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    O básico para o Debian Lenny no desktop

    Dicas do Guia do Hardware

    O Debian é uma distribuição Linux "pura", desenvolvida por voluntários, sem vínculos empregatícios. É uma das mais estáveis, robustas e testadas. Que tal tudo isso no desktop? O uso do Debian por usuários finais é uma questão muito polêmica, que vem sendo discutida há anos: porque o Debian não é tão fácil de se usar em um desktop? Nesta dica, apresentaremos alguns avanços do Debian Lenny nesse sentido, além de dar várias dicas que deixarão seu Debian "liso" e confortável para um desktop.Júlio César Bessa Monqueiro
    18/12/2008


    Como descrito em nossa página de CDs, "o Debian é considerada a distribuição Linux mais "pura", por ser desenvolvida exclusivamente por voluntários, sem vínculos com nenhuma empresa, mantendo o espírito do software livre. O Debian é considerado ainda a distribuição Linux mais estável, pois todas as novas versões são testadas exaustivamente antes de serem consideradas estáveis. Justamente por isso nem sempre você encontrará os pacotes mais atualizados: a preocupação principal é sempre a estabilidade. Graças a isso, o Debian é a distribuição mais usada em servidores e seus repositórios são usados como base para o desenvolvimento de um sem número de distribuições, entre elas o Ubuntu e o Kurumin"

    Historicamente, pouquíssima gente utiliza o Debian no desktop, devido ao alto grau de configurações, falta de utilitários automatizados, etc, segmento esse preenchido na "família Debian" principalmente pelo Ubuntu, uma derivação do Debian voltada para iniciantes (ou não apenas) utilizarem em seus desktops. Mas vale lembrar que toda distribuição - até mesmo o Ubuntu - sempre tem algumas coisas a fazer após a instalação.





    desktop
    Debian recém instalado em um desktop

    O Debian no desktop é uma questão muito polêmica, que vem sendo discutida há anos: porque o Debian não é tão fácil de se usar em um desktop? A resposta parece  simples: esse não é o foco principal da distribuição, que é mantida por voluntários que possuem o objetivo do Debian GNU/Linux ser uma distribuição voltada para ser usada universalmente, em qualquer âmbito. Aos poucos, o Debian está, através de instaladores mais inteligentes e didáticos, definindo o público-alvo na instalação e fixando determinados pacotes mais específicos. Por exemplo, quando o Debian é usado em um desktop, é instalado um pacote chamado "desktop-base", que segundo sua descrição, "contém vários arquivos genéricos que são usados pelas instalações "Desktop" do Debian.  Atualmente, fornece algum trabalho artístico e temas associados ao Debian, arquivos .desktop contendo links para material associado ao Debian (adequado para ser posto no Desktop do usuário), e outros arquivos comuns aos ambientes de desktops disponíveis como o GNOME e o KDE". Achei muito interessante, por exemplo, que ao selecionar o idioma como Português do Brasil na instalação, o Debian tenha instalado o BR-Office automaticamente.

    Uai, se ela é universal, serve para o desktop também, certo? Certíssimo. Apesar dessa não ser uma das principais preocupações da equipe, o Debian vem melhorando muito nos últimos tempos para o usuário de desktop, sobretudo na versão 5.0, a Lenny - que por sinal me impressionou bastante. Só por observação, a versão Lenny ainda é considerada RC (Release Candidate), uma candidata à versão final. Contudo, em meus experimentos, ele se mostrou muito mais estável que versões finais de renomadas distros. A versão final chegará dentro de alguns meses.

    Em um paráfrafo de opinião pessoal, a título de curiosidade, migrei para o Debian visto que, como uso o computador para trabalhar, outras distribuições mais focadas no usuário doméstico não estavam me satisfazendo nos quesitos estabilidade, segurança, flexibilidade, maior leveza e velocidade, além da vantagem do fato do Debian ser "rolling-release" - ou seja, não preciso ficar baixando CDs e atualizando/formatando o PC a cada seis meses ou um ano, como faria em outras distribuições mais decoradas (fato que também não era muito "chegado" - os "frufrus"). E antes que me perguntem, não achei a comunidade Debian chata e "louca", como é o que se espalha por aí, muito pelo contrário - bem receptiva e prestativa. E antes que me acusem, não uso a camiseta da distribuição e saio na rua distribuindo panfletos - usa o sistema quem quiser e gostar. Eu uso ele porque ele satisfaz as minhas necessidades corporativas. A cada necessidade e gosto, uma distribuição :-)

    Voltando, uma impressão boa a primeira vista, para um usuário desktop, se deve pelo fato principalmente do Debian identificar tudo automaticamente, sem que eu tivesse que interferir, além do instalador gráfico bem explicado, que facilita muito a vida dos usuários finais. O Debian identificou todo o meu hardware automaticamente, e foi praticamente tudo automatizado até a tela de login do GDM - não tive que configurar nada, mexer em arquivos de texto, nada disso. Não deu uma mensagem de erro sequer, tudo fluiu sem obstáculos. Resumindo, a instalação do Debian via interface gráfica foi como o de qualquer outra distribuição voltada a desktops (para os mais aficionados, até os ícones e ações automáticas quando insiro um CD-ROM ou pendrive tem!). Como disse Roberto Bechtlufft, grande colaborador na redação desta dica, "embora no Ubuntu tudo seja bastante simples, o Debian não é difícil de usar. No Slackware, por exemplo, é preciso configurar áudio, acesso a pendrives, tudo na unha. O Debian já entrega o sistema funcionando bonitinho, é só ir personalizando e acrescentando coisas. E não ter que reinstalar o sistema é uma mão na roda".

    instalador
    Mas vamos ao que interessa. O Debian, como disse lá em cima, também é uma distribuição "pura" em outro sentido - ou seja, não vem por padrão com alguns codecs, Java da Sun, Adobe Flash (vem com o SwfDec, um Flash opensource). Antes que me perguntem, o Debian não vem totalmente preparado para o usuário desktop justamente pelo fato dela ser uma distro "universal", além de não conter determinados pacotes proprietários que necessitaremos. Claro que ela instala alguns pacotes voltados para um usuário doméstico (com direito a papel de parede! :-P), mas não é tudo o que precisamos. Há muita coisa ainda a melhorar - como a configuração de fontes - mas até agora a equipe tem mostrado esforços em deixar a distro mais adaptada ao usuário final.

    Essa será uma dica introdutória, com somente algumas dicas básicas, e não todas as complementares. Futuramente, pretendo ampliar esta com mais detalhes, informações e ilustrações, transformando-a em um tutorial.

    Esses procedimentos a seguir são perfeitamente passíveis de serem efetuados a partir de interfaces gráficas somente. Contudo, para deixar a dica focar no que realmente interessa e se tornar mais prática, por enquanto optei por centrar na linha de comando. Nesta dica, me baseei no ambiente gráfico Gnome (contudo, pode ser usado em qualquer ambiente - somente trocando o editor Gedit pelo de sua preferência).

    Comece abrindo o arquivo /etc/apt/sources.list como root, abrindo um terminal e rodando:

    $ su
       [senha]
    # gedit /etc/apt/sources.list

    Abrindo o arquivo, você verá as linhas do repositórios, que terão como categoria (a última palavra) provavelmente somente "main", como no exemplo:

    deb http://ftp.br.debian.org/debian/ lenny main
    deb http://security.debian.org/ lenny/updates main

    Como no exemplo abaixo, adicione também as expressões "contrib" e "non-free", abrindo nosso leque de pacotes disponíveis:

    deb http://ftp.br.debian.org/debian/ lenny main contrib non-free
    deb http://security.debian.org/ lenny/updates main contrib non-free

    Adicione também o Debian Volatile, um novo repositório oficial da equipe do Debian destinado a pacotes que se atualizam com frequência:

    deb http://volatile.debian.org/debian-volatile lenny/volatile main
    deb-src http://volatile.debian.org/debian-volatile lenny/volatile main

    Os repositórios Debian não possuem uma série de codecs e outros pacotes multimídia por serem proprietários, ou seja, não terem o código aberto, serem protegidos por copyright e/ou infringirem outras políticas da filosofia Debian. Para isso, ainda com o arquivo /etc/apt/sources.list aberto, vamos adicionar as linhas abaixo, referentes ao repositório "Debian Multimedia":

    deb http://www.debian-multimedia.org lenny main

    Seguindo dica deixada por um usuário do fórum GDH, você pode substituir, nas linhas acima, os termos "http://security.debian.org/" por "http://ftp.br.debian.org/debian-security/", e o "http://www.debian-multimedia.org/" por "http://ftp.br.debian.org/debian-multimedia/". A vantagem é que são mirrors localizados no Brasil, aumentando um pouco a velocidade de download de pacotes provenientes destes repositórios.

    A seguir, salve e feche o arquivo. Ainda no terminal, rode o comando abaixo, para adicionar a chave do repositório:

    # wget http://debian-multimedia.org/gpgkey.pub -O - | apt-key add - && apt-get install debian-multimedia-keyring

    Depois disso, rode como root o "apt-get update", para atualizar a lista de pacotes.

    Um dos grandes problemas de quem faz trabalhos de escola e faculdade, abre arquivos compartilhados na empresa ou de qualquer outra forma vive abrindo e exportando documentos do Microsoft Office, é a falta de fontes do Windows. Para resolver este problema, rode no terminal, aguardando o download de diversas fontes conhecidas:

    # apt-get install msttcorefonts

    Ainda dentro do assunto de fontes, você notará que vários programas, dentre eles o Iceweasel, terão fontes feias, tortas e serrilhadas. Resolva este problema rodando o comando abaixo:

    # dpkg-reconfigure fontconfig-config

    O programa fará algumas perguntas. Responda nesta ordem: Autohinter, Sempre e Não. Para ver as alterações, é necessário reiniciar o X, com um Ctrl+Alt+Backspace - mas por enquanto não faça isso, vamos terminar as configurações.

    Um outro problema específico do Iceweasel é que muitas vezes ele fica com fontes dos menus minúsculas demais, pelo menos para mim. Para resolver este problema, abra o navegador, e digite about:config na barra de endereços, procurando pela string:

    layout.css.dpi

    icone6
    Dê dois cliques na string que aparecerá, e altere o valor para "0". Dê Ok ou Enter e vamos resolver o próximo "problema".

    Ainda dentro do "about:config" do Iceweasel, resolveremos o problema que muita gente enfrente ao acessar serviços como o Gmail e Orkut: "o navegador não é compatível". Visto que o Iceweasel é um Firefox disfarçado, como ele não pode ser compatível? Simplesmente porque ele se identifica aos sites que você visita como "Iceweasel". Para alterar isso, procure pela string:

    general.useragent.extra.firefox

    icone3

    O valor dela deve estar com algo como "Iceweasel/3.0.1" ou coisa parecida. Dê dois clique e altere a expressão "Iceweasel" por "Firefox, ficando exemplarmente assim:

    Firefox/3.0.1

    Dê Ok ou Enter ao alterar, e para ver o efeito dessas alterações simplesmente reinicie o Firefox, ou melhor, o Iceweasel. Ele ficará "normal":

    icone5
    Falando em navegadores, vamos resolver outros dois "problemas": o Flash e o Java. Como muitos já devem saber, são dois plugins extremamente importantes para a navegação hoje em dia.

    O Debian já vem com uma versão de código aberto do Flash como padrão, o "Swfdec", mas ele apesar de ter evoluído muito nos últimos tempos (tanto é que uso ele até hoje), o Swfdec se mostra um pouco incompatível com videos embarcados, vídeos "soltos" e vários conteúdos Flash mais complexos. Para resolver isso, instale o plugin da Adobe, rodando o comando (lembre-se de ter ativado o repositório "Debian Multimedia"!):

    # apt-get install flashplayer-mozilla

    Logo depois da instalação, selecionaremos o plugin da Adobe como a padrão. Faça isso rodando:

    # /usr/sbin/update-alternatives --config flash-mozilla.so

    Digite o número que está na linha relacionada ao "flashplayer-mozilla", dando Enter em seguida, como fiz abaixo:

    icone9
    Para o Java, instalaremos a versão da Sun. O IcedTea, versão código aberto do Java, ainda tem certas incompatibilidades com sites de bancos e programas como o do Imposto de Renda. Para instalar a suíte de execução e o plugin para o navegador Web, rode:

    # apt-get install sun-java6-jre sun-java6-plugin

    Após a instalação, assim como fizemos no Flash, selecionaremos esta versão do Java como a padrão. Faça isso rodando:

    # /usr/sbin/update-alternatives --config java

    Digite o número que está na linha relacionada ao Java 6, dando Enter em seguida, como abaixo:

    icone8
    Um outro ponto é a falta de codecs multimídia proprietários do Windows, fazendo com que você não abra vários formatos de vídeo. Resolva isso rodando:

    # apt-get install w32codecs

    Para converter entre formatos de arquivos de áudio, um conversor de formatos bastante útil é o SoundConverter (voltado psra o Gnome). Para instalá-lo use:

    # apt-get install soundconverter

    icone4

    E para poder converter músicas para o formato MP3, além de ripar CDs (usando o Sound Juicer, que já vem por padrão no Debian) com o formato, instale o pacote necessário:

    # apt-get install gstreamer0.10-lame

    Para ver DVDs de outras regiões:

    # apt-get install libdvdcss2


    Outras dicas rápidas



    Caso tenha problemas com o teclado (acentuação, tecla fora do lugar), reconfigure com o comando (procure saber antes seu modelo de teclado. Em layout, coloque "br", e em modelo e variante, "abnt2", sem aspas):

    # dpkg-reconfigure xserver-xorg

    Para abrir o terminal na pasta atual do Nautilus (clicando com o botão direito, e ver a opção "Abrir num terminal"):

    icone7
    # apt-get install nautilus-open-terminal

    No Nautilus, para redimensionar ou girar imagens em massa:

    image2
    imagens

    # apt-get install nautilus-image-converter

    Já se você estiver no KDE e quiser recurso semelhante no Konqueror:

    # apt-get install konq-plugins imagemagick

    Aproveitando a dica do usuário tremonn do fórum GDH, vamos deixar o Nautilus mais confortável de se usar, evitando aquelas janelas minimalistas, que são abertas a cada pasta clicada, e vamos deixá-lo com cara de gerenciador de arquivos. Para isso, abra-o, e vá até Editar > Preferências > Comportamento. Marque a opção "Sempre abrir em janelas de navegador". Dê Fechar.

    img
    A seguir, reinicie o Nautilus rodando o comando "killall nautilus" (talvez seja preciso reiniciar o Gnome).

    Para ter todos aqueles efeitos de desktop, como alternar entre as áreas de trabalho através de um cubo em 3D, ter transparência nas janelas, etc, instale o Compiz, rodando:

    # apt-get install compiz fusion-icon

    E inicie o Compiz Fusion Icon através do menu Aplicações > Ferramentas do Sistema.

    Para acabar com aquelas montagens automáticas de CDs, DVDs e outros (como, ao inserir um DVD de filme, abrir o Totem automaticamente), configura à sua maneira (é fácil de se entender) indo em Sistema > Preferências > Unidade e Mídias Removíveis.

    img2
    Para instalar o VirtualBox, um poderoso emulador gratuito, em sua versão "Non Free" (a versão opensource está disponível nos repositórios Debian, através do pacote 'virtualbox-ose'), faça os procedimentos já conhecidos abaixo:

    Adicionar o repositório ao /etc/apt/sources.list:

    deb http://download.virtualbox.org/virtualbox/debian lenny non-free

    Adicionar a chave:

    # wget -q http://download.virtualbox.org/virtualbox/debian/sun_vbox.asc -O- | sudo apt-key add -

    Instalar o VirtualBox mais recente, através de um "apt-get install virtualbox-2.0", depois é claro de já ter feito pelo menos um "apt-get update" no dia.

    Para instalar o Skype, acesse a página:

    http://www.skype.com/intl/pt/download/skype/linux/choose/

    Clique em "Debian", baixo o arquivo de extensão ".deb" e abra o terminal na pasta onde você baixou, rodando a seguir:

    # dpkg -i skype [aperte a tela tab para autocompletar]
    # apt-get -f install

    O Debian Lenny, ao identificar o idioma escolhido como Português do Brasil, instala automaticamente o BrOffice, contendo o idioma da interface e corretor ortográfico., no português brasileiro. Se por um acaso você não tenha o BrOffice, e sim o OpenOffice padrão, você pode instalar tudo o que precisa em uma tacada só:

    # apt-get install broffice.org

    O pacote já habilita o português como linguagem padrão, e já traz como dependência o myspell-pt-br, que ativa a verificação ortográfica no OpenOffice (BrOffice) e família Mozilla (Iceweasel, Iceape, Icedove, etc).


    Contribuições

    Por Leonardo Meira (serrameira [at] gmail.com)


    Instalação de Fontes Extras:

    # apt-get install ttf-larabie-straight ttf-larabie-deco xfonts-terminus-dos xfonts-terminus xfonts-terminus-oblique xfonts-mona tv-fonts ttf-tuffy ttf-sjfonts ttf-sil-padauk ttf-sil-ezra ttf-paktype ttf-georgewilliams ttf-fifthhorseman-dkg-handwriting ttf-farsiweb ttf-essays1743 ttf-opensymbol ttf-nafees ttf-mgopen ttf-gentium ttf-freefont ttf-dustin ttf-devanagari-fonts ttf-dejavu-extra ttf-dejavu-core ttf-dejavu ttf-bpg-georgian-fonts ttf-bitstream-vera ttf-alee ttf-liberation

    Instalação do Unrar non-free para descompactar arquivos .rar (depois de instalado esse pacote, o seu compactador gráfico de arquivos favorito se configura e extrai normalmente os pacotes) :

    # apt-get install unrar

    Instalação do Google Earth:

    # apt-get install googleearth-package
    # make-googleearth-package
    # dpkg -i googleearth_xxxxxxx.deb [aperte a tela tab para autocompletar]

    Instalação do Picasa: faça download do pacote .deb no endereço: http://picasa.google.com/linux/, entrando no site e clicando no botão "Download Picasa for Linux". A seguir, clique no link abaixo do texto "deb, for Debian/Ubuntu i386". Enquanto escrevo, o pacote está sob o link:

    http://dl.google.com/linux/deb/pool/non-free/p/picasa/picasa_3.0-current_i386.deb

    Em seguida, no diretório onde o pacote foi baixado, rode no terminal:

    # dpkg -i picasa_xxxxxx.deb [aperte a tela tab para autocompletar]

    Instalação do Boot Splash (Boot Gráfico):

    # apt-get install usplash

    Melhorando o aspecto visual das aplicações GTK em ambiente KDE:

    # apt-get install gtk-qt-engine

    Em seguida basta ir ao centro de controle do KDE (kcontrol) e habilitar essa opção na sessão "Aparências e temas".

    Alguns pacotes necessários para o funcionamento do superkaramba do KDE:

    # apt-get install python-qt3 python-kde3 pykdeextensions

    Por Roberto Bechlufft e Elias Diniz


    Para remover apenas o pacote gnome-games sem legar todo o Gnome junto (já que o Gnome Games ocupa 50 MB), abra um terminal como root e digite:

    # aptitude

    Na tela que irá aparecer, procure e marque os itens "gnome" e "gnome-desktop-environment" dentro das categorias Tarefas e Pacotes virtuais (navegue dentro das categorias com as setas do teclado, e para entrar nelas, aperte 'Enter'. Depois remova-os (observe se mais algum pacote será removido), selecionando-os com as setas e apertando a tecla 'R'. Ao marcar os desejados para remoção, pressione "G". Para sair, pressione "Q".

    aptitude
    Tela do aptitude rodando no terminal

    Depois, é só remover o Gnome Games propriamente dito:

    # apt-get remove gnome-games gnome-games-data

    Após esse procedimento no aptitude, você poderá remover com sucesso o Evolution. Segundo Carlos E. Morimoto, "o Evolution é um cliente de e-mails bastante usado devido à similaridade com o Outlook. Entretanto, ele é também complexo e pesado, de forma que muitos preferem usar o Thunderbird, ou simplesmente utilizam o GMail ou outro webmail". Remova o Evolution rodando:

    # apt-get remove evolution

    Morimoto ainda salienta: "uma observação importante é que você não deve remover os pacotes "evolution-common" ou o "evolution-data-server-common", pois eles são utilizados por diversos outros aplicativos do Gnome, entre eles o gnome-network-admin, o gnome-volume-manager e o gnome-backgrounds. Ao removê-los, a barra de tarefas do Gnome deixa de ser aberta, tornando a interface quase inutilizável".

    Por Roberto Bechlufft


    Em resumo, o programa mais completo para o gerenciamento de fotos é o F-spot, que organiza em uma linha do tempo, permite o uso de tags e afins. Mas é pesadão, em mono. O outro programa interessante é o Gthumb que é uma beleza, permite colocar tags (ou "categorias") nas fotos, montar álbuns e realizar operações básicas como cortes, alteração de quantidade de cores, redimensionamento e afins. Percebi que 90% das coisas que um usuário convencional faz no GIMP, podia fazer nele. Se peso é um problema, o Gthumb é um baita programa.

    gthumb
    Para instalar:

    # apt-get install gthumb

    Similar para o KDE, o Digikam:

    # apt-get install digikam kipi-plugins

    E se peso não é problema, o F-spot organiza melhor as coisas:

    # apt-get install f-spot

    Mudando de assunto, caso você queira ativar o "sudo" em seu Debian, há uma ótima dica em:
    http://wiki.forumdebian.com.br/index.php/Habilitar_sudo

    Embora não seja totalmente necessário, por causa das alterações que fizemos no começo da dica, talvez seja uma boa idéia reiniciar o sistema; e finalmente ver seu Debian "liso" para o desktop. Boa diversão!

    Créditos e agradecimentos a Roberto Magalhães Bechtlufft pela parceria na redação desta dica na íntegra.

    Veja também uma dica específica para instalação dos drivers proprietários da Nvidia (para quem quer a aceleração 3D) no Debian Lenny:
    http://www.guiadohardware.net/dicas/nvidia-debian-lenny.html

    Para baixar ou comprar o Debian, visite: http://www.gdhpress.com.br/cd/




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