desempenho mesmo em máquinas mais lentas, vide o Coyote Linux, que é capaz de compartilhar a conexão com a Web com um bom desempenho entre vários PCs rodando em um simples 386, ou Handhelds como o Agenda, que rodam o Linux num Hardware bastante rudimentar, sem problemas de lentidão. Mas, ao adicionar recursos ao sistema, manter servidores ativos e utilizar uma interface peso-pesado como o KDE, junto com aplicativos como o Mozilla e o StarOffice o sistema fica realmente muito pesado, freqüentemente mais lento do que o Windows XP com o IE e o Office ficaria na mesma configuração de Hardware. Como sempre, ficamos com duas escolhas. Ou fazer um belo upgrade na máquina, para fazer o sistema ficar mais rápido “na marra”, ou abrir mão dos recursos que consomem mais recursos do sistema para deixá-lo mais leve. O Alfredo Kojima por exemplo desenvolveu o Window Maker num Pentium 133 com 16 MB, rodando o Slackware e EMacs. ![]()
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