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Veja também:
:. DVDs e CDs de distribuições Linux
:. Envio para outros países




:. Red Hat 8.0 também à caminho (27/09/2002)

Esta semana está bem movimentada quanto ao lançamento de novas distribuições. Além do Mandrake 9.0 anunciado na Quarta, teremos também o lançamento do Red Hat 8.0, agendado para esta segunda feira.

A principal novidade é o novo desktop Bluecurve, que comentei a alguns dias. Esta é uma tentativa de criar um desktop unificado, baseado no Gnome que além de melhorar a interoperabilidade entre os aplicativos das duas famílias, traz um visual bastante melhorado. Este preview do LinuxPlanet traz uma informação interessante, que teremos dois sabores do Bluecurve, um sabor "Gnome" e um sabor "KDE". Não ficou claro qual serão exatamente as diferenças entre os dois.

http://www.linuxplanet.com/linuxplanet/reports/4460/1/





:. Mandrake 9.0 na praça (e link de um mirror rápido para baixar) (26/09/2002)

A má notícia é que o lançamento do Mandrake 9.0 foi ontem, sendo assim você está lendo esta notícia um dia atrasado. Já deu no Slashdot e uma gigantesca horda de usuários está martelando todos os FTPs disponíveis, a ponto de quase todos estarem com o limite de usuários excedido. Ontem à noite até mesmo a página da Mandrake chegou a sair do ar devido ao grande número de acessos.

A boa, é que eu consegui encontrar um mirror rápido onde você pode baixar na velocidade da sua conexão:

ftp://mirrors.secsup.org/pub/linux/mandrake/Mandrake/iso

Mas clique rápido, antes que invadam este também :-)

27/09 15:35: Parece que invadiram o endereço acima, mas este outro ainda está razoavelmente rápido: ftp://ftp.tu-clausthal.de/pub/linux/mandrake/iso. A lista completa dos mirrors está no http://pst.mandrakesoft.com/ftp/TMPDOWNLOAD.html. É possível fazer a instalação com apenas o primeiro CD, mas para ter um sistema completo é preciso mesmo baixar os três. O suporte a Português do Brasil por exemplo está no CD 3.

O Mandrake 9 trouxe um grande número de novos recursos. Em primeiro lugar vem o óbvio: uma atualização geral nos pacotes, incluindo o Kernel 2.4.19, o KDE 3.03, Gnome 2.01, Mozilla 1.1, OpenOffice 1.0.1, etc. Tivemos outras melhorias espalhadas pelo pacotes, alguns utilitários com um visual reformulado, estão disponíveis mais Wizzards para ajudar na configuração das tarefas mais usadas e assim por diante. No Mandrake Control Center você encontrará por exemplo um Wizzard que configura o Samba (tanto o servidor quanto o cliente) com apenas algumas perguntas simples. Existem Wizzards também para a configuração do DHCP, FTP, Squid, etc. O suporte a hardware também recebeu reforços importantes, scanners USB (modelos suportados pelo Sane) são reconhecidos automaticamente: ao plugar o scanner aparece um ícone no desktop.

Pelo visto, a fase beta foi bem produtiva. Além de resolverem os problemas do Beta 1 (onde o Mandrake Control Center sequer abria :-) conseguiram adicionar vários recursos novos num curto espaço de tempo.

A versão GDH do Mandrake 9.0 também está a caminho. Estou terminando de selecionar os pacotes do CD-Extra e aproveitando para escrever um mini-manual explicando as novidades em relação ao Mandrake 8.2, que servirá como uma leitura rápida para quem não tiver paciência de ler o meu livro inteiro. O pacote deverá estar à venda até segunda-feira que vem, pelo mesmo preço do atual.

Naturalmente, o 8.2 continuará à venda enquanto houver interessados, mas eu recomendo que você espere mais alguns dias e compre a versão atualizada.

Infelizmente, os requisitos de hardware não diminuíram na nova versão. A configuração mínima recomendável continua sendo um Pentium II ou Celeron com 128 MB de RAM. Basicamente, tenha em mente que se o Windows XP com o Office, Corel, Norton e outros programas padrão não roda rápido numa certa configuração o Mandrake 9 também não rodará.

Para máquinas antigas, eu continuo recomendando o uso do Slackware 8.1, que pode ser configurado para rodar aceitavelmente em qualquer configuração, desde um simples 486. Dê uma olhada no capítulo 8 do meu e-book para aprender a criar mini-distribuições para rodar em máquinas antigas ou especializadas.





:. O contrato que você aceitou ao instalar o update do Media Player ou o SP1 (25/09/2002)

Aqui está uma reprodução do parágrafo do contrato incluído no recente update de segurança do Windows Media Player e também no SP1 que citei em algumas das notícias anteriores:

"You agree that in order to protect the integrity of content and software protected by digital rights management ('Secure Content'), Microsoft may provide security related updates to the OS Components that will be automatically downloaded onto your computer. These security related updates may disable your ability to copy and/or play Secure Content and use other software on your computer. If we provide such a security update, we will use reasonable efforts to post notices on a web site explaining the update."

Pressionando a tecla SAP temos:

"Você concorda que para proteger a integridade de conteúdo e softwares protegidos pelo digital rights management ('Conteúdo Seguro'), a Microsoft pode disponibilizar atualizações de segurança para componentes do sistema operacional, que serão automaticamente baixados para seu computador. Estas atualizações de segurança podem desativar a possibilidade de você copiar e/ou exibir Conteúdo Seguro e usar outros softwares no seu computador. Caso disponibilizemos estas atualizações nós nos esforçaremos para postar um aviso em um website explicando a atualização."

Como de praxe, o contrato especifica também que você não pode tomar qualquer ação legal contra qualquer tipo de dano que possa ser causado pelas atualizações. Eles passam a ter privilégios de administrador no seu computador e permissão para instalar softwares sem que você tenha a oportunidade de examinar o código ou decidir se deseja ou não a atualização. Podem ainda bloquear ou deletar conteúdo no seu disco rígido, sem que você tenha direito de reclamar.

Caso recuse o contrato você perde o direito às atualizações de segurança do sistema, ou qualquer atualização subsequente, que naturalmente exigirá que você aceite um contrato similar. É inevitável que todos os usuários aceitem esta cláusula mais cedo ou mais tarde, pois ninguém que se conecte à Internet regularmente pode manter seu sistema vulnerável às várias brechas de segurança descobertas e abertamente divulgadas todas as semanas sem ter seu PC invadido.

Mas, pense bem. Você dá cópias das chaves da sua casa para o encanador, o eletricista e o entregador de revistas? Melhor, você dá a eles algum contrato especificando que eles podem fazer modificações e até mesmo de retirar ou quebrar objetos sem que eles sejam legalmente responsáveis pelas ações? Você manteria um trojan que permitisse a outra pessoa assumir o controle sem seu conhecimento instalado em seu servidor?

Este outro (longo) artigo chama a atenção para mais algumas ações contestáveis:

http://www.hevanet.com/peace/microsoft.htm





:. Configurando teclados especiais no Linux (24/09/2002)

Quase todos os micros de marca, sem falar naqueles teclados da Logitec, Microsoft, etc. que custam uma fortuna, vem cheios de teclas especiais podem facilitar muito a vida do usuário oferecendo acesso às funções mais usadas.

No Linux, você pode ativar estas teclas especiais e atribuir a elas funções diversas, deste abrir aplicativos até aumentar ou diminuir o volume do som. Para isto, vasta utilizar o Lineak (indicado pelo amigo roschel, do fórum).

A página oficial é: http://lineak.sourceforge.net/

No site estão disponíveis três pacotes, o lineakd é o daemon que fica residente na memória, monitorando as teclas especiais do teclado. Ele consome um mínimo de recursos do sistema, para você ter uma idéia, o pacote em rpm tem apenas 50 KB.

O segundo pacote, o lineakconfig (um pouco maior) é o configurador gráfico, também necessário a menos que você pretenda editar o arquivo de configuração manualmente. Por fim, o Klineakconfig é uma versão baseada na biblioteca do KDE. Os dois pacotes têm exatamente as mesmas funções, a única diferença é a biblioteca gráfica usada. Você escolhe qual usar, realmente tanto faz.

Estão disponíveis tanto os pacotes .tar.gz, quanto as versões RPM. Depois de baixar e instalar tanto o daemon quanto o configurador, chegou a hora de ativá-los. Para ativar o lineakd, chame-o através do comando "lineakd -c MIK". Isto abrirá o daemon e criará um arquivo de configuração padrão. O comando deve ser dado com o seu login de usuário e não como root.

Para que ele inicie automaticamente, abra o arquivo .xsession dentro do diretório do usuário (ou crie, caso não exista), e acrescente a linha "/usr/local/bin/lineakd -b". Feito isto, chame o lineakconfig ou klineakconfig e escolha o seu modelo de teclado.

Os modelos disponíveis estão divididos por fabricante, com direito a fotos. É bem fácil encontrar o modelo correto. Depois disso vem a parte divertida, que é dar função para as teclas. Você pode tanto atribuir comandos para os aplicativos mais usados (clique sobre as propriedades do atalho do programa e cole o comando que é executado na linha de configuração da tecla) ou atribuir uma das funções especiais, que incluem aumentar ou diminuir o volume do som, ejetar o CD-ROM, etc.

Caso o seu teclado não esteja na lista, você tem basicamente duas opções. A primeira (e mais rápida) é escolher um teclado com várias funções, como o Compaq Internet Keyboard (18 teclas especiais), atribuir uma função qualquer para todas as teclas e ver quais das teclas do seu teclado equivalem às teclas no programa.

Para configurar os teclados "genéricos", aqueles que só possuem as três teclas de acordar, dormir e hibernar, escolha o layout "Other > Yahoo Internet Keyboard (16 keys)" e utilize as três últimas teclas "power","sleep" e "wake". Você pode, por exemplo, configurar uma para aumentar, outra para diminuir o som e a terceira para ejetar o CD-ROM, assim já terá um teclado "multimídia".

A segunda opção é seguir as instruções do texto "How to get your keyboard supported?" disponível na página de documentação do Lineak que ensina a capturar os códigos das teclas e criar um novo layout de teclado baseado nelas. Caso opte por esta opção, não deixe de enviar o layout criado, junto com uma foto do seu teclado para que o autor possa incluir suporte a ele na próxima versão do programa :-).





:. Mais uma dica para refrigerar o gabinete (24/09/2002)

Problemas de aquecimento no micro é algo comum hoje em dia. Apesar de existirem temperaturas limite, o ideal é que os componentes trabalhem a uma temperatura o mais baixa possível. Quanto mais frio, melhor é a estabilidade e menor é a possibilidade de queima de componentes. Como citei em outra matéria, o HD é um componente especialmente sensível, que geralmente não recebe a atenção adequada.

Além dos HDs e Slot coolers, você pode se valer de mais uma idéia simples para ajudar na refrigeração tanto do HD quanto do processador: colocar mais um cooler na parte frontal do gabinete, aproveitando o espaço das baias vagas.

Você pode usar um exaustor do tamanho que achar necessário, desde um fan pequeno, retirado de algum cooler antigo que esteja encostado até um exaustor de 120 mm). Cole-o nas bordas das baias (superbonder gel?), serre os bezels no formato do exaustor (fácil, já que o plástico é bem mole) e dê o acabamento com uma lixa:

Se o fio do exaustor não alcançar o encaixe na placa mãe, o que é comum, use um par de fios para liga-lo a um dos plugs de força da fonte. O encaixe do exaustor tem três fios, um vermelho, um preto e um branco. O preto é o negativo, que deve ser ligado a um dos dois fios pretos do conector da fonte. O fio vermelho é uma entrada de 12v, que deve ser ligada no fio amarelo do conector da fonte. Se você quiser diminuir a velocidade de rotação do exaustor, para que ele faça menos barulho, ligue-o no fio vermelho (5v). Ao inverter a polaridade o exaustor gira no sentido contrário.

É uma solução barata e ao mesmo tempo eficiente. O visual é questionável, mas tem gente que pode até gostar. Coloquei um no meu Athlon (fotos acima) e até que não ficou tão feio. Agora tenho um exaustor na abertura frontal e este nas baias, ambos soprando ar para dentro além de mais um exaustor na abertura atrás do processador soprando o ar pra fora. Juntos os três exaustores conseguem compensar a pouca eficiência coolermaster de 10 dólares que estou usando como cooler principal e ainda dar uma forcinha para o HD e o gravador de CDs não ficarem com muito calor.

Só para não perder a oportunidade, o novo exaustor resolveu um problema estranho que estava tendo. O meu gravador (um LG 24x10x40) teimava em só gravar a mais de 8X quando queria. Às vezes, gravava a até 24x sem problemas, mas na maioria do tempo ele simplesmente ignorava a ordem do programa de gravação e gravava só a 8x :-). Pelo visto o problema era de aquecimento, pois agora ele voltou a trabalhar normalmente.





:. Acesse a web via Celular no Palm (24/09/2002)

Todos os modelos do Palm a partir do III (incluindo o M100) possuem uma porta infra-red. Muitos celulares também possuem uma. Estes mesmos celulares também são capazes de acessar a Web, alguns via Wap outros via 2.5G, o que significa que o Palm também pode acessar a web, e o melhor, sem precisar de nenhum cabo extra, apenas as portas infra-red dos dois aparelhos. :-)

Este artigo do PalmLand (em Português), mostra passo a passo como conectar usando um Palm V e um Nokia 3320. Mas, para outras combinações o procedimento é o mesmo, o importante é que o celular tenha a porta infra-red:

http://www.palmland.com.br/pi/2002/mar/palm_cel.asp

Naturalmente a navegação fica limitada à velocidade da conexão do Celular, bem lenta nos modelos Wap. Mas, é suficiente para receber e enviar e-mails e acessar alguns sites que oferecem versões para micros de mão.





:. Versão demo do Cross-Over Office (24/09/2002)

A Code Weavers liberou recentemente uma versão demo do Cross-Over Office, que pode ser usada gratuitamente por 30 dias. É preciso se registrar para poder baixa-la, mas é bem melhor do que gastar 55 dólares no software e depois descobrir que ele não serve para você não é mesmo? É uma boa oportunidade também para quem está apenas interessado em experimentar ou curioso sobre a eficiência do software:

http://www.codeweavers.com/products/office/request_evaluation.php

O Cross-Over Office permite rodar o Office 97 ou 2000 sobre o Linux sem uma grande perda de desempenho. Veja o meu artigo sobre ele aqui:

http://www.guiadohardware.net/artigos/200/







:. Zire, mais um Palm de baixo custo (23/09/2002)

Depois de transformar as divisões de hardware e software em empresas diferentes, a Palm resolveu agora criar duas novas marcas, a Zire e a Tungsten, que produzirão respectivamente aparelhos de baixo custo, destinados a usuários domésticos e modelos mais caros, destinados ao mercado empresarial.

O primeiro modelo vendido sob a marca Zire me pareceu especialmente interessante. As especificações são muito semelhantes à do Palm M100, com a mesma tela de 160x160, um pouco menor que a do Palm V e com 16 tons de cinza e 2 MB de memória. As novidades serão basicamente o sincronismo com o PC, que agora será feito através de um cabo mini-USB (adeus porta serial ;-) e o uso de baterias recarregáveis.

Mas, a boa notícia é mesmo o preço, que cairá para abaixo da marca dos 100 dólares no mercado Norte-Americano, cerca de 20% mais barato que o Palm M100, que até agora era o modelo mais barato.

Apesar de não contar com os recursos presentes nos Palmtops mais caros o Palm continua sendo um formidável organizador pessoal e uma pequena redução no preço é sempre muito bem vinda. Quanto às limitações, vai aqui uma pequena lista: o Zire não possui nenhum slot de expansão, nada de cartões compact flash e nem mesmo cartões SD para expansão de memória. A única porta disponível é a porta mini-USB destinada ao sincronismo com o PC, que no máximo poderá ser usada para um modem ou outro periférico proprietário lançado pela Palm, desses que acabam saindo tão caros que ninguém compra.

Os 2 MB de memória continuam sendo suficientes para instalar vários programas, mas já existem vários aplicativos para a plataforma que ocupam bem mais do que isso, sem falar dos e-books e outros arquivos grandes. Sem a possibilidade de expandir a memória, nem acrescentar um cartão de rede wireless (como é possível nos Ipaq e nos Handspring) o uso do aparelho se restringe basicamente a um simples organizador pessoal. Talvez este seja o objetivo afinal.

http://www.palminfocenter.com/view_Story.asp?ID=4171

O Tungsten T por sua vez será o novo topo de linha que, ao que tudo indica, será o primeiro modelo baseado no novo Palm OS 5, que utilizará um processador ARM de 175 MHz, tela colorida de 320 x 320 e 16 MB de RAM expansíveis através de um slot SD. O Tungsten também terá alguns recursos multimídia, com um chip DSP, microfone e speaker, mas ainda não foi anunciado se ele terá um transmissor 802.11b ou Bluetooth embutido, que na minha opinião seria o recurso mais interessante. O custo neste caso não seria um grande obstáculo, já que o Tungsten deverá custar por volta de 500 dólares.

http://www.palminfocenter.com/print.asp?ID=4192&s=1





:. Mais doações de licenças do StarOffice (21/09/2002)

A Sun está ampliando seu programa de doações de licenças de uso do StarOffice para fins educacionais. O primeiro passo havia sido a doação de um número indefinido de cópias para o governo Chinês, basicamente eles podem utilizar o StarOffice livremente em todas as instituições de ensino, o que é bem significativo, considerando que a China possui 200 milhões de estudantes em escolas que possuem ou receberão em breve laboratórios de informática.

Os próximos países a serem beneficiados foram Taiwan e Hong Kong e agora estão fazendo acordos também com países da Europa e África.

http://news.zdnet.co.uk/story/0,,t269-s2122361,00.html

Não é preciso dizer que conseguir colocar seu software nas escolas, mesmo que sem receber nada por isso é uma estratégia muito eficiente a longo prazo, já que são justamente estes estudantes que poderão usar seu produto mais tarde, ao invés do produto do concorrente. Isto funciona tão bem que mesmo a Microsoft doa grandes quantidades de software para escolas e universidades. Não é apenas por caridade.

De qualquer forma, o OpenOffice está crescendo mais rápido que o StarOffice, tomando a dianteira no desenvolvimento. Daqui em diante é provável que o StarOffice assuma uma posição semelhante à da Netscape, que basicamente empacota as versões estáveis do Mozilla, incluindo alguns programas proprietários, desativando alguns recursos e oferece algumas formas de suporte. Os novos recursos aparecem primeiro no Mozilla e só depois de alguns meses são disponibilizados também, no Netscape.





:. Construa seu próprio mini-cluster (21/09/2002)

Este Artigo do LinuxDevices mostra como montar um mini-cluster com quatro nós, além de HD, switch, placa de rede, fonte e todos os demais componentes necessários numa pequena torre de aproximadamente 10 x 10 x 20 cm.

A idéia neste caso não é criar um sistema de alto desempenho, mas apenas um sistema portátil, que possa ser usado em demonstrações e workshops sobre computação paralela que fosse relativamente barato. No artigo estão os links de onde comprar todos os componentes necessários.

Bem, como disse, o desempenho não é o principal objetivo. Os módulos são tão compactos e podem ser colocados num gabinete tão pequeno sem torrar pois utilizam processadores mobile Pentium MMX de 266 MHz, uma série de baixo consumo, fabricada num técnica de 0.25 micron. Cada processador consome apenas 7 watts, mas em compensação o cluster perde em desempenho para um simples Celeron 700.

http://www.linuxdevices.com/articles/AT2143783710.html

http://eri.ca.sandia.gov/eri/howto.html

Este terceiro artigo complementa os dois primeiros, ensinando a configurar o software:

http://www.linuxjournal.com//article.php?sid=5690







:. Artigo sobre o ELX Linux (21/09/2002)

O Pow me mandou um artigo apresentando o ELX Linux, uma distribuição fácil de usar, voltada para quem está vindo do Windows. As ferramentas de configuração foram organizadas de uma forma semelhante ao painel de controle do Windows, os aplicativos foram escolhidos com o objetivo de substituírem diretamente os mais usados no Windows, a interface é similar, etc.

"O ELX veio da Índia e tem superado a Red Hat nos EUA, mas você pode estar se perguntado, porque ele conseguiu obter essa marca? -A resposta é simples sua facilidade em configurar, o conjunto de aplicativos que ele possui, para citar alguns, Open Office, Koffice, Netscape 6.0, Opera 5.0, xmms, Software para gravar cd's, gnomemeeting para video conferência, entre outros e a levesa do sistema, eu estou rodando o ELX Linux, num computdor 233 MMX, claro que está lento, mas ele ficou mais leve que o MDK8.1 e o techlinux 2.0, mas voltando a falar das ferramentas a que mais me chamou a atenção foi o fato de na instalação informando os IP's da rede nome do grupo de trabalho , e nome do computador, ele já configurou o Samba para poder acessar meu servidor que tá rodando Windows XP, e no que fiquei surpreso é que funciona muito rápido aos compartilhamentos do servidor, eu tinha antes o TechLinux instalado aqui e quando queria abrir um arquivo do Windows no Linux , (mp3) por exemplo a máquina ficava muito lenta,com o ELX Linux , eu consigo carregar um diretório inteiro de Mp3 e escutá-lo numa boa sem comprometer o desempenho da máquina. Agora vamos ver as ferramentas que facilitam a vida de quem tá acostumado com Windows."

O artigo está recheado de screenshots, clique aqui para ler:







:. Notícias do Intel Developer Fórum (21/09/2002)

O Anand publicou uma série de matérias cobrindo os lançamentos do Intel Developer Forum deste ano, com várias novidades.

A Intel planeja implementar um sistema de voltagem dual em seus próximos processadores, sistema batizado de dual Vt, onde componentes menos essenciais utilizarão uma tensão mais baixa, ajudando a diminuir o consumo total, sem com isto diminuir a performance. Outra novidade é que planejam lançar uma versão Multicore do Itanium em um futuro próximo, onde teremos dois processadores no mesmo encapsulamento. Mas, o Itanium é um processador tão pouco usado que o que interessa mesmo é o possível uso da tecnologia no Pentium 4 ou outro processador destindo ao mercado doméstico, possibilidade que ainda não foi confirmada oficialmente.

Foi demonstrado também um notebook baseado no Intel Banias, com mais alguns detalhes sobre o chip revelados. O Banias é basicamente um Pentium III com um barramento com a memória semelhante ao do Pentium 4 e muito, mas muito cache L2. A versão demonstrada tinha nada menos que 77 milhões de transístores, a maior parte destes ocupada por generosos 1 MB de cache. A lógica é que o cache consome uma quantidade ínfima de energia se comparada com outras partes do processador, sendo assim, a melhor maneira de criar um chip de baixo consumo porém de alto desempenho é construir um chip com relativamente pouca força bruta (daí usarem o projeto do Pentium III que oferece um consumo muito mais baixo e um desempenho por ciclo de clock superior ao do Pentium 4) e toneladas de cache L2. E foi o que fizeram. Só falta descobrir de que tamanho vai ser a facada na hora de comprar esse tanque ;-). O Banias também virá com um controlador 802.11b integrado ao próprio processador (apenas o controlador, sem a antena e outros circuitos de apoio), o que deverá aumentar a oferta de notebooks baseados nele já com transmissores embutidos.


Core do Intel Banias, foto publicada pelo http://www.anadtech.com

A nova marca de desempenho do Pentium 4 subiu para 4.684GHz, utilizando um Northwood refrigerado com um supercooler (um modelo semelhante aos vendidos pela Kryotech). O Hyper Threading também entrou em cena, com algumas demonstrações de PCs fazendo várias tarefas simultaneamente, como compactar um vídeo e rodar um game pesado, rodar o teste do antivírus e abrir arquivos do excell simultaneamente, etc. cenários onde o Hyper Threading promete se sair melhor.

Em matéria de memória RAM, as Rambus parecem ter mesmo caído em esquecimento, já que as demonstrações se concentraram em torno das memórias DDR II, que virão na forma de pentes DIMM com 240 pinos. Como o nome sugere, as DDR II serão capazes de realizar quatro transferências por ciclo, oferecendo um barramento de dados duas vezes mais rápido que o das DDR atuais. Mas, as memórias DDR II ainda estão um pouco distantes, os primeiros produtos devem aparecer apenas por volta de 2004.

Outra novidade importante foi a apresentação dos encaixes que serão utilizados pelo 3GIO. Ao que tudo indica, ele substituirá não apenas o PCI, mas também o AGP. A principal arma do 3GIO é ser um barramento serial, o que permite criar slots de velocidades diferentes apenas mudando a quantidade de pinos. Podemos ter um enorme slot 3GIO 8x substituindo o AGP e slots 3GIO 1 substituindo os slots PCI.


Slots 3GIO, foto publicada pelo http://www.anadtech.com

Você pode ler mais detalhes sobre o 3GIO e outros barramentos de alto desempenho no: http://www.guiadohardware.net/artigos/194/

Aqui estão os links para a série completa, boa leitura :-)

http://www.anandtech.com/showdoc.html?i=1699

http://www.anandtech.com/showdoc.html?i=1700

http://www.anandtech.com/showdoc.html?i=1701

http://www.anandtech.com/showdoc.html?i=1702

http://www.anandtech.com/showdoc.html?i=1703

http://www.anandtech.com/showdoc.html?i=1704

http://www.anandtech.com/showdoc.html?i=1707





:. Screenshoots do novo desktop da Red Hat (21/09/2002)

A alguns dias surgiu a notícia de que a Red Hat estaria abandonando tanto o KDE quanto o Gnome, em favor de um novo desktop desenvolvido por ela. A falta de maiores informações (devem estar aprendendo com o pessoal do United Linux :-( fez muita gente condenar a atitude, ameaçar deixar de usar o Red Hat, etc.

Mas, este artigo do Extremetech esclarece um pouco melhor a situação. Basicamente, a Red Hat planeja utilizar uma versão modificada do Gnome, que ofereça um ambiente mais consistente (com uma área de transferência que seja compatível com tanto os aplicativos do Gnome quanto com os do KDE, entre outras melhorias) e mais familiar aos usuários vindos do Windows. A idéia é que este desktop fácil de usar atraia mais empresas e usuários domésticos que atualmente utilizam o Windows

Ao contrário de desenvolver uma nova interface do zero, simplesmente personalizar o Gnome ou o KDE é muito mais um trabalho de design do que de desenvolvimento propriamente dito, já que quase toda a funcionalidade necessária já está aí. Veja o caso do Lycoris por exemplo.

Nos screenshoots do artigo vemos um ambiente muito semelhante ao do Windows XP, inclusive com um "adicionar remover programas". Mudaram até a fonte do relógio para ficar mais parecida. Fora isto continua sendo o bom e velho Gnome de sempre, com o Mozilla, Evolution e tudo mais.

http://www.extremetech.com/print_article/0,3998,a=31442,00.asp





:. Os verdadeiros motivos do uso do Linux na China (21/09/2002)

O Governo Chinês parece cada vez mais determinado em construir uma estrutura computacional baseada no Linux ou outro sistema operacional de código aberto. Já anunciaram grandes compras de pacotes de algumas distribuições, anunciaram o desenvolvimento de um sistema operacional "alternativo", baseado no Linux e no Wine, que seja capaz de rodar softwares Windows com uma funcionalidade semelhante à do Windows 98 e por aí vai. Já fizeram também uma parceria com a Sun para utilizar o StarOffice em universidades e repartições públicas em substituição ao Microsoft Office. Mesmo as várias tentativas de negociar descontos e vantagens propostas pela Microsoft parecem não ter força para mudar o quadro.

Segundo este artigo do zdnet o motivo para isto não é apenas a tentativa de desenvolver software nacional ou economizar com licenças. Parece que o governo Chinês está convencido de que o uso do Windows e outros softwares Microsoft representa um risco para a segurança do país. A teoria conspiratória é que o Windows poderia conter algum sistema que permitisse ao governo dos EUA paralisar ou espionar os computadores Chineses em caso de guerra entre os dois países. Claro, isto é apenas mais uma teoria conspiratória, não existe como provar que eles estão errados, nem que estão certos, já que apesar das partes divulgadas através do sistema Shared Source, ninguém pode analisar todas as partes do código do Windows, nem mesmo os próprios funcionários, que sempre possuem acesso apenas às partes necessárias a seu trabalho:

http://zdnet.com.com/2100-1107-958762.html

Para muitos, faz sentido, afinal, se a Nike comprou a copa de 98, por quê a Casa Branca não poderia ganhar a cooperação da Microsoft? Será que a China também vai entrar no "Eixo do Mal"? Será que tudo não passa de um plano do Pink e do Cérebro pra dominar o mundo? ;-)

Mas, voltando a falar sério, isto tecnicamente já seria possível utilizando um sistema simples: a ativação de produto do Windows XP. Afinal, se conseguiram desativar muitas cópias piratas através do SP1, nada impediria que a mesma tática fosse utilizada para sabotar computadores inimigos em caso de conflito, caso o governo conseguisse obrigar a Microsoft a fazê-lo. Veja também que os contratos de licença das últimas atualizações (que você provavelmente aceitou sem ler) dão direito à Microsoft instalar atualizações de segurança e outras modificações consideradas necessárias, de forma automática, mesmo sem o prévio consentimento do usuário (afinal, ele já concordou ao aceitar o contrato de licença). Não é possível brigar na justiça caso algum arquivo ou programa seja eventualmente destruído e, de fato, o contrato indiretamente especifica que eventualmente podem vir a ser deletados programas piratas, ou mesmo arquivos de música e vídeo considerados ilegais. Oras, em caso de uma Guerra, arquivos do Governo inimigo podem muito bem entrar nesta lista, ou seja, as preocupações da China não deixam de ter uma certa base.





:. Fui parar na capa do terra :-) (21/09/2002)

Não podia acordar com uma notícia melhor :-) Além de criar um mirror para o arquivo do e-book Entendendo e Dominando o Linux, o Giordani Rodrigues publicou uma recomendação, que foi parar na capa da seção de informática do Terra. Ficam aqui expressos os meus agradecimentos. Para quem não conhece, o Giordani é editor do http://www.infoguerra.com.br não deixe de fazer uma visita para ele também.

"Oi Carlos,
Apenas para avisá-lo que o texto sobre o seu e-book está no ar. Pode ser visto em: http://www.infoguerra.com.br/infonews/viewnews.cgi?newsid1032474362,21608,/

E também no Terra, portal com o qual mantenho parceria: http://www.terra.com.br/informatica/2002/09/20/003.htm

O Terra colocou uma chamada para o livro na capa da seção de Informática: http://www.terra.com.br/informatica/

Deve passar todo o final de semana assim. Espero que meu servidor agüente :-)

Um abraço.
Giordani Rodrigues - Editor
InfoGuerra - Segurança e privacidade







:. Fujitsu faz recall de 10 milhões de HDs e abandona o mercado de HDs (20/09/2002)

É isto mesmo que você ouviu :-)

Infelizmente temos um fabricante de HDs a menos, ficando basicamente apenas com a Maxtor/Quantum, IBM, Sansung, WD e Seagate. A Fujitsu anunciou um mega-recall de nada menos que 10 milhões de unidades, fabricadas entre Setembro de 2000 e Setembro de 2001 que apresentam problemas de durabilidade ao operarem em altas temperaturas.

http://213.219.40.69/?article=5399

Junto veio a notícia de que Fujitsu está abandonando o mercado de HDs, devido à forte concorrência e às baixas margens de lucro.

Juntando com os recentes problemas em HDs IBM, está ficando cada vez mais claro que junto com o brutal aumento de desempenho dos HDs modernos, veio também uma certa diminuição na confiabilidade, sobretudo nos modelos de 7200 RPM, que por motivos óbvios operam em condições mais extremas. Este é mais um bom motivo para investir numa boa refrigeração do gabinete e, claro, fazer os famosos backups regulares.

No próximo upgrade, pense com calma também sobre a dissipação térmica do seu próximo processador, já que ele é de longe o componente que mais gera calor. Na minha opinião, os primeiros modelos de cada safra são sempre os com um custo benefício melhor, pois custam mais barato, suportam overclocks maiores e dissipam menos calor. Este foi o caso do Celeron de 366 MHz (0.22 mícron) e 600 MHz (0.18 mícron), do Duron Morgan de 1.0 GHz, do Athlon Thunderbird (AXIA e mais recentes) de 1.0 GHz, do Athlon XP 1500+ e, mais recentemente, do Athlon XP 1700+, com core Thoroughbred (tensão de 1.5v) e do Pentium 4 1.6A (baseado no core Northwood, 1.5v). Todos estes modelos suportam overclocks generosos, permitindo que você mantenha o processador na frequência normal no início, enquanto não precisar de tanto desempenho e simplesmente altere a frequência do FSB no setup quando achar que precisa de mais desempenho.

Lembre-se que além de mais caros, os processadores de clocks mais altos também geram mais calor. Além de ter de usar um cooler mais caro e mais barulhento, você precisará de mais exaustores dentro do gabinete, já que o cooler apenas espalha o calor. Isto significa ainda mais dinheiro e mais barulho.

O mesmo se aplica ao HD. Um modelo de 7200 RPM esquenta mais que um de 5400 RPM. Para ter a mesma confiabilidade, você precisa comprar um HD Cooler, ou caprichar mais na ventilação do gabinete. Ou seja, o custo destes componentes não é apenas o valor de venda, é preciso considerar tudo isso na hora da compra.





:. Dois tipos de usuários Linux (19/09/2002)

Em mais um capítulo da nossa série "hora de mudanças", aqui está um artigo do Osnews que achei particularmente interessante:

http://www.osnews.com/story.php?news_id=1769

No artigo, o autor defende a existência de dois tipos de usuários Linux. Nenhum está certo ou errado, mas é impossível tentar nivela-los por baixo. O grupo B é formado por power users, desenvolvedores, etc. o pessoal que programa, só instala aplicativos a partir do código fonte e vai aonde quer no sistema.

O grupo A é formado por usuários que não estão tão interessados em conhecer tão bem o sistema. Eles simplesmente estão interessados nos recursos ou na qualidade dos programas e querem um sistema que seja fácil de usar e estável, que permita que eles se concentrem no seu trabalho e não em aprender como configurar o sistema.

Os usuários do grupo B valorizam distribuições como o Slack, Gentoo e Debian, que facilitam e estimulam um contato mais profundo com o sistema e muitas vezes são contra distribuições "emburrecidas" (acho que é a melhor tradução para o "dumbed down" usado no Inglês) que permitem fazer tudo através de utilitários gráficos, detectam todo o hardware automaticamente, etc.

Os usuários do grupo A por sua vez estão mais interessados em distribuições que facilitem as coisas ao máximo, se possível oferecendo uma interface e ferramentas similares às do Windows. Preferem que a impressora USB e a WebCam sejam detectadas automaticamente durante a instalação do que ir ler um how-to qualquer que ensine como configurá-las manualmente.

Os dois pontos de vista merecem ser respeitados, afinal, usuários da classe A podem não ser hackers ou programadores experientes, mas são professores, engenheiros, médicos, etc. que não entendem muito do sistema em si, mas são muito competentes no uso dos aplicativos que utilizam em seu trabalho.

O ponto em que queria chegar é que existem formas de resolver os dois problemas. Enquanto for possível desenvolver aplicativos open source, sempre teremos um número gigantesco de programas para as mais diversas áreas. Também teremos um número enorme de distribuições, que competirão entre si para atender às necessidades de seus usuários. A lei natural se encarrega de selecionar as melhores opções e fazê-las evoluir, afinal ninguém quer ser condenado ao esquecimento :-)

O kernel do Linux é extremamente flexível, a ponto de rodar em praticamente qualquer tipo de aparelho que tenha seus 2 MB de memória e um mínimo de poder de processamento. Pode ser um relógio, um avião, um mainframe, não importa. É um pedaço de massa de modelar que pode adquirir a forma que você precisar.

Juntando esta base flexível com os inúmeros aplicativos que temos por aí, torna-se possível criar sistemas para quase todo tipo de atividade. É possível criar um sistema para usuários avançados, como o Slackware ou o Gentoo ou criar distribuições para usuários que não querem se preocupar em configurar nada. Teremos cada vez mais distribuições, mas não será algo ruim, pois entre elas você poderá encontrar uma que seja exatamente o que você procura.

Outro ponto que não é bem explorado é o suporte a usuários finais. Muitos dos usuários do grupo A não se importam em pagar 100 ou 200 reais para alguém vir instalar e configurar tudo; eles precisam de suporte e podem pagar por ele, só não querem ter que perder um final de semana tendo que quebrar a cabeça para instalar um modem. O erro é justamente tentar "convertê-los" em usuários do grupo B, quando eles não têm o tempo nem a disposição necessária para isso.

Mas, claro, não poderia deixar de mais uma vez argumentar que falta documentação para iniciantes. Temos os manuais das distros, escritos para quem nunca usou um computador na vida e os howtos e manuais, que são quase sempre bastante técnicos. Entre as duas categorias temos um fosso. :-)





:. Mais uma opção de player de vídeo para Linux (19/09/2002)

O Bruno F. Costa mandou uma dica de vídeo player para Linux. O Mplayer não é exatamente um trabalho novo, vem desde 2001, tem todos os recursos que seria de se esperar de um bom player, com suporte a vários formatos de vídeo, incluindo (naturalmente) divx, xvid e vários outros. O xvid é um formato de compressão de vídeo open source, que começa a ganhar muita popularidade com as taxas de licenciamento que os desenvolvedores do divx passaram a cobrar recentemente.

Além do código bastante enxuto, o Mplayer pode ser compilado com otimizações para várias plataformas, o que o torna possivelmente o player mais rápido disponível para Linux. A opção de otimização existe até mesmo para a versão em rpm. Graças à boa velocidade, a maioria dos divx disponíveis na web, por exemplo, podem ser vistos tranquilamente num Celeron 500 com uma placa de vídeo bem suportada.

A página oficial do projeto é:

http://www.mplayerhq.hu/homepage/





:. Um clone do Windows? (17/09/2002)

O Xandros desktop é a continuação do trabalho feito no Corel Linux. O objetivo da distribuição é criar um ambiente destinado a usuários domésticos e iniciantes que seja ao mesmo tempo muito parecido com o Windows, mas incorpore os programas e recursos que temos no Linux.

Pelo visto a idéia está dando certo. Esta matéria do osnews.com traz vários screenshots do recém lançado beta 3:

http://www.osnews.com/story.php?news_id=1762

Temos todos os principais componentes do Windows. As partições montadas como C: e D:, um ambiente de redes que funciona, programas como o Mozilla, OpenOffice, etc. com atalhos facilmente identificáveis no menu iniciar, ferramentas de configuração organizadas num "painel de controle", uma instalação simples, etc. Basicamente, é uma tentativa de reproduzir os principais componentes da interface do Windows. Assim como todo mundo sabe como utilizar um telefone, não importa qual seja o modelo, a idéia é que usuários do Windows sejam capazes de usar o Xandros sem dificuldade. Se isto é bom ou ruim, é discutível, mas parece ser realmente possível:

O Xandros é uma distribuição voltada principalmente para os desktops corporativos, uma solução para empresas interessadas em migrar seus PCs para o Linux mas sem ter que investir muito em treinamento dos usuários. Não se sabe se disponibilizarão a versão final para download gratuíto, ou se venderão apenas as caixas como no SuSe. Mas, você pode baixar o beta em:

http://www.xandros.com/downloads.html

Software livre nem sempre é gratuíto. É um ponto em que muita gente se confunde. Significa abrir o código fonte e não trabalhar de graça :-) Existem empresas que trabalham junto com a comunidade, como a Mandrake, disponibilizando os pacotes gratuitamente e oferecendo também vários produtos para equilibrar as contas, enquanto existem empresas que estão aqui para realmente ganhar dinheiro.

Creio que existe espaço para as duas formas de trabalho, cada um escolhe o que usar. Assim como existem estudantes sem dinheiro que preferem obter todas as ferramenas de que precisam gratuitamente, existem empresas que preferem pagar para ter suporte, garantias, etc.





:. Mais um "como montar seu PC" (17/09/2002)

Agora até bonequinhos de Lego já são capazes de montar um PC :-)

O Andy fez uma espécie de história em quadrinhos, usando os bonecos para ensinar a montar um PC. Me pareceu interessante para usar como material de apoio em aulas para crianças. Valem as regras de sempre, você pode usar desde mantenha os créditos do autor e mande um mail para ele avisando.

http://www.skizzers.org/andy/lego.html







:. Estudante do Mit pega 33 meses por pirataria (17/09/2002)

Este é mais um caso de prisão por pirataria de software. Este caso é interessante pois não envolve nenhuma fábrica de CDs piratas ou alguma rede de contrabandistas, mas sim um estudante do MIT, que se aproveitou do seu cargo de administrador de sistemas para utilizar os servidores sob sua responsabilidade para distribuir uma grande quantidade de programas. O quantidade exata não foi divulgada, mas levando em conta a largura de banda que os servidores do MIT possuem, provavelmente foi algo considerável :-)

Não é o caso de um usuário "inocente", mas sim de alguém que agia deliberadamente. Este link do slashdot é uma discussão sobre o tema, onde os comentários se dividiram em três grupos, os a favor da condenação, já que o uso e distribuição de softwares piratas é algo errado e na maioria dos países ilegal, o grupo dos que atacam as leis de propriedade intelectual e o modo como muitas empresas exploram os usuários com softwares caros e um terceiro grupo que defende o uso de softwares livres ao invés de programas piratas.

http://interviews.slashdot.org/interviews/02/09/17/1154212.shtml?tid=123

Bom, já dei a minha opinião sobre o tema em outras oportunidades. Já temos quase que uma indústria paralela de gente que ganha dinheiro produzindo e vendendo CDs piratas, não são apenas camelôs inocentes que precisam sustentar a família mas mafiosos, traficantes e outros seres semelhantes. É uma das rendas da máfia Chinesa em São Paulo por exemplo.

Outro efeito colateral são as medidas antipirataria cada vez mais draconianas que a indústria de software está adotando para tentar se proteger, que acabam prejudicando principalmente quem compra softwares legalmente, pessoas que além de todo o incômodo de registrar, ativar, auditar etc. acabam pagando mais pelos investimentos feitos nos sistemas de proteção. Nas primeiras versões do Windows e do AutoCAD por exemplo tínhamos um simples número serial que era colado na caixa do programa, era uma espécie de relacão de confiança. Hoje em dia só falta mandarem um consultor na sua casa pra ver se você realmente comprou o software antes de ativá-lo. De certa forma, é justamente a atitude de muitos usuários que provoca tudo isto. Tem sido desperdiçada uma grande quantidade de dinheiro e energia que poderia ser usado em coisas mais produtivas.

Eu não concordo com os que dizem que empresas como a Microsoft e Adobe merecem ter seus programas pirateados por causa dos alto preço de venda e as suas altas margens de lucro. Veja, o fato de um supermercado vender mais caro que os concorrentes ou tentar monopolizar um produto específico não dá direito a ninguém sair roubando produtos das prateleiras. Se ele vende mais caro, você simplesmente passa a comprar em outro supermercado.

O uso de programas piratas também é uma forma de desestimular o desenvolvimento de programas open-source. Afinal, se todo mundo prefere piratear o Office e o Photoshop ao invés de utilizar o OpenOffice e o Gimp é provável que muitos dos desenvolvedores também resolvam abrir suas empresas e consultorias e deixar que os usuários usem o que quiserem.

Temos ainda o caso das pequenas software houses que vendem programas baratos, de 20, 30, 50 reais, mas que mesmo assim são pirateados sem o mínimo de culpa. É o caso do CD do Guia do Hardware por exemplo, tem gente vendendo por todo preço.

É claro, muita gente não se preocupa com isto, prefere dar dinheiro a traficantes e mafiosos do que a quem realmente trabalha para desenvolver algo.





:. Mozilla e Konqueror x Bancos online (17/09/2002)

Hoje fiz um teste rápido, tentando acessar os sistemas de atendimento online do Bradesco, Itaú, BB e Real para ver como anda o suporte aos navegadores alternativos. Os resultados foram bastante animadores.

O Real e o Itaú ganharam cartão verde. O Real funciona perfeitamente usando as instalações default do Mozilla e do Konqueror no Linux e, naturalmente, também com o Mozilla rodando sobre o Windows.

O Itaú utiliza um Apple Java para verificar a senha que não é suportado pela instalação default do Mozilla sobre o Linux. É preciso baixar o Java da Sun ou instalar o Netscape 6.x/7.x, que se encarrega de instalar o Plug-in. No Windows o Mozilla acessou normalmente, a única observação é que o Windows XP não vem com o Java da Sun instalado por default, também é necessário baixar o plug-in (seja qual for o navegador usado). O Konqueror conseguiu acessar normalmente com a instalação default. Um detalhe interessante é que a página do Itaú detecta se você está acessando através do Linux e o redireciona para um index alternativo. Tiveram o cuidado de se preocupar com os usuários das duas plataformas :-)

O BB também utiliza um Applet java para verificar a senha. Não funciona no Konqueror, mas funciona no Mozilla caso o Java esteja instalado, basicamente o mesmo que o Itaú.

O Bradesco foi o mais problemático. Não consegui acessá-lo via Linux utilizando nenhum navegador. Mesmo com o Mozilla sobre o Windows a página é bem problemática. O Navegador trava, o cursor para digitar a senha aparece e depois some, etc. Tentei três vezes e desisti. Tentei no IE para ver se não era algum problema com a conexão, funcionou perfeitamente. Voltei ao Mozilla e novamente o jogo de esconde-esconde. Tentei mais duas vezes e desisti :=(

De qualquer forma é bom perceber que a preocupação com os usuários de navegadores alternativos está crescendo. O uso do Java da Sun ao invés das extensões proprietárias do IE está virando padrão e próprio Mozilla incorporou suporte a algumas das extensões do IE. Juntando as duas coisas, acabamos com um cenário bastante favorável.

Bom, este foi só um teste rápido, forgive-me for any mistakes :-)

Atualização: Recebi um mail do Daniel Della: "Realmente, não consegui acessar o site do Bradesco nem com o Mozilla 1.1, nem com o Netscape 6.x, mas depois que instalei a versão 7.0 do Netscape, ele passou a funcionar perfeitamente.". O Netscape 7.0 final já está disponível no http://www.netscape.com





:. Worm explora vulnerabilidade no mod_SSL do Apache (17/09/2002)

Segundo este artigo o Worm já infectou pouco mais de 3500 máquinas, pouco se comparado a outras pragas similares, como o CodeRed. O que parece ser mais perigoso é que as máquinas comprometidas formam uma rede P2P, que pode ser usada para vários fins, desde hospedar arquivos até lançar ataques DoS coordenados.

A correção já está disponível para todas as principais distribuições a um bom tempo, basta atualizar o pacote mod_ssl. A vulnerabilidade atinge apenas servidores Apache onde o componente está ativo e, naturalmente apenas os com a versão vulnerável, daí o número relativamente pequeno de máquinas infectadas. Só para efeito de comparação, o Code Red, que na época também explorava uma brecha já corrigida atingiu nada menos do que 400.000 servidores Windows, mais de 100 vezes mais.

Os dois incidentes são mais um lembrete de que instalar as atualizações de segurança não dói :-)

As versões do mod_ssl afetadas são a 0.9.6d e anteriores, além do beta 1 do 0.9.7.

http://news.com.com/2100-1001-957988.html

Atualização: Este artigo do Practical Thecnology dá um puxão de orelha nas empresas de segurança:

http://www.practical-tech.com/network/n09182002.htm





:. Dificuldades em instalar novos programas no Linux (17/09/2002)

Continuando a série "Hora de mudanças", este artigo do osnews é uma crítica construtiva à relativa dificuldade em instalar novos programas no Linux:

http://www.osnews.com/story.php?news_id=1597

A questão colocada aqui é que o excesso de opções (basicamente, cada distribuição tem seu próprio gerenciador de pacotes, o que dificulta as coisas), combinado com a certa frequência com que são necessárias satisfazer dependências para instalar um certo pacote complicam desnecessáriamente as coisas para os iniciantes.

Por exemplo, o urpmi do Mandrake é extremamente fácil de usar e faz um bom trabalho em lidar com dependências. Você salva um monte de pacotes numa pasta, digita "urpmi *" no terminal e ele instala todos de uma vez. Se houverem dependências ele pede os CDs de instalação ou tenta baixar os pacotes necessários pela Internet. Tudo automaticamente.

O apt do Debian faz um trabalho similar, checando as dependências e se oferecendo para instalar os pacotes necessários. O SuSe além de satisfazer as dependências ainda cria os ícones para o programa instalado no iniciar. Fácil.

Se um destes sistemas fosse padrão, seria extremamente fácil instalar softwares no Linux, o problema é que isso ainda não aconteceu.

Na minha opinião este é um problema que vai ser resolvido mais cedo ou mais tarde. É uma simples questão de seleção natural. O sistema que fizer o melhor trabalho vai conquistar o gosto da maioria dos usuários e, graças a isto, mais e mais distribuições vão passar a adotá-lo. A chave é a união e padronização.





:. Queimando CDs via rede (17/09/2002)

Este artigo do LinuxPlanet apresenta o WebCDcreator, um programa bem interessante que permite compartilhar um gravador de CDs entre vários micros da rede.

Uma vez configurado, ele oferece uma interface bem semelhante a outros programas de gravação. O usuário escolhe os arquivos e pastas que serão gravados, cria a imagem e inicia a gravação como faria em qualquer outro programa. O pulo do gato é que a gravação não é feita na máquina local, mas na máquina aonde está o gravador. A transferência dos arquivos é feita de forma transparente através da rede. Tudo o que o usuário precisa fazer é ir até a máquina onde está o gravador para pegar o CD gravado.

O servidor deve obrigatóriamente rodar o Linux, mas os clientes podem rodar qualquer sistema operacional. É preciso apenas ter um navegador com suporte a Java, nada mais. É possível proteger o servidor com senhas (transmitidas através de uma conexão segura) e permissões de acesso. É uma solução ideal para ambientes onde os gravadores são escassos mas muita gente precisa usá-los. Sim, alguém poderia implantar isso no laboratório de informática da sua faculdade, talvez até mesmo no seu escritório não é mesmo? :-)

http://www.linuxplanet.com/linuxplanet/tutorials/4439/1/

http://asterix.hrz.uni-bielefeld.de:20000/webCDcreator/doc/en/manual.html

Além do WebCDcreator, existem várias formas de gravar CDs remotamente numa máquina Linux. A que costumo utilizar é criar a imagem do CD a ser gravado na máquina local (usando um programa de gravação qualquer), trasferí-lo para o servidor via FTP, me conectar a ele via SSH, abrir o XCDroast através da conexão SSH e finalmente gravar o CD.

Se o cliente fosse uma máquina Windows você poderia se conectar via telnet (ou via SSH mesmo, usando um dos clientes for Windows disponíveis) e abrir o XCDroast no servidor via VNC. Lembre-se que no Linux você pode abrir quantas instâncias do VNC for necessário e logar em cada uma com um usuário diferente se for preciso.

Você também poderia compartilhar uma pasta do micro local usando o compartilhamento de arquivos do Windows, Samba, NFS ou outro protocolo qualquer, jogar os arquivos a serem gravados nesta pasta, conectar-se ao servidor, montar a pasta e gravar o CD.

Enfim, as possibilidades são muitas. Assim como no caso dos arquivos e impressoras, só não compartilha o gravador quem não quer :-).





:. Hora de mudanças (16/09/2002)

O Giordani Rodrigues, editor do Infoguerra me fowardou esta mensagem postada pelo Cesar Boschetti na lista widebiz. A mensagem é uma crítica à falta de documentação destinada a iniciantes sobre o Linux:

Por motivos que vão desde a simples curiosidade até princípios filosóficos, passando por uma certa necessidade, resolvi meter meu nariz na casa do Pingüim, ou seja, no mundo Linux. A curiosidade já vinha me rondando há algum tempo, mas só a questão de dois meses atrás resolvi partir para a briga.

Sempre gostei de computadores e de programação. Minha primeira supermáquina foi um Sinclair Z80 com a fabulosa memória de 2kB (é isso mesmo! 2 quilobytes). Isso foi lá pelos idos de 1982. Antes disso eu já havia programado em Fortran IV na faculdade. Eu fazia parte daquela moçada que desfilava orgulhosa pelos corredores da faculdade com um caixote cheio de cartões perfurados debaixo do braço. Aquilo era o máximo! Verdadeiro símbolo de modernidade e status social.

Pouco tempo depois troquei o Z80 por um outro de segunda geração e com capacidade para gerar 16 cores na tela da TV. Mais tarde adotei o famoso MSX de arquitetura bem mais avançada que a do Z80. O MSX já comportava leitor de disquete e contava com programas bem mais sofisticados. Infelizmente, apesar de suas boas qualidades, o MSX não vingou. Por volta de 1986 ingressei no Mundo Windows com a dupla PC intel 386+Windows 3.1. Hoje trabalho com um PIII 500MHz em casa e com um PIII 850MHz no serviço, ambos rodando Windows 2000 Pro.

Ao longo desses anos já montei e desmontei muito micro e já instalei e desinstalei n-vezes todas as versões do DOS-Windows. O que estou querendo dizer, sem nenhuma falsa modéstia, é que não me julgo nenhum ban ban ban da informática, mas também tenho certeza de que não sou um nó cego. É aqui que começa meu caso de amor e birra com o Pingüim.

Tudo bem! Entrei na briga ciente de que no Linux as coisas se passam de modo diferente do DOS-Windows. Aqueles velhos e conhecidos comandos do DOS agora tinham grafia e formato diferentes. Os nomes dos bois também mudam. O disco "C" do DOS passa a chamar-se /dev/hda em Linux. O disquete "A" fica /dev/fd0 e por ai afora.

Na realidade, o núcleo central do SO (Sistema Operacional) Linux lançado em 1991 foi inspirado no Unix. Na faculdade, o finlandês Linus Torvalds > costumava desenvolver programas em Minix que era uma da muitas variantes de UNIX. A história do Linux pode ser melhor apreendida no livro "Just for fun" lançado recentemente por Linus e já traduzido para o português. Todas as variantes de Linux existentes (RedHat, Slackware, Mandrake, Suse etc...) são obrigadas a manterem o mesmo núcleo (Kernel). Isso faz parte da filosofia de > produção de software livre. Acredito que o objetivo é facilitar o > intercâmbio e portabilidade das aplicações e implementações. No jargão da área, essas variantes são chamadas de distribuições.

Aqui vai minha primeira crítica. Tem muita página pretendendo dar informações e dicas para os novatos que sem mais nem menos jogam na cara do coitado expressões do tipo - você deve verificar se sua "distro" tem a "lib" tal .... Confesso que do modo como o termo foi inserido levei algum tempo para perceber que o tutorial para novatos pressupunha que você, novato, já conhecia todo o jargão da área e que "distro" não se refere a nenhum módulo especial, mas apenas à distribuição em foco.

Tudo bem! Voltemos ao ponto. Baseado em minha experiência de que em termos de configuração de programas e de máquina é muito fácil fazer bobagem e ter que começar tudo de novo, resolvi me precaver. Para não arriscar perder dados em minhas máquinas de trabalho, juntei algumas peças já ultrapassadas e consegui montar um Pentium MMX -166MHz em uma placa mãe "PCChips" (uma das mais baratas e populares do mercado e com boa relação custo-benefício na maioria das aplicações.

O primeiro passo foi verificar se tudo estava funcionando corretamente. Rodei alguns programas de diagnóstico de máquina, reformatei o disco rígido (hd) e Instalei o Windows 98se. O sistema reconheceu todos os componentes e rodou redondinho sem nenhum problema. O passo seguinte foi partir para a instalação do Linux. Mantendo o critério de ir sem pressa, evitando dar pulos maiores que minhas pernas, optei pelo WinLinux. Trata-se de uma distribuição que roda na mesma partição FAT32 do Win98. Isto pode ser conveniente em certos casos.

Para quem não sabe, cada SO costuma formatar o hd de um modo diferente. Até o Windows 3.11 o sistema usava formato FAT16. Com o advento do Windows 95 a formatação mudou para FAT32. O Windows NT, 2000 e XP trabalham com o formato NTFS e o Linux usa os formatos EXT2 e EXT3. Não vale a pena irmos aos detalhes. O importante é sabermos que, na maior das vezes, os formatos não são compatíveis entre si. Se você produzir um determinado arquivo em um SO, em geral, não conseguirá acessá-lo em outro SO. O Línux tem a vantagem de ler arquivos no formato fat32 do Windows, mas o contrário não vale.

Bem! Com tudo em mãos instalei o WinLinux no micro seguindo todas as orientações disponíveis. Adivinhem ?! Não funcionou! O Sistema rodava, mas apenas em modo texto. Não houve jeito de fazer a interface gráfica funcionar. Pedi ajuda a um colega com boa experiência em UNIX e Linux e não adiantou. Experimentei trocar a placa de vídeo que algumas vezes não é do gosto do Linux, mas não houve jeito de fazer o sistema rodar em modo gráfico.

Desconfiado de que o programa baixado da rede pudesse estar danificado, abandonei essa alternativa e parti para uma segunda tentativa. A idéia agora era particionar o hd, isto é, dividi-lo em duas seções diferentes e com formatação diferente. Fiz isso e instalei o Corel Linux na nova partição criada. Desta vez a interface gráfica entrou no ar mas o diabo do rato (mouse), simplesmente, congelou. Nada foi capaz de fazê-lo se mexer. Abandonei o Corel Linux e parti para o Red Hat. Claro! Não precisa dizer que ficou tudo na mesma.

Fuça daqui e fuça dali, descobri na página da Red Hat, na famosa seção de compatibilidade de "hardware", que o Red Hat é metido a Mauricinho e não gosta de algumas placas mãe baratas. Aqui temos um problema. Na verdade, a culpa não é do Linux. Evidentemente, todo fabricante de componentes se empenha em fazer seu produto adequado para funcionar bem com o Windows. Isso é óbvio. Se o componente não funcionar com o Windows está fora do mercado. O pessoal do Linux está em desvantagem nesse sentido.

Toda máquina ou componente requer sub-rotinas ("drivers") específicas para controlar suas diversas operações. Para programar essas rotinas é preciso informações técnicas detalhadas do componente. Sem informação do fabricante fica difícil acertar as coisas. Acredito que, no curto prazo, a solução seja os seguidores de Linus Torvalds divulgarem com maior frequência e ênfase os componentes incompatíveis. Além de poupar as cabeçadas dos iniciantes, acho que isso acabaria forçando os fabricantes a darem mais atenção ao problema.

Se você pensou que eu já ia desistir se enganou. A coisa agora é ponto de honra. Arrumei outra placa mãe e finalmente consegui instalar a distribuição da Slackware. Está tudo rodando. Quero dizer ! Quase... tudo...! Estou levando uma surra do Modem. O desgraçado disca mas não se comunica. Depois de acertar as contas com o Modem terei que me arrumar com a placa de som que por enquanto está mudinha mudinha.

Aqui vai minha segunda crítica aos amigos do Pingüim. A imensa maioria dos mortais quando querem aprender a dirigir, o fazem pensando em poder pegar um carro e ir ao supermercado, ao trabalho, ao cinema ou viajar de férias para se refazer. Quase ninguém vai querer aprender a dirigir um carro começando com aulas sobre motores a combustão interna, princípios hidráulicos do sistema de freio ou as equações aerodinâmicas que permitem otimizar o projeto e estilo do veículo.

Esse conhecimento mais profundo só interessa aos pilotos de fórmula I e ao pessoal de desenvolvimento. Em termos de computador, o indivíduo, quase sempre, está interessado em instalar o programa e, rapidamente, configurar a rede ou Modem para começar a digitar seus textos, enviar e receber mensagens. Isso, obviamente, precisa ser feito em um ambiente gráfico e com comandos intuitivos. Em primeira instância, a maioria não está interessada em saber como foi programado o "script ppp-on" de discagem do Modem e que o dito cujo fica no diretório /usr/doc/ppp-2.3.10/scripts. Isso pode ficar para depois.

Ainda estou à procura de uma página na Internet que traga informações simples e sem rodeios de como fazer um Modem e uma Placa de Som funcionarem no Linux, usando apenas os recursos da interface gráfica KDE ou GNOME. Essas duas interfaces têm um excelente visual e parecem ter grande flexibilidade. Porque não usar essa flexibilidade com orientações simples e objetivas para os iniciantes? Por que essa mania de querer empurrar para cima do novato uma coleção enorme de comandos esquisitos em uma tela preta e sem graça.

Querem outro exemplo de falta de consideração. Descobri por acaso o utilitário "mc - Midinight Commander". É um clone do bem conhecido "Norton Commander" para DOS. É um verdadeiro canivete suíço. Faz quase tudo que um novato precisa fazer sem ter que decorar e se lembrar de uma porção de comandos hierográficos. O "mc" permite copiar, renomear, editar e procurar arquivos de um modo simples e claro. Mas quem disse que o pessoal da área fala no assunto? Preferem obrigar o novato a usar o "VI" um poderoso, mas completamente enigmático editor de texto. O tipo de coisa que você precisa decorar uma dúzia de comandos para conseguir escrever um simples "Oh".

Acho que o Linux evoluiu bastante. O trabalho pioneiro de Linus Torvalds merece todo o respeito e estímulo. A filosofia do Software Livre é uma das coisas mais bem vindas da Internet. Isso precisa ser divulgado e ampliado. O pessoal envolvido com Linux precisa deixar de lado a postura de ficar criticando os defeitos do Windows ou "Ruindows" como preferem os aficcionados, e começar a dar orientação mais objetiva e simplificada sobre as interfaces gráficas do simpático Pingüim. A janela preta do terminal de texto e o idolatrado "vi" devem ficar para mais tarde e para aqueles que realmente querem e podem participar do desenvolvimento.

A popularização do Linux só se dará se houver mudanças nesse sentido. Não tem cabimento obrigar o sujeito a ler meia dúzia de tutoriais e mais uma dúzia de "HOWTOs", cada um com uma dúzia de páginas, só para descobrir que o Modem da COM2 agora está em /dev/ttyS1. Em primeiro lugar, isso não interessa para a maioria. Em segundo lugar, duvido que essa configuração não possa ser feita num ambiente gráfico amigável como o Kde ou o Gnome. Essa mania de achar que Linux é só para quem gosta de babar na frente do micro teclando comandos esquisitos em uma telinha preta precisa mudar. É um grave erro de estratégia de disseminação.

Cesar Boschetti


Esta é uma boa deixa para que mais pessoas comecem a compartilhar seus conhecimentos, publicando artigos e tutoriais na Web. Compartilhe as soluções que encontrou para seus problemas, escreva um tutorial sobre um programa que você gosta, ou ensinando a executar alguma tarefa no Linux, traduza algum how-to que você achar útil e assim por diante.

Desenvolver uma quantidade suficiente de documentação em Português não é uma tarefa simples, justamente por isso é preciso somar nossos esforços.

Só por que você ficou duas horas para conseguir resolver algum problema, não significa que todos que virem depois precisarão passar pelo mesmo incômodo. Afinal, não adianta ficar reinventando a roda, precisamos ir em busca de novos problemas :-)

Atualização: Só para colocar mais lenha na fogueira, aqui estão dois tópicos postados no nosso fórum de Linux sobre esta notícia:

Referente Artigo GDH(16/09): "Hora de Mudanças":

http://www.forumgdh.net/viewtopic.php?t=21862

Ajuda no fórum:

http://www.forumgdh.net/viewtopic.php?t=21839

Este segundo é uma discussão bem interessante sobre a organização dos fóruns de ajuda dedicados ao Linux que expõe o velho conflito de opiniões sobre o iniciante que não pesquisa antes de perguntar algo e o velho de guerra que não gosta nada da atitude :-)

Eu postei o seguinte:

Não existe muita informação para iniciantes em Português. Para alguns temas nem mesmo em Ingles. A maioria dos how-tos estao desatualizados. Alguns são muito fracos. Os foruns são só para respostas mais imediatas, pois a longo prazo os tópicos acabam sendo apagados. O melhor é publicar o que for importante na Web.

Outro ponto, a maior parte dos sites de noticias sobre Linux publicam mais conteúdo banal "Linux é adotado em escola da nova zelandia", "prefeitura de reduit em mocambique coloca linux no seu servidor de arquivos" do que tutoriais, livros, how-tos, etc. material que realmente possa ajudar os usuarios a evoluir. Veja a pagina principal do newsforge por exemplo.

Tem mais gente falando do que fazendo de fato.

IMHO

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:. Baixe o Demo do Unreal 2003, para Linux! :-) (16/09/2002)

O Unreal Tournament 2003 é mais um "joguinho" que ganhou um porte para Linux. O Demo já está disponível na página oficial. O interessante é que teremos as versões Windows e Linux lançadas simultaneamente e com exatamente os mesmos recursos e performance. Não vai importar se você ou seus adversários estiverem rodando Linux ou Windows, vão levar bala do mesmo jeito ;-)

Naturalmente, para joga-lo no Linux você precisa ter uma placa 3D com os drivers instalados. Novamente, fica a minha recomendação para as placas da Nvidia (toda a família), que disponibiliza drivers for Linux que são fáceis de instalar e oferecem um desempenho igual ou em alguns casos até um pouco superior que o da versão Windows. Em segundo lugar vem as ATI Radeon, que são relativamente bem suportadas pelo XFree e que começam a ganhar suporte oficial. Todas as demais placas não são aconselháveis.

http://www.unrealtournament2003.com/?downloads

Atualização: Outra notícia interessante é que foi liberada uma versão do Live CD do Gentoo-Linux que já vem com o Demo do Unreal e com os drivers da nVidia pré-instalados. Este é um CD bootável, que não precida de instalação, assim como o Demolinux, Knnoppix, etc.

Ou seja, se você tem uma placa nVidia a partir de uma GeForce 2 MX, pode experimentar o Demo rodando sobre o Linux sem precisar instalar nada :-). Em geral as distribuições que rodam a partir do CD são consideravelmente mais lentas por causa da velocidade de leitura, bem mais baixa que a do HD. Não sei como é a performance neste caso pois não tenho nenhuma GeForce para testar. O download está disponível no:

http://www.gentoo.org/

Atualização 2: Baixei e consegui testar o CD, realmente é bem simples. Basta dar boot pelo CD, logar-se como root (sem senha) e digitar "x-setup" para abrir o X. Estão disponíveis também utilitários para detectar a placa de som (apenas placas SB Live! e Audigy) e placas de rede, caso você queira jogar em modo multiplayer.

Um assistente pergunta qual é a resolução desejada e se você tem um mouse USB ou PS/2 (aparentemente não se preocuparam em incluir suporte a mouses seriais, já que o CD será supostamente usado só em máquinas modernas). O X é aberto no Blackbox, basta clicar no atalho para o Unreal no menu para abrir o game. Como disse, só funciona em placas GeForce2-MX em diante:

Como esperado, ele demora um pouco para carregar, mas depois o desempenho é normal. É preciso ter 256 MB de RAM, caso contrário a velocidade fica um pouco prejudicada. O CD não tem nenhum outro programa importante além do game.





:. Monte seu proprio Mac (16/09/2002)

Apesar de conterem alguns componentes proprietários, no fundo os Macs não são muito diferentes de um PC tradicional. Você pode montar um Mac da mesma forma que monta um PC se for capaz de obter os componentes necessários.

Este artigo resolve este problema, dando endereços de lojas (todas nos EUA, infelizmente) que vendem os componentes separadamente, além de instruções de como fazer a montagem. O tutorial tem várias fotos, bom também para quem quer conhecer um pouco mais sobre o Hardware dos Macs.

http://www.macopz.com/buildamac/index.html







:. Um exemplo a não ser seguido (15/09/2002)

Este artigo do Newsforge levanta novamente a questão de como o Linux poderia vir a dominar o mercado:

http://newsforge.com/newsforge/02/09/13/201254.shtml?tid=11

O artigo usa a analogia do cavalo de tróia para ilustrar como isto poderia ser feito: "infiltrar, imitar, dominiar". O ponto defendido é que os aplicativos Linux devem ser capazes de em primeiro lugar alcançar uma boa interoperabilidade com os produtos Microsoft, em seguida oferecer uma interface e funções similares para finalmente poderem conquistar os usuários.

Na minha opinião o autor está completamente equivocado.

Apesar de aplicativos como o Open Office, Evolution, Samba, etc. serem mais do que desejáveis, o principal objetivo não deve ser "imitar o Windows" mas sim propor novas soluções e tornar mais conhecimento disponível aos usuários. Oferecer opções que possam incentivar o desenvolvimento individual.

Por exemplo, é impressionante a percentagem de usuários que desconhecem aspectos básicos de um computador. Não sabem sequer instalar um sistema operacional (não estou falando do Linux, mas do Windows mesmo), não entendem como funciona o particionamento do HD, não sabem sequer qual é o modelo da sua placa de som ou qual é a taxa de atualização suportada pelo monitor, etc. Configurar uma rede? Compartilhar arquivos? Montar um micro? Isso é "coisa para o técnico".

O Windows é tão popular pois oferece uma única solução para os problemas. Um único gerenciador de arquivos, uma única suíte de escritório, uma única forma de compartilhar arquivos entre os micros da rede. Isto faz os usuários se sentirem confortáveis, "no controle", mesmo sem terem noções básicas do que estão fazendo.

Ou seja, já existe um sistema limitado e fácil de usar. Não existe necessidade de criar mais um apenas para confundir os pobres usuários. O que deve ser feito é disponibilizar meios de que eles possam adquirir mais conhecimento e a partir daí testar novas soluções e aprender novas formas, mais eficientes, de resolverem seus problemas. A mudança deve partir deles, não de alguém empurrando insistentemente alguma coisa. Além disso, eu não gostaria que o meu KDE tivesse a mesma aparência do Windows 2000, nem que o Quanta fosse igual ao Dreanweaver. Uso os dois justamente por que me oferecem mais recursos do que o que usava antes... :-)

Na minha opinião, o "infiltar, imitar, dominar" deveria ser substituído por "ensinar, compartilhar, sem evangelizar". Melhor assim não é? Isso aqui não é uma religião. Você não vai "arder no mármore do inferno" por usar o MS Office ou qualquer outro software proprietário, só vai perder a chance de conhecer e descobrir outras soluções, que podem ser melhores ou mais flexíveis que a atual.

Por sinal, já existe uma solução de sistema Unix fácil de usar, onde, como no Windows, só existe uma forma de resolver cada problema: o OS X da Apple. Ele tem recursos interessantes, é bonito, muito fácil de usar, intuitivo, estável, etc. mas não oferece a liberdade de uso do Linux. É tudo uma questão de escolha, às vezes nem mesmo disso, já que é possível manter Windows e Linux, ou mesmo OS X e Linux na mesma máquina, aliás, é possível rodar aplicativos Linux sobre o Windows ou OS X com a ajuda do Cygwin e do Xdarwin, você também pode rodar o Windows sobre o Linux utilizando o Win4Lin ou o VMWare. Não seja um mosquito, seja uma abelha :-)

Aproveitando a deixa, aqui vai mais um artigo interessante, justamente comparando o OS X ao Windows e ao Linux:

http://freshmeat.net/articles/view/557/





:. UWB + Intel = USB Wireless (14/09/2002)

A Intel está desenvolvendo mais uma tecnologia para sua plataforma Legacy Free, um padrão de USB Wireless (USB 3.0?) baseado na tecnologia UWB.

Bom, o UWB é uma tecnologia de transmissão de dados sem fio, onde os transmissores ao invés de operarem numa frequência fixa, utilizam um número quase infinito de frequências entre 0 e 60 GHz, sem permanecer em uma única frequência por mais do que algumas frações de segundo. Apenas as duas partes envolvidas conhecem o padrão de frequências utilizado, o que ajuda a manter a segurança dos dados. A maior vantagem é que os transmissores UWB não interferem com outros aparelhos de radiotransmissão, nem interferem entre si, já que o curto espaço de tempo em que dois aparelhos possam vir a operar na mesma frequência não chegaria a atrapalhar a transmissão.

Segundo o divulgado pela Intel, os transmissões serão capazes de transmitir a até 500 megabits porém a distâncias muito curtas, de no máximo 3 metros. Ou seja, mais ou menos o mesmo alcance dos cabos USB :-) A vantagem neste caso é que não seria mais necessário usar cabos.

Sem dúvida isto permitiria algumas coisas interessantes, como por exemplo um Palm que sincronizasse automaticamente com o PC ao ser colocado próximo deste, etc. mas a palavra mágica neste caso é o custo. Ninguém se importaria em aposentar os cabos, desde que não precisasse pagar a mais pela comodidade. Caso contrário, bem... os cabos não incomodam tanto assim ;-)

Veja o caso do Bluetooth por exemplo, o padrão já está por aí a quase três anos e ainda está longe de ser adotado em massa. Ele já está ficando tão velho que provavelmente vai acabar sendo atropelado pelo 802.11b. O serial ATA está começando a entrar em uso, com um grande apoio dos fabricantes e deve realmente substituir as portas ATA paralelas com uma certa rapidez.

O resto das idéias continuam sendo só idéias. Memória flash no lugar dos disquetes? Os fabricantes sequer chegaram a um acordo sobre qual padrão usar. Compact Flash? Memory Stick? PC-Card? SSD? USB Key? Faça sua aposta. Enquanto isso os CDR continuam quebrando todos os recordes de vendas.

http://uk.news.yahoo.com/020912/152/d9gel.html





:. Algumas previsões... (13/09/2002)

O "Mister Robertson" do Lindows, publicou um artigo com algumas idéias interessantes de novidades que poderemos ver nos próximos meses. São todas tendências que todos podemos ver desde já, mas que merecem ser comentadas.

A primeira é a possibilidade de em breve termos PCs subsidiados, vendidos a um custo muito baixo ou mesmo dados "de brinde" com algum serviço, assim como no caso dos celulares. Isto pode realmente começar a acontecer muito em breve. Nos EUA já é possível encontrar PCs de baixo custo (sem monitor) por apenas US$ 200, mais barato do que um celular razoável. Logo, você poderá ganhar um de brinde ao assinar um serviço de banda larga por um ano por exemplo. Aliás, fica a dica para a AOL... :-)

Naturalmente, a única opção de Sistema operacional para estes PCs de baixo custo será o Linux, já que uma cópia OEM do Windows XP Home custa aproximadamente 100 dólares, mais de 50% do valor do equipamento neste caso. Isto abre as portas para as demais previsões:

a) O Linux conquistará pelos menos 10% dos desktops. - Bem, eu acho esta previsão pessimista. Se contarmos as instalações em dual boot o Linux já possui provavelmente mais do que isto. As estatísticas "oficiais" falam em de 3 a 5% hoje (atualmente 6% dos usuários do GDH acessam utilizando o Linux). Eu mantenho a minha aposta de 20% até o final de 2003. Estamos no meio do "boom".

b) A Microsoft lançará uma versão de baixo custo do Windows XP, com menos recursos mas um custo mais baixo para os integradores até o final de 2003. - Eu creio que é inevitável que em breve eles tenham que rever a política de preços. Talvez nem lancem uma versão simplificada, mas comecem a oferecer descontos para integradores, promoções no estilo 10x sem juros, etc. Mas, eu vejo pouca chance de conseguirem manter o patamar de lucratividade atual. O Windows só tem um market-share tão grandes graças à pirataria, infelizmente isso é incontestável. Para vender software mais barato, eles precisam vender mais cópias. Vender mais cópias significa incluir sistemas antipirataria mais difíceis de quebrar, o que por outro lado faz com que mais usuários abandonem a plataforma. É um círculo vicioso.

c) A volta da guerra dos sistemas operacionais. - Esta é uma consequência da primeira previsão. Se os fabricantes começarem a vender PCs com o Linux pré-instalado, será natural que cada um comece a tentar diferenciar sua instalação, oferecendo recursos que possam agradar ao seu público alvo. Vamos sair um pouco desta comoditização em que você compra um PC apenas olhando para as especificações. Haverá mais espaço para os integradores oferecerem também serviços e soluções.

d) PCs especializados. - Esta é uma idéia que discuti aqui: http://www.guiadohardware.info/livros/linux/08.html. Se temos PCs por menos de 200 dólares, quase o preço de uma televisão, é natural que o próximo passo seja uma enxurrada de PCs especializados em várias tarefas. Armazenar e tocar música ou vídeo, pequenos servidores de backup, firewalls e compartilhadores de conexão, gravadores de CD, etc. Se eles forem baratos e fáceis de usar, farão sucesso.

É difícil de explicar o conceito sem uma demonstração ao vivo, mas imagine por exemplo um PC que você só liga na tomada e na rede. Ele é pré-configurado para se conectar em vários tipos de rede e não tem sequer um botão de ligar. Você instala um programinha que vem junto com ele que cria alguns atalhos no seu desktop. Você arrasta arquivos para um deles e ele armazena o backup. Arrasta para outro e eles grava um CD. Clica num terceiro e ele ripa um CD de música direto em MP3, etc. Isso pode ser feito com base num PC tradicional, rodando Linux e não é tão complicado quanto parece. No link acima eu dou algumas idéias.

Veja o meu notebook por exemplo (tem uma foto dele aí pra baixo). É um IBM Thinkpad 560, um Pentium 133 com 16 MB e uma bateria que não segura carga. Não é grande coisa, por isso eu uso ele unicamente como terminal X. Está configurado de uma forma que ao ser ligado ele se conecta à rede (qualquer rede com um servidor DHCP ativo) e mostra uma lista com os servidores XDM disponíveis na rede (tem 3 aqui em casa :-). Me logo em um deles e rodo os programas a partir dele. Tecnicamente, qualquer um poderia usar o meu note em qualquer rede onde houvesse um servidor Linux configurado para fornecer a tela de login. O usuário não precisaria fazer nada além de ligar o note e esperar (17 segundos exatos ;-) até ele dar boot. Para isso, só precisei incluir uma linhazinha "/usr/X11R6/bin/X -indirect 0.0.0.0" no arquivo /etc/rc.d/rc.4 do meu Pulga! Linux.

O artigo do Lindows-chief pode ser lido aqui







:. Erros, Erros e mais erros, katzo :-) (12/09/2002)

De novo alguém me escreveu reclamando da falta de revisão no material do site: "pega mal para um site como o Guia do Hardware ter tantos erros de Português nas matérias, não faria mal contratar um revisor". Bom, em primeiro lugar, vamos deixar uma coisa clara, não conheço nenhum revisor que trabalhe de graça. Sendo assim não é só uma questão de por um anúncio no jornal :-)

Em segundo lugar, fora algumas contribuições que recebo esporadicamente, eu desenvolvo sozinho o conteúdo do site (e tem gente que ainda não acredita :-). Sendo assim, cada meia hora gasta revisando textos antigos é meia hora a menos gasta em escrever novos textos. Antigamente eu me preocupava com isso, mas já passei desta fase, cansei de tentar ser perfeito. Escrevo, dou uma lida rápida e pronto.

O site está disponível "como está", se o conteúdo tem alguma utilidade pra você, seja bem vindo, caso contrário acesse o site que melhor lhe atender.

Claro, se você é (um bom) revisor e quer fazer um trabalhinho voluntário, entre em contato ;-)







:. Introdução ao FreeBSD (12/09/2002)

Muita gente não gosta do Linux, acha que ele não é seguro o suficiente, acha que as distribuições tornaram-se "amigáveis" demais, abandonando o espírito original do Linux, entre outros motivos possíveis. Mas, além do Linux existem dezenas de outros Unix livres.

O FreeBSD é o mais famoso, seguido pelo NetBSD e OpenBSD, ambos com suas particularidades. O NetBSD é especialmente desenvolvido para ser multiplataforma (50 plataformas diferentes está bom pra você? :-) transformando antigos micros 386, 486, Amiga ou praticamente qualquer hardware obsoleto em poderosos servidores Unix. O OpenBSD por sua vez é desenvolvido com ênfase na segurança. Ele é considerado por muitos o sistema operacional para servidores mais seguro que existe.

Ambos são baseados no FreeBSD, daí a grande semelhança nas configurações e nas ferramentas disponíveis. Aliás, os três são parentes do Linux. As duas plataformas rodam basicamente os mesmos programas, já que a maioria dos programas Linux podem ser recompilados para rodar no FreeBSD e a maioria dos programas disponíveis no FreeBSD também existem em versão Linux.

Apesar disso, os dois sistemas têm origens diferentes e por isso várias peculiaridades. Você vai rapidamente perceber isso ao estudar os arquivos de configuração e os comandos básicos das duas famílias. As idéias são basicamente as mesmas, mas as coisas possuem nomes diferentes e estão em locais diferentes :-)

Os dois artigos abaixo são uma excelente introdução à família Free BSD:

http://www.linuxfocus.org/English/September2002/article260.shtml

http://www.linuxfocus.org/English/November2000/article176.shtml

Atualização: Uma frase postada num grupo de discussão: É que o FreeBSD tem como simbolo um capetinha e como sou evangélico não quis me envolver..."

Bem (hehehe) só desfazendo a confusão do nosso amigo, o mascote do BSD não é um "capetinha" mas um Daemon. Segundo a mitologia grega, os Daemons são espíritos guardiões, daí sua aparência assustadora. As estátuas de gárgulas, leões e outros bichos encontradas no topos de prédios, principalmente na Europa vem desta tradição. No Unix os Daemons são programas que permanecem residentes, como o cron, o sshd, etc. realizando alguma tarefa sem precisar da intervencão do usuário. Juntando as duas coisas, resolveram (inocentemente) utilizar um Daemon estilizado como mascote do FreeBSD. A idéia não tem nada de "satânica" ;-).







:. O double gate transistor da IBM (12/09/2002)

A IBM apresentou um protótipo de transístor com 2 gates, que promete ser mais uma pequena revolução na fabricação de semicondutores, assim como foi o SOI e outras tecnologias desenvolvidas por eles.

O gate é o responsável pela transmissão da corrente elétrica dentro do transístores. Dois gates ao invés de um, permitem ao mesmo tempo uma maior vazão de corrente, o que ajuda a reduzir a resistência e consequentemente a perda de elétrons e o consumo do chip além de melhorar o desempenho.

Segundo a IBM, a tecnologia deve ser usada já na próxima safra de processadores de 0.9 mícron. Os processadores produzidos com a técnica poderão operar a frequências até 50% maiores que os de 0.9 mícron produzidos com a técnica tradicional e ainda por cima consumir de 25 a 50% menos (dois chips da mesma frequência).

A Intel divulgou que está trabalhando num transístor de 3 gates, que poderá ser mais mais eficiente que o da IBM. Bem, se o Prescott de 0.9 mícron já deve chegar nos 5.0 GHz sem o "triple gate", imagine quando finalizarem e começarem a utilizar a tecnologia :-)

A AMD ainda não divulgou nada neste sentido mas é provável que se a tecnologia for mesmo tão eficiente, vão ou desenvolver alguma técnica própria, ou então licenciar a tecnologia da IBM.

http://news.com.com/2100-1001-957087.html

http://news.com.com/2100-1001-276466.html

http://www.stp-gateway.de/Archiv/archiv436-e.html





:. Receita de bolo para construir um controle remoto para o PC :-) (11/09/2002)

Se você acha que ter um LCD na tampa do gabinete já é o máximo, imagine poder controlar seu PC com o controle remoto da TV, ou com o seu Palm? Você pode abrir e fechar programas, tocar musica, desligar, etc. e até mesmo usa-lo para controlar as luzes e eletrodomésticos da casa. E olha que não estamos falando do X10, mas sim de um programa gratuito e um receptor que com o uso de um pouco de sucata custa menos de R$ 5,00 segundo o autor.

A dica veio do Augusto campos do Linux.trix.net que mandou o link para o artigo (em Português), escrito pelo Rafael Vidal:

http://grad.icmc.usp.br/~rva/doc/lirc/index.html

As instruções são bem simples e podem ser seguidas por qualquer um com conhecimentos mínimos de eletrônica e Linux. No artigo tem também o link de uma versão Windows do programa e vários exemplos.

Ha, para usar o Palm como controle remoto você precisará utilizar o Palm Remote (Shareware) que pode ser encontrado em:

http://hp.vector.co.jp/authors/VA005810/remocon/premocce.htm





:. Mais um desafio para os programas P2P (11/09/2002)

Além do problema dos direitos autorais, os programas de compartilhamento estão agora ameaçados também pela ira dos provedores de acesso.

Cada vez mais, estudos apontam os programas P2P como os principais consumidores de banda na Internet atual. Segundo este artigo, publicado pelo globotechnology.com, apenas as redes do Kazza e GNUtella consomem entre 40 e 60% de todo o tráfego da rede.

http://rtnews.globetechnology.com/servlet/ArticleNews/tech/RTGAM/20020906/gtcybsept6/Technology/techBN/

O maior problema segundo o artigo não são sequer os arquivos em sí, mas os sinais de keepaline, buscas, banners de propaganda e outras transmissões "de controle", que por serem transmitidas a muitos micros da rede, consomem quantidades fabulosas de banda. Ao baixar 10 MB de música o usuário acaba consumindo 20, 30 MB de banda do provedor.

A questão é que ao contrário da crença popular, largura de banda custa caro. Quem hospeda um website sabe muito bem disto. Veja quanto um placa de 3 GB de dados diários custam um provedor nacional qualquer. É bem mais do que o que você para pelo ADSL, pode ter certeza.

Com a popularização cada vez maior destes programas, muitos provedores já começam a estudar técnicas para medir o tráfego e cobrar por GB transferido, ao invés da mensalidade fixa. Seria um grande retrocesso, que atrapalharia (ainda mais) a popularização das conexões de banda larga e em última análise a popularização da Internet. Como diz o velho ditado, "se usar bem não vai faltar". Vamos manerar pessoal. :-)







:. O Intel Prescott virá com suporte ao Palladium. É hora de tomar uma atitude (11/09/2002)

O Prescott será o sucessor do Pentium 4 Northwood, produzido numa técnica de 0.09 mícron que será lançado durante 2003. Tecnicamente o processador é fenomenal, será capaz de atingir frequências acima dos 5.0 GHz e possivelmente virá com 1 MB de cache L2, além de suporte ao SSE3 e outras melhorias sobre o Pentium 4 atual. Mas, ele virá com um "extra" que muitos não desejamos.

Segundo este artigo, publicado pelo Boston Globe Online, o Prescott virá com suporte ao Microsoft Palladium:

http://www.boston.com/dailyglobe2/253/business/Intel_chip_to_include_antipiracy_features+.shtml

Como noticiei no artigo abaixo, o Palladium é uma plataforma de "computação segura" que implica em um enorme direito de controle sobre as atividades do usuário. Só é possível rodar softwares "certificados", não é possível exibir músicas vídeos ou outros tipo de conteúdo copiado "ilegalmente" e muito menos rodar qualquer tipo de software pirata. Softwares não comerciais, não apenas o Linux, mas também projetos como o Mozilla e o OpenOffice não poderão ser usados, a menos que sejam certificados (um processo caro) e sejam distribuídos apenas em formato binário, o que seria uma violação à GPL.

MS Palladium: Mais segurança ou apenas conversa?
http://www.guiadohardware.net/artigos/214/

Se você não concorda em se submeter este tipo de controle, a permitir que alguém determine o que você pode ou não fazer com o seu próprio PC, é hora de tomar uma atitude.

Como sou uma pessoa pacífica, contrária à lutas armadas, proponho uma simples resolução. Já que com excessão de habitantes de alguns poucos países sob regimes totalitários temos todos direito a algumas liberdades básicas, a Intel é livre para incluir em seus chips todas as tecnologias que julgar interessantes, mas ao mesmo tempo nós também temos o direito de simplesmente não comprá-los.

É simples: ao invés de comprar um Intel Prescott, compre um Via C4, AMD Hammer, ou qualquer outro chip que não inclua o sistema. Boicote outros produtos comercializados pela Intel, divulgue a informação para todos que quiserem ouvir, faça barulho. É graças ao nosso dinheiro que a Intel tornou-se o que é hoje. Nós os colocamos aonde estão e também podemos tira-los. É hora de coloca-los no seu devido lugar. Eles estão aqui para nos servir, não o contrário.

Mais informações sobre o Palladium:

http://www.epic.org/privacy/consumer/microsoft/palladium.html

Discussão sobre o tema no Slashdot:

http://yro.slashdot.org/article.pl?sid=02/09/10/1514236

Obs: Ao contrário do que muitos comentários sobre o tema que ando vendo por aí, a AMD também participa do desenvolvimento do Palladium, inclusive cedendo engenheiros. Porém, a AMD ainda não anunciou o uso da tecnologia em seus chips, talvez esperando para analisar a reação do mercado. O único grande fabricante de chips que não participa do Palladium é a Via, que pode ser uma última opção caso as duas grandes resolvam dar as mãos.

A Intel tem inclusive um antecedente de tentativa de violação da privacidade online dos usuários, o velho número de identificação incluído no Pentium III. Na época, a reação contrária foi tão grande que foram obrigados a desativar o recurso (embora os circuitos ainda estejam nos processadores) e desde então não ouvimos mais falar no assunto. É hora de mostrar novamente que nós não estamos dispostos a engolir tudo o que quiserem nos empurrar. Este é mais um momento importante.





:. Caso de processo? (11/09/2002)

Os canalhas do www.softshow.com.br continuam enganando os incautos. Mais um mail de um leitor lesado pelo golpe:

"Olá!
Não sei se você sabe mas existe um site chamado soft-show (www.softshow.com.br) que vende o seu curso de redes em CD por R$ 20,00 + frete e eu acabei caindo na besteira de comprar um, sem saber que no seu site tem por apenas R$ 8,00 (exatamente o mesmo, de sua autoria)."

É o Brazil...

http://www.guiadohardware.info/curso/redes_guia_completo/index.asp

http://www.guiadohardware.net/e-books/

http://www.guiadohardware.net/CD/





:. Por dentro da Ximian (11/09/2002)

Este artigo do Linux and Main mostra um pouco do trabalho desenvolvido pelo Miguel de Icaza & Cia. A Ximian desenvolve uma série de produtos voltados para empresas interessadas em utilizar soluções Linux em seus desktops. Alguns exemplos são o Ximian desktop, uma versão modificada do Gnome, o Ximian Connector, que permite conectividade com o Microsoft Exchange, o Evolution e outros. Está em desenvolvimento também uma versão aperfeiçoada do OpenOffice, que seja mais fácil de usar e traga um nível de compatibilidade maior com os arquivos do Office.

A Ximian é um exemplo de plano de negócios para empresas que desenvolvam soluções baseadas em softwares Open Source. Com uma equipe competente de desenvolvedores eles conseguem fazer com que softwares de uso geral como o Gnome atendam às necessidades dos seus clientes. Isto é um novo significa para a expressão "valor agregado". Não se trata de contratar a Xuxa para fazer um comercial, mas de adicionar recursos que tenham valor para o público que se pretende atingir.

Este trecho do artigo explica a idéia:

"Os desenvolvedores estão indo em todas estas direções, baseados em seus próprios interesses (ele diz desenhando um círculo com setas apontando para fora dele). Nosso trabalho é reunir estas contribuições, bem, não apenas reunir, pois também damos nossa parcela de contribuição, e trazer tudo para cá (ele desenha outro círculo e uma seta apontando para ele) para o desktop empresarial."

http://www.linuxandmain.com/modules.php?name=News&file=article&sid=211





:. O Mozilla está se tornando uma plataforma de desenvolvimento (10/09/2002)

"A Guerra dos Browsers se transformou num massacre". Este artigo do Sallon pegou pesado com o Netscape, colocando a opinião de que mesmo com a versão 7 o Netscape não apresenta nenhuma vantagem sobre o Explorer e o Mozilla.

Bem, algumas vantagens existem sim. No Linux o Netscape prima por instalar o Flash e o Java, plugins que no Mozilla precisam ser instalados separadamente. Comparado com o Explorer temos a vantagem do suporte a tabs e outros recursos derivados do Mozilla. Mas, fora isto, realmente tenho que concordar que não existem muitos motivos para alguém usar o Netscape ao invés do Mozilla, que aliás é o navegador que estou utilizando neste exato momento :-)

A partir daí a matéria mostra um ângulo da questão que muitos de nós ainda não nos demos conta. Graças ao trabalho cooperativo em torno do projeto, o Mozilla está deixando de ser um simples navegador para se transformar em uma plataforma de desenvolvimento Sim, já existem mais de 100 aplicativos disponíveis para o Mozilla, incluindo alguns projetos interessantes, como um gerenciador de arquivos, cliente de FTP, processador de textos, uma ferramenta para atualizar seu blog a qualquer momento, simplesmente teclando numa janelinha do navegador e assim por diante.

O Mozilla oferece ferramentas para desenvolver aplicativos de uma maneira muito fácil, permitindo desenvolver não apenas aplicativos simples, mas ambientes completos, onde não é preciso nada além do navegador para executar todas as tarefas do dia a dia. Um exemplo de produto baseado neste conceito é o Eone HomeBase Desktop, um ambiente voltado para usuários iniciantes, onde todos os aplicativos são baseados no navegador e estão integrados numa interface fácil de usar. É um desktop próprio, que roda sobre o Mozilla :-)

O artigo do Sallon:

http://www.salon.com/tech/feature/2002/09/10/browser_wars/index.html

Projetos de aplicativos para o Mozilla:

http://www.mozdev.org/projects.html

Criando aplicativos baseados no Mozilla:

http://www.oreilly.com/catalog/mozilla/

A Microsoft se esforçou tanto para acabar com a Netscape para evitar que o Navegador concorrente pudesse se tornar uma plataforma independente, e é justamente isto que está acontecendo com o Mozilla. O pior, o Mozilla é compatível com vários sistemas operacionais. Não importa se você está utilizando o Solaris ou o AIX, o Navegador é o mesmo. Só o suporte a tabs e a possibilidade de bloquear aqueles malditos pop-ups que alguns webmasters desesperados usam, já são motivo suficiente para mudar de navegador :-).







:. Otimizando o Windows XP (10/09/2002)

Esta matéria do Extremetech traz algumas dicas básicas de como melhorar o desempenho do Windows XP. A lista inclui desabilitar os efeitos visuais, desabilitar o System Restore e programas rodando em background, desfragmentar o disco regularmente, alterar a prioridade das tarefas mais importantes usando o Task Manager, ativar o DMA para o CD-ROM, usar o Tweak-XP e, para usuários "avançados", desativar os serviços de sistema desnecessários.

http://www.extremetech.com/print_article/0,3998,a=19543,00.asp

O artigo dá apenas algumas dicas gerais sobre os serviços de sistema. Você pode ver uma descrição mais extensiva da função de cada serviço e quais podem ser desativados com segurança neste meu tutorial:

http://www.guiadohardware.info/tutoriais/043/

Esta matéria se refere ao Windows 2000 Prof, mas se aplica também ao Windows XP, já que com algumas poucas excessões os serviços disponíveis são os mesmos.





:. Bluefish? (10/09/2002)

Este é um comentário sobre o Bluefish publicado pelo Newsforge:

http://newsforge.com/newsforge/02/08/30/1930259.shtml?tid=49

O Bluefish disputa com o Quanta Plus a posição de editor HTML mais usado no Linux. Em terceiro vem provavelmente o Composer do Netscape/Mozilla, que é o preferido dos iniciantes por ser WYSIWYG (apesar dos poucos recursos). Nos comentários da matéria muito citaram o Dreamweaver, que não tem similar para Linux. Esta é uma questão delicada. Até que ponto um editor visual é realmente útil para um profissional?

A questão é que ao usar o Dreamweaver em modo visual temos uma facilidade muito grande em criar as páginas. Praticidade e velocidade imbatíveis. Porém, se você quiser um código de qualidade e garantir a compatibilidade com todos os browsers, terá que depois mudar para o modo não visual e limpar o código a mão até chegar a um resultado inteligível.

Ou seja, nenhuma solução é perfeita :-)

No meu caso o Quanta está me servindo muito bem. Dei uma olhada no Bluefish, mas não gostei muito da interface é uma opinião pessoal. Os dois são excelentes.

Aliás, outro dia escrevi algumas notícias usando o Vi. Depois de alguns minutos estudando as funções da até para trabalhar com ele com uma certa rapidez. Ele tem umas funções interessantes para juntar arquivos, chamar programas externos e faz um bom trabalho em destacar o código.

Bom, é óbvio que não pretendo começar a desenvolver todas as páginas o site no Vi, foi só uma experiência para o caso de vir a precisar dele algum dia. Mas a moral de história é que o mais importante é a criatividade, não a ferramenta. Já vi gente fazer trabalhos estúpidos tanto no Dreamweaver quanto no Quanta e no próprio Vi. Como dizem, o computador não pensa, quem precisa fazer isso é o usuário... ;-)







:. Linux supera o Mac nos Desktops (10/09/2002)

Segundo este artigo publicado pelo International Herald Tribune "O Linux já está ultrapassando o Macintosh nos desktops: "Segundo Dan Kusnetzky, analista da Internecional Data Corp., o Linux tem uma participação de 3.9% nos desktops em escala mundial, enquanto o Macintosh tem apenas 3.1%".

http://www.iht.com/articles/70026.html

Naturalmente, o Windows continua sendo o primeiro, com seus quase 90% de participação, enquanto os demais sistemas, como o Solaris, BSD, AIX e BeOS disputam o restante.

Considerando que a dois anos a participação do Linux era de menos de 1%, foi um crescimento em tanto. O mais interessante é que o Linux está saindo dos círculos mais técnicos para ganhar espaço nas empresas e nos desktops de usuários não técnicos. O principal motivo apontado pelo artigo é a sensação de falta de segurança dos usuários Windows, principalmente com relação aos vírus. "Vírus que atingem o Windows podem enviar documentos confidenciais para outras pessoas - e isto poderia me mandar para a prisão", disse Alain Stevens, um detetive particular.

Uma participação crescente no mercado significa mais apoio para projetos com o KDE, mais fabricantes desenvolvendo drivers para Linux e assim por diante. Isto torna o sistema cada vez mais compatível e fácil de usar, o que acaba atraindo mais usuários. Com mais usuários o ciclo recomeça.

Outra informação trazida pelo artigo é o crescimento do interesse pelo StarOffice e OpenOffice. "A menos que a Microsoft faça concessões substanciais no licenciamento do Office, o StarOffice conquistará 10% de participação no mercado até o final de 2004", segundo uma pesquisa do Gartner. Estes 10% não incluem usuários do OpenOffice, que atualmente já são maioria. Ou seja, estamos falando de 20 ou 30% no total nos próximos dois anos.

Outro ponto é que estes números podem ser ainda maiores, já que é muito difícil contabilizar o número de usuários que tem acesso ao Linux (já que além das caixas e downloads temos os CDs de revistas, cópias em CDR, etc.) e o número de usuários que utilizam o Linux em dual-boot com o Windows. O Linux e o Mac estão numa curva ascendente com as melhorias nas últimas versões e o OS X, enquanto o Windows continua numa curva descendente. Vemos muito mais gente insatisfeita com o Windows, procurando alternativas do que usuários do Linux considerando voltar para o Windows. Só o tempo dirá até onde o Linux pode ir.

Como já disse em outras ocasiões, o desenvolvimento de softwares como o Mozilla e o OpenOffice tornará o valor de sistemas proprietários como o Office cada vez menor. Logo os usuários começará a preferir comprar um PC com o Linux e vários softwares pré-instalados por R$ 1600 ao invés de pagar R$ 2200 por um com o Windows e MS Works e mais R$ 600 pelo Office. O Linux se tornará o sistema default.





:. Pentium 4 de 3.6 GHz :-) Agora só falta o ClawHammer... (10/09/2002)

O Tomshardware publicou um review de um enginering sample do Pentium 4 de 3.6 GHz, que pelo visto será mesmo lançado ou até o final deste ano, ou logo nos dois primeiros meses de 2003, de acordo com a evolução dos processadores da AMD.

Não é preciso dizer que a 3.6 GHz o Pentium 4 não teve rivais. Um Athlon em overclock para 2.6 GHz incluído no teste bem que tentou defender a honra da família, sem muito sucesso.

O dado mais interessante que notei no teste é que apesar de tudo, as placas mãe baseadas no velho i850, alimentadas com dois pentes de memória Rambus e FSB de 533 MHz conseguem fazer um certo estrago. A Asus P4T533-C, usada no teste como plataforma base para todos os Pentium 4 conseguiu apresentar números superiores aos das placas DDR. Será que agora que as Rambus estão ficando menos caras elas finalmente conseguirão aceitação?

Este Pentium 4 de 3.6 GHz será provavelmente o último, ou penúltimo modelo da família de 0.13 mícron. Depois teremos uma pausa de alguns meses entre os lançamentos até que a Intel consiga finalizar o desenvolvimento do Prescott, o Pentium 4 de 0.09 mícron.

Até lá assistiremos o contra-ataque a AMD, na forma de Athlons XP até (provavelmente) o 3300+ e, a partir de Janeiro ou Fevereiro as primeiras versões do ClawHammer, que logo de cara atingirá o índice 3500+, operando a aproximadamente 2.0 GHz.

Falando em Hammer, estou escrevendo um análise da arquitetura do processador, que irá ao ar entre hoje e amanhã. Menos coisa mudou do que se pensava. O Hammer foi desenvolvido com base na arquitetura do Athlon XP. O suporte a programas de 64 bits foi obtido com mais registradores e instruções adicionais. O ganho ao rodar aplicativos de 32 bits vem das melhorias nos caches L1 e L2 e do controlador de memória integrado. O Hammer será um pouco mais rápido que um Athlon XP do mesmo clock (10 a 25% aproximadamente) e será capaz de atingir frequências cerca de 15% mais altas (na mesma técnica de fabricação) graças aos dois estágios de pipeline adicionais.

Ao rodar aplicavos de 64 bits o ganho será um pouco maior, graças à capacidade do processador em lidar com grandes quantidades de memória e outras melhorias advindas da arquitetura de 64 bits. O interessante é que os aplicativos atuais podem ser simplesmente recompilados para o Hammer, sem necessidade de mudanças no código na grande maioria dos casos. No caso dos aplicativos Linux bastará incluir algum parâmetro na hora de compilar os pacotes .tar.gz. O SuSe de 64 bits já está disponível a tempos e o Windows XP de 64 bits deverá ser lançado junto com o Hammer.

http://www.tomshardware.com/cpu/02q3/020909/index.html





:. Gabinetes para servidores (08/09/2002)

Os gabinetes 1U e 2U são velhos conhecidos de quem trabalha com servidores. Eles precisam ser ao mesmo tempo compactos, eficientes em termos de refrigeração e ainda incorporar recursos de segurança como fontes redundantes, leds que sinalizam emergências como coolers parados, processadores superaquecendo, etc.

Este artigo do Anandtech, rico em fotos, analisa 6 opções de servidores 1U e 2U, demonstrando detalhes como o posicionamento dos HDs, risers, tipos de coolers e blowers usados, e assim por diante. O tema principal do artigo são "Servidores baseados no Athlon MP", mas os processadores acabaram como meros coadjuvantes. :-)

http://www.anandtech.com/IT/showdoc.html?i=1695





:. Um PC só? :-) (07/09/2002)

PC é igual carro, um é bom, mas um segundo sempre ajuda :-) Você pode usa-lo para gravar CDs, compartilhar a conexão com a Web, fazer downloads, testar programas, fazer backup, guardar arquivos, estudar sobre redes, etc. Você também pode usar o segundo PC para rodar um sistema operacional diferente do primeiro e assim ter a disposição mais aplicativos.

Ao invés de usar o Wine para rodar aplicativos Windows no Linux, ou o Cygwin para rodar programas e gerenciadores de janelas do Linux no Windows, você pode usar o segundo PC para isto. Claro, como você só tem dois braços e uma cabeça, só precisa de um monitor, teclado e mouse para os dois.

Usando Linux e Linux você pode usar o SSH ou o "X -query IP_do_segundo_micro" para abrir uma segunda instância do X com a saída de tela do segundo PC. Ao usar o Windows no PC primário e Linux no secundário você pode usar o Cygwin para rodar o "X -query IP" e ter acesso ao segundo PC, ou usar o bom e velho VNC, que pode ser usado também ao usar duas máquinas Windows ou Linux no PC primário e Windows no secundário.

Depois que começar, você não vai mais querer voltar a usar um único PC :-) O segundo filho pode ser montado com o peças usadas e ir se alimentando das sobras dos upgrades do PC principal, aquelas processadores e placas que você sempre acaba vendendo a preço de banana.

Com o tempo você vai começar a descobrir mais algumas aplicações interessantes. Por exemplo, você pode usar um notebook velho como terminal de um dos seus PCs para poder navegar deitado na cama ou coisas do gênero:

Se você for realmente bonzinho, pode abrir a porta do SSH ou do VNC no seu firewall e permitir que alguns amigos possam rodar aplicativos via rede a partir do seu micro. É interessante para ensinar a usar programas, ajudar alguém que esteja aprendendo a mexer no Linux, etc. Bem vindo ao maravilhoso mundo das redes.

http://www.guiadohardware.info/livros/linux/07.html







:. Leitura para o final de semana (07/09/2002)

Se você está sem nada de interessante para fazer no final de semana, aqui vai uma recomendação de e-book que além de excelente serve para treinar o Inglês.

O "Hacker Crackdown" conta a história dos primeiros grupos de hackers da era pré-internet, contando os ataques aos sistemas telefônicos do início da década de 90, a perseguição da polícia, a organização social dos grupos, etc. Algumas histórias são reais, outras nem tanto, mas a vivacidade da narrativa compensa todos os exageros ;-)

É um tema que parece nunca sair de moda. E o melhor é que você não precisará pagar por este livro. Apesar de ter sido lançado em versão impressa em 94, o autor resolveu disponibilizar também o arquivo para download gratuíto. Você pode baixar o arquivo compactado no link abaixo:

:. hacker_crackdown.zip

São pouco mais de 200 páginas de texto, o suficiente para mantê-lo ocupado até segunda feira... >)





:. Review da ASUS A7V8X (DDR 400, USB2, Gigabit Ethernet) e comentários sobre o Serial ATA (06/09/2002)

O Anandtech publicou