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Todas as distribuições incluem um conjunto generoso de pacotes, seja diretamente nos CDs de instalação, seja em repositórios disponíveis via web. Os repositórios oficiais do Debian, por exemplo, combinados com o repositório non-free e mais alguns repositórios não oficiais podem facilmente oferecer mais de 22.000 pacotes diferentes. Mesmo assim, muitos drivers e softwares não estão disponíveis nos repositórios e precisam ser instalados manualmente a partir do código fonte. O checkinstall facilita esta tarefa, principalmente se você precisa instalar o mesmo software em várias máquinas ou quer distribuí-lo para amigos, gerando um pacote .deb, .tgz ou .rpm com o software pré-compilado, que pode ser instalado usando o gerenciador de pacotes de cada distribuição. Para usá-lo, comece instalando o pacote usando o apt-get, urpmi, yun ou outro gerenciador de pacotes usado na sua distribuição. Ele é um pacote bastante comum, que vem incluído em todas as principais distribuições. No Debian por exemplo bastaria um: # apt-get install checkinstall O funcionamento do checkinstall é simples. Ao instalar qualquer pacote a partir do pacote com o fonte, substitua o comando "make install" pelo comando apropriado do checkinstall. Onde: # checkinstall -D
# checkinstall -R
# checkinstall -S
Por exemplo, para gerar um pacote contendo os módulos e utilitários do driver para modems 537EP, disponível no http://linmodems.technion.ac.il/packages/ os comandos seriam: $ tar -zxvf intel-537EP-2.60.80.0.tgz Lembre-se que o checkinstall deve ser sempre executado como root. Ele vai gerar o pacote, salvando-o no diretório a partir de onde foi chamado (/home/kurumin/intel-537EP-2.60.80.0/intel-537ep-2.60.80.0_2.60.80.0-1_i386.deb no meu caso) e em seguida instalá-lo na sua máquina. Durante a geração do pacote, ele fará algumas perguntas, a fim de gerar o arquivo de controle que contém informações como o mantenedor do pacote (você no caso), uma descrição do pacote (um texto de poucas linhas explicando o que ele faz) e a versão. Ao gerar seus próprios pacotes, você pode ter problemas de instalação, caso seu pacote inclua algum arquivo que também existe em outro pacote, gerando erros como: (Lendo banco de dados ... 68608 arquivos e diretórios atualmente instalados.) Nestes casos você pode modificar o pacote, para não incluir o arquivo. Desinstalar o outro pacote com quem ele conflita (o qemu no caso) ou, caso perceba que é um problema benigno, que não trará maiores conseqüências, forçar a instalação do seu pacote, para que ele subscreva o arquivo usado por outro. No caso de um pacote .deb, o comando para forçar a instalação seria: # dpkg -i --force-all pacote.deb No caso de um pacote do .rpm, o comando seria: # rpm -iv --replacefiles pacote.rpm ou: # rpm -iv --force pacote.rpm Existem algumas limitações gerais com pacotes pré-compilados, que você deve levar em consideração. Em primeiro lugar, o pacote gerado foi compilado para a sua máquina e para a distribuição atualmente em uso. Não existe garantia que o mesmo pacote vai funcionar para distribuições diferentes, mesmo que elas utilizem o mesmo padrão de pacotes. No caso de pacotes contendo drivers, como o driver para modems 537EP que usei no exemplo, é gerado um módulo pré-compilado, que vai funcionar apenas em distribuições que utilizem a mesma versão do Kernel. Ou seja, basicamente apenas na mesma versão da mesma distribuição que você está usando. Não adianta compilar um pacote no Mandrake 10.2 e esperar que ele funcione no Slackware 11 por exemplo.
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