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Mais uma opção interessante no servidor DHCP é a possibilidade de relacionar um determinado endereço IP com o endereço MAC de certo micro da rede. Isso faz com que ele sempre obtenha o mesmo endereço a partir do servidor DHCP, como se tivesse sido configurado para usar IP fixo. Esse recurso é usado em redes de terminais leves, para que o servidor "reconheça" os terminais e possa enviar a configuração adequada a cada um, mas pode ser usado em outras situações, como, por exemplo, em uma pequena rede, onde alguns micros compartilham impressoras e arquivos e, por isso, não podem ficar mudando de endereço IP a cada reboot. Configurar o servidor DHCP para dar a eles sempre o mesmo IP pode ser mais prático que configurá-los para usar IP fixo manualmente, pois eles continuarão recebendo o mesmo IP mesmo que você reinstale o sistema (pois, apesar da mudança de sistema operacional, a placa de rede continuará a mesma). Veja o caso de quem usa live-CDs como o Kurumin, por exemplo. Para usar este recurso, adicione uma seção como esta para cada host, no final do arquivo dhcpd.conf, depois de todas as linhas de configuração, mas antes de fechar a chave (}): host kurumin { Veja que a seção começa com o nome da máquina, "kurumin" no exemplo. Em seguida vão, entre chaves, o endereço MAC da placa de rede (que você pode verificar através do comando "ifconfig") e o endereço IP que a estação deve usar. Um exemplo de arquivo completo, incluindo a configuração de IP fixo para duas máquinas seria: ddns-update-style none; subnet 192.168.0.0 netmask 255.255.255.0 { host kurumin { host mandriva { Em situações normais, você nunca deve manter mais de um servidor DHCP ativo ao mesmo tempo, principalmente se ambos estiverem configurados para dar endereços dentro da mesma faixa. Caso contrário, começam a surgir problemas com micros configurados com o mesmo IP (cada um dado por um DHCP diferente) e assim por diante. Mas, em algumas situações, uma configuração com dois servidores DHCP pode funcionar, naturalmente depois de bem testada. O dhcp3-server usado no Linux é bastante rápido, por isso (desde que a configuração não seja muito complexa) costuma responder antes dos servidores DHCP usados nos servidores Windows e na maioria dos modems ADSL, o que pode ser usado a seu favor. Imagine um caso comum: uma rede de 10 ou 20 micros, com um ADSL de 1 megabit, compartilhado pelo próprio modem. Para melhorar o desempenho da rede, você resolve implantar um servidor com o Squid configurado para trabalhar como um proxy transparente, além de um servidor DNS próprio e DHCP. Como este "servidor" é o seu próprio micro, que precisa ser desligado de vez em quando, você decide manter a rede da forma que está, com o modem compartilhando a conexão e o seu micro funcionando como um segundo gateway, dentro da rede local. Você quer que a rede continue funcionando mesmo quando seu micro precisar ser desligado por um certo tempo, por isso mantém o servidor DHCP do modem ativo, junto com o servidor DHCP instalado no seu micro. No seu caso, o Bind é mais rápido que o DHCP do modem. Por isso, enquanto ele está ligado, os micros da rede local são configurados para acessar através dele, passando pelo proxy transparente. Quando ele é desligado, o modem ADSL passa a responder as chamadas e os micros passam a ser configurados para acessar diretamente através dele (é preciso reconfigurar os clientes via DHCP para que eles obtenham a configuração a partir do modem e passem a utilizá-lo como gateway). A rede continua funcionando mesmo que seu micro seja desconectado definitivamente. Note que isso é tecnicamente errado e só funciona em redes pequenas, onde todos os micros são ligados ao mesmo hub ou switch. Quanto maior a rede, mais imprevisível se torna o comportamento dos servidores DHCP e mais importante torna-se manter apenas um ativo.
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