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    Placas de rede


    As placas de rede já foram componentes caros. Mas, como elas são dispositivos relativamente simples e o funcionamento é baseado em padrões abertos, qualquer um com capital suficiente pode abrir uma fábrica de placas de rede. Isso faz com que exista uma concorrência acirrada, que obriga os fabricantes a produzirem placas cada vez mais baratas, trabalhando com margens de lucro cada vez mais estreitas.

    As placas de rede mais baratas chegam a ser vendidas no atacado por menos de 3 dólares. O preço final é um pouco mais alto, naturalmente, mas não é difícil achar placas por 20 reais ou até menos, sem falar que, hoje em dia, praticamente todas as placas-mãe vendidas possuem rede onboard, muitas vezes duas, já pensando no público que precisa compartilhar a conexão.

    No começo da década de 90, existiam três padrões de rede, as redes Arcnet, Token Ring e Ethernet. As redes Arcnet tinham problemas de desempenho e as Token Ring eram muito caras, o que fez com que as redes Ethernet se tornassem o padrão definitivo. Hoje em dia, "Ethernet" é quase um sinônimo de placa de rede. Até mesmo as placas wireless são placas Ethernet.

    Lembre-se que Ethernet é o nome de um padrão que diz como os dados são transmitidos. Todas as placas que seguem este padrão são chamadas de placas Ethernet. Não estamos falando de uma marca ou de um fabricante específico.

    Temos aqui alguns exemplos de placas de rede. O conector para o cabo é chamado de "RJ45" e o soquete vago permite instalar um chip de boot. Veremos a função destes chips com mais detalhes ao estudar sobre redes de terminais leves.

    Existem três padrões de redes Ethernet (com fio): de 10 megabits, 100 megabits e 1000 megabits (também chamadas de Gigabit Ethernet). Já estão disponíveis também as redes de 10 gigabits, mas por enquanto elas ainda são muito caras, pois utilizam placas específicas e cabos de fibra óptica. Esses três padrões são intercompatíveis: você pode perfeitamente misturar placas de 100 e 1000 megabits na mesma rede, mas, ao usar placas de velocidades diferentes, a velocidade é sempre nivelada por baixo, ou seja, as placas Gigabit são obrigadas a respeitar a velocidade das placas mais lentas.

    As redes de 10 megabits estão em desuso já a vários anos e tendem a se extinguir com o tempo. As de 100 megabits são o padrão (por enquanto), pois são muito baratas e propiciam uma velocidade suficiente para transmitir grandes arquivos e rodar aplicativos remotamente.

    Tudo o que a placa de rede faz é transmitir os uns e zeros enviados pelo processador através do cabo de rede, de forma que a transmissão seja recebida pelos outros micros. Ao transferir um arquivo, o processador lê o arquivo gravado no HD e o envia à placa de rede para ser transmitido.

    Os HDs atuais são capazes de ler dados a 30 ou 40 MB por segundo. Lembre-se que um byte tem 8 bits, logo 30 MB (megabytes, com o B maiúsculo) correspondem a 240 megabits (Mb, com o b minúsculo) e assim por diante. Se você dividir 100 megabits por 8, terá 12.5 megabytes por segundo. É bem menos do que um HD atual é capaz, mas já é uma velocidade razoável. No que depender da rede, demora cerca de um minuto para copiar um CD inteiro, por exemplo.

    A opção para quem precisa de mais velocidade são as redes Gigabit Ethernet, que transmitem a uma taxa de até 1000 megabits (125 megabytes) por segundo. As placas Gigabit atuais são compatíveis com os mesmos cabos de par trançado cat 5 usados pelas placas de 100 megabits (veja mais detalhes a seguir), por isso a diferença de custo fica por conta apenas das placas e do switch. Graças a isso elas estão caindo de preço e se popularizando rapidamente.


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