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Autor original: Ladislav Bodnar Publicado originalmente no: distrowatch.com Tradução: Roberto Bechtlufft
O Linux já foi um sistema operacional altamente técnico. Poucas pessoas fora do meio da engenharia da computação ousavam usá-lo, ou sequer tinham ouvido falar nele. Naqueles tempos até a instalação de versões estáveis era um desafio, mas assim que assumiam o controle do sistema, muitos usuários técnicos pulavam rapidamente para o próximo desafio: instalar uma nova versão beta, acompanhando as alterações das árvores de desenvolvimento e interagindo com os desenvolvedores em listas de discussão e postando bugs. Esse tempo já passou, e hoje em dia a maioria das distribuições é fácil de usar e instalar em comparação com as da época, mas isso não é motivo para que os usuários de Linux mais confiantes não experimentem a árvore de desenvolvimento de suas distribuições favoritas. Há muitas vantagens em se fazer isso. Em primeiro lugar, o usuário se sentirá mais envolvido com seu projeto preferido ao rodar exatamente aquilo que os desenvolvedores da distro estão rodando em seus sistemas (lembre-se, a ideia do software livre é compartilhar, e não apenas consumir). Em segundo lugar, ao usar a árvore de desenvolvimento os usuários podem contribuir muito com a estabilidade de pacotes individuais e de toda a distribuição, relatando bugs e conversando com os desenvolvedores nas listas de discussão. E em terceiro lugar, o uso da árvore de desenvolvimento significa que você vai rodar a versão mais nova do que o mundo do software livre tem a oferecer. É claro que há uma grande desvantagem: o sistema pode ter problemas a qualquer momento. Muitas vezes é possível corrigir tudo buscando por ajuda online, mas geralmente é mais rápido reinstalar o sistema do zero. Há duas semanas, a Mandriva anunciou que sua árvore de desenvolvimento (ou "Cooker") havia passado por uma grande atualização após o último lançamento da distro, e que agora muitos pacotes novíssimos estão disponíveis para aqueles que ousarem usá-los em seus computadores. O maior destaque é o KDE, que foi atualizado para o primeiro beta da versão 4.3 (a 4.2.85). É uma excelente oportunidade de testar a próxima grande atualização desse desktop tão popular e ainda contribuir para um lançamento sem grandes problemas, que está marcado para o dia 28 de julho. A pergunta é: como atualizar para o Cooker? Na verdade, é bem simples. Assim que você decidir que quer mesmo fazer isso (de preferência em um sistema para testes), siga estas etapas: Atenção: os comandos das etapas 4 e 5 podem ser combinados em um único comando:
# urpmi --auto-update
Eu atualizei a minha instalação do Mandriva 2009.1 (em uma máquina de testes) para a versão mais recente do Cooker no final de semana e encontrei alguns problemas. Dependendo da velocidade de sincronização dos mirrors com o servidor principal, às vezes você pode ter problemas de dependências ou outros erros, mas esses problemas costumam desaparecer como num passe de mágica no dia seguinte. Embora seja bom ter em mente as advertências de costume, não fique paranoico só porque está usando um sistema atualizadíssimo: lembre-se de que os desenvolvedores e os contribuidores ativos do Mandriva só rodam o Cooker o tempo inteiro, ano após ano! Quem sabe você também não se torna um contribuidor, ou não acaba adotando um pacote "órfão" do Mandriva?
Com poucos comandos, você pode rodar bem antes da hora uma versão do Mandriva Linux 2010 Veja também: "Como rodar o Slackware "Current"" Tradução por Roberto Bechtlufft <robertobech at gmail.com>
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