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Os rootkits podem ser instalados tanto localmente (quando alguém tem acesso físico à sua máquina) quanto remotamente, caso o intruso tenha acesso via SSH, VNC, XDMCP ou qualquer outra forma de acesso remoto à sua máquina. Neste caso ele precisará primeiro descobrir a senha de algum dos usuários do sistema para poder fazer login. A instalação do rootkit é em geral o último passo de uma série de ataques que visam obter acesso a uma conta de usuário do sistema. A partir do momento que é possível logar na máquina, o atacante executa o rootkit para tentar obter privilégios de root. Uma vez instalado, o rootkit vai alterar binários do sistema, instalar novos módulos no kernel e alterar o comportamento do sistema de várias formas para que não seja facilmente detectável. O processo do rootkit não aparecerá ao rodar o "ps -aux", o módulo que ele inseriu no Kernel para alterar o comportamento do sistema não vai aparecer ao rodar o "lsmod" e assim por diante. Aparentemente vai estar tudo normal, você vai poder continuar usando a máquina normalmente, mas haverão outras pessoas com acesso irrestrito a ela, que poderá usá-la remotamente da forma que quiserem. Se num desktop isso já parece assustador, imagine num servidor importante. Naturalmente também existem programas capazes de detectar rootkits. Um dos mais populares é o chkrootkit, que pode ser encontrado no: http://www.chkrootkit.org/ No site está disponível apenas o pacote com o código fonte, que você precisa compilar manualmente, mas ele é um programa bastante popular e vem incluso na maior parte das distribuições. No Debian, Kurumin ou derivados, você pode instala-lo pelo apt-get: # apt-get install chkrootkit Ele pergunta se deve ser executado automaticamente todos os dias, através do cron. Isso garante uma proteção adicional, pois ele avisa caso futuramente a máquina seja comprometida.
Para executar o chkrootkit, basta chama-lo no terminal: # chkrootkit Ele exibe um longo relatório, mostrando um por um os arquivos checados. Numa máquina saudável, todos retornarão um "nothing found": Searching for Ramen Worm files and dirs... nothing found Uma parte importante é a checagem das interfaces de rede, que aparece no final do relatório: Checking `sniffer'... lo: not promisc and no packet sniffer sockets Os sniffers são usados para monitorar o tráfego da rede e assim obter senhas e outras informações não apenas do servidor infectado, mas também de outras máquinas da rede local. Um dos sintomas de que existe algum sniffer ativo é a placa da rede estar em modo promíscuo, onde são recebidos também pacotes destinados a outros micros da rede local. Alguns programas, como por exemplo o Vmware, o Ethereal e o Nessus colocam a rede em modo promíscuo ao serem abertos, mas caso isso aconteça sem que você tenha instalado nenhum destes programas, é possível que outra pessoa o tenha feito. Caso o teste do chkrootkit detecte algo, o melhor é desligar o micro da rede, reiniciar usando um CD do Kurumin, salvar arquivos importantes e depois reinstalar completamente o sistema. Da próxima vez mantenha o firewall ativo, mantenha o sistema atualizado e fique de olho no que outras pessoas com acesso ao sistema estão fazendo. Se a intrusão for em um servidor importante e ele for ser enviado para análise então simplesmente desconecte-o da rede. Alguns indícios se perdem os desligar ou reiniciar a máquina. Infelizmente o teste do chkrootkit não é confiável caso seja executado em uma máquina já infectada, pois muitos rootkits modificam os binários do sistema, de forma que ele não descubra as alterações feitas. A única forma realmente confiável de fazer o teste é dar boot em algum liveCD e executar o teste a partir dele, um sistema limpo. Neste caso, monte a partição onde o sistema principal está instalado e execute o chkrootkit usando o parâmetro "-r", que permite especificar o diretório node será feito o teste: # mount /dev/hda1 /mnt/hda1 O Knoppix inclui o chkroot instalado por padrão. Você pode também remasterizar o Kurumin para incluí-lo.
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