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Guia: Vídeo no Linux: nVidia, ATI e placas de TVCarlos E. Morimoto 07/02/2006 Driver da nVidia
Apesar de ter o código fonte fechado, o driver 3D da nVidia é distribuído com uma licença liberal, que permite sua livre distribuição, desde que não sejam feitas alterações nem engenharia reversa. Graças a isto, um grande número de distribuições vem com o com o driver pré-instalado, ou disponibilizam scripts ou pacotes prontos, o que é bom tanto para os usuários, quanto para a própria nVidia, que tem a chance de vender mais placas graças ao bom suporte por parte das distribuições.
Instalando manualmente
Na página de download estão disponíveis versões para processadores x86 (Pentium, Athlon, Duron, etc.), o Linux IA32, uma versão para processadores AMD64 (Linux AMD64/EM64T) e até uma versão para PCs com processadores Intel Itanium (Linux IA64):
Nas primeiras versões, os drivers eram bem mais complicados de instalar e eram disponibilizados pacotes separados para cada principal distribuição. A partir da versão 1.0-4349 (Março de 2003) o driver foi unificado, e o mesmo executável passou a atender todas as distribuições. Este arquivo executável substitui os dois arquivos com o o GLX e o Kernel driver, que precisavam ser instalados separadamente nas versões antigas do driver. Um instalador simples, em modo texto, cuida da maior parte do trabalho. A segunda grande mudança ocorreu a partir do 1.0-7664 (Junho de 2005). Até o 1.0-7174 o driver dava suporte a toda a família nVidia, desde as antigas TNT e TNT2, até as placas mais recentes. A partir do 1.0-7664 foi removido o suporte às placas TNT e TNT2 (incluindo as Vanta, Pro e Ultra), além das GeForce 256, GeForce DDR, GeForce2 GTS, Ti e Ultra, que passaram a ser consideradas placas "de legado". Se você tem uma, a única opção é continuar usando o antigo driver 1.0-7174, que continua disponível no arquivo: http://www.nvidia.com/object/linux_display_archive.html. Enquanto escrevo, a versão mais atual é a 1.0 release 8178, o que faz com que o arquivo se chame NVIDIA-Linux-x86-1.0-8178-pkg1.run. Este é um arquivo binário, diferente dos pacotes .RPM ou .DEB a que estamos acostumados. Você não precisa usar nenhum gerenciador de pacotes, basta rodá-lo diretamente em qualquer distribuição. Como de praxe, para executá-lo você precisa antes de mais nada dar permissão de execução para ele, o que pode ser feito com o comando: $ chmod +x NVIDIA-Linux-x86-1.0-7167-pkg1.run Por precaução, o instalador exige que você o execute em modo texto puro. O problema todo é que se você já estiver usando uma versão anterior dos drivers da nVidia, ele não terá como substituir os módulos antigos enquanto eles estiverem em uso (ou seja, enquanto o modo gráfico estiver aberto). Para fechar o X e poder iniciar a instalação do driver, é necessário parar o KDM ou GDM, voltando para o modo texto. Dependendo da distribuição usada, você pode usar os comandos para fechar o gerenciador de login:
# /etc/init.d/kdm
stop ... ou usar o comando telinit (ou init) para mudar para o runlevel 3, que não inclui a abertura do modo gráfico:
# telinit 3 No terminal, logue-se como root, acesse a pasta onde o arquivo foi baixado e finalmente o execute-o com o comando: # NVIDIA-Linux-x86-1.0-7167-pkg1.run Antes de mais nada, você precisa aceitar o bom e velho contrato de licença. Muita gente se pergunta por que a nVidia não abre de uma vez o código fonte do driver para que ele já seja incluído diretamente nas distribuições. Bem, o problema todo tem três letras: ATI. Atualmente a ATI está à frente da nVidia do ponto de vista do hardware. As placas são na maioria dos casos mais rápidas. O problema é a ATI não consegue fazer drivers tão bons quanto a nVidia, o que mantém as duas mais ou menos em pé de igualdade. Abrir os drivers neste caso poderia beneficiar a ATI, já que o código fonte do driver diz muito sobre como a placa funciona e que tipo de otimizações e truques foram implementados.
A maior parte da instalação consiste em simplesmente copiar alguns arquivos e bibliotecas. Mas, existe um componente que precisa ser gerado sob medida para o seu sistema, que é o módulo de Kernel, que permite que o driver tenha acesso de baixo nível ao hardware. O instalador já traz vários módulos pré-compilados para várias distribuições, incluindo Mandriva, SuSe, Fedora e outras. Ao usar uma delas, ele simplesmente vai instalar o que já tem sem fazer mais perguntas. Caso contrário, ele verificará se existe algum módulo disponível no FTP da nVidia onde é mantido um banco constantemente atualizado.
Caso você esteja usando uma distribuição mais incomum, ou tenha compilado seu próprio Kernel, ele recorrerá ao último recurso, que é compilar localmente um módulo adequado para a sua máquina. Neste caso, você precisará ter os pacotes kernel-sources, kernel-headers e gcc instalados, da mesma forma que ao compilar um dos drivers para softmodems ou placas wireless. Estes pacotes precisam ser obrigatoriamente os que vêm nos CDs da sua distribuição. É preciso que as versões batam com o Kernel que está instalado no seu sistema. De resto é só deixar o próprio programa se encarregar do resto:
Depois de concluída a instalação, use o comando "telinit 5" ou "/etc/rc.d/kdm start" para reabrir o modo gráfico. Tudo continuará exatamente do mesmo jeito que antes, pois os drivers foram instalados mais ainda não foram ativados :-). Para finalmente instalar os drivers você precisa editar o arquivo de configuração do X, nada muito complicado. Antes de mais nada, faça uma cópia do arquivo original, assim se algo der errado e o X não abrir mais você poderá voltar para a sua configuração antiga: # cp /etc/X11/xorg.conf /etc/X11/xorg.conf.orig Agora abria o arquivo e mãos à obra: # kedit /etc/X11/xorg.conf Dentro do arquivo, perto do início comente (ou apague) as linhas Load "GLcore" e Load "dri" e verifique se a linha "Load "glx" está descomentada:
As opções "GLcore" e "dri" ativam o sistema de suporte a gráficos 3D incluído no X. Precisamos desabilitar ambas as linhas justamente para desabilitar este recurso e utilizar diretamente os recursos do driver. Mais abaixo, procure pela linha que começa com "Driver", ela pode estar como Driver "nv", Driver "fbdev" ou Driver "vesa" de acordo com a sua configuração. Geralmente estará logo abaixo da linha "Section Device":
Section "Device"
Para ativar o driver da nVidia você deve alterar o valor para Driver "nvidia", indicando que o X deve usar o novo driver:
Depois destas três alterações, a configuração está completa. Pressione Ctrl+Alt+Backspace ou reinicie o micro e você verá o splash da nVidia indicando que tudo está certo. Experimente rodar o "glxgears", ou testar algum game ou aplicativos 3D. Em casos de problemas, basta desfazer as alterações para desativar o driver e voltar a usar o driver "nv". Se você estiver usando o Debian, ou outra distribuição derivada dele, como o Knoppix, Kurumin, Lycoris, Linspire, etc. Você precisará dar mais dois comandos (como root) para concluir a instalação:
# echo "alias
char-major-195 nvidia" >> /etc/modules.conf Uma terceira alteração que pode ser necessária dependendo do modelo da sua placa-mãe é desabilitar o double buffer extension. Procure pela linha: Load "dbe" # Double buffer extension e comente-a, deixando: #Load "dbe" # Double buffer extension Desabilitar esta opção vai causar uma pequena queda no desempenho. Deixe para desativá-la apenas caso ocorram travamentos ou instabilidade ao rodar games 3D.
NvAGP "0": desativa o uso do AGP. Isto faz com que a placa de vídeo seja acessada como se fosse uma placa PCI, sem armazenar texturas na memória e outros recursos permitidos pelo AGP. O desempenho naturalmente cai, principalmente nos games mais pesados ou a usar resoluções mais altas, mas os problemas são minimizados. NvAGP "2": usa o driver "agpgart", que é o driver AGP padrão, incluído no próprio Kernel. Este é um driver genérico, que ativa todas as funções do barramento AGP, sem nenhuma otimização em especial. NvAGP "1": usa o driver AGP interno da nVidia, uma versão fortemente otimizada, incluída no próprio driver. Esta é a opção mais rápida (de 10 a 20% mais que ao usar o agpgart), porém a mais problemática, pois apresenta incompatibilidades diversas com um grande número de placas-mãe. Para usar esta opção, o módulo "agpgart" não deve ser carregado durante o boot. Muitas ferramentas de detecção o carregam automaticamente, o que faz com que o driver AGP da nVidia não funcione corretamente e o driver trave durante a abertura do X. Para evitar esse problema, adicione a linhas:
modprobe
-r agpgart ... no final do arquivo "/etc/init.d/bootmisc.sh" ou "/etc/rc.d/rc.local". É preciso também que a placa mãe usada seja compatível com o driver. Isso você descobre apenas testando. Se o driver travar na abertura do X, mude para o NvAGP "2" ou NvAGP "0". NvAGP "3": este é o valor default do driver, um valor "seguro", onde a placa testa ambos os drivers, tentando primeiro usar o agpgart e passando para o nVidia AGP caso possível. Colocar esta opção no arquivo é redundante, já que ela é usada por padrão quando a linha é omitida. Você precisa se preocupar apenas ao usar um dos outros valores.
Section
"Device" Em teoria, todas as placas mãe deveriam suportar pelo menos o uso da opção NvAGP "2", onde é usado o agpgart. Mas, na prática, um número relativamente grande de placas (sobretudo as com alguns chipsets da SiS) só funcionam em conjunto com a NvAGP "0". Se o driver travar durante a abertura do X, adicione a linha e teste novamente. Em muitos casos, você pode resolver problemas de estabilidade causados por problemas da placa mãe reduzindo a freqüência do barramento AGP no setup. Usar "AGP 2x" ou mesmo "AGP 1x" ao invés de "AGP 4x" reduz os problemas em muitos casos e não tem um impacto tão grande no desempenho quanto usar a opção NvAGP "0". Em alguns casos, os travamentos nos jogos podem também ser causados por problemas com os drivers da placa de som ou do modem, já que não é incomum que ao travar o driver leve junto todo o sistema. Outras possíveis causas de instabilidade são superaquecimento da placa de vídeo (neste caso experimente comprar um slot cooler, ou instalar um exaustor próximo à placa de vídeo, melhorando a ventilação) ou problemas com a fonte de alimentação do micro (muitas fontes de baixa qualidade não são capazes de fornecer energia suficiente para a placa de vídeo). Algumas placas mãe da PC-Chips utilizam capacitores baratos, que fazem com que o slot AGP não consiga fornecer energia suficiente para a placa 3D. Como estas placas são freqüentemente usadas em conjunto com fontes de baixa qualidade (uma economia leva à outra), acabam sendo uma fonte freqüente de problemas. Mais uma coisa que deve ser levada em consideração é que existem placas de vários fabricantes com chipsets nVidia. Mesmo placas com o mesmo chipset muitas vezes possuem diferenças na temporização da memória, ou mesmo na freqüência do chipset (alguns fabricantes vendem placas overclocadas para diferenciar seus produtos dos concorrentes) e assim por diante. Cada fabricante tenta fazer suas placas serem mais rápidas ou mais baratas que as dos concorrentes, com resultados variados. Estas diferenças podem levar a incompatibilidades diversas com alguns modelos de placas-mãe.
Ativando os recursos especiais
FSAA
# export __GL_FSAA_MODE=4 O número 4 pode ser substituído por outro número de 0 a 7, que indica a configuração desejada, que varia de acordo com o modelo da placa. Aqui vai uma compilação das tabelas divulgadas pela nVidia:
0:
FSAA desativado
GeForce3,
Quadro DCC, GeForce4 Ti, GeForce4 4200 Go
0:
FSAA desativado
GeForce
FX, GeForce 6xxx, GeForce 7xxx, Quadro
FX
0:
FSAA desativado Você deve chamar o comando antes de abrir o jogo ou aplicativo. Se você tem uma GeForce FX e quer rodar o Doom 3 com FSAA 4x Bilinear, por exemplo, os comandos seriam:
$ export
__GL_FSAA_MODE=6 Este comando é temporário, vale apenas para a seção atual. Se você quiser tornar a configuração definitiva, basta adicioná-lo no final do arquivo "/etc/profile". Você pode usar também o configurador gráfico da nVidia (veja a seguir). O FSAA suaviza os contornos em imagens, adicionando pontos de cores intermediários. Isto diminui muito aquele efeito serrilhado em volta dos personagens e objetos nos jogos. Este é um recurso cada vez mais utilizado nos jogos 3D, com o objetivo de melhorar a qualidade de imagem, sobretudo ao se utilizar baixas resoluções. Isto é obtido através de uma "super-renderização". A placa de vídeo simplesmente passa a renderizar uma imagem 2 ou 4 vezes maior do que a que será exibida no monitor e em seguida diminui seu tamanho, aplicando um algoritmo de anti-aliasing, antes de exibí-la. Com isto as imagens ganham muito em qualidade mas em compensação o desempenho cai drasticamente. . O FSAA é ideal para jogos mais leves, como o Quake III, Counter Strike ou outros títulos antigos, onde a placa consiga exibir um FPS mais que suficiente mesmo a 1024x768. Com o FSAA você pode transformar este excesso de desempenho em mais qualidade de imagem. Em geral, os games ficam mais bonitos visualmente usando 800x600 com o FSAA ativo, do que a 1024x768.
Configurador gráfico
Você pode usá-lo para ajustar o gama e equilíbrio de cores, ativar o FSAA e o Anisotropic Filtering, entre outras opções, que variam de acordo com a placa instalada. Com o driver da nVidia instalado, basta chamá-lo num terminal. Não é preciso abri-lo como root, poi ele salva as configurações no arquivo ".nvidia-settings-rc", dentro do home. $ nvidia-settings
Entre as opções oferecidas, está o ajuste do FSAA (Antialiasing Settings) e do Anisotropic Filtering. O FSAA faz com que a placa renderize os gráficos 3D numa resolução maior que a mostrada na tela e em seguida reduza a imagem, usando um algoritmo de antialiasing para suavizar os contornos, melhorando perceptivelmente a qualidade dos gráficos, em troca de uma grande redução do frame-ratting. Em games onde o FPS estiver abaixo de 60 ou 70 quadros, você terá melhores resultados ativando a opção "Sync to VBlank" (VSync), que sincroniza a atualização dos quadros com a taxa de atualização do monitor. Ativando-a, a placa passa a gerar um novo quadro precisamente a cada duas atualizações do monitor. Se você estiver usando 70 Hz, por exemplo, terá 35 FPS. À primeira vista, parece um mau negócio, pois você está reduzindo ainda mais o FPS, mas na prática o resultado visual acaba sendo melhor. Se o monitor está trabalhando a 70 Hz e a placa roda o game com a 55 FPS, por exemplo, significa que em algumas atualizações do monitor é mostrado um novo quadro e em outras não, gerando uma movimentação irregular. Com o VSync, você tem 35 FPS, mas exibidos de forma uniforme. Lembre-se de que os filmes são gravados com apenas 24 quadros, e isso é considerado satisfatório pela maioria das pessoas. Outro recurso interessante é o anisotropic filtering, que melhora a qualidade das texturas aplicadas sobre superfícies inclinadas, o exemplo mais clássico é o texto de abertura dos filmes do StarWars. Em geral o efeito é melhor percebido em jogos de primeira pessoa, nas paredes e objetos mais próximos. Pense no Anisotropic Filtering como uma espécie de evolução dos velhos bilinear e trilinear filtering que encontramos nas configurações de quase todos os games. Essa imagem mostra bem o conceito, do lado esquerdo temos o texto aplicado usando o velho trilinear filtering e do lado direito temos o mesmo feito com nível máximo de qualidade do anisotropic filtering o que tornou o texto mais legível:
A perda de desempenho é mais difícil de estimar, pois os algoritmos usados tanto das placas da nVidia quanto nas placas da ATI são adaptativos, ou seja, eles utilizam um número de amostras proporcional ao ganho que pode ser obtido em cada cena. Isso faz com que a perda de desempenho seja maior nos jogos em que existe maior ganho de qualidade. É difícil traçar um padrão pois a perda de desempenho varia muito de game para game. Pode ser de 10% ou de 30% dependendo do título. A melhor técnica é simplesmente experimentar ativar o recurso e ver se você percebe uma melhora na qualidade ou perda perceptível no desempenho e depois pesar as duas coisas na balança. Assim como no caso do FSAA, é possível ajustar a configuração do anisotropic filtering também via terminal, executando o comando antes de executar o comando que abre o game: $ export __GL_DEFAULT_LOG_ANISO=1 Nas GeForce3 em diante, existem três níveis de detalhe. O 1 é o nível mais baixo, 2 é o nível médio e 3 é o nível máximo. Você pode tornar a alteração definitiva adicionando o comando no final do arquivo "/etc/profile".
No site está disponível apenas a versão com código fonte. Para instalar, descompacte o arquivo e instale usando os comandos "./configure", "make", "make install". Nas versões atuais, o NVClock possui duas opções de interface, o "nvclock_gtk" e o "nvclock_qt". Além do visual, os dois possuem opções ligeiramente diferentes, por isso convém testar ambos. Ao compilar, você precisa ter instaladas tanto as bibliotecas de desenvolvimento do QT, quanto do GTK, caso contrário o instalador vai gerar apenas a versão em modo texto. Se você estiver usando o Debian (e derivados), Knoppix ou Kurumin pode instalá-lo mais facilmente através do apt-get. Cheque se o repositório a distribuição que está usando também não inclui os três pacotes.
# apt-get
install nvclock Ao ser aberto, ele detecta o modelo da sua placa de vídeo e oferece um intervalo de freqüências compatíveis com ela. Caso tenha dúvidas, você pode ver algumas informações sobre a placa nas abas "Card Info" e "AGP Info". Comece sempre fazendo pequenos overclocks e vá subindo a freqüência aos poucos, em intervalos de 1 ou 2 MHz. Se o vídeo travar, significa que você atingiu o limite da placa. Reinicie a ajuste novamente, desta vez com uma freqüência um pouco mais baixa. Note que apesar de danos serem muito raros, os overclocks aumentam a dissipação de calor e o consumo elétrico da placa, o que pode reduzir a estabilidade geral do micro e, a longo prazo, reduzir a vida útil da placa. O ideal é que você ative o overclock apenas ao rodar algum game pesado. A partir da versão 0.8, o NVClock permite ajustar manualmente a velocidade de rotação dos coolers (em placas compatíveis) e ativar os sensores de temperatura e rotação dos coolers, disponíveis nas placas mais recentes. De posse destas informações, você pode acompanhar melhor como a placa está reagindo ao overclock e definir o melhor valor.
Outro uso comum, principalmente entre os usuários de notebooks, é usar o NVClock para reduzir a freqüência de operação da placa, a fim de diminuir o aquecimento e o consumo. Se você fica navegando e usando aplicativos 2D na maior parte do tempo e resolve jogar só de vez em quanto, isso faz bastante sentido, pois mesmo em underclock, a placa vai oferecer um desempenho mais do que satisfatório para estas tarefas básicas. Na hora de jogar, é só abrir o NVClock novamente e aumentar a freqüência. A configuração feita através das duas interfaces não é persistente, você precisa abrir e aplicar novamente os ajustes a cada boot. Para criar uma configuração persistente, a melhor opção é usar a interface de linha de comando do NVClock, adicionando o comando num dos arquivos de inicialização. Use o comando "nvclock", seguido pelas opções "-n clock" (para ajustar o clock da GPU) e "-m clock" (para ajustar a freqüência da memória), como em: # nvclock -n 275 -m 350 Tome sempre o cuidado de testar a freqüência desejada antes de adicionar o comando num dos arquivos de inicialização, coso contrário você pode chegar a uma situação em que o micro trava durante o boot e a única opção é dar boot com um live-CD para montar a partição e remover o comando.
TwinView
O TwinView é interessante pois pode ser encontrado mesmo em placas relativamente baratas. Você acaba gastando bem menos do que se fosse comprar duas placas 3D separadas. Para ativar este recurso no Linux teremos que novamente recorrer à edição do "/etc/X11/xorg.conf". No read-me dos drivers está dito para incluir as seguintes linhas na seção "Device":
Option
"TwinView" Vamos entender o que isso significa. O Option "TwinView" é a opção que ativa o recurso, enquanto o Option "SecondMonitorHorizSync" e o Option "SecondMonitorVertRefresh" indicam as taxas de atualização vertical e horizontal suportadas pelo segundo monitor, informações que você pode conferir no manual. Finalmente, a opção "Metamodes" indica as resoluções de vídeo que serão usadas em ambos os monitores. Esta configuração do TwinView não interfere com a configuração do monitor principal. Isso permite que você use dois monitores diferentes, até mesmo com resoluções e taxas de atualização diferentes. Então vamos a um exemplo prático. Estas linhas poderiam ser usadas por alguém que está usando dois monitores de 17":
Option
"TwinView" "True" Se você estiver usando dois monitores iguais, pode simplesmente copiar as freqüências do primeiro monitor, que já está configurado. Procure pelas linhas "HorizSync" e "VertRefresh" que estão mais acima no arquivo de configuração. Caso contrário, você pode descobrir os valores usados pelo segundo monitor através do manual, ou ligando-o em outra máquina e dando boot com um CD do Kurumin para que ele detecte as configurações do vídeo e você possa copiar os valores a partir do arquivo "/etc/X11/xorg.conf". Os meta modes indicam as resoluções que serão usadas. O "1280x1024,1280x1024; 1024x768,1024x768" que coloquei no exemplo especifica dois modos. O X primeiro tentará usar 1280x1024 nos dois monitores e, se por algum motivo os monitores não suportarem esta resolução, ele usará 1024x768 em ambos. Se você estiver usando dois monitores de tamanhos diferentes, provavelmente vai precisar usar resoluções diferentes em ambos. Neste caso a linha ficaria assim: Option "MetaModes" "1280x1024,1024x768; 1024x768,800x600" Agora o segundo monitor estará sempre um degrau abaixo. Se for usado 1280x1024 no primeiro, o segundo usará 1024x768. Caso seja usado 1024x768 no primeiro, o segundo usará 800x600. A opção "TwinViewOrientation" indica a posição do segundo monitor em relação ao primeiro. O "RightOf" indica que ele está a direita (que é o default). Você pode substituir o valor por "LeftOf" (à esquerda), "Above" (acima) ou "Below" (abaixo), como em: Option "TwinViewOrientation" "LeftOf" Existe uma última opção que é a "Clone". Neste caso o segundo monitor simplesmente exibirá uma cópia da imagem exibida no primeiro. Pode ser útil para apresentações por exemplo, mas neste caso seria mais fácil simplesmente comprar um daqueles cabos Y que permitem ligar dois monitores na mesma placa de vídeo. As linhas que ativam o TwinView vão no final do arquivo "/etc/X11/xorg.conf", dentro da seção "Screen", logo abaixo da sub-seção "Display", como no exemplo abaixo:
A partir da versão 0.8, o nvclock_qt oferece uma aba de configuração para o TwinView, que pode ser usada no lugar da configuração manual.
Instalando à moda Debian
O driver é dividido em duas partes: um módulo no Kernel, que precisa ser compilado durante a instalação do driver (já que o módulo é diferente para cada versão do Kernel) e uma coleção de bibliotecas e utilitários que são independentes da versão do Kernel. A instalação do driver pode ser problemática em alguns casos, pois é necessário ter instalados os compiladores e os headers do Kernel e a versão do gcc instalada precisa ser a mesma que foi usada para compilar o Kernel. A minha idéia aqui é ensinar como criar pacote pré-compilados que podem ser distribuídos ou incluídos em personalizações do sistema. Distribuir um pacote pré-compilado elimina a necessidade de ter os headers e compiladores (para quem vai instalar) e minimiza os possíveis problemas de instalação. Por outro lado, o pacote pré-compilado só vai funcionar no Kernel específico para que foi compilado, o que limita o público alvo. Para gerar um pacote .deb com o módulo pré-compilado:
# apt-get install
module-assistant nvidia-kernel-common No final da instalação você verá que é gerado um pacote .deb com o módulo compilado para o Kernel atual:
Done
with /usr/src/nvidia-kernel-2.6.15_1.0.8178-1+1_i386.deb
. Você pode instalar este pacote em outras máquinas, que estejam rodando a mesma versão do sistema, ou pelo menos estejam utilizando a mesma versão do Kernel. O pacote .deb gerado fica disponível na pasta "/usr/src/". Falta agora instalar o restante do driver, incluindo as bibliotecas 3D. Estes componentes fazem parte do pacote nvidia-glx, que também pode ser instalado pelo apt-get: # apt-get install nvidia-glx Basta distribuir o pacote "nvidia-kernel-2.6.15" gerado, junto com o pacote "nvidia-glx". A segunda maneira é reempacotar o driver binário da nVidia, incluindo o módulo para a versão atual do Kernel. Para isso, baixe a versão mais atual do driver no http://www.nvidia.com e execute-o com a opção "--add-this-kernel", como em: # ./NVIDIA-Linux-x86-1.0-7174-pkg1.run --add-this-kernel Isto vai gerar um novo pacote com o módulo para o Kernel atual incluído. Ao instalar você verificará que ele simplesmente usará o módulo pré-compilado, sem tentar compilar novamente.
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