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    YouTube e Linux: baixando e convertendo vídeos facilmente

    Dicas do Guia do Hardware

    O YouTube tem reputação de ser um tanto fútil: é o tipo de site que você visita para assistir a vídeos de hamsters praticando snowboarding e outros roedores voando com jatos nas costas. Só recentemente, quando comecei a aprender piano e a ler partituras (além de reaprender violão) é que me dei conta de que o YouTube é uma excelente fonte de tutoriais online. Eles variam em qualidade, indo do execrável ao sublime, mas o material de qualidade que eu encontrei foi suficiente para que eu começasse a me perguntar qual seria a melhor maneira de usar o YouTube para organizar minhas aulas digitais de música. Como usuário comprometido com o GNU/Linux, fiquei imaginando como eu poderia aproveitar ao máximo a capacidade da minha distro de gerenciar o download e a exibição de conteúdo multimídia. A Unixlândia é um país livre e cheio de escolhas, e estas são as dicas, ferramentas, truques e os programas que selecionei para tirar o máximo proveito do YouTube.Gary Richmond
    15/12/2008


    YouTube and GNU/Linux: download and convert videos the easy way
    Autor original: Gary Richmond
    Publicado originalmente no:
    freesoftwaremagazine.com
    Tradução: Roberto Bechtlufft

    O YouTube tem reputação de ser um tanto fútil: é o tipo de site que você visita para assistir a vídeos de hamsters praticando snowboarding e outros roedores voando com jatos nas costas. Só recentemente, quando comecei a aprender piano e a ler partituras (além de reaprender violão) é que me dei conta de que o YouTube é uma excelente fonte de tutoriais online. Eles variam em qualidade, indo do execrável ao sublime, mas o material de qualidade que eu encontrei foi suficiente para que eu começasse a me perguntar qual seria a melhor maneira de usar o YouTube para organizar minhas aulas digitais de música. Como usuário comprometido com o GNU/Linux, fiquei imaginando como eu poderia aproveitar ao máximo a capacidade da minha distro de gerenciar o download e a exibição de conteúdo multimídia. A Unixlândia é um país livre e cheio de escolhas, e estas são as dicas, ferramentas, truques e os programas que selecionei para tirar o máximo proveito do YouTube.

    Obviamente o requisito primordial para a exibição de vídeos do YouTube é ter o Flash instalado. Várias distros vem com o Flash instalado. Se não for o caso da sua, baixe-o dos repositórios da sua distro. Esse é o jeito mais fácil. Se ele não estiver nos repositórios, instale-o quando for solicitado, ao tentar assistir a um vídeo. Você vai parar na página oficial de download do Flash, no site da Adobe. Esse método nem sempre dá certo. Se não funcionar, instale manualmente o pacote tar compactado. Abra um terminal, use cd para ir até o diretório em que você baixou o pacote, digite tar -xzvf install_flash_player*linux.tar.gz, instale-o com um ./install_flash_player*linux e (como root) copie o flash para o diretório de plugins do seu navegador com o comando cp libflashplayer.so /usr/lib/firefox-3*/plugins/. Isso deve funcionar com outros navegadores além do Firefox. Pode ser preciso reiniciar o navegador para que o Flash funcione. No caso do Konqueror, será necessário usar o menu de configuração para procurar por novos plugins.

    Se o seu lado Richard Stallman odiar binários, experimente o Gnash. Ele pode ser melhor em termos políticos, mas algumas pessoas tiveram problemas com ele, e as experiências individuais variam bastante. Pode ser necessário remover a versão não livre do Flash para que o Gnash funcione corretamente. Mais para a frente eu vou contar como baixar e salvar vídeos do YouTube mesmo que você não possa exibi-los no Konqueror porque o Flash não está instalado ou não está funcionando direito.

    Presumindo que o Flash já tenha sido instalado, não será preciso muito malabarismo para salvar os vídeos do YouTube. Qualquer navegador compatível com o YouTube serve. Essa dica se aproveita do fato de que enquanto você assiste a um vídeo transmitido pelo YouTube ele está sendo armazenado. Onde? No diretório /tmp. Independente do navegador usado para exibir o vídeo, ele será salvo nesse diretório. Use seu gerenciador de arquivos favorito para navegar até ele. Vai ser fácil reconhecer o arquivo, ele tem um nome do tipo Flash312N4Er, por exemplo. É só clicar nele com o botão direito e abri-lo em qualquer tocador de mídia compatível com o Flash (Kaffeine, Movieplayer, Kplayer etc). Como você já deve ter imaginado, como o arquivo está no diretório /tmp ele será perdido assim que o computador for reiniciado, por isso arraste-o para um diretório à sua escolha para que ele não suma mais. Dar outro nome ao arquivo também é uma boa idéia! Sim, é simples assim, e funciona com qualquer um dos navegadores mais famosos, exceto pelo Dillo e sua turma.


    Um pouco de audácia cai bem


    Esse é o método mais fácil de baixar e salvar vídeos. Porém, vez ou outra você pode querer salvar no seu tocador de mídia portátil a faixa com a música em MP3 de um vídeo. É aí que entra o Audacity, um versátil software para codificação e gravação de áudio. Muitas distros incluem o Audacity, mas se esse não é o caso da sua, na maioria das vezes basta um apt-get, yum ou urpmi para resolver. O visual dele não é de cair o queixo de ninguém mas ele faz o que deve fazer, e se você quiser configurar parâmetros como níveis de gravação e codecs de áudio, o Audacity tem um bocado a oferecer. Mas fica um aviso: Se você iniciar um aplicativo que usa a placa de som e depois abrir o Audacity, ele vai abrir, mas não sem antes exibir uma mensagem de erro dizendo que não pode acessar a placa de som, e que não poderá gravar nada. Logo, primeiro inicie o Audacity, minimize-o e depois abra o tocador de mídia e dispare o vídeo em Flash.

    Depois de configurar o Audacity de acordo com suas preferências, dê play no vídeo e aperte o botão de gravação para que o Audacity extraia a faixa de música para você. Dê stop quando o vídeo acabar e exporte o arquivo resultante como wav, ogg, mp3 ou flac. Caso esteja usando a última versão beta, a 1.3.6, você também poderá codificar para mais formatos: WMA, M4A e AC3, já que agora o Audacity suporta o FFmpeg. Se o FFmpeg já não estiver instalado, será preciso baixá-lo separadamente dos repositórios da sua distro. Vale a pena ter o FFmpeg: ele é uma ferramenta poderosa de linha de comando para conversão de áudio e vídeo, oferecendo a infra-estrutura usada por tocadores de mídia conhecidos como MPlayer, Mencoder e VLC.


    O YouTube e os service menus do KDE


    Como dizem aqui pelas minhas bandas, o procedimento que vamos adotar agora dá uma volta mais longa pelo quarteirão, mas tem o mérito de utilizar softwares fáceis de se obter e que vêm instalados por padrão na maioria das distros. Não oferece muito controle, mas funciona. Se você estiver usando o KDE e o Konqueror, os service menus tornam as coisas interessantes. Eu escrevi sobre essas belezinhas há alguns meses, quando ponderei sobre o quanto se poderia realizar nos confins do Konqueror. Os service menus expandem mesmo as habilidades do Konqueror, e dois deles são particularmente relevantes para o YouTube. Eles baixam vídeos diretamente em diversos formatos de arquivo e permitem a extração para vários codecs de áudio.

    A capacidade de baixar diretamente um vídeo do YouTube simplesmente selecionando a opção no menu de contexto (mesmo que o Flash não esteja funcionando no Konqueror) é um presente divino para quem quer moleza. O service menu Get YouTube Video pode ser baixado no site de aplicativos do KDE. Copie e cole uma das duas instruções de instalação em um terminal (a segunda funcionou por aqui) e os menus serão incluídos. Agora, busque por algum termo no YouTube. Nem é preciso abrir a página individual do vídeo; apenas clique com o botão direito em um título da lista para que o Konqueror ofereça várias opções suculentas.

    Get_YouTube_Video_service_menu_options

    Figura 1: as opções do service menu Get YouTube Video

    Há opções de download nos formatos .flv e .mp4, e elas trazem ainda quatro submenus para codificação e reprodução em vários formatos. O MPeg-4 é suportado por todos os grandes programas de software livre, incluindo Amarok, Banshee, MPlayer, Rhythmbox, Songbird, VLC e Xine, e renderiza vídeos com boa qualidade.

    O segundo service continua de onde o primeiro parou. Depois de baixar um vídeo musical do YouTube, você pode querer extrair o áudio dele. Instale o Audiokonverter, e um simples clique com o botão direito oferecerá a opção de extrair o áudio nos formatos Ogg, MP3, AAC, MP4 e Flac (desde que o suporte a esses formatos esteja instalado).

    Se você preferir um service menu simples, não interativo e sem opções, instale o Clive e o service menu Clive download video.


    YouTube e Firefox


    Mas e se você não usa o Konqueror (ou o Dolphin)? O Firefox, como você deve imaginar, tem um complemento para isso, o YouPlayer. Baixe o complemento no site oficial e um pequeno ícone será incluído no canto inferior direito do navegador. Clique nele para abrir uma barra lateral. Agora é só arrastar o vídeo do YouTube para o painel inferior e escolher entre reproduzi-lo no painel superior ou baixá-lo. O mesmo vale para o Google Video. Esse complemento também serve para armazenar favoritos temporariamente. Basta arrastar uma aba até o painel inferior e ela será adicionada à lista.

    Para completar a experiência com o Firefox no YouTube, instale o DownloadHelper. Uma vez instalado, o inevitável menu de contexto oferece ao usuário a opção de baixar um vídeo do YouTube; há sete abas nas preferências do complemento, sendo "YouTube" e "Conversão" as mais importantes. A primeira permite configurar os nomes de arquivo, a detecção e o uso de qualidade de vídeo maior, mas a graça mesmo está na guia "Conversão". Ela contém um link para um aplicativo externo que converte os vídeos. Se você tiver o FFmpeg instalado, já está pronto para a ação. Há uma substancial variedade de codecs, e é possível configurar o complemento para realizar conversões automáticas, baixar os vídeos no formato original (Flash) ou converter manualmente após o download.

    O DownloadHelper vai além: se você quiser monitorar o YouTube (e outros sites) para ficar a par de novos vídeo sobre assuntos específicos, baixe o complemento subtile pelo menu do DownloadHelper, indo em "Extensão subtile" > "Instalação" para seguir automaticamente para a página do complemento, ou siga para a página por conta própria. Uma vez instalado, você terá que seguir o tutorial do DownloadHelper para configurar um botão na barra de ferramentas que pode ser configurado para checar se há vídeos novos no YouTube e em outros sites de vídeos, com base nos alertas que você vai criar sobre assuntos específicos.

    Porém, para um controle realmente poderoso sobre o áudio e o vídeo somado a uma interface gráfica fácil de usar, fica difícil barrar o Media Converter. Depois de instalada, a extensão será adicionada ao menu de contexto; ao selecionar um vídeo do YouTube, você terá a opção de convertê-lo e baixá-lo seguindo um assistente clicável que oferece várias opções de configuração dos tipos de vídeo, áudio, bitrates, resolução e quadros. Se preferir, você pode usar o site do Media Converter para fazer buscas no YouTube remotamente pelo "modo portal". O padrão é converter um vídeo diretamente, a partir de vários portais:

    Media_Converter%27s_five_step_wizard

    Figura 2: o assistente de cinco etapas do Media Converter

    Digite o termo de pesquisa e você será levado a outra tela:

    Media_Converter%27s_five_step_wizard_screen_two

    Figura 3: a segunda tela do assistente de cinco etapas do Media Converter

    O YouTube é o portal de pesquisas padrão. Digite um termo, clique em "search" e você verá miniaturas dos resultados do YouTube, com um link abaixo de cada um para convertê-los pelo mesmo assistente de cinco etapas exibido quando você converteu o vídeo diretamente pelo site do YouTube.

    Search_results_for_Jackson_Browne

    Figura 4: resultados da busca por Jackson Browne

    O método é atraente, rápido, compacto e muito legal, mas tem um grande problema. A busca resultou em 4.159 resultados, mas você só pode ver 120. Apesar dessa limitação, há restrições piores: o site/complemento identifica seu endereço IP, e só permite converter dez downloads por dia. Como a maioria de nós usa o DHCP para conectar aos ISPs, e não endereços estáticos, é possível desconectar, reconectar e obter um novo endereço IP; assim não é preciso esperar o dia seguinte. Além disso, conversões realizadas com taxas de áudio e vídeo altas podem gerar arquivos bem grandes. Minha última conversão bateu em quase 65 MB (e há um limite de 100 MB, que eu imagino ser por arquivo, e não total). Tirando isso, esse é um complemento poderoso que ajuda a aproveitar ao máximo os vídeos do YouTube. Altamente recomendável.


    Baixando pelo Firefox (e outros navegadores) sem complementos


    Desde que o Firefox tenha o Flash instalado e o Javascript ativado, o site Ckuik oferece um bocado de recursos e permite baixar vídeos do YouTube e salvá-los no HD (é só passar o mouse sobre os vídeos que as opções aparecem). Há outros recursos impressionantes no site, mas não vou estragar a surpresa. Veja você mesmo. O site não é específico para o GNU/Linux, mas é tão diferente que achei que valia inclui-lo. Uma solução parecida, porém sem a opção de fazer download é o YouTube Fast Search. Vale a visita. Os dois sites exploram a API do YouTube. Divirta-se.


    Interfaces gráficas independentes


    É legal usar o navegador, mas e os tocadores de mídia e softwares específicos para o YouTube? Felizmente, há uma tendência à integração de backends da internet aos tocadores de mídia e outros softwares independentes. Vamos a uma visão rápida dos melhores do grupo.


    Totem


    Os usuários do Gnome devem estar familiarizados com o Totem. A maioria das dependências envolvem Python e gstreamer-plugins-bad 0.10.6. Mesmo que você não tenha o Flash instalado, ainda poderá encontrar e reproduzir vídeos do YouTube, já que o Totem usa a API do YouTube. Mas ainda será preciso ativar o plugin no menu Editar do Totem. Depois de fazer isso, ative a barra lateral no menu Exibir e você estará pronto para navegar pelo YouTube. A qualidade dos vídeos do YouTube melhorou desde a chegada do formato H264. Se o repositório de sua distro não tiver esse plugin, há um pacote .deb disponível para o Ubuntu Hardy e um arquivo tar compactado. Usar o Totem ao invés dos papa-memórias Firefox e Opera faz sentido, sem falar no maior perfil de segurança. Quando o Totem puder exibir e salvar/converter vídeos do YouTube as coisas vão ficar bem interessantes. Para os que detestam binários como o Flash player, saber que o uso do Totem com esse plugin passa por cima da tentativa do software proprietário e da Adobe de incluir DRM no Flash vai causar uma profunda satisfação.


    Miro


    Antes chamado de Democracy Player, o Miro reproduz um monte de formatos, e mesmo que você não queira reproduzir e salvar vídeos do YouTube, ele oferece tantos recursos que vale a pena instalá-lo. Todas as grandes distros tem versões dele. É possível procurar, baixar e salvar vídeos do YouTube (embora o Miro exclua automaticamente os vídeos após cinco dias se você não marcar a opção de mantê-los gravados permanentemente). Com o Miro você pode exibir os vídeos em tela cheia e em HD — se/quando o YouTube vier a suportar esse formato. O Miro é imperdível para os fanáticos por áudio e vídeo.


    Elltube


    O Elltube é uma interface gráfica simples e bem bolada para o download e a conversão de vídeos do YouTube. A versão 0.3 acaba de ser lançada. As únicas dependências são o PyQt4 > 4.0 e o Python > 2.4, e caso deseje os recursos de conversão, o FFmpeg. Ele suporta inúmeros codecs: AVI, MPEG, MP4, MP3, WAV. Ao contrário do Totem, o Elltube não tem um recurso específico de busca. O usuário tem que colar a URL do YouTube. A parte boa é que você nem precisa estar rodando o Elltube. É só navegar até o vídeo desejado no YouTube (até em um navegador que não tenha o Flash instalado) e copiar a URL da página. Você vai ter uma surpresa ao iniciar o Elltube. O link estará lá automaticamente, e você só vai ter que escolher o formato do arquivo para download/conversão e apertar o botão de download. É fácil assim. Eis uma imagem do programa em ação:

    Elltube_downloading_and_converting_a_YouTube_video

    Figura 5: Elltube baixando e convertendo um vídeo do YouTube

    Incluir a API do YouTube para pesquisar por tópico ou pessoa tornaria este aplicativo mais versátil, bem como uma lista de reprodução de vídeos salvos. O site do Elltube tem binários para algumas distros e um script de instalação em Python facílimo de usar.


    PyTube


    De todos os aplicativos independentes, o mais cheio de recursos é o PyTube. Usá-lo apenas para baixar e converter vídeos do YouTube significa ignorar o fato de que ele pode fazer um monte de outras coisas. Infelizmente o domínio do site do PyTube expirou. Porém, você pode baixar um binário .deb no venerável Getdeb (para o Ubuntu Hardy, edições de 32 e 64 bits) e ele também está disponível como um instalável de um clique para o Suse.

    Eu testei os dois, ambos falharam. Nem nos live-CDs do Ubuntu 8.10 e do OpenSuse 11.0 a coisa deu certo. No Ubuntu a situação foi caótica. Tentei instalar o binário do Getdeb, o que causou uma série de problemas de dependências. Baixei dependência por dependência, tentando preencher as lacunas deixadas pelos repositórios do Ubuntu, e depois de instalar todas elas eu tentei instalar o PyTube outra vez, o que me levou novamente a erros de dependências relacionados a pacotes que eu já tinha instalado. Eu não desisto facilmente. Quando eu quero experimentar um software sou capaz de insistir por horas até achar um jeito dele funcionar, mas dessa vez fiquei a ver navios. Tive a sensação de ser um novato no GNU/Linux. Soltei palavrões impublicáveis. Uma nota aos desenvolvedores e aos que fazem campanha pela substituição do Windows pelo GNU/Linux: até que a instalação seja tão fácil quanto a do tal sistema operacional inferior, esse tipo de situação só vai desanimar os novatos no Unix. Permanentemente.

    O velho clichê do canivete suíço é justificado no caso do PyTube, e muitas de suas ferramentas podem ser úteis: edição de vídeo (rotação, escalonamento, junção, inclusão de áudio), suporte pré-configurado a certos dispositivos como iPods e PSPs, formatos de arquivo (OGG, MP3, MP4, AMP, WAV, FLV, AVI e 3GP) e ferramentas para pesquisa e download de vídeos do Google Video, do MySpace TV, do Metacafe e do YouTube (com possibilidade de fazer logon com sua conta de usuário para obter mais recursos). Bom, isso se eu conseguisse instalar o software. Logo, por enquanto, só posso atiçar vocês com estas imagens deliciosas hospedadas no Ubuntugeek. Malditos sortudos. Se alguém souber de uma distro (live-CD ou não) que rode o PyTube, por favor me avise. Estou ansioso.


    QtTube


    Outra interface para o Youtube-dl. Faz aquilo a que se propõe, sem as firulas do Elltube. É bem básico, mas se quiser experimentar procure por ele nos repositórios da sua distro ou baixe um binário .deb no Getdeb. É um script simples que cria uma interface gráfica para o youtube-dl, usando o kdialog.


    E finalmente, o bom e velho JavaScript


    Se você quer baixar vídeos do YouTube no formato MP4, uma simples pitada de JavaScript resolve o problema, mas você estará restrito ao seu navegador favorito (funciona com Chrome, Firefox, Netscape Navigator, Opera e Flock).

    Basta abrir o navegador, ir até esta página e arrastar o link para a barra de ferramentas. Vá para o YouTube e quando encontrar um vídeo que deseje baixar clique no botão intitulado “Get YouTube video”, e o link "Download as MP4" será inserido na caixa "Inscrever-se", à direita do vídeo selecionado. Clique com o botão direito e faça o download. Pronto. Básico, fácil e rápido, sem dependências e atualizações. Mais fácil do que isso, impossível. Se você for capaz de arrastar e soltar com o mouse, está tudo resolvido.


    Conclusão


    Os usuários do GNU/Linux estão muito bem servidos, com aplicativos individuais, service menus, JavaScript e complementos para o navegador que permitem tirar o máximo proveito do YouTube. Juntos, eles cobrem todas as áreas. Parece que, finalmente, a interface gráfica triunfou sobre o poder da linha de comando. O maior problema que você vai encontrar provavelmente será a instalação de todos os codecs de áudio e vídeo necessários. Só não me perguntem sobre o Fedora e o PyTube... Enquanto isso, vou no YouTube ver se encontro um vídeo mostrando como tocar algumas músicas do James Taylor na guitarra e alguns tutoriais sobre escalas para as duas mãos.

    Créditos a Gary Richmond - freesoftwaremagazine.com
    Tradução por Roberto Bechtlufft <roberto at bechtranslations.com>




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