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http://www.pcmag.com/article2/0,4149,427069,00.asp Bem, para mim não resta dúvidas que o OpenOffice vai continuar causando muita dor de cabeça para a Microsoft, servindo cada vez mais como uma opção viável ao Office, mas não creio que a médio prazo ele tenha condições de realmente substituir o Office na maioria dos PCs, muito menos obrigar a Microsoft a distribuir o Office de graça. Eu uso o StarOffice desde a versão 5.1 e a partir do 5.2 bani definitivamente o Office dos meus PCs. Atualmente estou decidindo entre migrar para o Star Office 6.0 ou para o OpenOffice. As duas suítes são essencialmente iguais, até mesmo o corretor ortográfico para Português do Brasil no Open Office já está disponível, graças aos esforços do Ricardo Ueda no br.ispell. O dicionário ainda não faz parte do pacote, mas você pode instala-lo seguindo as instruções disponíveis no http://www.openoffice.org.br/lang_ver.php. O StarOffice possui alguns extras, como o suporte a mais formatos de arquivos, o banco de dados Adabas e mais fontes pré instaladas. A escolha se baseia em se estes recursos valem ou não os setenta dólares que custa o pacote :-). A suíte oferece a maior parte dos recursos disponíveis no Office, o corretor ortográfico é muito bom, temos um programa de desenho vetorial incluído que quebra um galho para quem não tem ou não sabe usar o Corel e assim por diante. Tem tudo o que você precisa para trabalhar, mas ainda existem alguns problemas: O OpenOffice funciona muito bem, mas as deficiências ainda impedem que a maior parte dos usuários migrem para ele, até por que entre os usuários domésticos (sobretudo nos países de terceiro mundo) a pirataria anula o problema do custo. O Office continua sendo a suíte de escritório default e a tendência é que a massa de usuários use o que todo mundo usa. O uso do OpenOffice vai crescer mais rápido entre as empresas, fazendo com que parte dos usuários também acabe usando-o em casa, mas não vai ser uma mudança tão rápida assim. Além disso, enquanto tiver um produto melhor, a Microsoft terá a chance de baixar os preços das licenças do Office, para digamos, 100 ou 200 dólares, o que colocaria o Office novamente numa faixa de preços competitiva. De qualquer forma, um concorrente forte obrigará a Microsoft a repensar muitas das suas ações, o que em última análise será benéfico para os usuários como um todo. Além do OpenOffice, a Microsoft está enfrentando concorrentes fortes em praticamente todas as áreas. O Mozilla oferece compatibilidade quase total com todas as páginas, é mais rápido e oferece recursos inexistentes no IE, como o suporte a tabs, temas e opção de bloquear janelas pop-up, um recurso que pode ser habilitado em Edit > Preferences > Advanced > Scritps e Windows e que realmente funciona. Basta desmarcar a opção e você está de volta ao controle... ![]() Nos servidores o IIS continua perdendo espaço para o Apache e outras soluções e cada vez mais fabricantes de handhelds demonstram protótipos de produtos rodando o Linux. A partir do ano que vem teremos uma enxurrada de lançamentos neste ramo. A Microsoft não está conseguindo fazer alianças importantes em torno do .Net. De fato, quase todas as empresas estão aderindo a alternativas baseadas no Java, enquanto a Microsoft está sozinha. Isso reduz radicalmente as chances de sucesso do .Net. Mesmos nos desktops a Microsoft está perdendo terreno para o Linux, devido principalmente ao aperfeiçoamento do KDE. Ele está incluindo tantas funções que em breve um usuário iniciante não vai precisar lidar com nada além dele ao utilizar o Linux, até mesmo para a configuração do Hardware. O restante do sistema vai ser quase como o DOS no Windows 95, que só quem realmente queria precisava utilizar. O Linux vai continuar sendo um sistema complexo, mas os usuários terão a chance de esquecer de tudo isso e ficar apenas no KDE. Eu honestamente não acredito que o OpenOffice sozinho tenha chances de derrubar o Office num futuro próximo, mas a soma de todas estas pressões vai reduzir bastante a influência da Microsoft, e obriga-la a tornar-se mais aberta e mais interessada em atender às necessidades dos usuários ao invés de simplesmente manter suas margens de lucro. Existe uma luz no fim do túnel afinal.
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