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O Journaling é um recurso suportado por alguns sistemas de arquivos, entre eles o EXT3, suportado pelas distribuições do Linux baseadas no Kernel 2.4 ou mais atual (o EXT3 é o sucessor do EXT2, usado em distribuições baseadas no Kernel 2.2 ou anterior). Basicamente, o sistema de arquivos mantém um journal (ou log) onde são armazenadas todas as mudanças feitas em arquivos do disco. Quando qualquer erro inesperado surge, ou o sistema é desligado incorretamente é possível localizar todas as operações que não haviam sido completadas, restaurando a consistência do sistema de arquivos sem a necessidade de vascular arquivo por arquivo, como faz o scandisk do Windows ou o FSCK no Linux. O uso do EXT3, ReiserFS, ou outro sistema de arquivos com suporte a Journaling é importante sobretudo para quem não possui no-break, já que além do tempo necessário para rodar o FSCK após cada desligamento incorreto, o sistema EXT2 é muito suscetível à perda de arquivos, talvez até mais do que a FAT 16/32 usada no Windows. Entre o EXT3 e o ReiserFS a principal diferença é que o EXT3 tenta guardar informações tanto sobre a metadata, ou seja, as informações sobre o espaço ocupado pelo arquivos e suas permissões quanto sobre os dados em sí, enquanto o ReiserFS guarda apenas informações sobre a Metadata. No caso de um desligamento incorreto o ReiserFS é capaz de recuperar a consistência do sistema de arquivos em frações de segundo e a possibilidade de perda de pastas ou partições é nula. Em compensação, os arquivos que eventualmente estiverem sendo gravados no exato momento em que acabou a energia ficarão com seus dados alterados. Você continuará tendo acesso aos arquivos normalmente, mas o conteúdo estará truncado ou incompleto. Já o EXT3 tenta sempre preservar não só a metadata mas também os dados dos arquivos em sí. Isto se revela ao mesmo tempo uma força e uma fraqueza. A vantagem é que existe uma possibilidade maior de recuperar os arquivos que estiverem sendo gravados no exato momento em que acabar a energia. Por outro lado o journal guarda mais informações e é acessado mais freqüentemente o que causa uma certa degradação no desempenho (é justamente por isso que o ReiserFS costuma se sair melhor nos benchmarks) e ao mesmo tempo faz com que exista a possibilidade do próprio journal se corromper durante o desligamento. Este é o grande perigo do EXT3, pois sem o journal a tolerância à falhas é a mesma que no EXT2: o sistema passará o velho FSCK que demorará vários minutos e você corre um grande risco de perder completamente os arquivos que estiverem sendo acessados no momento do desligamento e em casos mais graves até mesmo pastas inteiras. Ou seja, o ReiserFS oferece uma grande proteção contra corrompimento do sistema de arquivos, mas em compensação pouca proteção para os arquivos em sí. O EXT3 por sua vez oferece uma maior proteção aos arquivos, mas em troca oferece um menor desempenho e uma proteção mais frágil para o sistema de arquivos em sí. » Gostou do texto? Veja nossos livros impressos
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