:. "Meus locais de rede" no Linux (30/08/2002)
Se você tem uma rede mista Windows e Linux, com compartilhamentos que precisam ser acessados nos dois sistemas, esta
dica do Tiago Cruz vem bem a calhar:
http://www.linuxrapido.kit.net/rede.htm
O Komba é um programa que se encarrega de mostrar todos os compartilhamentos Windows/Samba disponíveis na rede e
exibir uma lista semelhante ao ambiente de rede do Windows.
OBS: O Mandrake 8.2 tem um pequeno problema com o arquivo libpng.o.2 usado pelo Komba, basicamente
atualizaram para a versão 3 mas esqueceram de incluir um link com o nome da versão antiga :-) Não sei se o problema
afeta outras distribuições, mas de qualquer forma é simples de corrigir.
Basta dar o comando (como root):
cp /usr/lib/libpng.so.3 /usr/lib/libpng.so.2
Pronto, agora o Komba vai instalar e rodar normalmente. Se você for instalar usando o pacote RPM para o Red Hat 7.2
(que também serve no Mandrake) basta usar o comando "urpmi komba2-0.7.3-1.rh.i386.rpm". Fora isso é só alegria, o
programa funciona mesmo:
:. Estudo sobre a viabilidade do Linux nas escolas (22/08/2002)
Este projeto parece interessante. O Free Software Institute, em conjunto com uma associação de escolas Americanas
estão iniciando um estudo sobre a viabilidade do uso do Linux e outros sistemas livres nas escolas de ensino médio
Americanas. O estudo será conduzido por um conjunto de especialistas, muitos PHDs e visa levantar uma análise imparcial
sobre as vantagens e desvantagens do uso do Linux no lugar de sistemas proprietários como o Windows e o Mac OS, que
possui uma participação considerável nas escolas Americanas, pouco mais de 10% do total.
http://linuxpr.com/releases/5013.html
http://newsforge.com/newsforge/02/08/19/2135220.shtml?tid=1
A minha opinião pessoal é que o ensino de informática nas escolas deve ser focado em fornecer noções gerais sobre
Internet, alguma noção de manutenção de micros, noções de programação etc. ou seja, ensinar os alunos a pensarem sem
prendê-los a softwares específicos. Neste caso o Linux serviria muito bem, pois instiga a curiosidade natural das
crianças.
Existem alguns fatores secundários, como o custo de manutenção mais baixo, flexibilidade para rodar em máquinas
antigas, disponibilidade de programas, etc.
Eu creio que a maior barreira neste caso não seja a viabilidade ou não do sistema em sí, mas o simples fato da
maioria das escolas não contarem com equipes qualificadas para cuidar da manutenção dos equipamentos. É uma boa chance
para quem tem interesse em fazer algum trabalho social, basta se inscrever no amigos da escola e ir ajudar em alguma
escola próxima nos finais de semana. Organize um programa de arrecadação de equipamentos usados, convença a direção da
escola a assinar um plano de banda larga e monte uma rede com acesso compartilhado à internet. É simples de fazer e tem
um custo muito baixo. Só é preciso um pouco de boa vontade :-)
:. Onde estão as atualizações? (21/08/2002)
Para quem está estranhando a falta de atualizações desta última semana, a desculpa é que eu estou trabalhando na
terceira edição do e-book Entendendo e Dominando o Linux. Ele deve estar pronto dentro de mais umas duas semanas. Não
vou contar todas as novidades para não estragar a surpresa, mas ele vai sair muito mais completo que a versão atual,
dando mais ênfase à configuração do sistema em outras distribuições, mais dicas sobre o Slackware, dicas sobre
otimização do sistema e uso do Linux em micros antigos (o pulga dá boot em 34 segundos num 486, consumindo menos 10 MB
de RAM... :-), mais dicas de configuração do Samba, Apache & cia entre outras coisas.
Enquanto a terceira edição não sai, aproveite para ir estudando a edição atual. Para quem está chegando agora, o
Entendendo e Dominando o Linux é gratuito, e pode ser baixado em:
http://www.guiadohardware.net/e-books/download/Entendendo_e_Dominando_o_Linux-6ed.pdf
O arquivo já teve um total de quase 15.000 downloads, apenas nos mirrors listados na página. Apenas no sistema
nou-rau da Unicamp foram 6901 downloads, que colocaram o e-book como o documento mais acessado no sistema O e-book também
foi distribuído no CD de duas ou três revistas (pelo menos entre as que fiquei sabendo). Considerando que o arquivo é de
livre distribuição provavelmente tivemos alguma coisa em torno de 150 mil cópias distribuídas, contando com a tiragem
das revistas, gente enviando o arquivo para os amigos, etc. Depois dizem que Brasileiro não gosta de ler... :-)
:. Mapa da mina sobre Linux em PDAs (20/09/2002)
Estava passeando por aí quando vi um link no linux.trix.net para uma matería bem completa sobre as opções de PDAs com
o Linux já disponíveis no mercado:
http://www.linuxdevices.com/articles/AT3058975992.html
O artigo começa mostrando uma lista de Handhelds que já vem de fábrica com o Linux pré instalado ou onde ele pode ser
instalado posteriormente, algo voltado para usuários finais, cobrindo o IPaq, Agenda, Zaurus e outros modelos menos
conhecidos, mas depois se aprofunda bastante no tema, mostrando as opções de bibliotecas disponíveis para
desenvolvedores interessados em desenvolver aplicações, mini-distribuições, interfaces gráficas, conjuntos de
aplicativos, etc.
Durante o artigo também são sendo analisados vários modelos de PDAs, demonstrando as opções que podem ser utilizadas
em cada um, como instalar, etc. Uma coisa que percebi lendo o artigo é que estamos vendo um flashback dos tempos em que
os recursos de hardware dos computadores eram restritos e por isso os programas eram otimizados ao máximo. Assim como
nos MSX's, TKs e XTs do início da década de 80, os handhelds possuem (pelo menos para os padrões atuais) um conjunto de
hardware e principalmente de memória muito restrito, sem muitas opções de atualização. Para fazer alguma coisa
utilizável é preciso desenvolver um código muito enxuto.
Não é como num desktop, onde se o programa fica muito pesado você simplesmente manda os clientes comprarem mais
memória... ;-)
:. Pulga! Linux :-)
Obs: Veja notícias de atualizações e outras novidades na página do Pulga!:
http://www.guiadohardware.net/linux/pulga
:. VNC com transferência de arquivos (16/08/2002)
O Felipe Machado me mandou o link de uma versão modificada do TightVNC, que mantém as altas taxas de compressão, mas
adiciona um recurso de transferência de arquivos entre o servidor e o cliente, sem dúvida mais prático do que ficar
configurando servidores FTP ou ficar mandando arquivos por mail, as soluções mais usadas no VNC tradicional :-)
http://perso.wanadoo.fr/samfd/esvnc/
A desvantagem do eSVNC é que ele está disponível apenas em versão Windows, ao contrário do VNC que está disponível
para praticamente todas as plataformas.
:. Mais um 486 :-) (15/08/2002)
Ontem chegou às minhas mãos mais um 486, rejeitado pelo dono, um DLC de 40 MHz com 4 MB de RAM e 320 MB de HD.
Como eu não gosto de jogar hardware fora, resolvi fazer uma tentativa com o Slackware 8.1 (talvez o 7 fosse melhor,
mas enfim, era o que estava à mão). Como o CD-ROM não funciona mais, optei por fazer uma instalação via rede. Copiei a
pasta "slack" do CD para uma pasta do meu Athlon e a compartilhei via NFS.
O próximo passo foi fazer os 7 (sete! :-) disquetes de boot do Slackware 8.1, incluindo o disquete de boot
propriamente dito, os 5 disquetes do root disk (que contém o programa de instalação) e o disquete network.dsk, que
contém os drivers das placas de rede.
O Slackware 8.1 facilita bastante a instalação em máquinas com pouca RAM, fornecendo um disquete com um Kernel
compacto, o lowmem.i e os 5 disquetes do root disk em formato descompactado. Isto é suficiente para conseguir dar o boot
sem maiores problemas mesmo num PC com apenas 4 MB de RAM.
Terminado o boot, o próximo passo foi particionar o HD usando o cfdisk (deixei 288 para dados e 32 MB para swap) e
ativar a partição swap. Daí pra frente os 4 MB de memória deixam de ser um problema, já que o excedente vai para a
memória swap. Um detalhe importante é que é a memória swap precisa ser ativada antes de carregar o setup). Finalmente,
chegou a vez de detectar a placa de rede, com a ajuda do último disquete. Sem problemas aqui, a 3com ISA foi detectada
automaticamente.
Terminadas as preliminares, chegou a hora de chamar o programa de instalação e começar a instalação propriamente
dita, escolhendo o layout do teclado, pacotes a serem instalados, etc. Como fiz uma instalação via rede, precisei
especificar o endereço IP do Athlon e a pasta onde estavam os arquivos de instalação do slackware, na opção "Source" do
instalador.
Instalei apenas os pacotes básicos, o X e alguns aplicativos de linha de comando (links, mc, vi, mutt, etc.).
Utilizando uma resolução de linha de comando um pouco maior de a default dá até para dispensar o modo gráfico e ficar
nos aplicativos de texto, que ficam usáveis nos 4 MB de RAM.
Além de rodar o links & cia, esse 486 serve também como um terminal X, pegando a tela de login do Athlon e rodando os
programas gráficos a partir dele, usando o comando "X - query 192.168.0.2". Neste caso a atualização de tela fica um
pouco lenta: tarefas como redimensionar uma janela demoram 1, até 2 segundos, por causa da lentidão do X nos 4 MB de RAM
e, principalmente, por causa da 3com ISA, que tem um desempenho muito inferior ao de uma placa de rede PCI. O
processador também não ajuda; o DLC nada mais é do que um 386 com 1 KB de cache L1, lançado pela Cyrix que, a 40 MHz,
oferece (na melhor das hipóteses) o desempenho de um 486 SX 33.
Enfim, não deu pra fazer milagre, mas pelo menos o 486 voltou ao batente. :-)
Atualização: Como o Wooky lembrou hoje de manhã, poderíamos usar o Tiny-X uma versão reduzida do X que consome menos
da metade da RAM usada pela versão normal. Também poderíamos usar um Kernel mais antigo, da série 2.0, recompilado com
um mínimo de módulos, etc. Alguém com tempo poderia ir muito mais longe.
Aliás, se você não quer dor de cabeça, seria mais simples transportar o HD para um outro PC mais rápido, instalar o
sistema e só depois devolver ao 486. A instalação seria feita em uma fração do tempo e você não teria que fazer
ginástica para burlar as limitações dos 4 MB de RAM.
:. A cópia é o mais sincero elogio... (13/08/2002)
"Prezado Morimoto,
Recebo o boletim http://www.clubedohardware.com.br e no boletim de ontem veio descrito o seguinte:
Curso Multimídia de Redes em CD-ROM
Aprenda tudo no que diz respeito a redes com este super curso multimídia
em CD-ROM. Esse curso é uma ferramenta ideal àqueles que desejam
aprender ou já iniciaram seus trabalhos em rede. O curso aborda estudo
intensivo em rede ambiente WINDOWS, LINUX e NOVEL. Rede ponto-
ponto, cliente/servidor, firewall, compartilhamento, configurando servidor
Windows e Linux, Samba, e muito mais! Saiba mais informações e adquira
o seu em nosso site!
http://www.soft-show.com | info@soft-show.com
(*** O clubedoharware.com.br não é quem vende o curso e sim soft-show)
Para conferir acessei o site e para minha surpresa o conteúdo do curso é o mesmo do seu curso sobre redes.
Espero ter ajudado a impedir que pessoas sem caráter ganhe dinheiro as custas dos outros"
... Infelizmente ainda existe muita gente que prefere ganhar a vida tapeando os outros ao invés de trabalhar. O curso
de redes está disponível gratuitamente aqui no site (veja o link no menu da esquerda), para todos que estiverem
interessados em aprender. Acho que o mais importante é divulgar esta notícia para evitar que outros possam perder
dinheiro com este tipo de fraude.
Atualização: Mais um final feliz :-) Parabéns ao Gabriel Torres pela ação rápida:
"Obrigado por nos avisar, nós não sabíamos do conteúdo deste CD. É de
um anunciante nosso, que estará sendo advertido e impossibilitado de
anunciar novamente conosco. Se você tiver contato com o Morimoto, por
favor, peça desculpas para ele por mim, porque eu também fico muito p. da
vida quando isso ocorre comigo e realmente não foi culpa nossa.
Atenciosamente,
Gabriel Torres"
Como dizem, a mentira tem perna curta. A Internet pode ser grande, mas com tantos usuários é difícil se apropriar do
trabalho de alguém e sair impune. É importante denunciar atitudes como a da "loja" acima para manter este clima de
confiança mútua, em que todos podem divulgar seus trabalhos.
Tantas escolas, cursos, etc. usam material do Guia do Hardware.Net gratuitamente e não tenho nenhum problema com
isso, afinal, o objetivo do site é justamente massificar o acesso a estas informações. Não custa nada enviar um mail
avisando e citar o autor e origem do conteúdo.
O problema é que sempre tem alguém que se julga mais esperto que os outros. Felizmente, a verdade acaba aparecendo.
:. Edição de vídeo no Linux (e comentários sobre o Mozilla 1.0) (13/08/2002)
No Mac temos o iMovie e o iDVD, dois aplicativos poderosos e extremamente fáceis de usar. No Windows temos o Premiere
e tantas outras opções. Agora, as primeiras ferramentas de edição de vídeo profissionais começam a surgir também no
Linux. Um dos pioneiros é o Cinelarra, que pode ser encontrado em:
http://heroinewarrior.com/cinelerra.php3
Ele está disponível gratuitamente para uso não comercial e oferece preços competitivos para uso em empresas.
O ponto forte do Cinelerra é o suporte nativo a clusters, ideal para quem precisa editar vídeo em alta resolução e
precisa de um sistema muito rápido. Com o preço de um Mac High-end e software é possível montar um cluster de 4 ou 6 PCs
com o Cinelerra, o que naturalmente ofereceria um desempenho superior.
Os requisitos de máquina para o Cinelerra são altos, a configuração recomendada é um dual Athlon 1600+ com de 512 a 1
GB de RAM, 200 GB de HD (preferencialmente RAID) e uma placas Gigabit Ethernet para uso em clusters. Naturalmente, esta
é a configuração recomendada para uso profissional, o programa roda em PCs "normais" mas o desempenho fica
comprometido, depende do que você pretende fazer.
Como o software é barato ou até gratuíto, a economia com o software pode ser investida em Hardware. No final, o
desempenho por real seria bem maior do que utilizando um pacote tradicional. Pode ser uma escolha interessante :-)
Aliás, nos últimos meses tivemos o lançamento de vários aplicativos base para o Linux, como o OpenOffice 1.0 e o
Mozilla, que permitem substituir os dois principais aplicativos do Windows, o Office e o IE. Ambos estão disponíveis
tanto pra Linux quanto para Windows, permitindo que os interessados mudem de programas, sem mudar de plataforma. O
OpenOffice oferece a maior parte dos recursos do Office, com alguns extras interessantes enquanto o Mozilla oferece duas
vantagens chave sobre o Explorer: o suporte a tabs, que facilita enormemente a vida de quem costuma manter muitas
janelas abertas (como eu) e a opção de desabilitar janelas pop-up. Sim, isso mesmo, basta desmarcar as quatro primeiras
opções do menu Edit > Preferences > Advanced > Scripts & Windows e os pop-ups simplesmente desaparecem :-) Temos ainda o
suporte a temas, com opções para todos os gostos.
Além disso, ao ativar o Quick Launch, o Mozilla inicializa mais rápido que o IE e o consumo de memória ao manter
muitas janelas abertas é menor que no IE (melhorou muito em relação ao 0.94). O Mozilla também é mais rápido ao montar a
maioria das páginas e tem menos bugs de segurança.
Ao ser instalado no Windows ele se encarrega também de importar automaticamente os Bookmarks do IE, que após isto
podem ser facilmente transferidos para uma máquina Linux.
Algumas páginas que utilizam tags proprietárias do IE ainda não abrem corretamente, por isso ainda é interessante
manter o IE como segundo Browser. Aliás, quem realmente precisa dele, pode instala-lo no Linux, usando a versão
gratuíta do Wine seguindo as instruções disponíveis nesta página:
http://franksworld.net/wine/
:. Bug sério de segurança no Flash afeta todos os sistemas operacionais (12/08/2002)
Talvez você já tenha lido isso em algum lugar, mas em casos como este nunca é demais avisar.
Foi descoberto ontem um bug grave no Flash Player, um buffer overflow que permite incluir qualquer tipo de código
(malicioso ou não) em animações SWD. Basta que o usuário assista a animação para executar junto o código. Como disse,
pode ser qualquer coisa: um vírus, um trojan...
A vulnerabilidade permite até mesmo ler e transferir arquivos do HD do usuário, ou seja, a coisa é realmente séria. O
pior é que o bug não afeta apenas o IE ou outro programa em especial, ele vale para todos os programas capazes de exibir
animações em flash, incluindo alguns clientes de e-mail, troca de mensagens, alguns programas que exibem banners de
propaganda, etc. Esta é uma brecha democrática, afeta qualquer sistema onde o flash esteja instalado, não importa se é
Windows, Linux, MacOS, Solaris...
A solução é baixar a última versão do flash, que pode ser encontrada em:
http://www.macromedia.com/shockwave/download/alternates/
No Windows basta executar o programa. No Linux é preciso descompactar o pacote e copiar o conteúdo para dentro da
pasta de plug-ins do navegador, no Netscape a pasta é /usr/local/netscape/plugins e no Mozilla é
/usr/local/mozilla/plugins.
:. Instalação do Windows 2000 x Instalação do Red Hat (12/08/2002)
Bom, la vamos nós de novo para um daqueles infames comentários Win x Lin :-). Este artigo do LinuxWorld compara a
instalação do Windows 2000 com a do Red Hat 7.3 num notebook Sony Vaio com uma placa de rede PCMCIA e uma webcan USB,
incluindo a instalação de todos os patches de segurança para os dois sistemas, através de uma conexão de banda larga:
http://www.linuxworld.com/site-stories/2002/0812.install.html
Bem, para quem já teve a oportunidade de instalar os dois sistemas o resultado não é surpresa. A instalação do
Windows 2000 é um pouco mais rápida, mas somando o tempo necessário para baixar as atualizações de segurança demora duas
horas ou mais, enquanto o Red Hat 7.3 (até por ser mais atualizado e por isso exigir um número de atualizações de
segurança bem menor) está pronto em pouco mais de uma hora.
Estes tempos correspondem naturalmente a uma instalação tranquila dos dois sistemas, num PC totalmente suportado.
Mas, existem vários problemas dos dois lados que merecem ser citados:
1- Boot: Se o PC não suportar boot pelo CD-ROM (ou você tiver em mãos um CD pirata do Windows 2000, que não tenha o
boot) você precisará gerar quatro disquetes de boot e o tempo de instalação do Windows aumentará em quase uma hora e
meia...
2- Softmodem: Você vai demorar apenas alguns minutos para instalar o softmodem no Windows, enquanto no Linux você
pode tanto demorar alguns minutos, caso acerte de primeira no driver, quanto vários dias se precisar ir pedir ajuda nos
fóruns, testar vários drivers, etc.
3- Programas: Nesta área o Linux leva vantagem, pois quase todos os programas utilizados já serão instalados junto
com o sistema, enquanto no Windows é preciso instalar um por vez, o que pode demorar algumas horas, dependendo da
quantidade e programas.
4- Suporte a Hardware: Hoje já temos um empate técnico neste ponto, tanto se tomarmos como base o Windows
2000 quanto o XP. O maior problema do Linux neste ponto é a instalação manual dos softmodems e o ainda fraco suporte a
scanners. De qualquer forma, ainda existem PCs onde nenhum dos dois sistemas vai ser instalado sem dor e cabeça.
Travamentos na instalação do Windows 2000 ou XP e kernel panics, junto instaladores gráficos que não suportam a placa de
vídeo não Linux (em grande parte devido à falta de suporte ao padrão VESA em algumas placas, principalmente os modelos
mais baratos da Trident e da SiS) são problemas ainda comuns.
A grande questão na minha opinião não é a instalação em sí, mas o que vem depois. Não adianta muito um instalador que
faça tudo em meia hora, sem fazer perguntas se depois o usuário se perder no meio de dependências, programas que não
funcionam, dificuldades para fazer o modem funcionar, etc. Este atualmente é o maior desafio das distribuições, eliminar
falhas no sistema e facilitar seu uso, não apenas tornar a instalação mais simples.
:. Notícias sobre o Opteron (12/08/2002)
O Muropaketti.com publicou uma matéria sobre as informações sobre o AMD Hammer, divulgadas na última conferência da
AMD:
http://www.muropaketti.com/artikkelit/sekalaista/amd_hammer/
Os slides estão em inglês e o resto em Alemão. O resumo da ópera é o seguinte:
1- As duas versões do Hammer, o Sledge e o Claw serão ambas vendidas sob a marca Opteron.
2- O índice de desempenho dos processadores será calculado de forma diferente do dos Athlons, já que é esperado que
eles apresentem um desempenho por ciclo superior. Ao que tudo indica, o Opteron 3400+ operará a 2.0 GHz
3- O Hammer será relativamente barato de se produzir. A versão de 0.13 mícron terá apenas 104 mm², contra 146 mm² do
Pentium 4 Northwood. A versão de 0.09 mícron, que deverá entrar em ação em algum ponto de 2004 terá apenas 64 mm², menor
que um Cyrix C3! Apesar de, pelo menos de início, o preço das placas mãe para o Opteron ter tudo para ser bem mais alto
que as atuais, a AMD terá pelo menos condições de vender o processador a um preço competitivo.
4- Graças à combinação de uma frequência de operação relativamente baixa e um número moderado de transístores, o
Hammer terá um consumo elétrico mediano (para os padrões atuais...) algo semelhante ao de um Athlon da mesma frequência
(e provavelmente menos que um Pentium 4 com o mesmo desempenho) nada assustador como se especulava até pouco tempo.
Naturalmente, os servidores que tirarem vantagem da possibilidade de utilizar 4 ou 8 Sledgehammers em paralelo
consumirão quantidades respeitáveis de energia... ;-)
5- 128 KB de cache L1, divididos em dois blocos de 64 KB (como no Athlon) e versões com de 256 KB (versão doméstica)
a 1 MB (servidores) de L2.
6- A AMD reforçou a promessa de produzir um processador de 64 bits, mas que seja ao mesmo tempo o mais rápido em
aplicativos de 32 bits, fazendo uma analogia entre o 286 e o 386, que apesar dos novos recursos era muito mais rápido
que o 286 nos aplicativos de 16 bits.
7- O Hammer virá com um controlador de memória integrado. Espera-se que isto reduza em até 20% os tempos de latência
da memória. Serão suportadas apenas memórias DDR. Para utilizar outras tecnologias de memória será necessário
desabilitar o controlador incluído no processador e utilizar um controlador externo, no chipset.
8- Mesmo com o barramento com a memória sendo implantado diretamente no processador e não na ponte norte do chipset,
o Hammer utilizará um barramento HyperTransport de 6.4 GB/s com a ponte norte do chipset. Isto promete acabar com o
gargalo do barramento PCI, permitindo o uso de barramentos rápidos (PCI-X, Serial-ATA, Fireware, etc.) sem perda de
performance.
Como a Intel está concentrando seus esforços no lançamento de versões mais rápidas do Pentium 4, a maior parte das
novidades até o final do ano virão da AMD. O Hammer em sí é o lançamento mais importante que estamos vendo desde o
Athlon e o Pentium 4. Como sempre, tudo parece maravilhoso no papel (como dizem, o papel aceita tudo... ;-) vamos ver
como os processadores vão se comportar na vida real.
Um índice de desempenho de 3400+ para um processador de 2.0 GHz parece bastante otimista. A minha grande dúvida é se
este índice não é baseado em aplicativos de 64 bits em comparação com aplicativos de 32 bits similares ou em algumas
aplicações específicas.
Leia mais sobre o Hammer:
http://www.guiadohardware.net/artigos/197/
:. Um Teclado para uma mão só (12/08/2002)
Uma grande empecilho para todo tipo de PC portátil e até mesmo para os notebooks são os teclados. Um teclado
completo é muito grande e pode ser usado apenas sobre uma mesa. Isto impede que os notebooks sejam muito menores que os
modelos atuais e dificulta o seu uso em trânsito. Existe claro a possibilidade de diminuir o tamanho do teclado junto
com o aparelho, como no caso do Toshiba Libretto e do Psion, que primam pela portabilidade, mas não são muito
confortáveis para digitar grandes textos.
No caso dos palmtops as atenções se dividem entre o reconhecimento de caracteres, teclados on-screen e
micro-teclados, como os usados no Sharp Zaurus e em alguns modelos de celulares.
Ha, como seria bom se alguém conseguisse inventar um teclado que fosse ao mesmo tempo portátil e confortável de usar
não é mesmo? Um aposentado Americano chamado John W. McKown, resolveu apostar na idéia, desenvolvendo o "Stealthy
Keyboard" um teclado usado com uma única mão, com apenas 8 teclas, duas para cada dedo. O dedão fica sem função,
servindo apenas para segurar. Este protótipo (sem alguns dos componentes) dá uma idéia de como ele funciona:

Os caracteres são "digitados" utilizando combinações de duas teclas. Como temos 8 delas, temos um total de 256
combinações, o suficiente para cobrir todo o conjunto ASCII. Na teoria parece bom, mas na prática deve ser muito
complicado conseguir decorar as combinações. O próprio inventor admitiu que precisou treinar durante mais de dois meses
para atingir uma velocidade razoável de digitação. Mesmo com mais de um ano de prática, ele consegue manter pouco mais
de 120 caracteres por minuto, menos da metade que um bom digitador consegue num teclado tradicional.
Bem a intenção é boa, até por que ele se propôs a ceder licenças de produção a preços módicos ou até de graça para
fabricantes dispostos a fabricar o teclado, mas eu não creio que ele tenha muita chance de se popularizar, pois o tempo
de aprendizado é longo demais. Creio que a longo prazo o futuro da entrada de dados nos palmtops e celulares seja
através do reconhecimento de voz. Não demorará muito até que eles tenham poder de processamento suficiente para fazê-lo
com uma boa velocidade. Enquanto isso, ainda teremos que conviver com o reconhecimento de escrita e os mini-teclados.
Talvez eles não sejam tão ruins assim afinal... ;-)
:. Bus de 333 MHz no Athlon? Tanto faz... (12/08/2002)
A AMD está em apuros. Depois de manter o Athlon como o processador mais rápido durante mais de um ano, voltou a ser
segunda colocada depois do lançamento das últimas versões Pentium 4 Northwood. Mesmo com menos cache L2, o Athlon
continua sendo mais rápido clock por clock, mas o Pentium 4 vence por ser capaz de operar a frequências muito mais altas
e, aparentemente, com muito mais espaço para versões mais rápidas que o Athlon. Fica difícil para um chip de 1.8 GHz
concorrer com outro que opera a 2.53 GHz e ainda por cima conta com o dobro de cache L2.
Como reportei na minha analise do Athlon Thoroughbred, mesmo com a arquitetura de 0.13 mícron o Thoroughbred não deve
ser capaz de alcançar frequências muito mais altas que o Athlon Palomino: http://www.guiadohardware.net/analises/28/
Aparentemente, a grande limitação do Athlon começa a ser a arquitetura do processador e não mais a técnica de
fabricação. Tivemos algo semelhante com os Pentium III e Celerons de 0.13 mícron da Intel, que chegaram apenas à
marca de 1.4 GHz, contra os 1.13 GHz atingidos pelas versões de 0.18 mícron.
Além de aumentar a frequência de operação, existem mais pelo menos três formas de melhorar o desempenho do
processador, a primeira é alterar o projeto de forma que o processador seja capaz de processar mais instruções por
ciclo, como a AMD está fazendo com o Hammer. A segunda é aumentar a quantidade de cache L2, de 256 para 512 KB, como
tudo indica, será feito no Athlon Barton.
A terceira opção, que pode ser usada de forma mais imediata é aumentar a frequência do barramento, de 133 para 166
MHz, tirando vantagem das memórias DDR PC-333 que já estão disponíveis.
Isto tem lá seus problemas, como a incompatibilidade com placas mãe antigas, que não suportem trabalhar a 166 MHz ou
mesmo possíveis problemas de estabilidade causados por uma tecnologia que ainda não foi muito testada. Mas, se for
possível atingir o principal objetivo, que é o aumento da performance, a idéia começa a fazer muito sentido.
Dizer simplesmente que os Athlons "ficariam mais rápidos" com o BUS a 166 MHz é muito subjetivo. De quanto exatamente
estamos falando?
Este artigo do tech-report visa responder a esta pergunta. Já que ainda não existe nenhum Athlon de 166 MHz, optaram
por simplesmente overclocar um XP 2000+ para 1.83 GHz, uma frequência 33 MHz maior que a do 2200+ (1.8 GHz), mas que foi
o número mais próximo que foi possível atingir.
http://www.tech-report.com/reviews/2002q3/athlon-333bus/
Infelizmente, o Athlon com bus de 33 MHz mostrou um desempenho decepcionante em todos os testes, apresentando ganhos
de desempenho de entre 2 e 6% (variando conforme o teste), sobre o Athlon 2200+ regular. Considerando que o processador
está operando a uma frequência aproximadamente 5% maior, o ganho proporcionado pelo barramento mais largo é próximo de
zero.
Os números mostram que ao contrário do Pentium 4, o Athlon não é capaz de apresentar algum ganho real de desempenho
utilizando memória DDR PC-333, ele já consegue mostrar tudo o que é capaz usando memórias DDR PC-266. Parte disto se
deve à eficiência dos cache L1 e L2 no Athlon, que minimizam a dependência da frequência da memória RAM.
Pode até ser que por questões de Marketing a AMD resolva adotar o bus de 166 MHz, mas isto não trará grandes ganhos
de desempenho. O jeito é continuar esperando por um possível Barton com 512 KB de cache, ou por versões mais rápidas.
:. "Aquele" bug de segurança do Windows ainda não foi corrigido (10/08/2002)
Os sistemas Windows baseados no NT, o que inclui naturalmente o Windows 2000 e o XP são muito mais seguros que os
baseados no Windows 95 por oferecerem um sistema de privilégios de usuários, como no Unix. Apenas o Administrador,
equivalente ao root tem poderes para fazer o que quiser no sistema. Os demais usuários possuem um número limitado de
privilégios, culminando com o guest, que não pode fazer muita coisa além de alterar seus próprios arquivos.
Esta frase (ou qualquer outra de conteúdo similar) já foi repetida tantas vezes (eu mesmo já devo tê-la usado algumas
vezes) que é quase uma verdade incontestável certo? Não, ela sempre esteve errada. Qualquer usuário no Windows
2000, incluindo o guest pode obter permissões para fazer o que quiser no sistema desde
sempre. Esta falha existe desde a versão 3.1 do NT, lançada em Julho de 93 e não foi corrigido até então...
A primeira vez que comentei sobre este problema aqui no Guia do Hardware foi em abril deste ano, citando um artigo do
anticracking.sk:
http://www.guiadohardware.net/news/2002/04/030402.asp
De lá pra cá já surgiram várias receitas para explorar a brecha. Se você é um administrador de sistemas, tem muitas
razões para se preocupar, principalmente se utiliza uma senha de administrador comum em todos os micros da rede, ou se
utiliza o NT terminal server.
O problema reside no sistema de mensagens usado pela API Win32, uma peça fundamental do sistema que não pode ser
substituída facilmente, daí a demora da Microsoft em desenvolver alguma correção. É provável que a vacina definitiva só
venha mesmo com a próxima versão do Windows, se vier.
Este artigo, publicado pelo tombom.co.uk dá detalhes de como explorar a falha, usando como exemplo o VirusScan
v4.5.1 rodando sobre o Windows 2000. O objetivo é, uma vez logado no sistema como guest, conseguir obter privilégios de
administrador no VirusScan, tendo acesso então a todas as configurações e outras opções do programa. O artigo descreve
como fazê-lo em quatro passos rápidos, usando um simples editor hexadecimal.
A mesma falha pode ser usada para elevar os privilégios em qualquer outro aplicativo do Windows. A única solução
eficiente por enquanto é ironicamente impedir que os usuários tenham acesso local ao sistema.
O artigo pode ser lido em:
http://security.tombom.co.uk/shatter.html
Um detalhe importante é que a Microsoft têm conhecimento do problema desde pelo menos Julho de 2000, quando um relato
do problema foi postado no SecurityFocus, sem que demonstrasse qualquer interesse em corrigí-lo.
:. Instalação do corretor pt_BR no OpenOffice (09/08/2002)
Já recebi uns 10 ou 12 e-mails pedindo detalhes de como instalar o suporte a Português do Brasil no Open Office,
talvez o John Dvorak esteja certo afinal... ;-)
A instalação é bastante simples. Basta baixar o .zip com os dois arquivos necessários no:
http://www.ime.usp.br/~ueda/br.ispell/pt_BR.zip
Este pacote contém dois arquivos, o pt_BR.aff e o pt_BR.dic. Você só precisa descompactar o arquivo e copiar ambos
para a pasta /user/workbook dentro do diretório do OpenOffice.
Na mesma pasta existe um arquivo chamado dictionary.lst. Abra-o num editor de textos qualquer e adicione a linha:
DICT pt BR pt_BR
Logo no início do arquivo.
Feito isto, o dicionário já está instalado. Abra o OpenOffice Writer e clique em Ferramentas > Opções. Acesse a seção
Configuração da Língua > Línguas e escolha a opção Português (Brasil) na opção Esquema Local.
Esta receita de bolo serve tanto para a versão Windows quanto para a versão Linux e foi claro, retirada da página
oficial do br.ispell:
http://www.ime.usp.br/~ueda/br.ispell/
:. Mais uma opção: GNU Hurd a caminho (06/08/2002)
A Free Software Fundation desenvolve aplicativos livres desde a década de 80. Ferramentas como o compilador GCC e o
EMacs, que são a base de desenvolvimento da maior parte dos programas de código aberto que temos disponíveis hoje.
Aliás, o próprio Linux foi desenvolvido utilizando o EMacs e o GCC, inicialmente rodando sobre o Minix e mais tarde
sobre o próprio Linux, daí o termo "GNU/Linux" que dá o crédito também à Free Software Fundation.
Por terem o código aberto, a maior parte destes aplicativos podem ser facilmente recompilados para rodarem em outros
sistemas operacionais Unix, como o FreeBSD. Mesmo antes do início do desenvolvimento do Linux, muita gente utilizava-os
no Minix e nos vários sistemas Unix proprietários disponíveis até então. O Linux acabou canalizando estes esforços, mas
a base já existia antes dele.
Agora, a própria Free Software Fundation está prestes a lançar a primeira versão de produção do seu próprio sistema
operacional, o GNU Hurd. Basicamente, este era o objetivo principal desde o início, o GCC, EMacs, além de aplicativos
com o Apache e o X, juntos já formam um sistema operacional, falta apenas o motor, o Kernel, que só estão conseguindo
concluir agora.
A primeira versão de produção do Hurd foi prometida para o final do ano, mas já existe uma versão de desenvolvimento,
baseada no Debian, (4 CD) que pode ser baixada em:
ftp://ftp.gnu.org/iso/hurd-J1/
As instruções de instalação podem ser encontradas no:
http://web.walfield.org/papers/hurd-installation-guide/english/hurd-install-guide.html
Esta versão inclui basicamente os mesmos pacotes do Linux Debian, porém usando o Hurd como Kernel. O Hurd é baseado
num microkernel, ao invés de um kernel monolítico como no Linux. Muitos desenvolvedores (provavelmente a maioria)
defendem que os sistemas baseados em um microkernel (como o Windows NT/2000/XP e vários sabores de Unix) podem ser mais
rápidos e mais fáceis de atualizar e modificar que os sistemas de Kernel monolítico como Linux. Porém, uma outra
corrente de desenvolvedores incluindo naturalmente o Linus Torvalds, argumentam que apesar de a princípio um microkernel
ser mais simples (já que o Kernel inclui apenas os componentes mais básicos, o restante são todos módulos separados),
pois lidar com a troca de dados entre os vários componentes é muito mais complicado do que simplesmente agrupar todos
num kernel monolítico. No seu livro "Just For Fun" (Só por Prazer, editora Campus) o Linus dedica várias passagens a
defender esta idéia. Chegando a classificar a idéia de um microkernel como "uma estupidez". Bem, isso é briga de
cachorro grande, não vou me meter... ;-)
Para nós usuários, mais interessante do que discutir qual idéia é melhor, é saber que em breve teremos à disposição
mais uma opção de sistema operacional Livre. Assim como no caso do Linux, nada impede que além do Debian, outras
distribuições utilizem o Hurd ao invés do Linux, caso ele consiga apresentar algum diferencial importante.
Por enquanto, o Hurd ainda está em desenvolvimento, por isso é inútil tentar tecer qualquer comparação. A instalação
ainda é difícil e o suporte a hardware é muito fraco, se concentrando em placas de vídeo, rede e alguns
outros periféricos essenciais. Como descrito na documentação, "o suporte a placas de som e outros dispositivos é quase
que inexistente". Ou seja, o Hurd ainda não é para usuários finais, mas vamos torcer para que a "concorrência" acelere o
desenvolvimento do Kernel do Linux e seja um fator positivo para a plataforma como um todo.
http://www.gnu.org/software/hurd/
:. Fórum do GDH (03/08/2002)
Esta notícia é só para evitar qualquer mal entendido com os usuários que freqüentam o fórum do Guia do Hardware.
Como tinha dito a algum tempo atrás, eu me afastei de todas as funções administrativas do forumgdh.net. Apesar de ter
começado como apenas mais uma seção do site, o fórum cresceu bastante e criou vida própria. Atualmente, a maior parte
dos usuários do fórum sequer freqüenta também o Guia do Hardware e também não estou visitando o fórum com muita
freqüência.
Como já existe uma equipe muito boa de moderadores tomando conta do fórum e procurando atender às solicitações dos
visitantes, creio que nada mais justo que quem realmente participa do fórum e acompanha os temas discutidos é que fique
com as responsabilidades de votar e aplicar as mudanças que forem necessárias.
O problema é que apesar do aviso, muita gente continua me escrevendo reclamando de problemas com o fórum ou com os
moderadores, dando sugestões, etc. É desagradável ser envolvido em assuntos que não me dizem respeito, por isso a partir
de hoje vou começar a filtrar os e-mails referentes ao fórum. Eles devem ser enviados aos moderadores, ou postados na
sala de críticas e sugestões, não para mim...
O meu trabalho se restringe agora ao conteúdo e as atualizações do site. Para todos os efeitos, o fórum é um site
separado, sob responsabilidade da equipe de moderadores e dos visitantes que participam. A minha contribuição é apenas
continuar pagando pelo domínio e os custos de hospedagem.
:. Mais uma distribuição que roda a partir do CD-ROM (03/08/2002)
Além do DemoLinux e da versão de demonstração do SuSe, já temos pelo menos mais uma distribuição elaborada do Linux
que roda diretamente a partir do CD-ROM, o Alemão Knoppix.
Este tipo de sistema é ideal para demonstrações do Linux, escolas e, claro, também para usuários interessados em
conhecer o sistema sem se preocupar em reparticionar o HD, instalar, etc.
O Knoppix foi desenvolvido com o objetivo de ser muito fácil de utilizar. Basta configurar o BIOS para para dar boot
através do CD-ROM e deixar o CD no drive. O boot é muito rápido e não faz nenhuma pergunta ao usuário nem pede login.
Depois de poucos segundos o sistema já está carregando o KDE 3.02 (essa parte demora um pouco mais :-). Uma vez dentro
da interface gráfica, pressione Crtl Alt + (usando o "+" do teclado numérico) para alternar entre as resoluções de vídeo
disponíveis.
Isto é possível graças a um programa desenvolvido pela equipe que faz a detecção automática de todo o Hardware da
máquina e carrega os módulos necessários. A detecção se concentra na placa de vídeo, rede e outros componentes
essenciais. Nos dois micros que testei ele não foi capaz de detectar a placa de som por exemplo. Até o momento também
não foi incluído o suporte a softmodems. É um ponto em que o Demolinux leva vantagem, pois ele é capaz de detectar
softmodems com chipset Lucent e Agere.
No caso de máquinas que máquinas que não suportam dar boot pelo CD-ROM, é preciso utilizar um disquete de boot.
Para fazer o seu, basta gravar o arquivo "boot.img" incluído no CD-ROM do Knoppix usando o
rawwritewin.
Existem ainda alguns parâmetros especiais, que podem ser dados no prompt do lilo, no início do carregamento do
sistema para forçar algumas configurações, como utilizar o Gnome ao invés do KDE, usar algum servidor XFree específico,
forçar o uso de alguma resolução de tela específica, etc. Você pode ver a lista no:
http://download.linuxtag.org/knoppix/knoppix-cheatcodes.txt
A página oficial, com os links para download é:
http://www.knopper.net/knoppix/index-en.html
A configuração mínima para boot em modo texto é um 486 com 16 MB, mas para utilizar o modo gráfico são necessários
128 MB de RAM. O Knoppix não altera o conteúdo do HD, por isso você pode usá-lo sem nenhum problema em máquinas Windows.
É possível utiliza-lo em máquinas com menos RAM caso exista alguma partição Linux Swap no HD, já que neste caso será
possível utilizar memória swap. O Knoppix é baseado no Debian e oferece um visual bem interessante, com menus
transparentes, um tema moderno, etc.
Como tudo é carregado a partir do CD, o desempenho geral do sistema é mais baixo e o tempo de carregamento dos
programas bem maior que o normal. Mesmo assim, vale como um teste. Como disse no início, esta distribuição pode ser
muito útil em escolas de informática, principalmente nos casos em que os mesmos PCs são usados nas aulas de Windows e
Linux, pois não é mais preciso se preocupar com os danos que possam ser causados aos alunos. Basta dar um CD para cada
um e, se preciso, desconectar os HDs durante as aulas de Linux.
:. Corretor ortográfico para Linux (03/08/2002)
Só para não perder a oportunidade :-)
O Linux possui um ótimo corretor ortográfico, incluído em quase todas as distribuições, que oferece suporte à quase
todas as Línguas conhecidas, incluindo naturalmente no nosso Português do Brasil.
Vários dos editores de texto que incluem corretores ortográficos utilizam na verdade o Ispell é por isso que ao
adicionar uma nova palavra ao seu dicionário personalizado no Kwrite, ela será adicionada também no Kword e no Quanta
Plus por exemplo.
Para que o Ispell suporte uma determinada língua, é preciso ter instalado o arquivo de dicionário correspondente.
Você pode instalá-lo no gerenciador de software da sua distribuição; no Mandrake por exemplo você pode usar o
gerenciador de software incluído no Mandrake Control Center. Os dicionários do Ispell estão na categoria Workstation >
Console Tools
Dentro da configuração de cada programa é possível escolher qual dicionário será utilizado, entre os disponíveis no
sistema.
O dicionário para o Português do Brasil é o pacote Ispell-pt_BR. Que também pode ser encontrado no:
http://www.ime.usp.br/~ueda/br.ispell/
O Ispell pode ser chamado também via prompt de comando, utilizando o comando ispell -d pt_BR arquivo.
Substituindo o "pt_BR" por outro dicionário caso você esteja revisando textos escritos em outras línguas. A interface é
bastante prática, no topo da tela aparece a palavra "incorreta" junto com um trecho da frase onde ela foi utilizada e
uma lista das sugestões do dicionário. Você utiliza uma das teclas alfanuméricas para corrigir a palavra usando uma das
sugestões, "I" para adicionar a palavra ao seu dicionário pessoal, ou espaço para ignorá-la ou ainda "A" para ignorá-la
em todo o documento.

As palavras adicionadas vão para o arquivo .ispell_pt_BR dentro do seu diretório de usuário. Você pode editar as
palavras incluídas no arquivo usando um editor de textos qualquer. Este arquivo é utilizado por todos os editores de
texto que utilizam o Ispell, assim as alterações valem para todos. Você pode colar dentro do arquivo as palavras do seu
dicionário personalizado do MS Word, já que ele também utiliza um arquivo de texto simples.
Eu particularmente prefiro utilizar o corretor de modo texto, pois é bem mais rápido simplesmente ir teclando 1, 5,
I, A, 3, I, etc. do que usar o mouse no menu de correção dos programas gráficos. Usar o Linux é ter liberdade de escolha
não é mesmo? ;) No meu caso um bom corretor é essencial pois não tenho coordenação motora suficiente para escrever sem
errar, nem paciência para ficar relendo o texto várias vezes para encontrar todos.
Mais uma dica é que na página do Ueda, já estão disponíveis os arquivos que permitem utilizar o Ispell no Open
Office, já que ele ainda não oferece um corretor nativo em português do Brasil. Na página também estão disponíveis os
links para a versão Windows do Ispell e também vários links de dicionários online e utilitários diversos.
:. MS-DOS gratuíto (03/08/2002)
Apesar de velho e limitado, muitas empresas ainda dependem do MS-DOS para rodarem vários programas de controle de
caixa entre outros. Apesar de simples, estes programas geralmente não podem ser facilmente portados para outros
sistemas, até por que isto freqüentemente também envolveria a troca de máquinas.
O grande problema é que o MS-DOS não é gratuíto, e as cópias usadas na maioria das empresas são piratas. Como a
Microsoft não comercializa mais cópias do MS-DOS, para legalizar a situação é preciso comprar uma cópia do Windows XP
Home (aquela de 400 reais por máquina...) e solicitar um downgrade do sistema, para o MS-DOS. É um custo inviável para a
maioria das empresas.
Felizmente existem vários soluções para este problema. Empresas interessadas em migrar futuramente para o Linux podem
utilizar o DOSEMU, que permite rodar a maioria destes programas dentro do Linux. As que querem apenas legalizar a
situação sem maiores mudanças podem utilizar um dos clones do MS-DOS, como o DR-DOS (que infelizmente não é mais
gratuíto) ou, melhor ainda o FreeDOS, uma versão gratuíta que pode ser baixado em:
http://www.freedos.org
O FreeDOS oferece quase todas as funções do MS-DOS, mantendo a compatibilidade com micros XT em diante. No site estão
disponíveis arquivos de instalação para PCs com drives de 360 KB, 1.2 MB e 1.44 MB e vários utilitários
O mais interessante é que o FreeDOS continua em desenvolvimento até hoje, por isso contém vários recursos que não
existem no MS-DOS. Uma das últimas inclusões foi o suporte a câmeras digitais (!!).
No site também estão disponíveis os fontes de todos os componentes.
Atualização: Houve um pequeno erro neste artigo, o DR-DOS ainda é gratuíto para uso não comercial:
Prezado Morimoto:
O Lineo DR DOS ainda é gratuito para uso pessoal (instalado no seu computador doméstico) ou como imagem para ser
emulada no DOSEMU. Somente para empresas é que ele continua sendo comercializado, aqui mesmo no Brasil, e bem mais em
conta do que as alternativas comerciais por você citadas.
Mais informações sobre o DR DOS, bem como uma versão de avaliação, podem ser conseguidas no nosso site, em
http://www.datasafeweb.com.br
Atenciosamente,
Paulo Santana
dataSafe Informática
:. Melhorando o visual das fontes no Linux (01/08/2002)
Tradicionalmente o XFree do Linux utiliza fontes tipo 1, que oferecem um visual muito ruim ao serem ampliadas ou
reduzidas. O Windows por outro lado utiliza fontes TrueType (criação da Apple naturalmente... ;-) desde o 3.x. As fontes
helvetica e times incluídas no Mandrake por exemplo nada mais são do bitmaps que são redimensionados de acordo com o
tamanho de fonte a ser exibido. Isto explica por que a helvetica fica normal no tamanho 11, mas horrível no tamanho 12
por exemplo
Não existem muitos argumentos técnicos a favor das fontes tipo 1 (além do desempenho talvez), as TrueType são
realmente visualmente muito superiores. A questão passa então a ser adicionar o suporte a fontes TrueType no Linux.
As versões mais recentes de quase todas as distribuições já incluem suporte nativo, você precisa apenas instalar as
fontes desejadas. No Mandrake 8.1 e 8.2 por exemplo basta abrir o Mandrake Control Center ("drakconf" num terminal) e
acessar a seção Sistema > Fontes. Você também pode utilizar as instruções contidas neste artigo:
http://www.guiadohardware.net/artigos/173/
Este artigo do TLDP é para quem quer ir um passo adiante, entendendo como funcionam os softwares que adicionam
suporte, quais são seus arquivos e parâmetros de configuração e todas as instruções necessárias para que você possa
fazer as modificações necessárias em qualquer distribuição. Lembre-se que é possível adicionar tanto as fontes do
Windows e as incluídas no Office, Corel e outros programas, quanto fontes baixadas pela Web. No how-to você encontrará
alguns links de sites que disponibilizam fontes para download.
http://www.tldp.org/HOWTO/mini/FDU/index.html
:. Provedores de banda-larga via wireless já são realidade (01/08/2002)
O mercado de acesso discado já está mais do que saturado, principalmente depois da entrada dos provedores gratuítos.
O acesso via ADSL e cabo é controlado pelas empresas de telefonia e TV à cabo, fazendo com que os pequenos provedores
fiquem cada vez mais restritos à oferecer hospedagem de paginas e serviços personalizados às empresas.
Mas nem tudo está perdido. Este artigo do newsforge chama a atenção para o aparecimento de vários pequenos provedores
que estão oferecendo acesso rápido via Wireless para moradores dentro de suas áreas de cobertura com planos de acesso
ilimitado por de 50 a 70 dólares.
http://newsforge.com/newsforge/02/07/26/2258223.shtml?tid=5
Algumas destas empresas estão utilizando o 802.11b, que oferece um alcance por ponto de acesso menor e uma segurança
mais fraca, mas em compensação é mais barato, enquanto outros estão testando outros sistemas, como por exemplo os
transmissores que utilizam a faixa dos 900 MHz, onde a velocidade de transmissão é mais baixa, mas em compensação o
alcance é maior. Temos exemplos semelhantes aqui no Brasil, com as empresas que oferecem acesso via rádio, onde temos
geralmente um transmissor na central, conectado ao link com a Web e outros instalados no topo de prédios e a partir daí
cabos de rede levando o sinal até os apartamentos e casas próximas, esquema que permite diluir o alto custo do
equipamento (muito mais caro que transmissores 802.11b) entre vários assinantes.
No 802.11b o alcance pode chegar a até 500 metros (dependendo do número de obstáculos) usando uma antena de alta
potência, com um alcance médio na casa dos 200 metros. A área de cobertura pode aumentar caso sejam instalados mais
pontos de acesso no topo de prédios, ou mesmo nas casas de alguns dos assinantes em troca de desconto na mensalidade ou
algum outro benefício.
Como cada ponto de acesso custando na faixa dos 100 dólares (nos EUA), o investimento é muito baixo. É só
considerar que para cada instalação do speedy a Telefonica investe mais de 1000 dólares em equipamentos, em troca de uma
mensalidade de pouco mais de 100 reais (incluindo a mensalidade do provedor, já que a maior parte é repassada à
Telefonica). Ou seja, não é difícil imaginar que também seja possível ganhar dinheiro oferecendo acesso Wireless.
Os pontos de acesso podem ser utilizados também como complemento para provedores que já oferece outros serviços. Por
exemplo, os provedores de acesso via rádio podem adicionar pontos de acesso e antenas nas instalações que já possuem nos
prédios e com isto oferecer acesso também para as casas próximas. Estamos falando de uma tecnologia muito versátil.
Atualização: Além das antenas "domésticas", de baixa potência que citei, existem equipamentos que permitem
atingir distâncias maiores, de 2, 5 ou até mesmo 10 KM, geralmente utilizando antenas unidirecionais, que concentram
o sinal em uma única direção, ao invés de simplesmente irradiá-lo em todas as direções como fazem as antenas
tradicionais. Mas, como em qualquer transmissão de rádio, o alcance é o produto da freqüência e da potência do sinal.
No 802.11b é freqüência é muito alta, 2.4 GHz, por isso a distância coberta sempre será relativamente pequena, por mais
potente que seja o sinal da antena.
Outro detalhe importante é que a velocidade de transmissão cai gradualmente conforme aumenta a distância, de 11 para
6, depois para 2, megabits, 1 megabit e a partir daí vai decaindo conforme o número de pacotes perdidos aumenta, até
que a conexão se perca definitivamente. Muitos fabricantes vendem produtos similares mas com especificações de distância
máxima diferentes, de acordo com o considerado "uma velocidade satisfatória" por eles. Alguns pontos de acesso são
vendidos como capazes de atingir até 100 metros, enquanto outros como capazes de atingir 150 ou mesmo 300 metros, mesmo
usando antenas de mesma potência. Tudo depende das condições definidas pelo fabricante.
Outra limitação é que o padrão 802.11b prevê o uso de 11 canais simultâneos, onde cada transmissor escolhe qual canal
transmitir de forma a não interferir com a transmissão dos vizinhos. Destes 11 canais, apenas 3 podem ser utilizados
simultâneamente, na mesma área. Com mais de três redes distintas dividindo o mesmo espaço a taxa de transmissão em cada
decairá proporcionalmente nos momentos de tráfego intenso.
Esta limitação torna complicado cobrir uma grande área usando antenas 802.11b, mas não impossível. Pode não ser
possível utilizar uma única antena para tentar cobrir toda uma cidade, mas é possível criar uma malha de pequenas
antenas, formando uma única rede.