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    Acelerando comandos com o alias

    Dicas do Guia do Hardware

    Quer resumir grandes comandos que você usa no dia-a-dia por simples palavras que estão na ponta da língua? Hoje vou mostrar uma dica rapidinha, sobre o comando alias, que permite a você criar novos comandos baseados em outros já existentes.Pablo Vieira
    22/10/2007


    Hoje vou mostrar uma dica rapidinha. É sobre o comando alias, que permite a você criar novos comandos baseados em comandos já existentes.
    Não entendeu nada? Acompanhe este exemplo:

    [root@pabloxubuntu:/home/pablo]# instalar vim-full

    Lendo lista de pacotes… Pronto
    Construindo árvore de dependências
    Reading state information… Pronto
    Os pacotes extra a seguir serão instalados:
    libruby1.8 tcl8.4 vim-gui-common
    Pacotes sugeridos:
    tclreadline cscope vim-doc
    Os NOVOS pacotes a seguir serão instalados:
    libruby1.8 tcl8.4 vim-full vim-gui-common
    0 pacotes atualizados, 4 pacotes novos instalados, 0 a serem removidos e 11 não atualizados.
    É preciso fazer o download de 3850kB de arquivos.
    Depois de desempacotar, 11,6MB adicionais de espaço em disco serão usados.
    Quer continuar [S/n]?


    Hã? Mas como assim “instalar”? O comando não era apt-get install ?!?!
    Essa é a mágica

    Sintaxe

    O alias cria um novo comando chamado instalar, que na verdade faz “apt-get install”. Veja:
    alias instalar=’apt-get install’
    É um comando bem simples, mas muito útil =D

    Muitas distribuições Linux já incluem alguns alias por padrão, para facilitar a tarefa do usuário. Quer um exemplo? Digite ls no terminal e veja se a saída sai colorida. Esse é um alias clássico, pois o ls sozinho não colore a saída. O que faz o ls sair colorido é a opção –color, onde então ficaria ls –color. (com dois traços - o Wordpress acaba juntando os dois e faz parecer um só, mas são dois) Esse é o alias que as distribuições criam:

    alias ls=’ls –color=auto’ (com dois traços)

    Salvando aliases e exemplos de uso

    Aqui vou dar algumas dicas de comandos longos que podem ser encurtados com o alias. Obivamente são só exemplos: solte sua imaginação e faça seus próprios comandos mágicos!

    ls & grep coloridos

    Este é o mesmo exemplo acima. Essa sintaxe funciona com os comandos ls(listar diretórios) e grep(buscar trechos de texto em arquivos). No caso do ls, ele colore de acordo com o tipo de arquivo e com seus atributos. Já o grep colore em vermelho o texto encontrado.
    alias ls=’ls –color=auto’ (com dois traços)
    alias grep=’grep –color=auto’ (com dois traços)

    Comandos do gerenciador de pacotes

    Este é o primeiro exemplo que eu dei. É bem mais fácil digitar “instalar programa” do que “apt-get install programa”. Aqui dou uma lista completa de aliases de remoção, instalação, busca, atualização de pacotes e repositórios de várias distribuições.

    Debian, Ubuntu, Kurumin e derivados (apt)

    alias instalar=’apt-get install’
    alias remover=’apt-get remove
    alias buscar=’apt-cache search’
    alias upgrade=’apt-get upgrade’
    alias update=’apt-get update’

     

    Fedora(yum)

    alias instalar=’yum install’
    alias remover=’yum remove’
    alias buscar=’yum search’
    alias upgrade=’yum update’

     

    ArchLinux(pacman)

    alias instalar=’pacman -S’
    alias remover=’pacman -Rns’
    alias buscar=’pacman -Ss’
    alias upgrade=’pacman -Syu’
    alias update=’pacman -Sy’

     

    Gentoo (portage

    alias instalar=’emerge’
    alias remover=’emerge --unmerge’
    alias buscar=’emerge -s’
    alias upgrade=’emerge -u world’
    alias sync=’emerge --sync’

     

    Pronto, agora você tem as principais funções do seu gerenciador de pacotes favorito em comandos fáceis de lembrar.

    Pra finalizar, dou a dica mais valiosa. Repare que sempre que você fecha o terminal o alias se perde. Para guardar um alias pra sempre, você deve colocá-lo no seu arquivo ~/.bashrc, que é o “arquivo de inicialização do bash”. Sempre que você abre o terminal, esse arquivo é lido e são executados os comandos descritos nele. É nele que é configurado, por exemplo, a variável PS1, que dita o título do prompt(usuario@host:pasta$). Não altere as demais opções do .bashrc, apenas adicione as suas, uma por linha.

    É isso aí, e até a próxima.




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