Dê nota para o Lindows (29/07/2002)
O último press-release, escrito por Michael Robertson, criador do Lindows e publicado no Lindows.com trouxe uma espécie de auto análise do sistema. Este artigo do Newsforge é uma discussão sobre o conteúdo do press-release, que começa com os comentários de um dos editores (que pelo visto não gostou muito do que leu) e culmina com os comentários dos leitores:
http://newsforge.com/article.pl?sid=02/06/27/145200
Como sempre, o press-release não passa de um monte de propaganda. Mas, um dos parágrafos deixa transparecer uma reviravolta do projeto:
"We live in a Microsoft world, so there needs to be a bridge from the legacy world to the broadband LindowsOS world. This means we need to support some bridge programs, file types and network devices to help people interact with the legacy Microsoft world. LindowsOS computers come with software to view, print and copy popular Microsoft applications like: MS Word files, MS PowerPoint files and MS Excel documents. There's great Linux based alternatives and we'll guide people to those alternatives (they're better than most people realize). To edit Microsoft files, we'd highly recommend one of the office suites in our Warehouse such as OpenOffice ."
Este parágrafo deixa claro que depois do rompimento do acordo com a Codeavers (que reportei a dois meses atrás) o Lindows não mais rodará os aplicativos do Windows como originalmente prometido. O que acompanha o sistema atualmente não é nada mais que a versão padrão do Wine, disponível em qualquer outra distribuição Linux.
Ao invés disto, estão concentrando o discurso em divulgar programas livres, como o open Office, Gimp, etc. como substitutos para os aplicativos windows que o Lindows não é capaz de rodar.
Ou seja, o Lindows, como um sistema operacional capaz de rodar aplicativos Linux e Windows lado a lado está morto. O que temos agora não é nada mais do que mais uma distribuição Linux, que custa US$ 99 e tem um pouco mais de Marketing que o habitual.
O fato de não disponibilizarem o sistema gratuitamente, não vai de encontro à GPL. Dinheiro não é a questão, contanto que disponibilizem o código fonte do sistema gratuitamente. Temos um grande exemplo desta possibilidade no SuSe, onde você pode baixar o código fonte de todos os pacotes incluídos no sistema, mas precisa pagar se quiser os CDs com os binários já compilados. Nada impede que alguém baixe o SuSe em código fonte, compile todos os pacotes e instale o sistema manualmente, mas os 1000 dólares economizados não valeriam o esforço.
No caso do Lindows o grande problema é que até agora não disponibilizaram o código fonte do sistema. Aparentemente estão tentando enrolar até o lançamento da versão 1.0. O fato é que a não divulgação do código fonte, junto com as estratégias questionáveis de marketing que estão utilizando estão atraindo a ira de muita gente. Basta ler os comentários deste artigo que citei acima.
:. Gnome 2.0 (29/06/2002)
A última versão estável do Gnome (a 1.4) foi lançada a quase 1 ano atrás. De lá pra cá, muita coisa evoluiu no Linux. O próprio KDE saltou da versão 2.0 para a 3.0, com várias versões intermediárias.
Apesar disso, o Gnome é a interface preferida de muitos usuários, pois é consideravelmente mais leve que o KDE, principalmente na inicialização. Mesmo quem não utiliza o Gnome, acaba preferindo mantê-lo instalado, para poder usar os vários aplicativos incluídos no pacote.
Apesar de toda a expectativa, o Gnome 2.0 não trouxe grandes mudanças visuais, fora alguns novos ícones e temas. Mas, internamente o sistema mudou muito, a maior parte do código foi reescrito passando a utilizar as chamadas da biblioteca GTK+ 2.0. Isto trouxe várias vantagens técnicas para os desenvolvedores, que depois de terem concluído a parte pesada do trabalho vão poder se concentrar em novos recursos para as próximas versões.
Para o usuário, a melhoria mais visível é o suporte a fontes com cantos arredondados, o bom e velho antialising. A inicialização também ficou bem mais rápida, cerca de apenas 3 segundos num PC razoavelmente rápido porém, depois de inicializado o desempenho é semelhante ao da versão antiga. O Gconf também foi bastante melhorado, incluindo mais opções de configuração e um utilitário que permite vasculhar os arquivos de configuração do Gnome, dando acesso às opções mais escondidas.
Infelizmente, o Gnome 2.0 não é compatível com os aplicativos do Gnome 1.4, devido à adoção do GTK+ 2.0. Isto significa que para usá-lo sem grandes traumas, você precisará manter o velho 1.4 instalado.
Você pode baixar o Gnome 2.0 no http://gnome.org/start/2.0/. Como o lançamento foi ontem, você ainda não encontrará pacotes pré-compilados para muitas distribuições. Se você não quiser esperar, existe a opção de baixar o Gnome 2.0 em código fonte, clicando no link "source". Como são muitos pacotes, a instalação será um processo bastante demorado. Se mesmo assim quiser arriscar, os processos básicos são:
1- Baixe todos os pacotes .tar.gz da pasta.
2- Para instalar cada pacote você deve:
a) Descompacta-lo com o comando "tar -zxvf nome_do_pacote"
b) Acessar o diretório que será criado usando o comando cd. O diretório será criado com o mesmo nome do pacote descompactado.
c) Rodar os comandos abaixo em ordem:
$ ./configure prefix= $INSTPATH
(onde o $INSTPATH deve ser substituído pelo diretório onde você deseja instalá-lo. Se preferir usar o diretório default, use apenas ./configure)
$ make
$ su (para virar root)
# make install
# ldconfig
# exit
3- Repita o procedimento acima para o pacote seguinte, até ter instalado todos :-)
Você pode ver alguns screenshots aqui:
http://gnome.org/start/2.0/screenshots/index.html
Aqui está um review do novo Gnome, com destaque para os vários comentários dos leitores:
http://www.osnews.com/story.php?news_id=1280
:. Teste: USB x Porta paralela x bluetooth x 802.11b x Compartilhamento x Impressão via rede (27/06/2002)
Existem inúmeras formas de usar uma impressora, basta usar a criatividade. Mas, entre as formas tradicionais, seis formas de conexão se destacam. Você pode imprimir usando a porta paralela, a porta USB, uma mesmo via infravermelho; você pode imprimir via rede, tanto usando um PC para compartilhar a impressora, quanto usar um servidor de impressão ou ainda valer-se de uma rede 802.11b ou do Bluetooth.
Nós sabemos que existem diferenças de velocidade na taxa de transferência de dados usando cada uma destas opções. Será que existe diferença de desempenho ao optar pelo USB ao invés de usar a boa e velha porta paralela? Em quais situações ela torna-se perceptível?
Este teste publicado recentemente no extremetech.com tenta responder à esta dúvida, utilizando uma impressora Epson C80.
Conseguiram testar a impressão via porta paralela e via USB usando as portas nativas da impressoras e incluíram o bom e velho compartilhamento via rede, usando uma máquina Windows 2000. Para testar a impressão via Bluetooth e 802.11b (wireless) utilizaram dois servidores dedicados de impressão vendidos pela própria Epson. Incluíram no teste ainda um servidor de impressão dedicado para redes Ethernet, novamente da Epson.
Antigamente estes servidores dedicados de impressão eram razoavelmente grandes e caros mas atualmente já temos modelos extremamente compactos (menores que um maço de cigarros) e ainda por cima bem fáceis de usar. Basta ligar o servidor à impressora e conectá-lo na rede para que a impressora já fique disponível. A maioria dos modelos suportam NetBEUI, IPX-SPX e são capazes de obter automaticamente um endereço IP, caso você tenha um servidor DHCP na rede. Ao habilitar o compartilhamento de conexão numa máquina Windows o serviço é habilitado automaticamente e no Linux basta habilitar o serviço "DHCPD". Geralmente também é possível configurar o servidor para utilizar um endereço IP fixo, entre outras opções usando o utilitário fornecido pelo fabricante.
Você pode ver algumas fotos dos servidores de impressão e screenshots de como configurar os clientes no artigo:
http://www.extremetech.com/print_article/0,3998,a=28603,00.asp
Segundo os números do teste, imprimindo páginas de texto temos uma velocidade muito semelhante em todas as opções, já que a quantidade de dados transmitida à impressora é muito pequena. Mas, ao imprimir uma imagem em .jpg, a impressão via rede local se revelou a forma mais rápida (afinal, são 100 megabits), com um tempo total de 29.4 segundos, seguido de perto pelo USB (35.7 s) e pelo 802.11b (38.7 s). Via porta paralela a impressão demorou o dobro do tempo (65.4 s) e o Bluetooth revelou-se o mais lento, com 112.7 segundos, já que é também a forma de conexão mais lenta, com uma velocidade máxima de transmissão de apenas 1 megabit.
Faltou apenas incluírem a impressão via infravermelho no teste, já que esta forma de conexão é suportada por vários modelos de impressoras portáteis. Mas, o resultado é previsível: o infravermelho seguramente ficaria bem atrás, já que temos uma velocidade de transmissão de apenas 115 kbits.
:. GDH carregando mais rápido :-) (27/06/2002)
Nestes últimos dias andei dando uma geral no código HTML do site. Estou quase acabando a página index principal e em breve vou começar a limpar os indexes da área de artigos e tutoriais.
Estas páginas tinham sido desenvolvidas originalmente no Dreamweaver, que como qualquer editor visual gera um código extremamente sujo, além de quase incompreensível para nós, seres humanos. Eu sei, o Dreamweaver gera um código bem mais limpo que o Front-Page, mas não adianta comparar o roto com o estragado.
O index principal do GDH é na verdade uma tabela em branco que carrega 6 includes: topo, rodapé, coluna da esquerda, coluna de notícias, o conteúdo principal e a tabela dos e-books que aparece mais abaixo.
Veja a diferença do tamanho dos arquivos antes e depois da limpeza:
Coluna da esquerda: 17,5 kB > 6,5 kb
Coluna das notícias: 14,1 kb > 5,8 kb
Conteúdo principal (não terminei): 30,5 kb > 17,4 kb
Tabela dos e-books: 14,7 > 9,3 kb
Individualmente os ganhos parecem pequenos, mas somando tudo já consegui uma redução de quase 35% no tamanho total do index (incluindo as imagens). Até terminar, pretendo cortar mais uns 10 kb, chegando a uma redução total de mais de 40%. Você vai notar também alguma melhoria no carregamento das páginas internas, já que os includes da coluna da esquerda, topo e rodapé são carregados em todas as páginas.
Além da redução do tamanho, o html das páginas ficou bem mais legível, o que está facilitando bastante as atualizações do site. Nada mais prático do que poder fazer tudo usando um editor de textos qualquer, em qualquer sistema operacional, ao invés de ficar dependente de um programa que demora mais de 15 segundos só para abrir :-(
Você pode dar uma olhada em como está ficando o código clicando em Editar > Exibir Código Fonte (no IE).
:. Como tornar seu PC mais silencioso (25/06/2002)
Este artigo do Extremetech se propõe a tornar um PC mais silencioso sem diminuir o desempenho. Para atingir o objetivo, trocam o cooler do processador por um mais silencioso, instalam alguns exaustores com um baixo nível de ruído dentro do gabinete, trocam o HD Western Digital WD310200 por um DiamondMaxPlus D740X, que é bem mais silencioso (embora também mais caro) e finalmente trocam a fonte por um modelo com um exaustor mais silencioso.
Claro, nós Brasileiros somos mais espertos, já aprendemos que para diminuir o ruído da fonte basta trocar o exaustor por um mais silencioso e não trocar a fonte inteira. Mas eles também têm mais dinheiro pra gastar que nós... :-)
http://www.extremetech.com/print_article/0,3998,a=28018,00.asp
Mas, enfim, brincadeiras à parte, este artigo apresenta dois produtos ainda pouco comuns por aqui. O primeiro é um invólucro para o HD, o SilentDrive que abafa o ruído, sem prejudicar a operação do HD. É sem dúvida um aliado importante, já que o HD é o componente mais barulhento em muitos PCs:
Outra novidade é um tipo de adesivo vendido pela Dynamat que promete absorver a vibração do gabinete, reduzindo o nível de ruído de todo o PC. A idéia é que num PC o gabinete atua como uma espécie de caixa de ressonância (assim como o corpo de um violão) que amplifica o ruído gerado pelos componentes internos. Os adesivos absorvem esta vibração, diminuindo o ruído.
O produto é aparentemente simples. Temos duas camadas, uma externa de alumínio e uma interna, composta de uma mistura de butyadino (um tipo de plástico) e outros tipos de polímeros, que é quem efetivamente absorve a vibração, transformando-a em energia térmica. No teste do extremetech o tal adesivo apresentou resultados modestos, reduzindo o nível de ruído em apenas 2 db com o PC em repouso e 4 db durante períodos de atividade intensa do HD. É o suficiente para perceber alguma melhoria, mas não para realmente fazer uma diferença considerável durante o uso.
:. Review da Via Epia (Mini-ITX, C3 800 MHz) 25/06/2002
Finalmente, as primeiras placas mãe mini-ITX começam a aparecer no mercado. Este é um formato de placas ultra-compactas desenvolvido pela Via, onde além de vídeo, som e rede, temos também um processador da linha C3 soldado na placa mãe. As placas são extremamente compactas, medindo apenas 17x17 cm, o que não é muito maior que um CD-ROM, como você pode ver nesta foto:
 (cortesia do http://www.overclockers.com.au)
Como os processadores C3 esquentam muito pouco, eles podem trabalhar com um cooler simples e silencioso, ou mesmo sem cooler algum. Graças ao baixo consumo do processador e aos componentes onboard, o sistema gasta pouco mais de 10 watts de energia (fora o gasto pelo HD, CD-ROM e outros periféricos naturalmente) e o preço pode ser bastante competitivo, já que além de conter poucos componentes a área da placa é muito pequena.
O grande defeito é que as placas possuem um único slot PCI, reservado para um modem ou outra eventual placa de expansão. Fora isso só mesmo as portas USB. Mesmo assim, esta plataforma tem boas chances de fazer sucesso por aqui, concorrendo com os modelos mais baratos da PC-Chips.
Este review, publicado pelo Overclockers.com.au, mostra um dos primeiros modelos disponíveis, a EPIA 800, produzida pela própria Via. A placa vem com um processador C3 de 800 MHz, som onboard com chipset AC´97, video onboard com chipset Trident Blade, com 8 MB de memória compartilhada e saída de vídeo, rede Via VT6103, 3 portas USB e dois soquetes de memória DIMM, com suporte a até 1 GB de RAM.
O processador C3 incluído usa o core Samuel II, com 64 KB de cache L1 e 128 KB de cache L2. O C3 possui uma arquitetura bem simples, que apresenta uma performance semelhante à de um Pentium 4 da mesma frequência (a 800 MHz temos metade do desempenho de um P 4 de 1.6 GHz...) em inteiros, mas é bem mais fraco em ponto flutuante. É um processador útil para aplicativos de escritório, internet e outras tarefas básicas, mas que não vai agradar a usuários de aplicativos mais avançados e muito menos a quem gosta de jogos 3D.
Você pode ver alguns benchmarks no review:
http://www.overclockers.com.au/techstuff/r_via_eden/
Esta ainda é uma placa de produção limitada, por isso o preço ainda é muito alto. Quando começarem a ser produzidas em quantidade, estas placas custarão entre 80 e 100 dólares. Pode ser um bom negócio para PCs básicos, principalmente por que junto com as placas teremos provavelmente uma nova safra de gabinetes ultra-compactos, que permitirão vender PCs com um visual mais atrativo que os caixotes cinzas que estamos acostumados e o principal, que não fazem muito barulho. É um conjunto de diferenciais importantes, que podem garantir o sucesso desta nova plataforma.
Na pior das hipóteses, será mais uma opção de PC de baixo custo para oferecer a seus clientes, uma opção interessante de segundo PC, terminal de rede para empresas ou cybercafés, etc.
:. Arquivo da Revista do Linux (25/06/2002)
Para quem nunca passou por lá, a Revista do Linux mantém um arquivo de todas as edições anteriores disponível para consulta no site. Sempre que uma nova edição chega às bancas, a do mês anterior já é automaticamente disponibilizada.
O arquivo já contém 30 edições, um estoque de informações mais que respeitável. Vale uma visita:
http://www.revistadolinux.com.br/ed/
:. Bug grave no SSH (25/06/2002)
Este alerta de segurança divulgado pelo LinuxSecurity alerta para uma brecha grave no SSH, que pode ser explorada remotamente para ganhar acesso à máquinas rodando o OpenSSH. Esta é a versão incluída em praticamente todas as distribuições Linux e mesmo em outros sistemas Unix, como o NetBSD.
http://www.linuxsecurity.com/articles/cryptography_article-5185.html
Não ficou claro qual é a extensão do problema, nem se já existem exploits para ele, mas já existe uma receita simples para tapar o buraco:
Abra o arquivo /etc/ssh/sshd_config no seu editor de textos favorito e adiciona a linha:
UsePrivilegeSeparation yes
Isto faz com que o SSH utilize um segundo processo, sem privilégios especiais, para executar a maior parte das funções. Além de anular o bug rentemente descoberto, esta medida serve para prevenir outros eventuais problemas que possam ser descobertos. Por default o servidor OpenSSH roda quase todo o código com privilégios de root.
Outra opção é atualizar o SSH para a versão 3.3p1 (a mais recente) que pode ser baixada em:
http://www.openssh.org/
Se você usa o Debian, Mandrake ou Imunix você já pode encontrar os pacotes pré-compilados na página da distribuição.
Naturalmente, se você não usa o SSH pode ficar tranquilo, o problema só afeta as máquinas onde o serviço está ativo. Se estiver na dúvida se ele está ou não ativo na sua máquina, use o comando chkconfig httpd off (como root) para desativa-lo.
:. Litografia a laser: um nova técnica de produção, chips mais baratos (24/06/2002)
O processadores atuais são produzidos usando variações uma velha técnica chamada litografia óptica, onde vários tipos de material fotosensível,
máscaras, luz e materiais corrosivos são utilizados para "esculpir" o waffer de silício e depositar filamentos metálicos, até produzir um conjunto de
transístores funcionais.
O funcionamento de um transístor é extremamente simples: são apenas três pólos, cercados por uma camada de material semicondutor.
Quando apenas o pólo positivo é ativado, o material atua como um isolante, bloqueia a passagem da corrente e o transístor permanece desligado.
Apenas quando o pólo de controle é ativado simultâneamente o material passa a atuar como um condutor, permitindo a passagem da corrente (é
por isso que é chamado de semi-condutor :-). O sinal poderá então alterar o estado de outros
transístores mais adiante, fazendo com que o processador trabalhe da forma desejada.
Você você vai encontrar uma explicação mais elaborada
sobre o uso da litografia óptica no meu tutorial
História e Evolução dos Computadores.
Mas, pode ser que eu tenha que reescrever este tutorial daqui a algum tempo. Pesquisadores da Universidade de Princeton (USA) desenvolveram
uma tecnologia muito mais simples, com potencial para tornar os processadores mais fáceis e baratos de se produzir.
Na nova técnica, um molde de quartzo é usado para "imprimir" as estruturas necessárias no silício, substituindo todos os passos usados na litografia
por um processo que demora menos de 250 nanosegundos.
Nela, o molde de quartzo é posicionado sobre o waffer de silício. É então disparado um potente pulso de luz, gerado por um laser de hélio e neon que derrete
o silício sob o molde. Feito isto, basta pressionar o molde sobre o waffer, para imprimir as trilhas sobre a superfície. O mesmo molde pode ser utilizado
várias vezes.
Além de mais barata, técnica permite criar estruturas de até 10 nanômetros, o suficiente para revolucionar a indústria de semicondutores. Basta
lembrar que ainda estamos assistindo à transição dos processadores de 0.18 mícron (180 nanômetros) para os de 0.13 mícron. Ou seja, a nova técnica
está pelo menos uma década adiantada.
Ainda existem muitos problemas a serem resolvidos, mas esta é mais uma tecnologia que promete muito para o futuro. Apesar da maior parte do
custo de produção dos processadores vir dos caríssimos waffers de silício e não do processo de litografia em sí, uma técnica que permita produzir
transístores menores permite expremer mais transístores na mesma área de silício e consequentamente produzir mais processadores por waffer.
Se conseguissem reduzir o tamanho de um processador Athlon Thoroughbred de 80 milímetros quadrados para 40 milímetros por exemplo, o custo
do processador nas lojas poderia cair em até 50%.
Leia o anúncio original em: http://physicsweb.org/article/news/6/6/10
:. Intel, AMD e Via: alguns detalhes interessantes (24/06/2002)
Este artigo do Vans Hardware chama a atenção para alguns detalhes interessantes sobre as estratégias adotadas pela Intel, AMD e Via,
que dão alguns parâmetros sobre os processadores e PCs que veremos à venda nos próximos anos:
http://www.vanshardware.com/articles/2002/06/020624_Nils_The_Future/020624_Nils_The_Future.htm
Apesar da linha Pentium 4 ter melhorado muito desde o fiasco do lançamento, a Intel continua cometendo alguns erros e dando espaço para
o crescimento dos concorrentes. A última cartada foi a adoção da plataforma Xscale em detrimento dos processadores ARM no mercado de processadores
para handhelds. A nova linha é capaz de operar a frequências mais altas, mas mesmo assim não consegue superar a safra anterior em desempenho, pelo menos rodando os softwares da plataforma Windows CE, onde eles são mais usados.
Nós já vimos este filme. O Pentium 4 também tem dificuldade em acompanhar os processadores baseados nos projetos do Pentium III e Athlon, superando-os apenas quando operando a uma frequência bem superior ou quando rodando aplicativos otimizados.
Para manter seu processador competitivo a Intel vem apostando no aumento rápido da frequência de operação e no aumento do cache L2, que passou a ser de 512 KB nos P4 com core Northwood, uma solução problemática a longo prazo, pois resulta em processadores maiores (em número de transístores), mais caros e que dissipam cada vez mais calor.
Neste ponto a AMD não está fazendo muito diferente. Mesmo com o Athlon Thoroughbred, de 0.13 mícron, os processadores continuam esquentando muito.
Além de aumentar a conta luz, uma grande dissipação térmica faz com que os PCs precisem de cada vez mais exaustores e coolers cada vez mais potentes, o que significa cada vez mais barulho, um detalhe que incomoda cada vez mais.
Quem pode acabar se dando bem nesta história é a Via, já que o C3 é ao mesmo tempo muito mais barato de se produzir e consome pouca energia. Já existe uma grande demanda para PCs baratos, com um desempenho suficiente para realizar tarefas básicas, como navegar na Web, trabalho de escritório, assistir DVDs e ouvir MP3s etc.
Isto é fácil de perceber sobretudo aqui no Brasil e em outros países em desenvolvimento, como Taiwan, China, Índia, etc. onde a maior parte dos PCs vendidos custam abaixo da faixa dos 500 dólares. Não é difícil imaginar placas mãe cada vez mais integradas e processadores cada vez mais baratos ou mesmo integrados na placa mãe, respondendo pela maior parte das vendas em escala mundial.
Na maior parte dos casos o baixo custo é um argumento muito mais forte do que um maior desempenho que acaba não fazedo muita diferença nas tarefas do dia a dia.
:. Definity Linux, mais um Brasileiro (23/06/2002)
O Slackware Linux é a distribuição preferida de muitos. O sistema é sensivelmente mais leve que distribuições como o Mandrake, Red Hat e
Conectiva e, por não oferecer muitos utilitários de configuração, faz com que o usuário se familiarize com a edição dos arquivos de configuração
desde o início. Apesar de ser em modo texto, a instalação é bem mais simples do que parece e, desde que o usuário saiba o que está fazendo,
o sistema se revela bastante rico e extremamente estável.
O Definity Linux é mais uma distribuição Brasileira, desenvolvida com base no Slackware. Estamos falando de uma distribuição razoavelmente nova,
com pouco mais de um ano de vida, mas que mantém as principais qualidades do Slackware, mas com alguns diferenciais, como a tradução dos
comentários de muitos dos arquivos de configuração, com a inclusão de vários exemplos, um melhor suporte a Português do Brasil e suporte a alguns
softmodems.
O Definity ainda é desenvolvido por uma equipe pequena, mas isto não quer dizer muita coisa, pois com todas as suas qualidades o Slackware tem
apenas um desenvolvedor em tempo integral, o Patrick Volkerding.
Você pode ler uma entrevista com o Alexandre Penasso, um dos desenvolvedores do Definity no:
http://www.linuxall.dsgx.org.
A página oficial é:
http://www.definitylinux.com.br
E o pacote pode ser baixado no:
http://east.dl.sourceforge.net/mirrors/definity/1.0/iso
A versão mais atual é o 1.0r9-PRE1, desenvolvido com base no Slackware 8.0. Assim como o Mandrake o pacote é compilado com otimizações para
processadores Pentium, não é possível instalá-lo em micros 386 ou 486.
:. Acesso Wireless via 2.5G e 3G (22/06/2002)
Este artigo (em Português) da PC World dá uma descrição básica da diferença entre as tecnologias 1G (analógicos), 2G (wap), 2.5G (144 kbits) e 3G (2 mbits) de Celulares.
http://pcworld.terra.com.br/pcw/testes/tecno_hard/0069.html
O acesso via 2.5 já está disponível através da Telefonica Celular e em breve através de outras operadoras. O preço ainda é um pouco salgado, R$ 107 por apenas 40 MB/mês de taxa de transferência e mais R$ 0,26 para cada 100 kbits adicionais, fora os mais de 1000 reais da placa PCMCIA. Mas, para muitos a comodidade de poder acessar a Web de qualquer lugar, via notebook ou mesmo usando um IPaq ou outro handheld com slot PCMCIA vale muito mais que isso :-)
Os 144 kbits da conexão são compartilhados entre todos os usuários da área, por isso a velocidade real de conexão é bem mais baixa, assim como no Wap.
http://www.telefonicacelular.com.br/flash/home_corpo.cfm#
Veja as descrições do 2.5G, 3G e 4G que fazem parte do meu dicionário de termos:
:. 2.5G
A primeira geração de celulares ou 1G, ainda composta por modelos analógicos, surgiu durante a década de 70, se popularizou durante a década de 80 e continuou sendo usada durante boa parte da década de 90. Os celulares analógicos são pouco mais sofisticados que os aparelhos de rádio amador e não são muito adequados para a transmissão de dados.
No início da década de 90 surgiram os celulares digitais, a segunda geração, ou 2G, composta pelos padrões CDMA, TDMA e GSM. Apesar de já trabalharem com transmissões digitais, a velocidade de transmissão de dados é muito baixa. Que o digam os usuários do Wap.
Os celulares 2.5G representam uma grande evolução em termos de transmissão de dados, pois utilizam transmissão por pacotes, o que significa que os celulares ficam constantemente conectados à Web e o usuário paga apenas pelos dados transmitidos, ao contrário do Wap, onde é cobrado por minuto de conexão. Outra vantagem do 2.5G é a maior velocidade. O padrão que está sendo implantado no Brasil permite a transmissão de dados a 144 kbps.
:. 3G
Os celulares de terceira geração, ou 3G estão começando a serem implantados no Japão e devem ainda demorar mais alguns anos para chegarem ao Brasil, onde ainda estamos vendo a transição do 2G para o 2.5G.
O principal atrativo deste novo padrão é a maior velocidade de transmissão de dados. Estamos falando de 2 megabits, contra apenas 14.4 k do Wap e 144 k dos celulares 2.5G.
Além de oferecerem acesso rápido à Web, os celulares 3G poderão ser utilizados para realizar videoconferência e para streaming de vídeo (clipes, seriados, etc.). De fato, vários protótipos de celulares 3G trazem chips decodificadores de vídeo em MPEG 2 ou MPEG 4, telas coloridas de alta resolução e câmeras de videoconferência. Assim como no 2.5G a transmissão de dados é feita através de pacotes, o que significa que o celular fica continuamente conectado à Web e o usuário paga apenas pelos dados transmitidos. Um detalhe importante é que os 2 megabits são compartilhados entre todos os celulares cobertos por cada torre, o que significa uma velocidade muito mais baixa na prática, principalmente nos horários de maior movimento
:. 4G
A quarta geração de telefones celulares ainda está em desenvolvimento, mas promete velocidades de transmissão bastante superiores aos celulares 3G: entre 20 e 40 megabits. Os celulares 4G de vem começar a ser usados no Japão por volta de 2006, (só Deus sabe quando chegarão por aqui :-). O 4G aumentará ainda mais o potencial dos celulares como plataforma de entretenimento, além de tornar a transmissão de dados mais barata em relação aos padrões anteriores.
:.
Seção de notícias de volta a ativa (08/06/2002)
Depois de quase 20 dias sem atualizações na seção
de noticias, eu finalmente tomei vergonha na cara e consegui fazer alguma coisa
:-)
Daqui pra frente vou dedicar menos tempo para ler sobre novidades e atualizar
a seção de noticias e mais tempo em desenvolver conteúdo
"durável" para o site ou seja, - tutoriais, artigos, análises
etc - material que não fica desatualizado tão rapidamente e que
acaba sendo mais útil, por trazer informações mais aprofundadas.
A minha idéia é poder contar com colaborações dos
visitantes para atualizar a seção de noticias. Ainda falta encontrar
um formato que realmente possa funcionar. Desculpe a sinceridade, mas nós
Brasileiros de uma forma geral somos extremamente preguiçosos na hora
de compartilhar informações e, para complicar, acabamos não
lendo muito material de qualidade. Existem poucas boas publicações
de informática em Português e apenas uma pequena porcentagem consegue
ler artigos em Inglês, o que dificulta o acesso a boas informações.
Até agora recebi poucas contribuições de notícias
por e-mail, mas ainda tenho esperança que isto mude :-) Mas veja que
o grande objetivo é poder publicar notícias com comentários
sobre o que esta acontecendo e com o maior número possível de
detalhes, não apenas "fabricante xxx lança nova placa mãe"
ou "novo vírus assusta usuários". Já existem
muitos sites que fazem este tipo de jornalismo, muitas vezes recebendo para
escrever favoravelmente sobre novos produtos e não pretendo transformar
o Guia do Hardware em mais um.
:. Slackware 8.1 saindo do forno
O Slackware 8.1 já esta quase saindo do forno. Já era hora, pois
a versão 8.0 já está 9 meses desatualizada, ainda com o
Kernel 2.2, KDE 2.1 etc. E claro que quem realmente gosta do Slackware acaba
atualizando todos os pacotes necessários para manter seu sistema atualizado,
mas esta nova versão poupa todo este trabalho manual.
O release candidate da versão 8.1 já está disponível,
mas como esta ainda não é a versão estável, ainda
pode conter alguns bugs que serão corrigidos até o lançamento
da versão final. Mas, você já pode baixá-la em um
dos mirrors listados no http://www.slackware.com/getslack/.
Basta baixar todos os arquivos da pasta /slackware-current e gravá-los
num CD. Ainda não está disponível uma imagem .ISO, por
isso você terá o trabalho de gerar também os disquetes de
instalação. Tem muita gente baixando o Slack 8.1, então
você terá que ter um pouco de paciência, testando vários
mirrors até achar um que não esteja lotado.
O ideal é acessar usando um cliente de FTP, que permitirá que
você baixe todos os arquivos de uma vez, com muito mais praticidade do
que através do navegador.
Entre todas as distribuições Linux, o Slackware tem uma série
de características únicas. Apesar de ser em modo texto, a instalação
não é muito complicada e o Slack consegue conciliar uma enorme
capacidade de personalização do sistema, com um sistema extremamente
leve.
Se você está acostumado com o Mandrake ou Conectiva, vai notar
que a inicialização do Slack é extremamente rápida
e o sistema é muito mais leve que o de costume, mesmo usando o KDE. Isto
acontece por que o Slackware carrega por default apenas os componentes realmente
necessários ao funcionamento do sistema, diferentemente da maioria das
outras distribuições, que no esforço para tornar o sistema
mais fácil de usar acabam tornando-o muito mais embotado.
Outra particularidade é que no Slack a oferta de utilitários de
configuração é muito melhor. Na maioria dos casos você
terá que configurar o sistema direto nos arquivos de configuração.
Isto pode parecer complicado no início, até você conseguir
descobrir onde fica cada coisa, mas em compensação permite que
você entenda muito melhor a configuração do sistema. Como
os mesmos arquivos de configuração existem em todas as distribuições,
você será capaz de configurar qualquer distribuição,
sem depender de um ou outro utilitário de configuração.
Existe muita documentação sobre o Slackware, incluindo um livro
destinado a iniciantes (em Inglês) que pode ser lido online no http://www.slackware.com.
Muitos dos livros sobre Linux disponíveis em Português também
são baseados no Slackware.
Enfim, conhecer o Slack é sem duvida uma experiência enriquecedora
para qualquer um que queira aumentar seus conhecimentos sobre o Linux. Antes
de testar você pode dar uma olhada também no http://www.linuxplanet.com/linuxplanet/reviews/4241/2/
que contem um review do Slack 8.1.
:. Um Browser gráfico com apenas 220 KB
Se você acha o Opera compacto, pode começar a mudar seus conceitos.
O Dillo é um Browser ainda mais compacto, desenvolvido para ser utilizado
em Handhelds, mas que pode ser utilizado também em qualquer PC com o
Linux.
O Dilllo usa uma máquina de renderização própria,
que consegue ser muito mais rápida que o Gecko, usada no Netscape, Mozilla
e outros navegadores e até mesmo mais rápido que o Opera.
O pacote .tar.gz com o código fonte tem apenas 300 KB e o binário
compilado fica com apenas 220 KB, suficiente para carregar instantaneamente
até mesmo num 486. Claro que ser tão compacto tem lá suas
desvantagens: o Dillo não roda Java, Flash e muitos Java Scripts e abre
o bico com tabelas mal definidas. Mas é suficiente para navegar na maioria
dos sites bem feitos. Se quiser testá-lo, basta baixar o arquivo de instalação
no:
http://dillo.cipsga.org.br/download/dillo-0.6.6.tar.gz
Para instala-lo basta executar os seguintes comandos num terminal, no diretório
em que o arquivo foi salvo:
tar -zxvf
dillo-0.6.6.tar.gz
cd dillo-0.6.6
su
<senha de root>
./configure
make
make install
Depois de instalado,
o comando para chamar o programa é dillo
Você pode
encontrar mais informações junto com alguns screenshoots no:
http://dillo.cipsga.org.br/
Aqui está um shoot dele acessando nosso fórum:

:. Problemas e soluções
para o Linux Mandrake
O
Wooky postou um artigo importante no fórum, comentando alguns
problemas de estabilidade encontrado no Linux Mandrake 8.1 e 8.2 e possíveis
soluções:
--
Eu
também tive problemas de estabilidade no Linux Mandrake 8.1. Fui ver
se resolvia na mailing list da Mandrake e descobri que muitas outras pessoas
também tinham o mesmo problema, em várias plataformas. Então,
fazendo um resumo rápido:
1)
O linux é menos tolerante com hardware defeituoso, em especial memória.
No CD do Mandrake há um programa no diretório de imagens de disquetes,
memtestx86.bin; façam um disquete com ele, utilizando o rawrite p/ win/DOS
ou o dd no linux. Usem p/ testar a memória.
2) MUITA gente reclama do re-particionamento do Disk-Drake, inclusive tem gente
que não consegue instalar outra distro Linux. Recomendo fortemente usar
OUTRO programa p/ reparticionar se necessário (Partition Manager ou cfdisk
no Linux).
3)
Existem três opções para se tentar em caso de instabilidade
e devem ser passadas ao kernel no boot:
noapic
mem=nopentium
noathlon
A
última deve ser utilizada por usuarios de athlon/duron. A segunda também
pode ser a causa de travamentos nestes sistemas. Aparentemente isto deve-se
a mudanças nos kernels 2.4.x, não muito bem documentadas.
4)
Drivers binários da Nvidia são relativamente instáveis.
Se o X trava freqüentemente tente usar os drivers nividia open-source p/
ver se o problema é com os drivers.
Isso
dito, o numero de problemas com pessoas usando a Mandrake 8.1 e 8.2 é
MUITO maior de que eu esperaria. Como não participo de outras distros,
fica no ar a dúvida do problema ser algo específico da Mandrake
ou alguma coisa ainda mais séria com o já problemático
kernel 2.4.x, caso em que todas as distros seriam afetadas. Para quem precisaria
de um sistema realmente estável, eu NÃO recomendaria a instalação
da Mandrake NESTE momento, nem dos kernels 2.4.x. Num servidor, eu usaria Debian/Slack
com kernel 2.2.19.
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