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O Xen é um monitor de máquinas virtuais paravirtualizador (VMM) livre ou "hypervisor", para a arquitetura de processadores x86. O Xen pode executar múltiplas máquinas virtuais com segurança em uma única máquina física, com performance próxima à nativa. Cenários de usoCenários de uso para o Xen incluem Suporte a Sistemas OperacionaisSistemas Unix-like hospedeiros:O Xen roda, principalmente, com Linux e NetBSD modificados como hospedeiros. A maioria das distruibuições Linux hoje incluem os pacotes do Xen. Sistemas Unix-like clientesAlém dos sistemas citados a cima que podem todos serem virtualizados, os seguintes sistemas hoje podem ser operados como clientes Xen: Suporte a HardwareO Xen atualmente roda na arquitetura x86, requerendo um P6 ou mais novos processadores (Pentium Pro, Celeron, Pentium II, Pentium III, Pentium IV, Xeon, AMD Athlon, AMD Duron). Máquina com multiprocessadores são suportadas e há suporte para HyperThreading (SMT). Além disso, o Xen está sendo portado para as arquiteturas IA64 e Power. Estrutura de um sistema Xen Um sistema Xen tem múltiplas camadas, das quais a mais baixa e a mais alta são o próprio Xen. O Xen pode hospedar vários SOs clientes, cada um dos quais executado dentro de uma máquina virtual segura - na terminologia do Xen, um domínio. Domínios são programados pelo Xen para fazer uso efetivo das CPUs fisicamente disponíveis. Esse gerenciamento inclui a responsabilidade de programar cada aplicação dentro do tempo reservado à máquina virtual pelo Xen. InstalaçãoMétodos de Instalação do XenComo de praxe, existem algumas diferentes formas de se instalar o Xen. Podemos instalá-lo tanto a partir de pacotes específicos pré-compilados (RPM) quanto a partir do código fonte ou de tarball. Vamos cobrir, neste curso, a instalação deste último método. A seguir é apresentada uma lista de pré-requisitos completa para a instalação do Xen. Pré-requisitosO que segue é uma lista completa de pré-requisitos que cobre todos os métodos de instalação listados na página anterior. Ou seja, nem todos os ítens listados aqui precisam ser satisfeitos por todo mundo. Ítens marcados com ** são requeridos pelas ferramentas de controle do xend e, portanto, necessárias se você quer rodar mais que uma máquina virtual. Ítens marcados com * são requeridos somente se você for compilar a partir do código fonte e, portanto, desnecessários para os métodos que serão apresentados aqui. Instalando com tarball Tarballs pré-compilados estão disponíveis para download em http://xen.org/download/. # tar zxvf xen-(versão)-install.tgz
# cd xen-(versão)-install # sh ./install.sh Criando um modules.dep Confira a versão do XenKernel no diretório /lib/modules e execute o seguinte comando: # /sbin/depmod -a 2.6.(versão)-xen
Criando um initrd Utilizando o mesmo nome do XenKernel, execute o seguinte comando: # cd /boot && mkinitramfs -o initrd.img-2.6.(versão)-xen 2.6.(versão)-xen
Outras adequaçõesUsuários do kernel XenLinux 2.6 devem desabilitar o TLS (Thread Local Storage) # mv /lib/tls /lib/tls.desabilitado
loop max_loop=64
(valor alterável se necessário, tendo depois que refazer o initrd) Edite o arquivo /etc/init.d/xendomains e altere a linha LOCKFILE para: LOCKFILE=/var/lock/xendomains
Configurando o GRUB Precisamos configurar o GRUB para que ele possa inciar o Xen. Basicamente, precisamos adicionar um bloco ao arquivo de configuração do GRUB, para usuários do Debian, que priorizamos aqui é o /boot/grub/menu.lst. Em outros casos este arquivo pode ser grub.conf, podendo estar no diretório /boot ou /boot/grub. title Xen 3.0 / XenLinux 2.6
kernel /boot/xen-3.0.gz dom0_mem=262144 module /boot/vmlinuz-2.6-xen0 root=/dev/sda4 ro console=tty0 A linha do kernel diz ao GRUB onde procurar o Xen e que parâmetros de boot devem ser passados para ele. module /boot/my_initrd.gz
É bom manter o(s) antigo(s) bloco(s) presente(s) no arquivo de configuração que aponta(m) para o(s) kernel(s) antes utilizado(s), tendo em vista que pode ocorrer algum erro de configuração.
Lição 3 - Inicializando um sistema XenInicialização do dom0 Depois que a instalação e a configuração de boot estiver completa, reinicie o sistema e escolhe, na lista de sistemas do GRUB, a opção do Xen recém-criada. Criação de domínios clientesEstamos querendo instalar um sistema cliente, afinal. O primeiro passo em criar um novo domínio é preparar um sistema de arquivos raíz, de base (root filesystem). Esse sistema de arquivos pode ser armazenado de várias formas diferentes, inclusive da forma mais evidente, que é instalando o sistema normalmente em uma partição própria. Existem alternativas, então, aqui segue uma lista das possibilidades mais usuais: Quem não souber as soluções das instalações alternativas pode simplesmente pegar o CD de instalação de sua distribuição, bootá-lo e instalá-lo em uma partição separada como de praxe. # xend start
Arquivo de configuração do domínioAntes de inciar um domínio adicional, devemos criar um arquivo de configuração - o myvmconf, no diretório do xen em /etc/xen. São providos, pelo manual do Xen 3.0, dois arquivos de exemplo que se pode usar como ponto de partida: Existem outros exemplos que podem se mostrar úteis. Copie um deles e os edite apropriadamente. Os valores que provavelmente se gostaria de editar são: kernel: Atribua a ele o caminho (path) do kernel compilado a ser utilizado com o Xen (e.g. kernel = ``/boot/vmlinuz-2.6-xenU''), no caso de ter compilado o código do Xen e personalizado o Kernel. memory: Atribua a ele o tamanho da memória do domínio em megabytes (e.g. memory = 64). disk: Coloque o primeiro valor desta lista para calcular o offset da partição raiz do domínio baseado no ID do domíno. Atribua ao segundo a localização do /usr, caso a esteja compartilhando entre os domínios (e.g. disk = ['phy:your_hard_drive%d,sda1,w' % (base_partition_number + vmid), 'phy:your_usr_partition,sda6,r' ] ) dhcp: Descomente a variável dhcp para que o domínio receba seu IP de um servidor DHCP (e.g. dhcp=``dhcp''). vif : Edite esta variável para determinar o endereço MAC da placa ethernet virtual, se quiser. Caso não sete esta variável, o xend vai, automaticamente, gerar um endereço MAC aleatório na faixa 00:16:3E:xx:xx:xx, designado pela IEEE ao XenSource como um OUI (Organizationally Unique Identifier) (e.g. vif = ['mac=00:16:3E:F6:BB:B3'] ) Inicialização do domínio clienteA ferramenta xm provê uma variedade de comandos para gerenciar domínios. Utilize o comando create para inicar novos domínios. Assumindo que você já criou o arquivo de configuração myvmconf baseado no o /etc/xen/xmexample2, para iniciar uma máquina virtual com ID 1, você deve digitar: # xm create -c myvmconf vmid=1
O parâmetro -c faz o xm se tornar o console do domínio após a criação. O vmid=1 seta a variável vmid utilizada no arquivo myvmconf. # service xendomains start
E finalizados manualmente: # service xendomains stop
Lição 4 - GerenciamentoXendO daemon do Xen (Xend) realiza as funções de controle relativas às VMs. Ele forma um centro de controle para um máquina e pode ser controlado através de um protocolo baseado em HTTP. O Xend deve estar rodando para que se inicie e monitore VM.
Um script de inicialização SysV chamado xend é provido para iniciar o xend na hora do boot, make install instala este script em /etc/init.d. Para habilitá-lo, você deve fazer links simbólicos nos diretórios dos runlevels apropriados ou utilizar a ferramenta chkonfig, se disponível. Uma vez rodando o xend, a administração pode ser feita com a ferramenta xm. Gerenciamento xmXm é a principal ferramenta de gerenciamento do Xen via console. O formato geral de um comando xm é: # xm comando [switches] [argumentos] [variáveis]
Os switches e argumentos disponíveis dependerão do comando escolhido. As variáveis podem ser setadas utilizando declarações na forma variável=valor. Declarações de linha de comando sobreescrevem quaisquer valores dos arquivos de configuração utilizado, incluindo as variáveis descritas acima e quaisquer variáveis padrões (por exemplo, o arquivo xmdefconfig utiliza a variável vmid). Para ajuda sobre os comandos disponíveis, digite: # xm help
Isto listará os comandos mais utilizados. A lista completa pode ser obtida com o comando a seguir: # xm help --long
Também podemos digitar # xm help <command>
para nos infomarmos sobre um comando específico. list: Um comando importante é aquele que lista os domínios que estão ativos atualmente: # xm list
Sua saída possui o seguinte formato: name domid memory vcpus state cputime
O significado de cada campo é descrito a seguir: name: O nome descritivo da VM. domid: O número do ID do domínio em que esta VM está rodando. memory: O tamanho da memória em megabytes. vcpus: O número de CPUs virtuais que este domínio tem. state: O estado do domínio. O estado do domínio consiste em 5 campos:
cputime: O tempo de CPU (em segundos) que o domínio utilizou até então. O comando xm list também suporta um formato de output longo (no formato do xend, o SXP), para tanto se utiliza o switch -l. console: Podemos ter acesso ao console de um domínio específico utilizando o comando console, por exemplo: # xm console nomeVM
Segurança e Parâmetros de boot do XenSegurançaQuando implementando um sistema Xen, deve-se tornar o domínio de gerência (domínio0) ao máximo. Se este domínio estiver comprometido, todos os outros domínios estão também vulneráveis. As seguintes práticas são uma seleção das melhores práticas de segurança para o domínio0. Parâmetros de boot do XenEssas opções abaixo são as utilizadas para configurar o comportamento do Xen na hora do boot. Elas devem ser anexadas à linha de comando do Xen, ou manualmente ou editando o grub.conf. Esta lista serve como ilustração de algumas possibilidades. noreboot : Não reinicia a máquina automaticamente em caso de erros. Isto é útil para capturar a saída do debug. nosmp: Desabilita suporte a SMP. A opção é indicada por `ignorebiostables'. watchdog : Habilita o NMI watchdog que pode reportar algumas falhas. noirqbalance : Desabilita balanceamento e afinidade IRQ de software. Isto pode ser utilizado em sistemas como o Dell 1850/2850 que contornam, em hardware, problemas de IRQ-routing. badpage=<número da página>,<page da página> ...: Especifica uma lista de páginas que não devem ser alocadas para uso porque elas contém bad bytes. Por exemplo, se o testador de memória indicar defeito no byte 0x12345678, você colocaria `badpage=0x12345' na linha de comando do Xen. mem=xxx : Seta a quantidade de memória a ser alocada para o domínio0. No Xen 3.x o parâmetro pode ser especificado com os sufixos B, K, M ou G, representando, respectivamente, bytes, kilobytes, megabytes e gigabytes. A unidade padrão é kilobytes. dom0_mem=xxx : Seta a quantidade de memória a ser alocada para o domínio0. No Xen 3.x o parâmetro pode ser especificado com os sufixos B, K, M ou G, representando, respectivamente, bytes, kilobytes, megabytes e gigabytes. A unidade padrão é kilobytes. sched=xxx : Seleciona o planejador (scheduler) de CPU que o Xen deve usar. As opções, atualmente, são `sedf' (padrão) e `bvt'. apic_verbosity=debug,verbose : Apresenta mais informação sobre a ACIP local e configuração da IOAPIC. lapic : Força uso da APIC local mesmo quando desabilitada por uma BIOS de uniprocessamento. nolapic : Ignora a APIC local em um sistema de uniprocessamento, mesmo se habilitada pela BIOS. Imagem de exemplo (Internet): Veja também:
Nos últimos anos, com a evolução da informática, o poder de processamento dos computadores aumentou drasticamente. Entretanto, existem casos em que todo esse processamento não está sendo utilizado pelas máquinas, fazendo com que exista uma subutilização dos recursos computacionais. Preocupados em procurar soluções que visam à diminuição dessa ociosidade de processamento, os administradores de redes tem utilizado a técnica da virtualização. O uso da virtualização representa a ilusão de várias máquinas virtuais (VMs) independentes, cada uma rodando uma instância de um sistema operacional virtualizado. Esta técnica não é nova, iniciou-se pela IBM nos mainframes na década de 60, mas seu uso foi difundido nos anos 80, tendo em vista a resolução de problemas a um custo relativamente baixo. http://www.guiadohardware.net/artigos/ferramentas-virtualizacao/
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