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    Sete passos essenciais para eleger sua distribuição favorita

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    Um dos inconvenientes para novos usuários Linux está na escolha da distribuição ideal. Diferente e outros escritos sobre o assunto (que tendem a justificar a escolha de uma ou outra distribuição), este texto tem como objetivo fornecer alguns parâmetros para facilitar a escolha de uma distribuição. Vejamos os 7 passos essenciais...Ednei Pacheco
    11/11/2009


    Um dos inconvenientes para novos usuários Linux está na escolha da distribuição ideal. Diferente e outros escritos sobre o assunto (que tendem a justificar a escolha de uma ou outra distribuição), este texto tem como objetivo fornecer alguns parâmetros para facilitar a escolha de uma distribuição. Vejamos os 7 passos essenciais...


    1. Identificar o perfil adequado:


    Destes perfis, em qual deles você se identifica?

    • newbie/friendly: distribuições amigáveis para usuários iniciantes, que preferem facilidades, recursos automatizados e o uso de ferramentas com interfaces gráficas;

    • expert: distribuições otimizadas para usuários avançados, promovendo boa flexibilidade ao mesmo tempo que trazem certas facilidades e recursos automatizados;

    • hardcore: distribuições para usuários técnicos e que possuem alto nível de conhecimento, altamente flexível e customizável.

    Não se iluda algumas características de certos perfis. Por exemplo, distribuições para usuários experts e hardcores podem - à primeira vista - parecer mais difíceis de serem ajustadas e configuradas; porém, trazem um nível de flexibilidade tal que poderão ser muito mais interessantes para serem customizadas pelo usuário. Inclusive, as distribuições friendly (ou newbie, dependendo da fonte de consulta) geralmente não são tão customizáveis, dependendo das implementações feitas pelos distribuidores.

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    Big Linux: distribuição brasileira que é um exemplo da categoria “newbie/friendly”


    2. Optar por uma distribuição popular:


    Sugestão: comece pelo Ubuntu. Considerada a mais popular entre as distribuições, o Ubuntu nasceu com o propósito de ser fácil e agradável para o uso de pessoas comuns. Além disso, terás outras vantagens interessantes, como a possibilidade de troca de experiências com a sua grande base de usuários, pois estes são muitos.

    Se por ventura não tiver se adequado ao "jeitão" do Ubuntu, então opte pelas distribuições comerciais, como o Mandriva, OpenSuSE e Fedora (se bem que esta última não é tão comercial assim). Além da própria comunidade formada, ainda há o suporte especializado.

    Por lógica, distribuições populares possuem uma quantidade maior de apreciadores, embora isto não quer dizer necessariamente que são as melhores. Ao menos, conforme havia dito, terá maior facilidade em buscar auxílio de outros usuários que utilizem a mesma distribuição.

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    Ubuntu, a distribuição mais popular da atualidade


    3. Conhecer as suas particularidades:


    Procure na Internet (em sites, blogs ou listas de discussão) por informações gerais acerca das particularidades da distribuição de seu interesse. Assim, terá uma noção geral sobre os seus diversos aspectos inerentes, os quais muitas vezes se passam por desapercebidos no ato do experimento.

    Porém, alguns cuidados deverão ser observados: quando a fonte de consulta é voltada para uma distribuição ou grupo específico, as informações obtidas por elas certamente serão tendenciosas, exaltando suas qualidades e amenizando defeitos e particularidades não tão atraentes. Pode parecer um contra-senso dizer isto, mas muitos flamers são bons em dizer a verdade "nua e crua"...

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    Mandriva: uma distribuição que conta com vários utilitários próprios, como o Centro de Controle


    4. Utilizar excelentes repositórios:


    Bons sistemas necessitam de aplicativos e, quando estes são encontrados com facilidade e são instalados sem maiores complicações, muitos problemas poderão ser minimizados ou até mesmo evitados...

    Por isto, o uso de repositórios bem mantidos é vital para o perfeito funcionamento do sistema. As distribuições baseadas na Debian são excelentes candidatas sob estes aspectos, embora as distribuições comerciais baseadas no RPM também não deixem a desejar. Além do mais, contam com as melhores ferramentas de gerenciamento de pacotes disponível: o APT-GET.

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    Debian: a distro “universal” conta com mais de 25 mil pacotes


    5. Experimentar uma versão live-CD:


    A maioria das distribuições possuem alguma versão ou adaptação que possibilite rodá-las à partir de uma mídia em CD ou memória flash (pendrive). Experimente-a! Assim, terá a oportunidade de realizar algumas avaliações preliminares, especialmente da personalização de fábrica de seus ambientes gráficos.

    Por outro lado, não leve em consideração os aspectos relacionados ao desempenho: justamente por rodarem a partir de um CD-ROM, o lento acesso aos dados, combinado com a necessidade de sua descompressão, fará a performance cair abruptamente, se comparado com o mesmo sistema depois de instalado no HD ou mesmo em um pendrive.

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    Fedora: também possui live-CD instalável


    6. Certificar-se do suporte ao hardware:


    Embora as distribuições compartilhem do mesmo kernel - que por sua vez suporta uma grande infinidade de hardwares -, isto não quer dizer que o hardware será igualmente reconhecido e habilitado em todas elas. Algumas mantém o uso de ferramentas gráficas especiais que nem sempre funciona adequadamente com certos tipos de hardware; outras requerem intervenção a serem feitas através da linha de comando, o que pode ser um empecilho se o usuário/administrador não tiver o conhecimento adequado para realizar os procedimentos necessários.

    Há também as distribuições que são certificadas para rodar em PCs produzidos por uma empresa específica (ao passo que outras não) e sistemas otimizados para serem usadas à partir de uma determinada família de processadores. Então, uma boa pesquisa sobre o suporte ao hardware é praticamente indispensável.

    Felizmente, a grande maioria das distribuições fornecem um bom suporte.

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    OpenSuse: assim como várias outras, traz um ótimo suporte ao hardware


    7. Testar outras opções:


    Embora à primeira vista tais escolhas não pareçam adequar-se com o seu perfil, estas podem revelar qualidades importantes que podem ser fatores preponderantes para a sua adoção. Por exemplo, eu mesmo não era muito fã de distribuições expert-users como o Slackware, até conhecê-la; mas, depois que me familiarizei mais com os procedimentos de intervenção manual, até hoje sinto saudades do seu jeitão. &;-D

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    Slackware: o clássico das distros para experts

    Por Ednei Pacheco <ednei.pacheco [at] gmail.com>
    http://by-darkstar.blogspot.com/




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