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Ao "formatar" uma partição, ou ao remover todas as partições do HD, são alterados apenas os índices utilizados pelo sistema operacional para encontrar os arquivos. Os dados propriamente ditos continuam intactos na superfície magnética do HD, até serem efetivamente apagados reescritos. Claro, nada disso é realmente necessário se você sabe o que está fazendo. Da mesma maneira que é possível recuperar dados usando as ferramentas corretas, também é possível apagá-los de forma que seja impossível recuperá-los. A maneira mais rudimentar seria simplesmente reescrever todos os dados. Você poderia, por exemplo, encher o HD com zeros, usando o dd, como em: Aqui os dados já não poderiam mais ser recuperados por via normais, mas algumas empresas de recuperação possuem máquinas (com cabeças de leitura mais sensíveis que as originalmente usadas no HD) que conseguem recuperar a maior parte dos dados. Elas funcionam lendo a carga residual que sobra nas trilhas. Como este comando simplesmente enche o HD com zeros, ainda sobra um sinal fraco onde existiam bits 1. Uma forma mais segura, seria encher o HD com bits aleatórios, modificando o comando para ler as informações de entrada a partir do "/dev/urandom", outro dispositivo virtual, que fornece bits aleatórios: # dd if=/dev/urandom of=/dev/hda Usado com estas opções, o shred vai encher o HD com bits aleatórios, repetindo a operação 5 vezes (-n 5) . Como o processo é demorado, usamos a opção "-v" (verbose) para que ele exiba um indicador de progresso, concluindo com o "z", que faz com que, depois de concluído o processo, ele encha o HD com zeros, para despistar e esconder o fato de que você fez o apagamento. » Gostou do texto? Veja nossos livros impressos
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