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De um modo geral o trabalho de um servidor DHCP é bastante simples. Ele responde aos pacotes de broadcast das estações, enviando um pacote com um dos endereços IP disponíveis e os demais dados da rede. Periodicamente o servidor DHCP verifica se as estações ainda estão lá, exigindo uma renovação do "aluguel" do endereço IP (opção lease time). Assim os endereços IP são gastos apenas com quem realmente estiver online, evitando que os endereços disponíveis se esgotem. No Linux o serviço de DHCP é exercido pelo dhcp3-server que nas distribuições baseadas no Debian pode ser instalado através do comando: # apt-get install dhcp3-server Os comandos "/etc/init.d/dhcp3-server start" e "/etc/init.d/dhcp3-server stop" comandam a atividade do serviço. No Mandrake o pacote se chama "dhcpcd" e pode ser instalado através do urpmi. Uma vez instalado use os comandos "service dhcpd start" e "service dhcpd stop". O arquivo de configuração é o dhcpd.conf. No Debian o caminho completo para ele é: /etc/dhcp3/dhcpd.conf e no Mandrake é apenas /etc/dhcpd.conf Apesar dessas diferenças nos nomes, o que interessa mesmo é a configuração do arquivo e esta sim é igual independentemente da distribuição. Um arquivo de configuração básico, contém o seguinte: ddns-update-style none; A opção "default-lease-time" controla o tempo de renovação dos endereços IP. O "600" indica que o servidor verifica a cada dez minutos se as estações ainda estão ativas. Se você tiver mais endereços IP do que máquinas os endereços IP das estações raramente vai precisar mudar. Mas, no caso de uma rede congestionada, o "max-lease-time" determina o tempo máximo que uma estação pode usar um determinado endereço IP. Isso foi planejado para ambientes onde haja escassez de endereços IP, em condições normais estas duas opções não são muito importantes. O que interessa mesmo é o bloco que vai abaixo, onde ficam as configurações da rede. A opção "range" determina a faixa de endereços IP que será usada pelo servidor. Se você utiliza a faixa de endereços 192.168.0.1 até 192.168.0.254 por exemplo, pode reservar os endereços de 192.168.0.1 a 192.168.0.100 para estações configuradas com IP fixo e usar os demais para o DHCP. Na "option routers" vai o endereço do default gateway da rede, ou seja, o endereço do servidor que está compartilhando a conexão. Não é necessário que o mesmo micro que está compartilhando a conexão rode também o servidor DHCP. A opção "option domain-name-servers" contém os servidores DNS que serão usados pelas estações. Ao usar dois ou mais endereços eles devem ser separados por vírgula, sem espaços. Em geral você vai usar os próprios endereços DNS do provedor, a menos que você configure um servidor DNS interno na sua rede, que pode ser o próprio micro que está compartilhando a conexão e rodando o DHCP, estes serviços quase não consomem recursos da máquina. O servidor DNS mais usado no Linux é o Bind. No Debian você mata o Coelho com um "apt-get install bind". No Mandrake instale o pacote "drakwizard" e você terá à disposição um Wizard para configurar o servidor DNS dentro do Mandrake Control Center. Este servidor DNS pode ser configurado para implementar um sistema de domínios e sub-domínios na sua rede, mas o uso mais comum é simplesmente fazer um "cache" onde o servidor DNS simplesmente repassa as requisições para o DNS do provedor. E vai armazenando os endereços que já foram acessados.
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