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Vou comentar o básico, pois a gravação de sons no computador aborda uma série de noções e conhecimentos necessários para que seja feita com a melhor prática possível, o que daria quase um livro, não um tutorial. Mas com esse texto dá para você começar. Rádios on line, sites que oferecem áudio em streaming, normalmente não permitem salvar os sons. Mas eles saem pela sua placa de som, então (pelo menos na maioria das placas, exceto as muito antigas) dá para gravá-los enquanto estão sendo tocados! Seria comparado a gravar um som do rádio enquanto ele fosse tocado, em fitas K7, lembra? (para quem é das antigas...). Falando nisso, quer gravar de rádios "de verdade", ou de fitas K7, ou de discos... Ou de outras fontes? É basicamente a mesma coisa, basta plugar a saída de som do aparelho de som na entrada de linha (ou microfone) da placa de som. Para isso, use um adaptador P2-P2, ele tem nas duas pontas o conector "padrão" de fones de ouvido: ligue uma na entrada de som da sua placa de som, e a outra, na saída de fone de ouvido do aparelho (se ele não tiver outra melhor). Antes de ir atrás de um cabo desses (que paguei R$ 2,50 numa loja de eletrônica!) eu fazia uma gambiarra doida, abrindo o rádio e plugando nos fios do auto-falante um cabo de fone de ouvidos velho... Assim eu tinha a saída do som entrando na entrada de linha ou microfone do computador. No caso de fitas K7 ou discos, você deverá "picar" o arquivo nos locais de pausas, senão terá uma longa e única faixa para cada lado da fita. Mas calma, veremos isso também. Para fazer essas gravações você vai precisar de um software gravador de sons. Particularmente, uso o Nero Wave Editor, que vem com o Nero Burning ROM (não o Nero Express). Você pode usar outros bons gravadores gratuitos, nem precisa tanta coisa. Dois ótimos são o Audacity e o WavePad: Audacity, open source: http://audacity.sourceforge.net WavePad, com versão gratuita, menos recursos, mas é gratuita: http://nch.com.au/wavepad O gravador de sons do Windows grava até um minuto e pára, mas se você clicar no botão gravar ("rec") novamente, ele grava por mais um minuto e pára, é incômodo ficar clicando, até porque isso perde alguns segundos da música e ficaria picada depois. No Linux, boa parte das distribuições vêm com o Audacity, que é aberto. Estando com o software gravador de sons instalado, você precisa ter estas noções, para utilizá-lo da melhor forma possível (isso é apenas um leve resumo): - Os sons digitais são representações dos sons numa forma que o computador pode entender. Os arquivos de áudio são arquivos como qualquer outro, um amontoado de zeros e uns. - No Windows (e em outros sistemas também), os sons "padrões", digamos, são os sons "wave", em onda. Seria o formato "cru" do som. Nas configurações mais usadas (e por isso chamadas de "padrão" pela maioria) um arquivo de som em wave (extensão ".wav") ocupa, em média, 10 MB de espaço em disco para cada minuto de áudio. Para fazer gravações relativamente longas, deve-se ter muito, muito espaço em disco, tanto para salvar o arquivo como para os temporários. É necessário ter espaço de sobra na partição onde os temporários ficam, no padrão do Windows, seria na unidade C. - Devido o tamanho do arquivo wave, fica inviável guardá-lo até mesmo em CDs, se for muita coisa, imagine então como passar uma música inteira pela web, ou mais, aquele programa de uma hora que você gravou. Entram aí os formatos comprimidos, que comprimem o arquivo de áudio, normalmente reduzindo um pouco a qualidade. O mais famoso é o MP3, mas existem outros, como OGG, WMA, etc. Por tocar em praticamente todo lugar e não ter as frescuras do WMA, prefira o mp3. Em sua configuração mais usada (a 128 kbps de codificação) são ocupados, em média, 1 MB para cada minuto, ou seja, 10% apenas do que ocuparia um som em wave. Uma música de 3 minutos em ".wav" teria cerca de 30 MB, enquanto que a mesma música, com relativa boa qualidade, teria 3 MB em ".mp3". - Durante a edição de um áudio digital, o que ocorre é isso: para trabalhar com o arquivo, editá-lo, etc, ele precisa estar sem compactação, na forma "crua". O famoso wave. Os programas de edição descompactam os arquivos ao abri-los, e recompactam ao salvá-los num formato comprimido. Os resultados intermediários são gravados num arquivo de troca, chamado normalmente "arquivo de pico", com função similar à memória virtual. Enquanto você vai gravando, ele normalmente grava em wave, para depois converter ou compactar o som, dependendo do formato escolhido (no processo de "codificação", "encoding"). - Você pode selecionar a fonte de gravação do som no programa de gravação ou no controle de volume do Windows. Alguns programas se integram ao controle de volume do Windows, outros têm seus próprios controles independentes. Se você não selecionar as opções certas e o volume antes de gravar, poderá se decepcionar no final. O ideal é gravar alguns trechos, de um minuto, por exemplo, salvar e ver como ficou, senão você corre o risco de gravar um programa inteiro e depois ver que ficou muito baixo o volume, ou pior, mudo (se o controle de volume adequado não tivesse sido selecionado antes de iniciar a gravação, por exemplo). Não estou citando o Linux aqui porque só tive experiências péssimas com gravação de sons nele, em várias distros, mas as idéias são basicamente as mesmas. O processo de gravação consiste basicamente em: 1. Abrir o software editor/gravador de áudio; 2. Ajustar o controle de volume para a fonte desejada; 3. Colocar a fonte sonora para tocar; 4. Iniciar a gravação no programa de som, normalmente clicando no "rec"; 5. Ao terminar o que você quer gravar, páre a gravação no programa ("stop"); 6. Feche ou interrompa a execução do som (da fonte de gravação); 7. Salve o arquivo de som, opcionalmente, removendo leves trechos antes e depois, sem som. Agora vou comentar cada um desses passos: 1. Abrir o software editor/gravador de áudio Abra o programa simplesmente, não tem segredo. Deixe-o pronto para gravar, fechando qualquer tela que possa dificultar sua ação. 2. Ajustar o controle de volume para a fonte desejada Você quer gravar som do quê? É de rádios on line? De sites de músicas? Se for esse o caso, abra o controle de volume do Windows e selecione a fonte "wave" ou "mixagem estéreo" para gravação. (Se ele não aparecer na barra de tarefas, próximo ao relógio, vá ao item “Sons, fala e dispositivos de áudio > Sons e dispositivos de áudio” do painel de controle, e marque o item “Mostrar controle de volume na barra de tarefas”; você pode abri-lo também digitando sndvol32 no “Iniciar > Executar”). O Windows possui dois controles, um para execução e outro para gravação. O "Controle de volume" simplesmente, é o comum, para reprodução. Nele, certifique-se de que *não* esteja marcado o item "Sem áudio" para os itens desejados, no caso, "wave" e "Stereo Mix", "Mixagem", normalmente o primeiro e segundo itens do controle de volume. É bom clicar em "Opções > Propriedades" do controle de volume, e marcar os outros itens, pois o Windows oculta alguns por padrão. Marque o item "sem áudio" para os outros itens, para evitar chiados e interferências na gravação, especialmente o "microfone", "cd de áudio", e "entrada". É bom desativar os sons do Windows também, senão, durante a gravação, poderão aparecer aqueles "plim", "tooom", dependendo dos lugares em que você clicar (desative-os na aba “Sons”, da tela das propriedades dos sons do Windows, comentada logo acima). Agora falta o controle de volume de gravação. No controle de volume normal do Windows, clique no menu "Opções > Propriedades", e selecione "Gravação" na telinha que aparece. Na listagem inferior, marque os itens "Mixagem Estéreo" e "wave", se não estiverem marcados. Ao dar OK, o controle de volume será redesenhado, exibindo os controles de gravação. Note que agora o item "Sem áudio" mudou para "Selecionar", ou seja, você deverá "clicar", "marcar" o item a partir do qual quer gravar. Para sons da web via streaming, normalmente prefira o "wave" ou o "mixagem estéreo". Basicamente a diferença é que o "wave" pega o som emitido pelos programas (um player, por exemplo, ou um site que ofereça música via streaming), e o "mixagem estéreo" captura todos os sons, mixando-os, tanto os que os programas emitem, como os eventualmente entrados via linha, microfone, CD de áudio, etc. Prefira o "wave" para evitar possíveis chiados das outras fontes, comuns em placas de som mais "frajutas", e não se esqueça de deixar sem áudio o item "Áudio de CD" no controle de volume.Veja, o controle de gravação: ![]() Estando marcado esse item, deixe o volume mais para cima. Se ficar muito alto, abaixe o som nas caixinhas, não no controle de volume de gravação, senão a gravação ficará baixa. Se quiser (eu faço isso!), abra novamente o controle de volume, ficando com dois na tela, um para gravação e o outro deixe normal, para execução. Abaixe (sem deixar mudo!) o volume de som de saída do sistema, para que você não precise escutar a música no último, enquanto grava :) Se quiser, durante a gravação você poderá desligar as caixinhas diretamente nela (não via software), para gravar sem ouvir. Se abaixar tudo pelo controle de volume, estará abaixando a gravação também, que poderá ficar muda. 3. Colocar a fonte sonora para tocar Ajustado o volume, abra o site ou o que quer que seja, e ponha para tocar. Se for com hora marcada (um programa de rádio comum, por exemplo, prepare-se uns 10 ou 15 minutos antes). 4. Iniciar a gravação no programa de som, normalmente clicando no "rec" Deixando abertas as janelas dos controles de volume e claro, da fonte de som, volte ao programa gravador de sons. Clique para iniciar a gravação. Essa parte é intuitiva, varia de programa para programa mas é fácil. Em alguns você deve definir o nome do arquivo e local para salvá-lo antes de iniciar a gravação. Outros, já vão salvando nos temporários... Cuidado com o espaço em disco, é bom ter de um e meio a três GB ou mais de espaço no HD (nenhum sufoco para os padrões de hoje). Para gravar uma música de cada vez, uns 500 MB ou menos pode dar, mas é bom tomar cuidado, pois será péssimo perder o que você gravou =| Agora entra uma questão importante, que você deve testar. Normalmente os programas gravadores de sons exibem um gráfico, que varia conforme a intensidade do som. Se ele ficar muito para baixo, o som sairá baixo. Se ele ficar muito para cima, ultrapassando a barrinha superior ou limite, o som não ficará necessariamente muito alto, pior: ele ficará chiado e deformado. O ideal é que fique em torno da indicação 0 dB, ou um pouco abaixo disso (entre -12 e 0 dB), para não ficar baixo, dependendo da fonte sonora. Esse gráfico vai variando conforme os sons forem sendo tocados, alguns programas exibem uma prévia dele mesmo com a gravação pausada, outros exibem as oscilações apenas enquanto algo está sendo gravado. Veja o do Nero Wave Editor, num volume ideal (onde o verde significa mais baixo, e o vermelho, mais alto, passando dele o som ficará distorcido, sendo o limite amarelo o "melhor", neste caso): ![]() Para ajustar o volume, use o controle de volume de gravação, movendo o controle da fonte selecionada para aumentar ou diminuir o som. (se você gravar de uma fonte externa, como uma fita K7 ou disco de vinil, pode ser necessário ajustar o volume ideal no aparelho de som, também). Grave um pouco, páre e teste, veja como ficou, até achar o volume ideal, onde o som gravado não saia baixo nem alto, nem deformado. 5. Ao terminar o que você quer gravar, páre a gravação no programa ("stop") Fácil, essa parte. Cuidado apenas para não clicar no botão errado e mandar pro espaço tudo o que você gravou, como um "Cancelar", já que a posição e legenda varia muito de programa para programa. 6. Feche ou interrompa a execução do som (da fonte de gravação) Fácil também :) Para otimizar o processamento do computador, feche ou interrompa a execução do som original. Não precisa mexer nos controles de volumes, apenas feche o site (se for streaming), o media player ou o que quer que seja. 7. Salve o arquivo de som, opcionalmente, removendo trechos antes e depois, sem gravação. A exibição do som ficará na forma de onda, na maioria dos programas: ![]() Os espaços logo no começo e logo no final, quando "fininhos", podem ser espaços sem som. Normalmente basta selecioná-los arrastando com o mouse e selecionando a opção de exclusão (delete). Na imagem acima não aparecem, pois não houve intervalo sem som nem antes nem depois do processo de gravação. Se você vai digitalizar fitas ou discos de vinil, deverá separar as faixas, para um trabalho mais "profissional". Entre uma faixa e outra provavelmente haverão espaços menores, na onda de som, bem fininhos, como uma "ligação". Basta recortar os trechos de onda mais alto, ouvindo (clicando no "play", dentro do software editor de sons) para ter certeza dos pontos selecionados. No geral, basta clicar no começo do "som", arrastar até o final e soltar. Então recorte (usando o comando "Recortar" do editor de sons, normalmente no menu "Editar" ou pelo tradicional atalho CTRL + X), crie um novo arquivo (no menu "Arquivo > Novo") e neste novo, cole o que você recortou. Então salve o novo, com o formato desejado. Feito isso, feche-o, voltando à gravação inicial. Selecione a próxima "faixa", recorte, e faça a mesma coisa... Se não houver uma pausa entre os sons (muita gente gravava fitas K7 grudando todas as músicas), aí pode ser melhor nem separar, dado o trabalho... Ao gravar de fitas ou discos você pode querer melhorar a qualidade, aplicando filtros. Como isso varia muuuito de programa para programa, não vou comentar nada específico. Normalmente, selecione o trecho desejado da exibição em onda do som (em muitos programas, tecle CTRL + A para selecionar tudo), e procure nos menus de efeitos recursos como "Noise reduction" ("redução de ruído"), "remoção de s", etc. Bons programas permite "prever" os resultados, antes de aplicar a todo o arquivo. Ainda assim, na maioria dos programas é possível usar os comandos "desfazer/refazer", e os arquivos só serão realmente modificados ao salvá-los. Ao salvar... Recomendo salvar escolhendo mp3, e nas opções de salvamento, escolha taxa fixa de 128 kbps. Mude estes valores apenas se você souber o que estará fazendo. Mudá-los corresponde a alterar a taxa de bits por segundo, quanto menos, pior vai ser a qualidade do arquivo final. Escolher 64 ou mesmo 32 kbps para coisas gravadas do microfone (especialmente vozes), e também a gravação em mono (em vez de estéreo) dá uma ajuda na leveza, visto que o som do microfone (dos baratos, de PCs mesmo) não terá uma boa qualidade, então não adianta desperdiçar espaço gravando com uma taxa de bits muito grande. Gravar em mono deixa o arquivo com quase metade do tamanho, do da gravação do mesmo em estéreo, já que será usado apenas um canal. Para músicas, prefira a partir de 128 kbps. Uma boa qualidade é 160 kbps. Uma dica: se estiver gravando de um site ou via streaming, use a mesma codificação usada pelo áudio original, para não perder a qualidade, nem desperdiçar espaço escolhendo um valor mais alto. Essa codificação normalmente aparece na página da rádio ou na que contém o link para o servidor do streaming. Se estiver gravando de rádios comuns (como FM, plugando o cabo P2 na entrada de linha ou microfone), pode usar 128 kbps, ou um pouco mais, se a qualidade do sinal da rádio estiver boa. Não adiantará escolher 320 kbps se a fonte não corresponder, você só estará gerando arquivos maiores, sem necessariamente uma altíssima qualidade. O salvamento pode demorar um pouco, vai depender basicamente da velocidade do seu processador. Evite usar outros programas ao mesmo tempo em que salva (e em que grava também!), para deixar o processador livre para esta tarefa. Salvar com muitos programas abertos ao mesmo tempo não tem problema, apenas demorará mais e dará "mais trabalho" para o processador, que deverá fazer muita coisa ao mesmo tempo (você terá folga para fazer de tudo ao mesmo tempo, se tiver um dual core, ou um sistema multi processado, mesmo relativamente antigo). Agora, não tente gravar com outros programas pesados abertos, pois, se durante a gravação o processador não estiver disponível por um tempo (devido estar fazendo outra coisa!), o som poderá ficar picotado, faltando pequenas partes, justamente nos trechos onde o processador não pôde ser usado para gravação. Como o som rola em praticamente tempo real a partir da fonte, o processador não terá como recuperar o que já passou :( Gravar e converter... Dependendo do computador e do tempo das gravações, torna-se incômodo... Por exemplo para mim, que gravo vários sets remixados que tocam numa rádio de música eletrônica daqui de São Paulo, onde chego a ter arquivos de 4 ou 6 horas de programação. Além das 4 ou 6 horas esperando para gravar, eu levaria um tempão para codificar esse arquivo para mp3. Para isso inventaram (ainda bem!) gravadores e conversores em tempo real. Um que uso há um bom tempo e gosto (tanto que nem procurei outros), é o CDex (http://cdexos.sourceforge.net). Não, ele não é um tipo de encomenda entregue pelo carteiro ;) É um ripador de CDs de áudio, com essa função adicional; gravar sons não é o objetivo principal dele. Ele tem função de gravação e conversão em tempo real, ou seja, ele grava "direto" em mp3 ou em outro formato comprimido qualquer. Na verdade ele não "grava" em mp3; ele grava em wave em memória, e converte "imediatamente" para mp3, salvando só o resultado final no disco. Para gravar com ele... Primeiro, defina as opções desejadas para a compressão (entre diversos formatos), pelo menu "Options > Settings > Encoder". Para gravar, vá ao menu "Tools > Record from Analog Input". Veja o console de gravação: ![]() Como você pode perceber, é fácil, basta colocar a fonte sonora para tocar (com o canal desejado selecionado no controle de volume de gravação do Windows), escolher o dispositivo de entrada (caso você tenha mais de uma placa de som), a pasta e o nome do arquivo, além do formato desejado. Cuidado aqui, ao escolher o formato de compactação (no item "Output File Type", na imagem acima), se seu processador não for muito rápido ;) Eu consigo gravar sons em mp3 com ele a 128 kbps fixos, no meu bom e velho Pentium II 266 MHz com 288 MB de RAM, desde que não fique com vários outros programas abertos ao mesmo tempo, usando o processador. Mas escolher OGG (ou os variantes do mp3, especialmente com taxa de bits variável), por exemplo, numa configuração como essa de processador, fará com que o som saia totalmente picado. Vale a pena você testar, pois em computadores recentes você poderá abrir outras coisas, e acabar prejudicando a gravação. Aqui novamente, os processadores com mais de um núcleo (ou máquinas com mais de um processador) se dão bem, deixando você trabalhar com relativa folga em outras coisas, mesmo coisas um pouco pesadas. Eu uso bastante o CDex para gravar coisas longas de rádios, onde não vou querer esperar a conversão depois, como falei. Um lado ruim é que, como ele vai gravando o arquivo já comprimido, ele deverá ser descompactado se for aberto posteriormente por um editor (seja para remover espaços sem gravação, comerciais ou limpar ruídos e aplicar efeitos). Assim, poderá ficar demorado remover trechos antes ou depois da gravação, visto que ao salvar, você teria todo o tempo de espera da conversão. Clique em "Gravar" no momento certo, e interrompa a gravação no ponto certo também, ou o mais próximo disso. Pelo lado bom, além de já gravar direto (terminou a gravação, o arquivo está pronto), o arquivo final ocupará pouco espaço em disco, sem nem usar arquivos temporários :) Bom para você, e bom para seu HD, que se desgastará menos e sofrerá menos no dia-a-dia, para esse tipo de tarefa. Falando em arquivos temporários... É sempre bom limpar a pasta de arquivos temporários depois de editar alguns arquivos de som, especialmente grande. Alguns programas limpam de qualquer jeito os rascunhos, podendo deixar lixo (e lixo grande!) no seu HD, visto que usam muito arquivos temporários, especialmente ao editar arquivos de som, recortar, copiar, colar trechos, etc. Os restos também ficarão no HD se o programa for finalizado de forma inesperada, como por exemplo, se ele travar ou se o computador for reiniciado com o arquivo aberto. No Windows, você pode limpar os temporários limpando o conteúdo da pasta "Temp", dentro da pasta "C:\ Documents and settings \ Seu Nome \ Configurações locais \ Temp" (a pasta "Configurações locais" fica oculta por padrão). Se você não se sentir seguro, veja este outro artigo aqui no GdH, sobre limpeza de temporários. Vale a pena comentar pois, brincando, você pode ficar com gigas e mais gigas de espaço desperdiçado, se fechar incorretamente um programa editor de sons, com arquivos grandes abertos :p Boas gravações! Marcos Elias Picão é produtor do Explorando e Aprendendo (http://www.explorando.cjb.net), um blog de informática que traz toda semana dicas de Windows, programas, sites, configurações e otimizações, para todos os níveis.
Iniciou sua vida digital em 2001, e aos poucos foi evoluindo, para frente e para trás, avançando nas novidades do mercado e, ao mesmo tempo, voltando ao passado para conhecer as "Janelas" antigas, de vidro a vidro. Mexe livremente com programação em Delphi, e mantém sites com dicas e tutoriais, além dos seus programas para Windows.
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