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Veja também:
:. DVDs e CDs de distribuições Linux
:. Envio para outros países




:. Helix: um concorrente multiplataforma para o Media Player (22/07/2002)

A Real Networks divulgou hoje o início de um projeto bastante ambicioso: uma plataforma de multimídia que terá a maior parte de seus componentes abertos e suportará todos os principais formatos de áudio, incluindo arquivos .rm (Real Player), wmf (Media Player), .mov (Quick Time), ogg vorbis, entre outros.

O Helix não é por sí só um produto, mas sim uma plataforma para o desenvolvimento de produtos. Os termos da licença do Helix ainda não estão completamente claros, mas teremos essencialmente uma licença semelhante à GNU, onde todos os desenvolvedores podem ter acesso ao código e trabalhar em seu desenvolvimento. A única grande excessão é uma cláusula que permite à Real Networks alterar posteriormente os termos da licença. Ou seja, Helix nasce aberto, mas a Real pode mudar o jogo quando bem entender.

A parte open source não inclui acesso aos codecs do Real Player, que continuam sendo proprietários, mas já abre as portas para o desenvolvimento de vários produtos, tanto da própria Real, quanto de outras empresas ou grupos open source, que poderão tanto concorrer com o Media Player no Windows, quanto oferecer mais opções de players multimídia para o Linux e outras plataformas.

O código do Helix deverá estar disponível dentro de 90 dias. A partir daí não deve demorar muito para vermos os primeiros frutos da iniciativa. Tudo indica que desta vez finalmente o Linux passará a contar com players e plug-ins para arquivos do Real Player, Media Player e Quick Time. Hoje em dia, o único produto que consegue combinar suporte aos três formatos é o Cross-Over Plug-in, que por utilizar emulação, não oferece um desempenho muito bom e a versão Linux do Real Player não funciona com todos os navegadores e é bastante inconsistente.

Veja mais detalhes em:

http://www.helixcommunity.org/






Mais alguns comentários sobre o Linux nos desktops (22/07/2002)

Só completando o que disse no artigo abaixo, já existem alguns projetos bastante concretos sobre o uso do Linux nos desktops.

Em primeiro lugar, vem o KDE 3.0, que além do Koffice e outros aplicativos, está oferecendo algo que até agora não tínhamos no Linux, uma boa integração entre os programas, e uma interface comum em todos. Se você já tem alguma experiência com o uso do Linux, deve saber bem do que estou falando. Por serem baseados em bibliotecas diferentes (QT, GTK, Motif, etc.) os programas disponíveis no Linux frequêntemente possuem um visual completamente diferente entre sí. Botões, decorações das janelas, cores, funcionamento da área de transferência, tudo muda entre cada grupo de aplicativos. Experimente abrir o Konqueror (biblioteca QT), Netscape (biblioteca Motif), Gimp (GTK) e o Open Office (uma quarta biblioteca, própria) e veja que cada aplicativo parece ter saído de um sistema operacional diferente :-)









Tantas diferenças tornam o uso do sistema bem mais desconfortável e até mesmo confuso para muitos usuários. Mas a situação mudou bastante com o KDE, pois por incluir um grande número de aplicativos, todos baseados na biblioteca QT e consequentemente com um visual comum e funções consistentes, o KDE é muito mais confortável de usar. O Gnome segue o mesmo caminho, usando a biblioteca GTK.

Ter programas que mantém a mesma característica visual, como no Windows e no MacOS sem dúvida tornam o sistema mais fácil e confortável de usar, mas com a versão 3 o KDE está conseguindo chegar muito perto em termos de usabilidade e apelo visual (claro, espero que o próximo passo seja melhorarem um pouco o desempenho também... :-).

Outro problema comum encontrado no Linux são problemas com as próprias distribuições, coisas que não funcionam como deveriam. No Mandrake 8.2 por exemplo, ao tentar mapear um compartilhamento de rede usando o Mandrake Control Center, ele pede a senha do compartilhamento numa janela de terminal e não dentro da janela onde você está. Você não vê o que acontece no terminal, já que chamou o programa usando o atalho no iniciar, acha que o programa travou e acaba tendo ue montar o compartilhamento via fstab, o que é muito mais complicado para um iniciante.

É só um exemplo, outros pequenos problemas como este existem em todas as distribuições, o que novamente dificulta a configuração do sistema. Felizmente isto também está melhorando. Se compararmos o número de problemas com um, digamos, Conectiva 6 e um Red Hat 7.3, Mandrake 8.2 ou mesmo o Conectiva 8, veremos que estão conseguindo caminhar no caminho certo. Por sinal, o Slackware é uma das distribuições que se sai melhor neste aspecto: o sistema pode ser mais difícil de configurar, mas pelo menos tudo funciona como deveria ;-)

Finalmente, temos o problema do suporte a hardware, basicamente aos Winmodems. O grande problema aqui é um grande impasse entre os fabricantes e os desenvolvedores do Kernel e das distribuições. Os fabricantes não distribuem drivers em código fonte, mas sim binários já compilados, que não são incluídos no Kernel (o que faria seu PC-Tel ser automaticamente detectado durante a instalação...) e nem nas distribuições, por não serem software livre. A bomba acaba sobrando para os usuários, que precisam instalar os drivers manualmente e resolver todos os problemas de compatibilidade que deveriam ser resolvidos pelas distribuições. O problema aqui é político.

Algumas distribuições, como o Techlinux e o Demolinux, tomaram a iniciativa de passar a incluir os drivers nos pacotes. É por isso que mesmo dando boot pelo CD o Demolinux 3 consegue detectar vários Winmodems. Poderia ser assim em todas as distribuições e espero que realmente seja num futuro próximo. Afinal, mais de 80% dos usuários do mundo acessam via modem e não dá para esperar que todos comprem hardmodems ou passem a acessar via banda larga de uma hora para a outra.

Este problema não existe nos casos em que o PC já é comprado com o Linux pré-instalado, já que usando softmodem ou não, quem terá que instalá-lo será o integrador e não o usuário. Vender PCs com o Linux ou sem software está se tornando cada vez mais comum, pois permite baixar o preço do PC em cerca de 80 dólares (valor de uma cópia OEM do Windows) que é quase 1/4 do preço de um PC básico sem monitor:

http://newsforge.com/article.pl?sid=02/07/15/0147230&tid=23

Outra questão é o treinamento. Se você simplesmente instalar o Linux no PC de um usuário doméstico e o deixar à própria sorte, esperando que ele se vire para configurar o sistema é encontrar programas que permitam fazer tudo o que fazia no Windows, é ÓBVIO que ele vai voltar para o Windows. É uma mudança muito grande e demorada. E nem todo mundo tem tempo ou paciência para fazer isso.

Por outro lado, um empresa teria uma dificuldade muito menor em fazer uma migração pplanejara ministrando treinamentos, pesquisando aplicativos que substituam os atuais, lançando mão de programas que rodam nas duas plataformas como o Gimp, Star Office, Netscape, etc. criando uma equipe de manutenção, capaz de resolver os problemas dos usuários e assim por diante. Isto claro, exige um certo investimento mas é viável se for considerada a economia de custos. O Metrô fez algo assim ao migrar para o Star Office e agora estão economizando mais de um milhão por ano só nas licensas do Office.

Existem ainda alguns projetos que visam justamente diminuir as diferenças entre o Linux e o Windows, diminuindo o impacto da mudança. Distribuições que incluem os programas que um usuário doméstico necessita, sem servidores, compiladores, programas redundantes, etc. O primeiro exemplo é o Lycoris, uma distribuição baseada no KDE que adota uma organização dos programas muito semelhante à do Windows XP. O próprio painel de controle do KDE foi modificado, tornando-se parecido com o painel de controle do Windows, entre várias outras pequenas mudanças que tornaram o sistema bem mais amigável.

Temos ainda o Lindows, que apesar de todos os problemas, também traz algumas idéias interessantes do ponto de vista da facilidade de uso, como um serviço que permite que os usuários instalem novos programas com um único click. Você abre o utilitário, navega entre categorias como "editores de texto", "programas gráficos", "MP3", etc. encontra o programa desejado e com um único click do mouse ele é baixado, instalado e os ícones para ele já aparecem no desktop e no iniciar. É uma solução inteligente para o problema da instalação de novos programas... :-)

Enfim, quem parar para olhar todas as melhorias que estamos vendo e a velocidade em que elas estão acontecendo, vai começar a encontrar muitos usos para o Linux e uma plataforma muito promissora. É muito precipitado dizer que o Linux não tem chance nos desktops ou em qualquer outro lugar, afinal é só agora que o sistema está amadurecendo e tornando-se realmente amigável.






:. "O Windows venceu, conforme-se" (21/07/2002)

Esta entrevista do The Rasterman (o desenvolvedor do Enlightment e de outros projetos open-source, bem famoso por sinal) publicada pelo Linux and Main contém várias opiniões interessantes sobre o desenvolvimento do Linux.

http://www.linuxandmain.com/modules.php?name=News&file=article&sid=141

Diferente da maioria dos artigos sobre o Linux, que apenas apontam os progressos da plataforma, o autor aqui é bastante categórico sobre o que espera do uso do Linux nos desktops: "Não nos desktops, não nos PCs. Em nada que lembre o que você chama de desktop. O Windows venceu, conforme-se. O mercado não é governado por um Kernel superior ou por um sistema que não trava. Os usuários não se importam, eles simplesmente reiniciam e continuam com ele. Eles querem aplicativos e se os aplicativos que eles querem e gostam não estão aqui, então é perda de tempo"

Para ele, o futuro do Linux está nos portáteis e nos servidores, além de alguns nichos específicos, como a edição de vídeo, onde o sistema já apresentam vantagens reais sobre outros sistemas.

Até certo ponto eu também concordo que o Windows ainda é uma opção mais adequada para a maioria dos usuários no desktop, pois apesar de tudo ainda é mais fácil de utilizar que o Linux e conta com um número maior de aplicativos.

Mas, por outro lado. o Linux apresenta vários pontos fortes do ponto de vista de usuários um pouco mais avançados. Em primeiro lugar vem a disponibilidade de aplicativos. Não estou falando aqui de quantidade, mas sim na facilidade de encontrar e utilizar os aplicativos desejados. O motivo é simples: a maioria dos aplicativos são gratuitos, você precisa apenas encontrar o aplicativo de que precisa e instalá-lo, sem se preocupar se ele é caro ou não, ou onde conseguir uma cópia "alternativa", onde achar um crack, etc. É só baixar do site do desenvolvedor e instalar, rápido, prático e honesto.

O Linux também é muito forte na área de redes. Configurar um servidor FTP, acessar o desktop e rodar aplicativos remotamente, manter um servidor Web ou um newsgroup, são tarefas muito simples no Linux, já que basta ativar os softwares já incluídos na distribuição.

Em terceiro lugar, vem a segurança do sistema contra vírus, invasões e outros tipos de abuso, além da estabilidade geral e facilidade de reinstalar o sistema em qualquer emergência. Para quem mantém seus arquivos de usuários numa partição separada e faz backups de alguns arquivos de configuração, é possível reinstalar o sistema, com todos os aplicativos e configurações em meia hora, já que a maior parte dos aplicativos serão instalados junto com a distribuição e restaurar os backps dos arquivos de configuracão é uma tarefa rápida.

Isso sem considerar o principal atrativo, que é a possibilidade de fuçar, de realmente poder entender o sistema e adapta-lo às suas necessidades. Sempre existem novos desafios e novas coisas para aprender.

E, sabemos que são justamente os usuários avançados e profissionais da área de informática que ajudam o "average Joe" (como os gringos gostam tanto de dizer) quando ele tem problemas com o micro, são eles que são chamados para implantar soluções nas empresas ou para ministrar treinamentos. A massa acaba seguindo de uma forma ou de outra as tendências ditadas por eles (nós? :). Afinal, por que um usuário leigo usa o Word se não utiliza nem 10% dos recursos do aplicativo? Simplesmente por que alguém o ensinou a usar o Word e não outro aplicativo qualquer.

Se o Linux tem hoje 3 ou 4% dos usuários e quem geralmente utiliza o Linux hoje são justamente os usuários avançados, significa que a coisa pode não estar tão feia assim :-)






Kernel 2.6 a caminho (20/07/2002)

Este artigo do Kerneltrap traz algumas informações fresquinhas sobre o desenvolvimento do Kernel. A mais importante é que a data do freeze do Kernel 2.5 já foi marcada, será no dia 31 de Outubro, dia das bruxas.

A partir daí o trabalho se concentrará em estabilizar o código, para o lançamento da versão 2.6 que deverá sair antes do final do ano. Entre as duas datas teremos ainda o lançamento da versão 2.7, continuação do trabalho de desenvolvimento.

A versão 2.6 trará entre outras coisas o suporte à redes 802.11b, USB 2.0, Serial ATA, InfiniBand (o barramento de dados), drivers para monitores de temperatura incluídos na placa mãe, suporte ao sistema de arquivos XFS, melhorias no sub-sistema de memória virtual e um melhor suporte a handhelds.

A maior parte destes recursos já está disponível nas versões mais recentes do Kernel 2.5, com destaque para as redes 802.11b e para o USB 2.0, dois recursos que já levaram muita gente a migrar para a versão de desenvolvimento. Mas, incluir estes recursos na versão estável do Kernel significa que as próximas versões das distribuições já serão capazes de detectar e instalar estes dispositivos automaticamente, sem obrigar o usuário a atualizar o kernel ou instalar os módulos necessários manualmente.

O suporte à sensores de temperatura incluídos na placa mãe já existe a muito tempo mas, novamente, incluir os drivers no Kernel vai facilitar muito o uso, fazendo com que eles sejam automaticamente detectados pelo sistema. O suporte ao Serial ATA também é um passo importante, pois dentro de poucos meses já teremos uma oferta considerável de placas mãe e HDs compatíveis.

http://kerneltrap.org/node.php?id=348






:. Pasmem, um gerenciador de janelas com apenas 45 KB! (20/07/2002)

O KDE é e provavelmente sempre será um monstro, mais pesado que o Windows XP. Mas, mesmo que você não tenha um Pentium III com 128 MB, é possível ter um excelente desempenho, usando um gerenciador de janelas mais leves. O Blackbox era até pouco tempo considerado o gerenciador de janelas mais leve, já que ele ocupa meros 700 KB de memória RAM.

Mas, já existe um gerenciador ainda menor, o CWWM cujo arquivo de instalação possui apenas 19 KB (sim, isso mesmo, apenas 19 K) e que depois de compilado ocupa meros 45 KB de memória RAM.

Você pode baixar o pacote no http://cwwm.chezwam.org. Para instalá-lo basta descompactar o pacote com o "tar -zxvf nome_do_pacote", abrir a pasta que será criada e dar um "make" seguido pelo "make install". Depois de instalado você pode inicializá-lo com um "xinit -e cwwm"

Para quem gosta de um visual simples e agradável, o CWWM pode ser o ideal. Ele oferece uma característica única, que são as bordas de janela com um único pixel, sem as bordas e molduras usadas pelos outros gerenciadores. Isto permite rodar os aplicativos usando toda a área do monitor, sem desperdiçar um único pixel.

Ao posicionar o mouse próximo da borda de uma janela, ele vira um X. Clicando com o botão esquerdo do mouse você move a janela, com o direito a janela é redimensionada ou trazida para a frente e o botão do meio faz a janela recuar para trás. É possível incluir um papel de parede e só isso. Sem ícones, nem decorações, apenas um monte de atalhos de teclado que permitem alternar entre as janelas e abrir programas com mais facilidade. Simplicidade absoluta

Eu particularmente gostei bastante da simplicidade do CWWM e recomendo um teste se você está interessado num gerenciador de janelas simples e funcional.

Naturalmente, usar o CWWM tem seus inconvenientes e por isso ele é recomendado apenas para usuários avançados. Afinal, cadê o botão Iniciar? :-)







:. AMD ataca o Celeron Pentium 4 (20/07/2002)

A AMD divulgou uma apresentação que chama a atenção para alguns problemas de compatibilidade com aplicativos que surgem ao utilizar um Celeron, baseado no core do Pentium 4 numa placa mãe baseada no chipset i845.

Além de divulgar um gráfico mostrando o baixo desempenho da plataforma (o que é real, já que com apenas 128 KB de cache e memórias SDRAM o Celeron é realmente muito mais lento que o Pentium 4 tradicional) foram apontados problemas com três jogos recentes.

O Tiger Woods 2002 trava quando é habilitada a aceleração 3D e tanto o novo Spiderman quanto Nascar 2002 simplesmente não rodam, independentemente da combinação de placa 3D e drivers que sejam utilizados. É provável que existam incompatibilidades com mais jogos e talvez também com alguns aplicativos.

A Intel não chegou a comentar as afirmações da AMD, mas divulgou uma lista com jogos que podem apresentar problemas de compatibilidade com o i845 e patches para cada um, que pode ser consultada no http://support.intel.com/support/graphics/gaming/gc4.htm

http://www.theinquirer.net/?article=4513







:. O que houve com a Transmeta? (20/07/2002)

A Transmeta parecia ter em mãos uma tecnologia promissora. Os processadores Crusoé são mais eficientes em termos de consumo elétrico do que qualquer outro processador X6 produzido na mesma técnica de fabricação. Parecia que eles seriam capazes de conquistar uma grande fatia do mercado de portáteis, mas infelizmente não foi isto o que aconteceu.

O Crusóe TM5800 que apresentei neste link: http://www.guiadohardware.net/artigos/161-novos_crusoe.asp foi um grande fracasso de vendas, graças à concorrência ferrenha da Intel, que ao perceber o avanço da Transmeta, tratou de lançar uma linha de processadores mobile Pentium III de consumo ultra-baixo, que apesar de não chegarem a ser tão econômicos quanto os Crusoé, eram mais baratos e mais rápidos.

Existe ainda a concorrência por parte da Via, que vende o C3, que é também um processador de baixo consumo, que conta com um sistema de gerenciamento de energia quase tão avançado quanto o do Crusoé.

Hoje em dia, a produção de processadores exige um investimento em maquinário de produção muito grande. Sem um volume de vendas suficiente, uma empresa não tem acesso às técnicas de fabricação mais avançadas e caras, que permitem produzir chips mais eficientes e a um custo mais baixo e fica sem condições de competir no mercado. A própria Via só está tendo condições de manter o desenvolvimento do C3 apesar das fracas vendas por que produz também chipsets e outros componentes, que não é o caso da Transmeta, que apenas desenvolvia os processadores e terceirizava a produção.

Pode ser que a Transmeta ainda consiga desenvolver algum produto capaz de conquistar seu espaço no mercado, ou talvez sobreviva vendendo soluções e serviços, mas por hora a situação da empresa não anda nada boa, apesar da adoção do Crusoé em alguns dos notebook da linha Vaio da Sony e Lifebook da Fujitsu.



http://www.transmeta.com/






:. Timeline do Desenvolvimento do Linux (19/07/2002)

Este artigo do Linuxjournal.com é uma timeline do desenvolvimento do Linux, trazendo os 100 fatos mais marcantes, junto com a data em que cada um ocorreu.

Vale à pena guardar este link pois é uma ótima fonte de pesquisa para qualquer artigo que você possa querer escrever sobre o Linux no futuro, além de chamar a atenção para vários erros e curiosidades históricas. http://www.linuxdevices.com/news/NS2032492245.html






:. Bancos de dados relacionais, usando o MySQL (18/07/2002)

Este artigo do Extremetech ensina a criar bancos de dados relacionais utilizando o MySQL. As informações são aplicáveis tanto ao Windows quanto ao Linux, já que o MySQL possui versões para várias plataformas.

Vale à pena dar uma olhada, nem que seja para descobrir que trabalhar com bancos de dados é muito mais simples do que pode parecer à primeira vista. :-)

http://www.extremetech.com/print_article/0,3998,a=29184,00.asp






:. Notícias sobre o nForce 2 (18/07/2002)

Quando a nVidia lançou o nForce original, o chipset parecia ter tudo para fazer sucesso, afinal, era o primeiro a trazer vídeo onboard com um desempenho próximo ao das placas off-board, além de áudio e rede onboard de qualidade, tudo por um preço semelhante ao dos demais chipset do mercado.

Infelizmente, a realidade não foi assim tão bela. O vídeo do nForce realmente tem um bom desempenho, graças ao twinbank, mas o chipset acabou saindo muito mais caro do que se pensava, fazendo com que os fabricantes continuassem a utilizar os chipsets SiS com vídeo integrado nas placas de baixo custo e os chipsets Via ou Intel nas placas mais caras. O nForce foi usado em poucas placas e nenhuma chegou a ser um sucesso de vendas por causa do alto custo.

Mas, apesar de ter perdido o primeiro round, a nVidia continuou investindo no desenvolvimento do chipset, chegando ao nForce 2, que será lançado em breve. Neste segunda encarnação o chipset tratá um chipset de vídeo Geforce 4 MX e suportará módulos de memória DDR PC 333 e PC 400, mantendo o barramento de 128 bits (dois módulos por banco) do nforce original. A combinação do chipset de vídeo mais rápido com barramento de acesso à memória mais largo deve garantir um ganho de performance do vídeo considerável, com direito a antialising.

Outra mudança interessante é que agora o chipset trará dois chipsets de rede integrados, um será o mesmo do nForce original, enquanto o segundo será um chipset 3com. Com duas placas de rede onboard não será mais preciso comprar uma segunda placa de rede para compartilhar a conexão.

O nForce 2 também trará 6 portas USB 2.0, portas IDE ATA 133 e Fireware além de melhorias no som onboard.

A nVidia prometeu começar a distribuir amostras do chipset para os fabricantes de placas em Agosto. Se não atrasarem desta vez, as primeiras placas sairão por volta de Outubro. Quando as placas estiverem disponíveis eu pretendo escrever uma análise mais aprofundada sobre ele. Não adianta querer especular muito só com base nas especificações.

Você pode ler a minha análise sobre o nForce original no http://www.guiadohardware.net/analises/nforce/index.asp







:. Mais um gerenciador de janelas para Handhelds (e dicas de como rodar o Linux neles) (15/07/2002)

O Wooky me mandou mais um dica, agora de um gerenciador de janelas que está sendo desenvolvido especificamente para o uso em Handhelds, o Matchbox. Ele oferece várias funções úteis para handhelds, como por exemplo ligar e desligar o aparelho via software, verificar o estado da bateria, etc. O Linux já roda (com suporte a interface gráfica) na grande maioria dos handhelds, incluindo modelos Pocket PC como os Ipaq e HP Jornada, os Psion 5mx e outros baseados em processadores Strong Arm ou Mips.

Ainda não existe nenhuma distribuição específica para Handhelds, por isso a instação precisa ser feita manualmente, criando partições virtuais na memória ou num cartão de memória Flash, instalando os pacotes do kernel, o bootloader e outros aplicativos que serão utilizados, um procedimento razoavelmente simples para quem já possui alguma experiência com o Linux mais ainda complicado para um iniciante.

Depois de instalado o Linux, basta chamar o boot loader a partir do Windows CE ou o outro sistema operacional que estiver previamente instalado no Handheld. A instalação do Linux não subscreve o sistema operacional operacional nativo do Handheld, já que este é gravado em memória ROM, é possível voltar para ele a qualquer momento, dando um soft-reset.

A vantagem de utilizar o Linux ao invés do Windows CE ou Psion OS é a possibilidade de utilizar os mesmos programas Linux que rodamos nos desktops, o que inclui editores de texto, ferramentas de programação e navegadores com mais recursos que os softwares que acompanham os handhelds.

Aqui está um screenshot do Linux com o Matchbox rodando num Ipaq:


O Matchbox faz um bom par com o Dillo um navegador ultra-leve, também desenvolvido especialmente para os Handhelds que comentei aqui. Por serem muito leves, estes programas podem ser úteis para ressucitar micros 486 ou para serem usandos por quem tem um Pentium ou Pentium MMX mas faz questão de velocidade.

Pode parecer estranho rodar aplicativos desenvolvidos para handhelds em PCs de mesa, mas a verdade é que o poder de fogo dos Handhelds atuais já supera o dos PCs de 6 ou 8 anos atrás. Um processador Strong Arm de 206 MHz como o usado na maior parte dos Pocket PCs atuais possui um desempenho que fica entre o de um Pentium 100 e de um Pentium 133. Ou seja, rodar aplicativos leves, desenvolvidos para handhelds, como o Dillo e o Matchbox pode ser uma boa forma de fazer máquinas antigas e com pouca RAM trabalharem mais rápido.

A página oficial do projeto Matchbox pode ser encontrada em: http://handhelds.org/~mallum/matchbox/"

Você pode encontrar instruções de como instalar o Linux em vários modelos de Handhelds no:
http://www.handhelds.org/platforms.html







:. "Trazendo o KDE para mais perto dos usuários" e o lançamento do KDE 3.1 alpha (12/07/2002)

Este artigo, escrito por um webdesigner, consiste em várias sugestões de melhorias na interface do KDE, para torná-lo mais agradável e funcional. Mas, a boa motícia é que além de ficar simplesmente esperando que os desenvolvedores melhorem ou não a próxima versão, você pode aproveitar muitas das idéias para melhorar o seu próprio KDE, servindo-se das opções de customização que o pacote oferece e dos ícones, temas, imagens, etc. disponíveis no Themes.org. Você pode personalizar o desktop para ter algo parecido com o do autor do artigo por exemplo:


Nada mal não?

http://www.osnews.com/story.php?news_id=1347&page=2

Outra notícia sobre o KDE é que a versão 3.1 alpha já está disponível, com "melhoras substanciais", incluindo o suporte a tabs no konqueror, melhorias diversas no gerenciador de arquivos, como um utilitário que gera thunbnails a partir de um vídeo, um utilitário para compartilhamento de desktop (lembra do Windows XP?) baseado no VNC, um gerenciador de downloads integrado e várias melhorias visuais.

Por ser uma versão Alpha, destinada principalmente a desenvolvedores e beta tersters, o pacote está disponível por enquanto apenas em código fonte (um trabalha para compilar, já que são vários pacotes) e em uma versão RPM para o SuSe, que não tenho certeza se pode ser utilizada em outras distribuições. Você pode baixar ambas em: http://ibiblio.org/pub/packages/desktops/kde//unstable/kde-3.1-alpha1. A última versão estável disponível é a 3.02, que pode ser baixada em: http://www.kde.org/download.html






:. Podemos confiar no Palladium? (12/07/2002)

Este artigo do Salon.com discute mais uma vez a questão do Palladium, levando em cota a promessa de mais segurança contra a possibilidade de ter um empresa como a Microsoft controlando o que podemos ou não fazer com nossos PCs.

Depois de expor vários pontos de vista, o artigo acaba numa conclusão amena, presumindo que apesar da sua caractéristica intrusiva, o Palladium será mais um golpe de marketing, para que os usuários atualizem seus sistemas e se sintam mais seguros utilizando o Windows do que um cavalo de tróia para controlar os usuários, levando em conta até mesmo o aspecto técnico, já que estamos falando de uma tecnologia muito complicada de aplicar na prática.

http://salon.com/tech/feature/2002/07/11/palladium/story.jpg

Leia também o meu artigo sobre o MS Palladium, publicado a duas semanas: http://www.guiadohardware.net/artigos/214/index.asp







Conectando sua rede interna com Linux, ipchains e ADSL (11/07/2002)

Este é um texto, publicado pelo Carlos Fernando Scheidecker Antunes, que ensina a configurar um roteador Linux capaz de se interligar à uma rede já existente e compartilhar uma conexão ADSL entre várias máquinas de um pequeno provedor. A idéia era criar uma conexão secundária, para uso interno, com o objetivo de desafogar o link principal do provedor.

O artigo é bastante completo, começa por uma explicação dos fundamentos do TCP/IP e passa pela configuração da rede (com várias fotos), configuração do scrip de firewall, etc. O único defeito é que ele trata da configuração do antigo Ipchains, o firewall utilizado pelo Kernel 2.2, não do Iptables, utilizado no kernel 2.4. Mas, como a configuração de ambos é semelhante, você não terá dificuldades em se atualizar depois.

http://www.antunes.eti.br/ADSL/adsl.php4





:. Além do KDE e do Gnome (10/07/2002)

Não resta dúvidas de que o KDE e o Gnome dividem o posto de gerenciador de janelas mais completo para Linux. Na verdade eles são bem mais do que isto.

O grande problema é que com tantas funções ambos são bastante pesados. Se você possui algo a partir de um Pentium III com 196 MB isto não chega a ser um problema, mas se você está procurando algo para rodar num Pentium 166 ou mesmo num 233 MMX, vai preferir manter distância da dupla.

Este artigo do Linux Word (indicado pelo Augusto Campos, do Linux.trix.net) apresenta as outras opções de gerenciadores de janelas disponíveis.

Se você nunca saiu do KDE, vai se surpreender ao perceber que com exceção da nossa dupla de peso pesados, todos os outros gerenciadores de janelas são bastante leves, todos aptos para rodarem num Pentium 100 com 16 MB. Além do Blackbox e do FluxBox, o artigo apresenta mais uma opção interessante, o larswm um gerenciador que apesar de possuir um visual bastante primitivo, oferece uma organização bastante funcional para as janelas abertas. Existe ainda a opção do bom e velho IceWM, já incluído na maioria das distribuições. O IceWM oferece por default um visual parecido com o do Windows 95, com a barra de tarefas, relógio, iniciar, fundo verde, etc. mas você pode melhorar o visual com os temas disponíveis no freshmeat.net. Usar qualquer um destes gerenciadores leves é só uma questão de testar e usar, até por que você pode rodar os aplicativos do KDE e Gnome sobre qualquer um deles sempre que necessário.








:. Monitores Wireless, de novo :-) (10/07/2002)

Este artigo do News Factor, discute a possibilidade dos monitores Wireless virem a ser a próxima grande inovação para as redes locais, depois das placas de rede 802.11b.

Já falei sobre um representante desta nova leva de monitores, o Airpanel 100, você pode ler a matéria que escrevi sobre ele aqui

Basicamente, os "monitores sem fio" são webpads que rodam o Windows CE, ou potencialmente, o Linux ou outro sistema operacional leve. Elas possuem um processador Intel ARM (ou outro chip de baixo consumo), memória, chipset de vídeo, etc. ou seja, estamos falando de um computador completo, que se comunica com o desktop utilizando uma placa 802.11b ou alguma outra tecnologia de rede sem fio.



No caso do Airpanel 100, é utilizado o recurso de compartilhamento de desktop do Windows XP para permitir que a Webpad obtenha a tela gráfica via rede. Mas, não seria difícil criar modelos que fossem compatíveis também com o Linux, já que o X oferece nativamente a possibilidade de exportar terminais gráficos. Você pode ler mais sobre isto aqui.

Mas, sinceramente, eu não acho que os monitores sem fio tenham algum futuro pela frente. Em primeiro lugar, eles são muito caros (aproximadamente o preço de um notebook completo) já que com exceção do HD temos quase os mesmos componentes que um. Além disto, pela atualização da imagem do monitor ser feita através da rede e não de um cabo, temos sempre um certo delay na atualização, principalmente em telas com imagens. Também não é possível assistir filmes, rodar jogos, ou qualquer outro tipo de aplicativos que exijam movimentação rápida da imagem, afinal, no 802.11b temos uma taxa de transferência de apenas 11 megabits (menos na prática) e temos menos de 1 megabit no Bluetooth.

Em terceiro lugar, um notebook com uma placa de rede 802.11b também pode servir como um "monitor sem fio", basta que você utilize o desktop remoto do Windows XP ou compartilhe a tela de login da sua máquina Linux. Ou seja, estamos falando de um produto apesar de caro só oferece desvantagens sobre os monitores tradicionais. Pode ser até que alguns usuários desinformados acabem comprando um Airpanel 100 ou outro produto semelhante, mas não acredito que eles consigam atingir um grande volume de vendas.







:. Consulte o arquivo da Linux Magazine (10/07/2002)

Assim como a revista do Linux, a Linux Magazine também disponibiliza gratuitamente o arquivo de todas as edições anteriores da revista. São quase três anos de artigos e tutoriais que você pode consultar no: http://www.linux-mag.com/gallery.html





:. Os HDs de 200 GB da Western Digital (09/07/2002)

Enquanto os HDs com a tecnologia patterned media da IBM não chegam ao mercado, os modelos tradicionais continuam evoluindo. A WD divulgou que lançará uma nova linha de HDs da série Caviar com capacidades de 120 a 200 GB, todos com uma densidade de 60 GB por platter.

Assim como a Fujitsu e Quantum, eles estão trabalhando também num motor que utiliza fluído ao invés de rolamentos, que permite o desenvolvimento de modelos bem mais silenciosos. A tecnologia da WD é chamada fluid dynamic bearing (FDB) mas ainda será um ítem opcional nos novos modelos. Você pode ler o press-release aqui: aqui

A Seagate também lançará modelos com densidade de 60 Gb por platter, mas em versões de "apenas" 120 GB. O Barracuda ATA V estará disponível ainda este mês, com 2 MB de cache. A maior novidade não é o HD em sí, mas a notícia de que em breve teremos também uma versão serial ATA (veja o press release aqui).

Durante a última Computex, vários fabricantes de placas mãe apresentaram protótipos de placas mãe com interfaces serial ATA onboard. A maioria ainda mantinha as portas ATA-100 ou ATA-133, para manter a compatibilidade com os HDs atuais, mas os fabricantes pretendem forçar a migração para o novo padrão o mais rápido possível, pois além de um pouco mais rápidas (150 MB/s na primeira geração) as interfaces serial ATA utilizam apenas dois pares de fios, o que garante uma economia de custos significativa.







:. O Avanço do Opera (05/07/2002)


Esta semana a Opera Soft conseguiu de uma só vez incluir o Opera nas versões boxed do SuSe, Mandrake e Red Flag Linux. O Opera continua sendo um aplicativo comercial, daí ter sido incluído apenas nas versões boxed das distribuições e não nas versões disponíveis para download, onde continua disponível apenas a versão trial, que não possui limitações de uso, mas exibe um banner de propaganda no topo da tela.

O fato é que o Opera está conseguindo crescer, mesmo frente à concorrência do IE do Netscape, ambos navegadores gratuítos. O Opera é sensivelmente mais rápido que ambos e ao mesmo tempo extremamente personalizável. Mais uma façanha dos desenvolvedores é conseguirem disponibilizar novas versões quase que simultâneamente para vários sistemas operacionais e ainda encontrar tempo para desenvolver o Opera Embedded, uma versão destinada a micros de mão.

Atualmente o IE ainda possui mais de 90% do mercado de navegadores, seguido pelo Netscape, que detêm pouco mais de 4%. O Opera vem em terceiro, com 2% de participação. Seria interessante ver o quanto o Opera poderia crescer caso viesse a tornar-se gratuíto e isto não parece completamente descartado. A Opera e a Macromedia estão desenvolvendo vários produtos em conjunto, o anúncio mais recente é o uso do Opera como navegador default nos programas de desenvolvimento da Macromedia, para a plataforma MacOS. Com a Microsoft e a AOL controlando os dois principais navegadores, não é difícil imaginar que a Macromedia possa muito bem comprar a Opera Software para também ter seu próprio navegador, um componente estratégico para praticamente qualquer produto relacionado à Internet. É sentar e esperar ;-)

http://www.opera.com/






:. KDE, do ponto de vista dos desenvolvedores (05/07/2002)

Apesar de já ser o desktop mais utilizado no Linux, é claro que o KDE ainda tem muito o que evoluir. Este artigo é especial pois mostra o problema do ponto dos desenvolvedores.

Apesar das contribuições feitas pelas distribuições e até mesmo por parte de algumas empresas, o KDE ainda é um projeto desenvolvido essencialmente por voluntarios. O objetivo final é naturalmente atender às necessidades dos usuários, mas fora isto, cada um dos desenvolvedores cultiva determinação própria. Para alguns, o projeto é uma espécie de desafio para as horas vagas, para outros um hooby, para outros uma forma de realização pessoal e por aí vai.

Com tanta gente trabalhando em partes diferentes do projeto, o feedback dos usuários é sempre extremamente importante, por indicar não apenas problemas e deficiências mas por indicar os recursos que devem ser adicionados com mais urgência. Enviar feedback é muito fácil, pois dentro do menu help de cada aplicativo você encontrará o e-mail ou página do desenvolvedor. Basta tomar vergonha na cara e escrever um mail ;-)

A questão levantada pelo artigo é justamente a qualidade destas sugestões. Todo feedback é bom? Não necessariamente. Todo feedback é útil? Novamente não. Simplesmente escrever solicitando algum novo recurso, ou pior, escrever cobrando algo, muitas vezes pode ser simplesmente mais uma fonte de stress para o responsável e o artigo explica bem por quê. A melhor forma de ajudar é sempre enviando patches ou soluções técnicas para os problemas. Se você não sabe programar, a melhor forma de ajudar é desenvolvendo algum tipo de trabalho relacionado com a documentação do programa ou com a interface. Estas são duas áreas em que os programadores costumam ter dificuldade, justamente por não estarem relacionadas ``a programação em sí. Você pode começar ajudando a traduzir o help de algum programa para o Português por exemplo, basta entrar em contato com o responsável pelo programa.

Ao sugerir alguma modificação ou um novo recurso, tenha em mente que o KDE é uma suíte de uso geral, desenvolvida para conter os recursos usados pela maior parte dos usuários. Não seja egoísta sugerindo apenas recursos específicos, que sejam úteis apenas para você. Se possível, indique alguma biblioteca ou programa open source que possua uma função parecida com a que está sugerindo. Isso ajuda muito, pois permite que o desenvolvedor reaproveite o código, ou pelo menos utilize algumas idéias como ponto de partida.

Enfim, existem muitas formas de ajudar e estas são apenas algumas idéias. Os programas de código aberto são uma oportunidade única, pois permitem que ao invés de simplesmente ficarmos sentados, esperando que os problemas sejam resolvidos na próxima versão, realmente tomemos parte do desenvolvimento e tenhamos influência sobre os rumos de cada projeto. Os programas não são apenas propriedade de alguma empresa, mas um patrimônio de cada um de nós. Ou seja, sugira, ajude, reclame, mas faça isto de forma responsável.

h ttp://www.linuxandmain.com/modules.php?name=News&file=article&sid=128






:. Review do ECS i-Buddie 4 (04/07/2002)

A linha de "desknotes" da ECS está conseguindo fazer um certo sucesso e pode representar o inicio de toda uma nova safra de produtos semelhantes.

Basicamente temos um notebook, sem soquetes PCMCIA e que usa uma bateria externa, que é construído usando componentes de desktop. A idéia é justamente levar os usuários a optarem por um desknote, ao invés de um desktop tradicional.



A linha atual utiliza processadores Pentium 4 Northwood (512 KB de L2) de 1.6 a 2.0 GHz, telas de 14 ou 15 polegadas (com respectivamente 1024x768 ou 1400x1050 de resolução), HDs de 15 a 30 GB, 256 ou 512 MB de RAM, vídeo onboard SiS 650, som onboard AC´97, modem PC-Tel mini-PCI e rede onboard Realtek 8100.

O desempenho do vídeo onboard não é dos melhores e o modem utiliza o mesmo chipset dos PC-Tel PCI ou seja, é de se desconfiar. Uma observação importante sobre o modem é que ele é um modelo mini-PCI e não onboard. As placas mini PCI podem ser facilmente trocadas, assim como as PCI tradicionais, inclusive por outros componentes. Ou seja, se o modem queimar ou não funcionar adequadamente, você ainda terá a opção de trocá-lo por outro.

Por utilizar um HD de notebook de 4200 RPM, e uma placa mãe baseada no chipset SiS 650 o desempenho do i-Buddy fica um pouco atrás do de um desktop razoável, principalmente em desempenho 3D, onde o vídeo onboard não é páreo para uma GeForce 2 ou praticamente qualquer outra placa offboard atual.

Apesar disso ele é uma opção bastante interessante para quem está procurando um PC para aplicações de escritório e internet, pois a versao com um Pentium 4 de 1.6 GHz e 256 MB de RAM custa em media 3200 reais, um valor semelhante ou ate mesmo mais barato que um desktop de configuração semelhante e monitor de LCD. Você pode a analise do anand em:
http://www.anandtech.com/printarticle.html?i=1628

Comprada separadamente a bateria custa cerca de 200 reais. A autonomia é de 1:30 segundo a ECS e pouco mais de uma hora em condições normais de uso. Tanto o vídeo e rede, quanto o som e o modem sao suportados pela grande maioria das distribuições Linux atuais, com detecção automática durante a instalação. A exceção fica do modem PC-Tel que precisa ser instalado manualmente depois, usando o mesmo driver do PC-Tel PCI. Para mais detalhes de como instalar softmodems no Linux, leia o meu tutorial disponível aqui.

Leia também o artigo sobre monitores LCD que publiquei esta semana:
http://www.guiadohardware.net/artigos/213/index.asp






:. Um MP3-Player com 10 GB por US$ 230 (02/07/2002)

O preço é realmente tentador. Esta matéria do THG apresenta um modelo de MP3 Player da D-Link, o DMP-HD610 que possui um design semelhante ao do Apple Ipod, usando um HD de notebook para armazenar as musicas, ao invés de memória flash. O DMP-HD610 não é tão bonito quanto o IPod e é consideravelmente maior, mas em compensação também é muito mais barato, apenas US$ 230, contra os US$ 500 do Ipod.

Um detalhe interessante é que o aparelho não utiliza nenhum tipo de sistema de proteção, ou sistema de arquivos proprietário. O HD é formatado em FAT 32 e pode ser facilmente substituído por outro HD de 2.5 de maior capacidade se você achar que 10 GB não são suficientes ;-)

http://www.tomshardware.com/mobile/02q2/020627/mp3-01.html

Uma redução tão grande de preço sinaliza que teremos daqui para frente uma maior procura por estes aparelhos e, conseqüentemente, uma oferta maior de produtos e a preços cada vez mais baixo. O fato de usarem HDs, cria um certo teto para o valor de venda, já que os HDs, principalmente os modelos de 2.5 não caem consideravelmente de preço de uma geração para a outra, apenas aumentam de capacidade. Se apenas o HD custa 100 dólares ou mais, é difícil de imaginar que um player completo, por mais concorrido que possa ficar o mercado, seja vendido por menos de 200 dólares, um valor que ainda é alto para o mercado Brasileiro, principalmente com o dólar alto do jeito que está.

Mas, fora os diskmans, não temos muita opção, já que os MP3 Players que usam memória flash não podem oferecer mais do que 64 ou 128 MB de armazenamento por causa do alto custo da memória flash, que não vai ficar barata de uma hora para a outra. No final das contas, os CDs gravados ainda são a forma mais barata de transportar musica :-)






:. Um MP3-Player com 10 GB por US$ 230 (02/07/2002)

O preço é realmente tentador. Esta matéria do THG apresenta um modelo de MP3 Player da D-Link, o DMP-HD610 que possui um design semelhante ao do Apple Ipod, usando um HD de notebook para armazenar as musicas, ao invés de memória flash. O DMP-HD610 não é tão bonito quanto o IPod e é consideravelmente maior, mas em compensação também é muito mais barato, apenas US$ 230, contra os US$ 500 do Ipod.

Um detalhe interessante é que o aparelho não utiliza nenhum tipo de sistema de proteção, ou sistema de arquivos proprietário. O HD é formatado em FAT 32 e pode ser facilmente substituído por outro HD de 2.5 de maior capacidade se você achar que 10 GB não são suficientes ;-)

http://www.tomshardware.com/mobile/02q2/020627/mp3-01.html

Uma redução tão grande de preço sinaliza que teremos daqui para frente uma maior procura por estes aparelhos e, conseqüentemente, uma oferta maior de produtos e a preços cada vez mais baixo. O fato de usarem HDs, cria um certo teto para o valor de venda, já que os HDs, principalmente os modelos de 2.5 não caem consideravelmente de preço de uma geração para a outra, apenas aumentam de capacidade. Se apenas o HD custa 100 dólares ou mais, é difícil de imaginar que um player completo, por mais concorrido que possa ficar o mercado, seja vendido por menos de 200 dólares, um valor que ainda é alto para o mercado Brasileiro, principalmente com o dólar alto do jeito que está.

Mas, fora os diskmans, não temos muita opção, já que os MP3 Players que usam memória flash não podem oferecer mais do que 64 ou 128 MB de armazenamento por causa do alto custo da memória flash, que não vai ficar barata de uma hora para a outra. No final das contas, os CDs gravados ainda são a forma mais barata de transportar musica :-)






:. Meu novo filhote (02/07/2002)

Apesar da Psion ter jogado a toalha ano passado, os Handhelds da linha 5, 5mx e Revo ainda podem ser encontrados no mercado de usados. Algumas lojas ainda mantém até mesmo unidades novas em estoque.

Ontem chegou o meu Psion series 5 que comprei com quase 5 anos de atraso, mas em compensação por um quarto do preço (usado claro :-). Me interessei por ele por que queria alguma coisa mais avançada que um monte de papéis para poder levar os textos e livros que estiver estudando e ao mesmo tempo poder escrever alguns artigos confortavelmente.

Por que escolhi um velho Psion ao invés de um Palm ou um Pocket PC? Existem vários motivos. Em primeiro lugar, o Psion tem uma tela de 640 x 240, muito mais confortável para ler textos longos que a telinha de 160 x 160 do Palm. Segundo por que o Psion já vem com um excelente teclado, que possui aproximadamente 2/3 do tamanho de um teclado normal. Existem vários modelos de teclados portáteis para o Palm (os modelos dobráveis), mas além de serem impráticos (já podem ser usados apenas sobre uma mesa), sozinhos já custam quase o que paguei pelo Psion.

Mais um detalhe que pesou na decisão é que o Psion tem uma entrada para cartões de memória Compact Flash. Estes cartões são muito mais fáceis de encontrar e mais baratos que os cartões SD usados nos Palms M130 em diante. Você pode encontrar cartões Compact Flash de 16 MB por cerca de R$ 60, ou modelos de 8 ou 10 MB por menos de 40. É muito barato se comparado com os 300 reais que custa um cartão SD. Como os cartões podem ser facilmente trocados, basta comprar vários cartões conforme for precisando de mais memória, o que no meu caso é uma vantagem importante, já que pretendo armazenar muita coisa no Psion.

Para facilitar a troca de dados entre o PC e o Psion, eu pretendo comprar um leitor de cartões Compact Flash, SD e Smart Media para PC. Encontrei um modelo USB da SanDisk por R$ 80. Usando o leitor, eu posso escrever direto nos cartões do Psion, sem precisar usar a sincronização via porta serial, que é um verdadeiro suplício de tão lenta ;-)

Assim que o aparelho chegou, dei uma passada no www.psionplace.com para me armar com alguns utilitários para ele. Peguei o RMRText, que é um editor de textos ASCII, que complementa o editor de textos do Psion que só é capaz de ler e gravar textos no formato do Word; o PDF, que como o nome sugere é um leitor de arquivos PDF; o PDB Read, que é capaz de ler os arquivos de texto formatados para Palm (como os que disponibilizei na seção Palm do GDH); e alguns jogos já que ninguém é de ferro. Depois aproveitei para baixar o Msg Suite no site da Psion, que contém um Browser e um cliente de e-mail.

Como este modelo não suporta acentuação em Português, peguei também o Twinkey, um programinha que permite substituir seqüências de teclas pelos caracteres acentuados. Ele pode ser programado para substituir "´" seguido por "e" por "é", "´" seguido por "c" por "ç" e assim por diante, permitindo digitar os caracteres acentuados normalmente.

Com essa turma, já tenho as ferramentas que preciso para ler e escrever textos, que serão a principal utilidade do aparelho. O interessante é que apesar do grande número de recursos ele é um dos handhelds com um consumo elétrico mais baixo, duas pilhas AA são suficientes para quase 36 horas de uso contínuo, mais até que num Palm, onde a média fica entre 24 e 30 horas. Ele também não deixa a desejar em termos de portabilidade, já que mede apenas 16,5 x 8,5 x 2 cm e pesa 350 gramas.



Um Series 5 usado custa em média R$ 400, o preço de um Palm M100. Se você conseguir encontrar um em bom estado pode ser um excelente aquisição. Existe também a opção de adquirir um Psion Revo, que é um modelo um pouco mais recente e mais compacto, que oferece um processador mais rápido (um ARM de 36 MHz, contra o de 18 MHz do Series 5) mas que em compensação não possui o slot de expansão de memória. É realmente uma pena que uma plataforma tão bem resolvida não tenha conseguido se manter no mercado.






:. Além do limite: HDs de 1.5 TB até 2008 (01/07/2002)

A alguns meses a IBM desenvolveu uma nova tecnologia de mídia magnética que utiliza uma fina camada de rutênio para aumentar consideravelmente a sensibilidade da mídia magnética de seus HDs. Graças a esta tecnologia, um IBM Deskstar de 150 GB já está em testes e deve ser lançado no mercado em breve.

Infelizmente, mesmo com inovações como esta, a técnica de produção atual já está se aproximando dos seus limites.

Num HD, cada bit é armazenado numa pequena área da mídia magnética. Conforme os fabicantes espremem cada vez mais dados dendo do mesmo espaço físico, esta área fica cada vez menor e o sinal cada vez mais fraco e instável, chegando ao ponto de comprometer a confiabilidade.

Mas, ainda não será desta vez que os HDs atingirão seu limite de evolução. A IBM (eles de novo :-) já está trabalhando numa nova tecnologia, onde a mídia magnética não é simplesmente espalhada uniformemente pelos discos, como é feito atualmente, mas é dividida em pequenos blocos uniformes. Esta divisão aumenta assustadoramente a sensibilidade, pois o sinal magnético armazenado em cada bloco não influencia mais o sinal dos vizinhos:


Imagem cedida pelo www.technologyreview.com

A IBM demonstrou a tecnologia utilizando um protótipo, onde um feixe de ions foi utilizado para escupir a mídia magnética, criando os blocos de armazenamento. A GE divulgou que está desenvolvendo uma técnica que poderá ser utilizada para produção em massa, onde um polímero é impresso com as cavidades que posteriormente receberão o material magnético. A técnica da GE é mais simples e barata, pois utiliza uma tecnologia semelhante à utilizada para fabricar CDs e DVDs prensados.

A nova técnica permitirá fabricar HDs com uma densidade de 150 GB por polegada quadrada, o que significa drives de 3.5" de 1.5 terabytes ou mais. Os primeiros produtos deverão chegar ao mercado em 2008.

http://www.technologyreview.com/articles/innovation50702.asp






:. Acesso Wireless de Guerrilha (01/07/2002)

É isso aí :-) Com os preços das placas, antenas e pontos de acesso 802.11b caindo rapidamente, os Americanos já começaram a se organizar em vários projetos comunitários para oferecer acesso wireless gratuíto à internet em várias regiões.

O sistema é muito simples. Você tem acesso a algum tipo de conexão contínua com a internet, seja via ADSL, cabo, frame relay ou mesmo via modem (se você for do tipo que não liga muito pra conta telefônica e passa a maior parte do dia conectado) e compra um ponto de acesso 802.11b junto com uma antena para aumentar o alcance e deixa a sua rede aberta, com o compartilhamento da conexão ativado para que qualquer pessoa dentro da área coberta pelo seu ponto de acesso possa acessar a internet gratuitamente, pegando carona na sua conexão. Isto inclui seus vizinhos e qualquer pessoa que esteja passeando pelas redondezas com um notebook ou palmtop com um cartão 802.11b

O alcance do sinal pode ser de até 500 metros se você comprar uma antena de alta potência e instalá-la no telhado ou de 30 a 100 metros usando as antenas padrão que acompanham os pontos de acesso.

A idéia é que se várias pessoas passarem a fazer isso, seria possível criar rapidamente uma rede que englobasse todo um bairro, ou quem sabe até mesmo uma grande cidade. Esta idéia é chamada de acesso de guerrilha, pois este tipo de compartilhamento não é permitido pelas operadoras mas ao mesmo tempo é difícil de coibir. Afinal, mesmo que conseguissem descobrir que um acerto usuário está compartilhando a conexão, ele poderia simplesmente alegar que não sabia como configurar a rede. Mesmo que conseguissem provar algo, poderiam no máximo cortar o aceso.

Por lá, já é possível comprar um ponto de acesso 802.11b por de 60 a 80 dólares e cada placa por menos de 50, segundo os preços do pricewatch.com.

Mesmo aqui no Brasil já estamos assistindo a uma queda gradual. Apesar de empresas como a IBM e a Itautec ainda oferecerem os produtos a preços exorbitantes, os preços no mercado cinza já estão se estabilizando na casa dos 300 a 400 reais por ponto de acesso e de 200 a 300 por cada placa. Você pode ver um exemplo aqui.

Ainda é um pouco caro, mas já permite que quem estiver realmente interessado possa criar a sua rede sem fio. Quem sabe dentro de mais um ano estes preços não caem mais um pouco e o 802.11b comece a ser uma tecnologia popular por aqui também não é mesmo?

Mas, voltando à notícia principal, nos EUA a coisa está ficando tão organizada que já estão desenvolvendo um sistema de códigos para indicar as áreas onde existe sinal. Você pode acompanhar o projeto no: http://www.warchalking.org/


Seria um terrorista? :-)


Você pode ler mais sobre o 802.11b no meu tutorial sobre novas tecnologias de rede:
http://www.guiadohardware.net/tutoriais/novas_tecnologias_de_rede/index.asp








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