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Veja também:
:. DVDs e CDs de distribuições Linux
:. Envio para outros países




:. Reviews do SuSe 8.1 (26/10/2002)

O SuSe 8.1 já está disponível há algumas semanas. Como sempre, o SuSe se mostrou uma distribuição bastante completa e refinada. A instalação de novos programas e atualizações pode ser feita facilmente através do YaST2, que concentra a maior parte das ferramentas de sistema num utilitário bastante sólido e fácil de usar. O desktop é bem trabalhado, com um visual agradável junto com várias opções de temas, ícones, etc. Os CDs do pacote incluem praticamente todos os softwares Linux que você possa querer utilizar, incluindo naturalmente o KDE 3.0.3, Mozilla, OpenOffice, Quanta, Evolution e o resto da turma.

Aqui estão dois links de reviews do SuSe 8.1. Este primeiro, do The Register é dedicado a usuários vindos do Windows e explica o processo de instalação, junto com algumas diferenças entre os dois sistemas. Um detalhe importante destacado pelo review é que a versão Professional do SuSe inclui drivers para vários modelos de softmodens, incluindo os Conexant usandos nos desknotes da ECS e vários outros modelos de notebooks, além naturalmente dos Lucent, Intel Han, IBM Mwave e outros. Basta marcar o driver durante a instalação e o modem ja é automaticamente instalado. Naturalmente a instalação do modem não é à prova de balas, mas os problemas são muito mais raros do ao instalar os drivers manualmente.

http://www.theregister.co.uk/content/4/27759.html

Este outro review do OsNews é um pouco mais antigo, mas em compensação mais completo, incluindo detalhes sobre a instalação e configuração do sistema usando o YaST2 e também vários screenshots:

http://www.osnews.com/story.php?news_id=1887&page=1

Uma crítica comum ao SuSe 8.1 vem sendo a ênfase no KDE, em detrimento do Gnome, que apesar de estar disponível é instalado de uma forma bastante crua. É um problema menor na minha opinião, já que basta baixar alguns temas e ícones e organizar o iniciar para deixar o Gnome mais a seu gosto. Se por outro lado você usa o KDE não existe do que reclamar. Neste ponto o SuSe apresenta uma posição contrária ao Red Hat, que enfatiza o Gnome em detrimento do KDE. Como sempre, cabe ao usuário escolher a solução que melhor atende às suas necessidades.

O grande problema do SuSe para nós Brasileiros é que eles ainda não possuem nenhuma divisão nacional. Isso faz com que os pacotes precisem ser importados da Europa, comprados em Euro e ainda por cima com impostos pornográficos de importação que bem conhecemos. Isso faz com que as caixinhas sejam vendidas por mais de 300 reais em muitos casos.

De qualquer forma, você pode testar o SuSe fazendo uma instalação via FTP, que não é tão prática mas pelo menos é gratuita. A partir da versão 8.1, estão disponibilizando todos os pacotes via FTP, ao contrário das versões anteriores, onde vários pacotes com programas proprietários ficavam de fora. Você não precisa fazer a instalação via Web, é possível copiar todo o conteúdo da pasta no FTP para um micro da sua rede e fazer a instalação (via rede) através dele. Veja como fazer aqui: http://www.guiadohardware.net/faq/index12.php#51





:. O crescimento dos Wattercoolers (25/10/2002)

Até pouco tempo atrás, Wattercooler era sempre sinônimo de um sistema feito artesanalmente e muitas vezes inseguro feito por algum aficcionado em busca de um overclock maior que o do vizinho. Depois começaram a aparecer os primeiros kits destinados à venda, ainda feitos de forma artesanal, mas já com uma qualidade e acabamento melhores.

De lá para cá os processadores aumentaram sua dissipação térmica por três, dos 23 Watts do Pentium III 900 para os mais de 70 Watts do Athlon XP 2800+. Juntando com o que dissipa uma placa 3D de ponto, junto com o gravador, HD e outros componentes, está cada vez mais complicado manter o processador operando a uma temperatura aceitável. Os coolers estão cada vez mais caros e barulhentos, o que torna os wattercoolers mais atrativos.

Já estão começando a aparecer no mercado os primeiros kits produzidos industrialmente. Esta análise do Tech-Report mostra o Ahanix's Iceberg, um kit que custa US$ 99:

http://www.tech-report.com/reviews/2002q4/iceberg/index.x?pg=1

Este outro artigo, do amdzone mostra o Koolance PC2-601, que é na verdade um gabinete customizado, com o wattercooler já instalado. O preço é bem salgado: US$ 249 dólares, mas o projeto é interessante, pois permite o uso de vários watterblocks, com refrigeração não apenas para o processador, mas também para o chipset da placa de vídeo e HD. A serpentina é instalada na parte superior do gabinete e os exaustores puxam o ar quente para fora do gabinete ao invés de simplesmente espalhar tudo entre os componentes internos. Isso ajuda a manter abaixa também a temperatura dos outros componentes:

http://www.amdzone.com/articleview.cfm?articleid=1211&page=2







:. Os Celerons de 2.0 GHz não são todos iguais (25/10/2002)

O overclockers.ru publicou mais uma matéria sobre o overclock no Celeron de 2.0 GHz. Depois de testar vários modelos, eles descobriram que os que suportam overclocks maiores, são os com S-spec SL6LC. Ambos os modelos desta série que foram testados foram capazes de atingir 3.0 GHz com estabilidade. Em um deles foi preciso aumentar a tensão em 0.1 V e o outro suportou o overclock com a tensão default.

Por outro lado, o processador com S-spec SL6HY que participou o teste foi capaz de atingir apenas 2.8 GHz, apresentando problemas de estabilidade a 3.0 GHz, mesmo com um grande aumento da tensão.

O S-spec do processador muda sempre que é feita alguma correção ou melhoria no projeto ou na técnica de produção, melhorias estas que quase sempre resultam na capacidade de operar a frequências mais altas. Os SL6LC são quase 3 meses mais recentes que os SL6HY, por isso a diferença.

Apesar de na sua frequência normal de operação os Celerons apresentarem um desempenho muito fraco, inferior ao Pentium 4 de 1.8 GHz que está na mesma faixa de preço, a possibilidade de um overclock de 50% sempre muda um pouco a relação custo-benefício de um processador. Fica a dica caso você pretenda comprar um pensando em overclock.

A matéria original pode ser lida em:

http://www.overclockers.ru/news/newsitem.shtml?category=2&id=1035195139

Apesar da matéria estar em Russo, a tradução para o Inglês do Babelfish fica até razoável.





:. Lycoris GamePak (21/10/2002)

Já escrevi bastante sobre o WineX em outras oportunidades. A novidade de hoje é que a Lycoris está lançando uma versão especial da distribuição que inclui o WineX. Esta é uma versão comercial, cujo preço ainda não foi divulgado.

Apesar do WineX ainda estar muito longe da perfeição, o fato de poder rodar um número considerável de jogos Windows dentro do Linux sem precisar manter os dois sistemas em dual boot já é um diferencial importante. Através do WineX é possível instalar os jogos mais ou menos da mesma forma que no Windows: basta colocar o CD na bandeja e executar o programa de instalação, são suportados inclusive os sistemas antipirataria da maioria dos jogos.

Infelizmente os problemas também não são poucos. Muitos jogos incluídos na lista de compatibilidade (que já tem quase 1000 títulos) precisam de algumas alterações manuais para rodar, como substituir alguma biblioteca do sistema, criar alguns links simbólicos e assim por diante. Na maioria dos casos são alterações bastante simples, o único problema é que o usuário tem o trabalho de encontrar as instruções no site da Transgaming.

O desempenho dos jogos é naturalmente sempre um pouco inferior. É quase impossível evitar alguma degradação de desempenho já que o sistema precisa traduzir as chamadas Direct-X para chamadas OpenGL ou outros tipos de chamadas de sistema. A redução é de 20 a 50%, de acordo com o título. Jogos 2D como o Diablo II apresentam reduções menores do que jogos mais intensivos com o Counter Strike, onde os FPS chegam a ser 50% menores.

Apesar de tudo, o WineX é projeto surpreendente, visto a dificuldade do desafio que escolheram. Poucos projetos de emulação de plataformas atingiram um nível de compatibilidade e desempenho tão bom, veja o caso do emulador de aplicavos Windows do OS/2 ou do Virtual PC do Macintosh, que rodam um número comparativamente muito menor de aplicativos e com pesadas reduções de desempenho. O mais importante é que o WineX está num estágio muito produtivo de desenvolvimento, embora hoje em dia ele ainda seja uma solução recomendada apenas para usuários Linux com alguma experiência, é possível que dentro de poucos anos ele possa tornar-se tão eficiente a ponto de mesmo um usuário iniciante ser capaz de rodar seus jogos no Linux sem dificuldade alguma.

http://www.lycoris.com/press/transgaming.php

http://newsvac.newsforge.com/newsvac/02/10/21/1910224.shtml?tid=52

http://www.transgaming.com/

Falando em Lycoris, mais uma notócia sobre a distribuição é que a Microtel o Wall Mart estão lançando mais uma linha de PCs de baixo custo desta vez com o Lycoris. São 7 modelos no total, que custam a partir de 228 dólares, sem monitor. Pelas especificações parece um trabalho interessante, pois além de vir instalado por default o Lycoris já vem pré-configurado, já com o Real Player, Flash, Acrobat Reader, Divx, Java e outros plug-ins que alguns usuários sofrem tanto para conseguir instalar.

O modelo de 228 dólares é baseado num Via C3 de 800 MHz (bus de 1333 Mhz) com 128 MB, 10 GB, vídeo som e rede on-board, CD-ROM de 52X, teclado, mouse e caixinhas. A placa mãe é com certeza um modelo da ECS ou da PC-Chips, embora não divulguem o modelo exato. É uma configuração até interessante considerando o preço, se fosse vendido aqui no Brasil sairia por pouco mais de 800 reais (fora impostos naturalmente). A Microtel também vende PCs com o Mandrake o Lindows nesta mesma configuração por US$ 199. http://www.lycoris.com/press/walmartpc.php





:. AMD adia (novamente) o lançamento do Hammer (20/10/2002)

Segundo esta matéria do Extremetech a AMD está adiando novamente o lançamento do Hammer. Agora, as versões destinadas a servidores (o SledgeHammer) será lançado no final do primeiro semestre de 2003, enquanto os processadores destinados ao mercado doméstico (a linha Opteron) não sairão antes da segunda metade de 2003.

Originalmente os primeiros Hammers deveriam ter sido lançados em Junho deste ano. O lançamento foi adiado para Dezembro e agora novamente adiado. Talvez estejam querendo seguir os passos da Intel com o Merced, que foi adiado durante tanto tempo que quando finalmente foi lançado (como o Itanium) não encontrou muitos interessados.

Para cobrir o vácuo deixado pela falta do Opteron, teremos novas versões do Athlon XP, desta vez com o core Barton, que virá com 512 KB de cache L2. Não se sabe ainda se o Barton utilizará ou não SOI mas está confirmado que ele ainda será fabricado numa técnica de 0.13 mícron, com 9 camadas de filamentos.

http://www.extremetech.com/print_article/0,3998,a=32528,00.asp





:. Sobre a diminuição no tempo de garantia dos HDs (17/10/2002)

O mercado de HDs continua tumultuado. Depois de todos os casos de problemas em HDs da série IBM deskstar e do abandono da Fujitsu; a Maxtor, WD e Seagate anunciaram que reduzirão o tempo de garantia de seus modelos mais populares de três para apenas um ano.

Esta medida se aplica apenas aos modelos in-a-box, destinados ao consumidor final e por isso não afeta diretamente a maioria dos consumidores Brasileiros. A questão é que por aqui sempre tivemos a predominância dos modelos OEM, que sempre tiveram apenas seis meses ou um ano de garantia, dependendo do fabricante e modelo. Ou seja, a mudança pouco nos afeta.

De qualquer forma, este link do THG mostra uma emtrevista com representantes dos três fabricantes. A matéria fica bem em cima do muro, se limitando a mostrar as respostas dos fabricantes e chega à conclusão de que a diminuição na garantia é no final das contas benéfica ao consumidor pois "permite que os fabricantes invistam mais dinheiro em pesquisa e desenvolvimento". Bem...

http://www6.tomshardware.com/column/02q4/0210141/index.html





:. PC dentro da mesa (17/10/2002)

Esta é uma solução criativa para diminuir o barulho e também a falta de espaço sobre a mesa. Ao invés de deixar a torre em cima ou ao lado da mesa, o Rusty do SilentPC desenvolveu um projeto de PC montado dentro da mesa. O equipamento é bem silencioso pois a madera é um isolante acústico muito melhor que as finas chapas de aço dos gabinetes. O aspecto visual também é muito bonito. Este link está no ar desde o dia 15, mas não pude indicar antes pois estava fora do ar devido ao efeito Slashdot :-)

http://www.silentpcreview.com/

O artigo é rico em fotos e dá uma boa idéia de por onde começar se você também quiser fazer o seu. Pode ser a próxima onda do case mod.







:. Guia do KDE (16/10/2002)

O Thothy me mandou um e-book ensinando a usar o KDE com várias ilustrações. Ele foi desenvolvido inicialmente para o treinamento de funcionários na empresa em que trabalha, mas é útil para qualquer um que esteja dando seus primeiros passos no Linux e no KDE. Na verdade, mesmo que você se considere um usuário avançado, pode ter certeza que vai aprender alguns truques novos.

Ele avisou que o livro ainda não está pronto, mas você pode mandar sugestões para o: thothy@zipmail.com.br

Baixe sua cópia no link abaixo:

http://www.downloads-guiadohardware.net/GuiadoKDE3_v1.pdf



:. KDE 3.1 Beta 2 (16/10/2002)

Já está disponível o segundo Beta do KDE 3.1, junto com a promessa do lançamento da versão final dentro das próximas semanas.

Os pacotes pré-compilados para as principais disitribuições estão disponíveis no: http://www.kde.org/announcements/announce-3.1beta2.html. Como das outras vezes é preciso baixar todos os pacotes da pasta RPMS e instalá-los com o comando "urpmi *" (no Mandrake), ou "rpm -ivh *.rpm". Você pode usar também o gerenciador de softwares incluído na sua distribuição. São quase 100 MB no total. É recomendável baixar usando um cliente de FTP, assim você pode selecionar todos os pacotes de uma vez; via browser é preciso ficar salvando um a um.

Consegui baixar e instalar os pacotes para o Mandrake 8.2 agora no início da tarde, sem sinal de problemas. As primeiras melhorias que percebi foram no visual e na usabilidade do sistema. Por exemplo, o sistema de gereciamento de temas melhorou muito, foi incluído um novo conjunto de ícones, o Keramik, alguns novos temas, novas decorações de janela, etc.

Felizmente, não ficaram só nos aspectos cosméticos. Os aplicativos receberam alguns reforços importantes. O Konqueror ganhou suporte a tabs, melhorias no suporte a Java-script e um gerenciador de downloads (o Kget), que permite pausar, reiniciar, procurar por servidores alternativos, etc. assim como em programas como o get-right.

O Kmail ganhou novos recursos de encriptação de mensagens e o Korganizer ganhou um plug-in que permite que ele sincronize as informações da máquina local com as de servidores MS Exchange 2000. Juntos eles formam uma opção para quem precisa deste suporte mas não gosta do Evolution.

Como gerenciador de arquivos o Konqueror também recebeu melhorias, concentradas principalmente no reconhecimento de tipos de arquivos. O problema todo é que o Linux reconhece os arquivos não baseado na extensão, como no Windows, mas baseado no formato dos dados do próprio arquivo. Uma imagem em png será sempre reconhecida como uma imagem, mesmo que você elimine a extensão. É um sistema bem mais preciso, mas também um trabalho muito mais complexo para os desenvolvedores. Felizmente, estão indo no caminho certo pois a cada versão mais tipos de arquivos são suportados. Isso facilita o uso do sistema, pois permite que os arquivos sejam automaticamente abertos nos programas apropriados e as miniaturas sejam exibidas corretamente.

Foram incluídos ainda alguns novos jogos, como um simulador de golf. Bem, ninguém adimite mas quase todo mundo acaba jogando esses joginhos uma vez ou outra. O game mais jogado no Mundo não é o Quake III ou o Diablo II, mas sim o simplório paciência, em suas várias versões... :-)

Bem, a atualização do KDE é bem simples, então se você tiver tempo de baixar os pacotes, vale a pena dar uma olhada. Se você usa o KDE 2.x a instalação da versão 3.1 não subscreve a anterior, você ficará com os dois instalados na máquina e poderá voltar ao antigo se desejar.

Este artigo do Promo.kde vem com alguns screenshots:

http://promo.kde.org/newsforge/kde-3.1.html





:. Som em terminais remotos (e dicas sobre o LTSP) (16/10/2002)

O Wooky me mandou este link do LinuxPlanet que mostra como é possível utilizar aplicativos multimídia em redes de terminais leves com o LTSP.

http://www.linuxplanet.com/linuxplanet/tutorials/4472/4/

Neste caso você precisa ter antes de tudo a sua rede LTSP configurada. Estamos falando de uma rede com terminais leves, de 386 em diante, sem HD, que dão boot através da placa de rede ou disquete. A configuração dos clientes é bem simples, você precisa apenas gerar a imagem que será gravada no ROM da placa de rede ou no disquete no http://www.rom-o-matic.org/ e os pacotes do LTSP que serão instalados no servidor no: http://ltsp.org/. Você pode utilizar também o k12ltsp, uma distribuição baseada no Red Hat, que inclui um LTSP já pré-configurado: http://www.k12ltsp.org/

Em seguida, você pode habilitar o som nas estações instalando mais um pacote, o ltsp_sound. Ele se encarrega de processar os fluxos de áudio no próprio servidor e enviar os dados já processados para serem reproduzidos nas placas de rede dos clientes. É como no caso do vídeo, em que todos os programas rodam no próprio servidor e o cliente se limita a receber as coordenadas para exibir as imagens localmente.

Isto permite escutar MP3 ou Ogg, assistir filmes em real video ou outros formatos, assistir animações em flash, etc. Mesmo em um terminal 386 com uma Sound Blaster ISA. O LTSP pode parecer um pouco difícil de configurar no início, mas é uma solução muito interessante do ponto de vista tanto da redução de custos, já que permite reciclar o equipamento que você tiver em mãos, quanto do ponto de vista da manutenção da rede, já que você só precisa se preocupar com a manutenção e upgrades no servidor. Nos clientes a manutenção se resume a eliminar problemas de hardware. Comparando com uma rede baseada em clientes Windows 98, onde os problemas com vírus, reinstalações do sistema e perda de dados são muito frequêntes, os custos de manutenção são brutalmente mais baixos.

Você pode ver dois estudos de caso da implantação de redes baseadas no LTSP, em uma escola e outro num hospital nos links abaixo:

http://ltsp.org/longstory.php

http://k12ltsp.org/rhs_casestudy.html

Este segundo link apresenta também a possibilidade de disponibilizar também aplicativos Windows para os clientes LTSP. Neste caso os custos sobem um pouco, mas o baixo custo de manutenção, a principal vantagem do LTSP é mantido. Existe até mesmo a possibilidade de dar acesso via rede a máquinas rodando outros sistemas operacionais, como Macs, estações Solaris e assim por diante, esta é uma possibilidade que poderia ser interessante em escolas e centros de treinamento, por permitir que os clientes tenham acesso a vários sistemas operacionais diferentes.







:. A vez do tablet PC? (15/10/2002)

Esta matéria do Hardwarezone mostra os recursos do Acer TravelMate C100, um dos primeiros modelos equipados com o Windows XP Tablet PC Edition. O notebook possui uma tela de 12 polegadas, sensível ao toque com um teclado que pode ser destacado, ou dobrado para trás, fazendo com que o notebook fique com o formato de uma prancheta.

A idéia é que ao invés de usá-lo com a ajuda do teclado e mouse, você o utilize como um bloco de anotações, usando uma caneta para clicar nas janelas e escrever direto na tela.

Pelas fotos o sistema pareceu bastante prático de usar. Para pequenas anotações você pode utilizar tanto um teclado virtual quanto o reconhecimento de escrita. Também é possível armazenar as anotações como imagens. Para digitar grandes quantidades de dados você pode levá-lo a uma mesa e usar o teclado destacável.

Os aplicativos incluídos no pacote são versões reduzidas dos aplicativos do Office, que se integram na idéia de uso via caneta. Você pode por exemplo escrever anotações sobre páginas web, ou recortar partes da página que podem ser incluídas nos documentos do Word.

A idéia é que você possa usar o C100 tanto sobre uma mesa, como um notebook ordinário, ou ainda; andando pelo escritório, na sala de reuniões ou, quando estiver em casa, deitado na cama ou até mesmo no "troninho". Juntando a portabilidade com uma rede sem fio você tem uma liberdade muito grande de movimento.

Eu acredito que os PCs em forma de prancheta são uma evolução natural dos notebooks, pois permitem uma portabilidade muito maior e ampliam a utilidades das redes sem fio. Tivemos uma primeira onda de aparelhos, liderados pelo Audrey que não fizeram sucesso devido às suas limitações, o Audrey por exemplo rodava o PalmOS e só podia acessar a Web (com várias limitações) ligado ao cabo telefônico ou a um cabo de rede.

Esta segunda geração tem bem mais chances de fazer sucesso, pegando carona na disseminação das redes sem fio. Mas, isso vai depender muito do mercado que os fabricantes pretenderem atingir. O C100 por exemplo custa 4500 dólares, o preço de um carro popular, um custo que obviamente vai mantê-lo muito longe das massas. Não existem motivos para este tipo de aparelho custar mais que um notebook, pois os componentes usados são os mesmos. Se um grande fabricante resolver lançar uma linha com preços mais populares, de digamos 800 a 1000 dólares já com um transmissor 802.11b integrado, vão sem dúvida fazer um sucesso estrondoso. Não existe muita margem para os preços caírem abaixo disso, a menos que os fabricantes passem a utilizar telas de LCD menores, limitadas a 640x480 por exemplo, o que não seria necessáriamente um bom negócio.

Apesar da Microsoft estar investindo pesado neste segmento, ainda existe um grande espaço para outros sistemas e também para versões customizadas do Linux que incorporem suporte à reconhecimento de escrita, reconhecimento de voz e outros diferenciais.

http://www.hardwarezone.com/articles/articles.hwz?cid=14&aid=534&page=1





:. Software de comunicação AOL para Linux (15/10/2002)

Esta notícia do LinuxToday é duplamente interessante. Em primeiro lugar, existe um software GPL que permite usar o acesso discado da AOL no Linux, inclusive com várias vantagens, como a possibilidade de iniciar o serviço como um daemon, usá-lo mesmo que você não esteja rodando uma interface gráfica e ainda por cima navegar sem a interferência dos anúncios e as outras bugigangas do discador da AOL. Como o Peng o acesso é semelhante ao dos demais provedores, você estabelece a conexão e navega para onde quiser, usando o navegador que quiser. O programa pode ser baixado em:

http://www.peng.apinc.org/eng/

Parece irrelevante anunciar um discador para um provedor que conquistou tão poucos usuários que está prestes a encerrar suas operações no Brasil, mas a verdade é que existem localidades onde a AOL é a única opção disponível.

Como até hoje a AOL não lançou uma versão Linux do seu software de comunicação, esta poderia ser uma boa chance de conquistar alguns novos usuários, quem sabe até usando o código do Peng (licenciado sob a GPL) como base para o desenvolvimento de um discador próprio. Mas, ao invés disso passaram a ameaçar a equipe de desenvolvimento, alegando que o projeto "apresenta-se de uma forma que falsamente dá a entender que a AOL apóia ou faz parte da empresa e seus serviços", exigindo a entrega do dominio http://www.pengaol.org (até então o endereço oficial do projeto) e a retirada de qualquer referência à marca "AOL" do site e do próprio programa. Pelo visto sequer perceberam (ou fingiram que não perceberam) que o projeto não é uma organização, mas apenas um grupo de voluntários desenvolvendo um projeto GPL.

Enfim, pense nisso da próxima vez que lhe entregarem um CD oferecendo um mês de acesso grátis.





:. Entendendo o plano de licenciamento 6.0 da Microsoft (11/10/2002)

Se você trabalha em uma empresa que utiliza majoritariamente softwares Microsoft ainda deve estar se decidindo entre migrar ou não para o plano de licenciamento 6.0, proposto pela Microsoft no final do ano passado.

Este artigo do ArsTechnica explica bem os prós e contras (monetariamente falando) em aderir ao plano:

http://arstechnica.com/wankerdesk/3q02/licensing6.html

O resumo da ópera é que antigamente quando era lançado um upgrade do Windows, Office ou outro programa Microsoft, você tinha a opção de atualizar sua cópia existente, pagando em geral um terço do valor do pacote completo. Você não tinha nenhum estímulo em especial para atualizar, pois você podia perfeitamente pular um ou dois upgrade e ainda assim poder comprar uma cópia de upgrade no terceiro. De fato muita gente não atualiza os programas; é fácil encotrar empresas que ainda utilizam o Windows 95 por exemplo. Como a Microsoft não ganhava nada sobre estes consumidores que compravam uma vez o software e continuavam usando-o indefinidamente, sem atualiza-lo nunca, resolveram mudar as regras do jogo.

No novo plano de licenciamento não existe mais esta opção. Os upgrades são fornecidos como uma espécie de plano de assinatura. Ao aderir ao plano 6.0 você precisa atualizar todos os seus softwares, pagando o valor equivalente a uma cópia completa. O investimento inicial é grande, mas a partir daí você paga uma taxa anual equivalente a 20% do valor do software e tem direito a upgrades ilimitados. Você recebe as mídias com as atualizações e decide se quer instalá-las ou não, mas tem de pagar pela assinatura de qualquer forma.

Caso escolha por não aderir ao plano, você fica livre dos 20% anuais, mas em compensação precisa pagar pelo valor completo dos softwares sempre que quiser atualizá-los, ou seja; empresas que atualizam constantemente seus softwares podem vir até a pagar menos no novo plano, mas a maioria, que atualiza esporádicamente acabará tendo que pagar muito mais, até 107% a mais segundo o Gartner.

No final das contas, o grupo dos que atualizam esporadicamente é mais numeroso, pois atualizar o sistema operacional ou outros softwares grandes como o Office implica em treinamento dos funcionários, atualização das máquinas, help desk e vários outros custos que vão bem além do custo do software em sí. Não é à toa que tanta gente está reclamando dos novos termos.

Só para esclarecer, o plano 6.0 só se aplica a empresas de médio a grande porte, que compram licenças em grande quantidade. Para os usuários domésticos e pequenas empresas pouca coisa muda. Você compra sua cópia do Windows e quando sair uma nova versão tem a opção de comprar a caixa de upgrade por 50 ou 60% do valor total do software, como no caso da versão upgrade do Windows XP.

Você poderia perguntar: por que então as empresas que estão insatisfeitas com o novo plano não fazem como os usuários domésticos? A questão é que por comprarem "no atacado", estas empresas pagam muito menos pelos softwares; dependendo da quantidade os descontos podem chegar a mais de 70%. Ou seja, os "100%" que eles pagarão ao atualizar o software ainda são menos do que os "50%" que um usuário doméstico paga. As regras do jogo são diferentes para os dois grupos.





:. Esclarecido o Trojan no Sendmail (11/10/2002)

Anteontem tivemos uma notícia bizarra, um trojan foi implantado no arquivo de instalação do Sendmail, o servidor de e-mails mais usado no mundo atualmente, fazendo com que vários servidores fossem infectados justamente por quem procurava atualizar o software em busca de atualizações de segurança.

Este artigo do News.com esclarece o que realmente aconteceu e as causas do problema:

http://news.com.com/2100-1001-961469.html

O problema não atingiu a árvore de desenvolvimento do Sendmail, nem os pacotes distribúidos pelo grupo. Alguém conseguiu invadir um dos servidores de FTP que hospedava o arquivo, instalando um script que fazia com que o servidor enviasse o arquivo alterado cerca de 1 vez a cada 10 solicitações.

O problema foi descoberto dia 6 de Outubro e descobriu-se que o script estava ativo desde o dia 26 de setembro e atingiu apenas o ftp.sendmail.org, quem baixou o arquivo em qualquer um dos mirrors durante o período está a salvo.

Segundo a equipe, foram feitos pouco mais de 2000 downloads do pacote comprometido no ftp.sendmail.org durante o período, o que significa que apesar de todo o estardalhaço que foi feito em torno do assunto, poucos mais de 200 usuários baixaram o arquivo infectado.

Como apenas o arquivo foi trocado e não o código md5sum (que permite verificar a integridade do arquivo) quem verificou o arquivo depois de baixar pode perceber que tratava-se de um arquivo alterado ou corrompido e provavelmente teve o cuidado de baixa-lo novamente. Como a possibilidade de obter novamente o arquivo infectado era de apenas uma em 100, o número de usuários realmente infectados pelo trojan foi sem dúvida muito menor, possivelmente abaixo de 100.

De qualquer modo, fica o alerta. Quase sempre os pacotes e ISOs das distribuições são distribuídos não apenas pelos responsáveis, mas por uma rede de mirrors que também disponibilizam o arquivo. Naturalmente não é possível chegar constantemente todos estes mirrors, o que significa que sempre existe a possibilidade de alguém conseguir invadir um dos servidores e substituir o arquivo por uma cópia temperada com um trojan.

Para se prevenir contra essa possibilidade, nunca deixe de verificar a integridade dos arquivos baixados. Você sempre encontrará um arquivo "md5sum" na mesma pasta do arquivo disponibilidado. Este é um arquivo de texto com a impressão digital do arquivo, um número de 32 dígitos como este:

213d0e5615e8b6aeb6ab34de22282ff2 zxyz.iso

à esquerda temos o número de verificação e à direita o nome do arquivo. Tudo o que você precisa fazer é, depois de baixar o arquivo, digitar:

$ md5sum zxyz.iso

... num terminal, naturalmente substituindo o "zxyz.iso" pelo nome correto. O sistema verificará o arquivo que você baixou e devolverá outro número. Se os dois números forem iguais, significa que o arquivo chegou intacto. Se por outro lado o número gerado for diferente signifca que o arquivo chegou corrompido ou alterado de alguma forma. Neste caso o mais recomendável é baixa-lo novamente em outro mirror.

O md5sum é um comando padrão no Linux e existe também uma versão for Windows (que roda sobre o DOS) que pode ser baixada no http://www.md5summer.org/download.html. Você pode usa-lo, inclusive; para gerar códigos para arquivos enviados para os amigos, para que eles tenham certeza que o download foi bem sucedido.





:. GeForce 4 Ti4600 x Radeon 9700 Pro x Parhelia-512 x Quadro 4 no 3Ds Max 5 (11/10/2002)

Este review do xbitlabs vai interessar bastante a quem trabalha com o 3Ds Max e outros aplicativos 3D profissionais, pois compara os recursos e desempenho das 4 placas 3D mais usadas atualmente neste segmento.

A nVidia é a que há mais tempo desenvolve e aperfeiçoa seus drivers para aplicativos tradicionais, tanto que as placas são boas não só no 3Ds Max, mas também em aplicativos 3D no Linux. Sendo assim não é supresa que a Quadro 4 tenha ficado em primeiro, seguida pela GeForce 4 Ti4600. A Radeon 9700 Pro ficou em terceiro, em média 20% atrás da GeForce 4 Ti4600, mas chegando a levar a melhor em três dos testes. A Matrox Parhelia-512 ficou na lanterna, bem atrás das tres concorrentes.

http://www.xbitlabs.com/video/3dsmax5/







:. Metron lança micro com Conectiva 8 pré-instalado (11/10/2002)

Depois do Wall Mart com os PCs da Microtel com o Lindows por US$ 200, agora é a vez da Metron iniciar um projeto para a venda de PCs de baixo-custo com o Linux no Varejo.

Inicialmente são dois modelos, um Duron e um Celeron com 128 MB, 20 GB de HD, CD-ROM, Modem, Rede e monitor de 15", ambos por R$ 1.899. Os mesmos modelos custam R$ 2.399 com o Windows, uma redução de R$ 500. O valor é tão grande pois apesar de uma cópia OEM do Windows custar apenas R$ 300, este valor entra no custo do PC para o fabricante. Impostos como o ICMS incidem pelo valor total do PC e não sobre o Hardware e, ao chegar nas lojas, novamente o lucro do revendedor é calculado sobre o valor total. Cortando os R$ 300 no custo inicial do PC, economizamos também nas etapas seguintes, chegando a uma redução bem maior. Ou seja, qualquer PC de grife pode custar R$ 500 a menos caso venha com o Linux pré-instalado. Vem então a velha pergunta: quantos dias você precisaria trabalhar para ganhar 500 reais?

Estes PCs serão vendidos inicialmente nas lojas do Extra, Ponto Frio e Marabraz e serão bem identificados para que o consumidor saiba que está levando para casa um PC como Linux. Também prometeram suporte técnico, com funcionários da própria Metron treinados na Conectiva e profissionais em alguns dos pontos de venda explicando as diferenças para os usuários interessados em comprar.

Quem já utilizou alguma distribuição recente do Linux sabe que a maior parte das dificuldades dos novos usuários reside na instalação do sistema e na configuração do Hardware, sobretudo dos softmodems. Num PC pré-instalado esta tarefa é do integrador, para o usuário sobram só facilidade de uso do KDE e do Gnome, a grande oferta de softwares e a relativa imunidade contra vírus e trojans. Ou seja, em vários pontos um Linux pré instalado é mais fácil de usar que o Windows. Só é preciso tomar o cuidado de testar os softwares incluídos no pacote, ter certeza que não existem problemas de estabilidade com a máquina, etc. Essas coisas que todo bom integrador (espera-se) saber bem como fazer.

http://www2.uol.com.br/info/aberto/infonews/102002/10102002-12.shl

http://idgnow.terra.com.br/idgnow/pcnews/2002/10/0034

http://pcworld.terra.com.br/pcw/update/7965.html

http://www2.uol.com.br/info/aberto/infonews/102002/10102002-18.shl

:. Atualização : Esta notícia começou a aparecer também no exterior. A Reuters publicou uma nota que como de costume foi reproduzida por inúmeros outros sites. Mal os PCs começaram a chegar nas lojas e a Metron já ficou famosa intenacionalmente. É como disse em outro artigo, os primeiros integradores a lançarem PCs com o Linux vão receber uma considerável atenção da imprensa: http://www.forbes.com/technology/newswire/2002/10/10/rtr748050.html

Um detalhe interessante é que o PC da Metron custa apenas 476 dólares, com a cotação a 3,99. Se fizermos o cálculo com base uma cotação mais realista, chegaríamos a algo próximo de 400 dólares. O PC da Microtel com o Lindows custa 200 dólares mas sem monitor nem modem. Considerando o custo destes componentes, o preço dos dois PCs não é assim tão diferente.

Vale lembrar que os R$ 1899 incluem o lucro do revendedor, suporte e impostos. Um pequeno integrador, que venda direto ao consumidor, tem condições de oferecer um preço ainda mais baixo. Ou seja, está claro qual é o caminho para criar um programa de PCs populares.





:. Solução de terminais de ponto de venda baseada em Linux (10/10/2002)

A Silicon Systems está implantando 160 unidades de uma solução de ponto de venda baseada em linux numa rede de lanchonetes em Porto rico. A notícia em sí não tem nada de mais, o que chama a atenção mesmo é a relativa simplicidade do projeto. Foi usada uma placa mãe de notebook com um processador Media-GX de 300 MHz, 128 MB de RAM, um monitor LCD de 12 polegadas, com um LDC externo de 2 linhas x 20 caracteres, que exibe informações para o consumidor, além de placa de rede, bateria interna, um leitor de cartões magnéticos e as interfaces padrão para o uso de teclados, mouses e outros periféricos externos.

Todos estes componentes podem ser adiquiridos com uma relativa facilidade, fora talvez o gabinete não temos nada de proprietário. O software é uma versão customizada do Red Hat 6.2, configurada para suportar todo o Hardware usado nos terminais e rodando um servidor Apache.

Dentro de cada loja, um dos terminais recebe um cartão de memória Flash de 2 GB (que substitui o HD) enquanto os demais atuam como clientes, dando boot via rede através do Etherboot. Todos os terminais são operados unicamente através do Browser (Opera 6.1), que exibe uma página Web servida pelo servidor Apache local. O sistema em sí nada mais é do que esta página, com um conjunto de Applets Java que cobrem todas as funções necessárias para processar e armazenar os pedidos.

Opcionalmente os terminais podem receber uma placa de rede wireless e passar a receber os pedidos através de outros computadores conectados à rede da loja. Podem ser por exemplo Handhelds Ipaq carregados pelos atendentes, ou qualquer outro tipo de dispositivo que possa rodar um browser. Os terminais podem também ser conectados à Web e passar a receber pedidos feitos via internet.

O mais interessante é que soluções como esta podem ser desenvolvidas por qualquer um, usando componentes padrão. A vantagem do uso do Linux neste caso não é apenas a redução no custo, mas o brutal aumento na flexibilidade. Você pode utilizar uma distribuição que tenha uma boa familiaridade como base, criando uma instalação com todo os aplicativos necessário e com todo o hardware pré-configurado e apenas copiá-la para todas as unidades produzidas. Pode ser um, terminal de ponto de venda, um sistema de automação doméstica, uma central multimídia, ou o que mais for necessário. É um mercado que com certeza vai crescer exponencialmente nos próximos anos. Você pode encontrar mais algumas idéias sobre este tema aqui.

Esta matéria do Linuxdevices dá mais detalhes sobre os terminais da Silicon Systems:

http://www.linuxdevices.com/news/NS8708456183.html

A Via lançou recentemente a EPIA-M, uma placa mãe bem compacta e com processador integrado que serve bem para este tipo de aplicação. A principal vantagem neste caso é que o processador C3 incluído gera pouco calor, permitindo que você utilize um cooler passivo, mantendo o nível de ruído muito abaixo do de um PC tradicional. Uma idéia para começar seria uma central multimídia, para armazenar e tocar MP3 e outros arquivos de áudio, além de CDs de música.

No freshmeat.net você pode encontrar alguns front-ends para criar playlists e organizar arquivos de música, tudo via web. Você poderia usar isso como base para criar um sistema que permita ao usuário dar upload das músicas e controlar tudo via browser. Um exemplo interessante é o ApacheMP3 (http://www.apachemp3.com/) que você pode ver em ação aqui: http://modperl.com:9000/Songs/

Depois dá para pensar na possibilidade de incluir também uma placa de vídeo com entrada e saída de vídeo e adicionar recursos de exibir DVDs, gravar programas de TV no HD e exibi-los posteriormente, tudo isso controlado pela interface Web, que poderia ser exibida na popria televisão. A Microsoft lançou a pouco tempo uma plataforma de entretenimento que faz justamente isso, mas com uma série de limitações quanto à reprodução de conteúdo e por US$ 2.500. Ou seja, se resolver apostar na idéia, o mercado é todo seu... :-)

http://www.viavpsd.com/product/epia_m_spec.jsp?motherboardId=81

O Linux Journal, recentenmente; publicou uma matéria voltadas para desenvolvedores, que ensina alguns truques para desenvolver appliances baseadas no Linux:

http://www.linuxjournal.com//article.php?sid=6154





:. Melhorando a imagem do seu PS 2, Game Cube ou Xbox (10/10/2002)

Os video-games estão cada vez mais virando coisa de gente grande. O poder de processamento de um X-Xbox ou PS 2 rivaliza com o de um PC com uma placa 3D mediana e a qualidade gráfica e jogabilidade dos games realmente impressiona.

Mas, boa parte do encanto se perde ao ligá-los na TV. A imagem perde a definição de cor, fica embaçada e deixa de empolgar. Não se compara à qualidade da imagem que temos num PC plugado num bom monitor de 17" a 1280x1024.

Não há como fazer com que uma TV comum se aproxime da qualidade de imagem de um monitor (pelo menos enquanto as HDTV's não viram um artigo popular), mas é possível melhorar bastante em relação ao que você está acostumado.

Este artigo do FiringSquad compara a qualidade da imagem obtida ao utilizar cabos RF (o conector redondo, antigo), cabos Composite (os três plugs coloridos) e cabos S-Video, cujos conectores são encontrados nas TVs mais modernas. É óbvio que os cabos S-Video são os que permitem uma melhor qualidade, mas a matéria prima por incluir capturas que mostram realmente o quanto a imagem fica melhor.

http://firingsquad.gamers.com/guides/ps2picture/

O resumo da ópera é que os cabos RF são o que existe de pior. A imagem sobre uma perda brutal de qualidade e o som é transformado num sinal mono, que não fica devendo muito ao das rádios AM. Os cabos Composite são um meio termo, oferecendo uma qualidade um pouco melhor, mas ainda muito longe do oferecido pelos cabos S-Video. Veja a diferença nestes 4 screenshots incluídos no artigo:

Composite:
http://firingsquad.gamers.com/guides/ps2picture/updated-std-composite-gt3.jpg
http://firingsquad.gamers.com/guides/ps2picture/std-composite-yuna.png

S-Video:
http://firingsquad.gamers.com/guides/ps2picture/updated-monsters-gt3.jpg
http://firingsquad.gamers.com/guides/ps2picture/monster-s-yuna.png

O artigo inclui também um comparativo entre cabos padrão e os cabos especiais vendidos pela Monster. A diferença já não é tão gritante, mas realmente é perceptível.

Mais um mito que cai por terra é o cabos de cobre x cabos com conectores de ouro. A verdade é que o cobre é um condutor superior ao ouro, perdendo apenas para a prata; sendo assim cabos com conectores de cobre oferecem uma qualidade um pouco melhor que os caros cabos com conectores banhados a ouro. O grande problema do cobre é que ele oxida com o tempo, fazendo com que a qualidade comece a diminuir progressivamente até que você finalmente resolva limpar ou trocar o cabo. Os cabos com conectores banhados a ouro por sua vez são imunes à corrosão, por isso mantém a mesma qualidade durante muito tempo.





:. WindowsRefound.net (09/10/2002)

Pela URL, até parece que este é mais um site anti-Microsoft, mas uma visita rápida mostra que a idéia é bem mais útil.

A questão é a seguinte: quase todos os PCs de grife e uma boa parte dos sem marca vem com uma cópia pré-instalada do Windows. Uma licença OEM do Windows XP custa pouco mais de 300 reais, valor repassado ao usuário. Apesar disso, nem todo mundo utiliza a cópia do Windows que vem no PC, muitos preferem utilizar alguma versão antiga do Windows, outros utilizam o Linux ou outro sistema operacional fazendo com que uma grande parte destas cópias do Windows acabem jogadas no fundo da estante.

Mas, no contrato de licença do Windows está escrito claramente que caso você não concorde com os termos da licença ou não pretenda utilizar o software, tem o direito de devolvê-lo ao integrador que lhe vendeu o PC e receber de volta o valor do software. No código de defesa do consumidor temos a famosa cláusula que proíbe a venda casada de produtos, que também se aplica aqui.

Ou seja, se você comprou um PC ou notebook com o Windows pré-instalado e não pretende utilizá-lo, você tem o direito legal de devolver o software e receber de volta os mais de 300 reais pagos a mais.

A questão é que este direito não é respeitado, não apenas no Brasil, mas em todo mundo. Os integradores não aceitam devoluções das cópias e a Microsoft ignora solenemente a cláusula do contrato. Até agora, apenas alguns poucos usuários que resolveram brigar na justiça conseguiram fazer a devolução, mas isso pode mudar com um pouco de união. O WindowsRefound.net é um ponto de encontro para trocar notícias e idéias sobre o assunto, vale à pena dar uma olhada de vez em quando para se manter informado:

http://windowsrefund.net/

Outra possibilidade é revender a sua cópia do Windows para outro usuário ou para algum empresa interessada em regularizar seus softwares. Não importa o que possam lhe dizer, se você não usou o software você tem o direito de vendê-lo, não importa se é uma versão OEM. Neste caso todo mundo fica feliz: você consegue parte dos seus 300 e tantos reais de volta e quem compra tem a oportunidade de pagar menos do que pagaria por uma caixa. Aliás, aqui está uma boa oportunidade de negócio: calcule quantas cópias sem uso do Windows existem por aí e você verá o quanto uma empresa que intermediasse a venda destas cópias poderia ganhar.

Outra atitude válida é exigir que o integrador lhe ofereça a opção de comprar o equipamento sem software pré-instalado ou então com uma cópia do Linux. O importante é não aceitar pagar compulsoriamente por algo que você não vá utilizar.





:. Comparativo de HDs: Performance, nível de ruído e aquecimento (09/10/2002)

Os HDs são o componente mais exótico que podemos encontrar num PC moderno, eles misturam o que existe de mais moderno e ao mesmo tempo de mais arcaico. Isso mesmo :-) Por um lado eles são extremamente avançados, com discos magnéticos que armazenam vários gigabits por polegada quadrada, capazes de girar a mais de 10.000 RPM com baixos níveis de vibração e ainda por cima braços de leitura rápidos o suficiente para iniciar leituras em menos de 8 milessegundos. Mas, por outro lado, o funcionamento de um HD moderno como o Maxtor D540X 4D ainda é terrivelmente semelhante ao dos primeiros HDs da década de 70. Temos ainda o problema do barulho e também do aquecimento, que além de prejudicar os demais componentes, pode abreviar a vida útil do próprio HD caso não seja remediado com um HD cooler ou exaustores dentro do gabinete.

Infelizmente ainda não inventaram o HD perfeito. Alguns são muito rápidos porém barulhentos e com um alto nível de defeitos, outros são silenciosos e baratos, porém lentos. Esta análise do Hardwareanysis ajuda na escolha, comparando o desempenho, nível de ruído e aquecimento de 17 modelos, divididos em duas categorias.

A primeira é a dos modelos de baixo custo, todos de 5400 RPM. Esta lista inclui os modelos:

Seagate ST340810A - 5400-rpm - 40GB
Maxtor D540X 4D - 5400-rpm - 40GB
Samsung SV4012H - 5400-rpm - 40GB
Western Digital WD400AB - 5400-rpm - 40GB
Seagate ST380020A - 5400-rpm - 80GB
Maxtor D540X 4D - 5400-rpm - 80GB
Samsung SV8004H - 5400-rpm - 80GB
Western Digital WD800AB - 5400-rpm - 80GB

A segunda categoria inclui os modelos de 7200 RPM, que são naturalmente mais rápidos mas também mais caros, mais barulhentos, além de esquentarem mais:

Seagate ST380021A - 7200-rpm - 80GB
Maxtor D740X - 7200-rpm - 80GB
Samsung SP8004H - 7200-rpm - 80GB
Western Digital WD800BB - 7200-rpm - 80GB
Western Digital WD800JB - 7200-rpm - 80GB
IBM 120GXP - 7200-rpm - 80GB
Western Digital WD1200BB - 7200-rpm - 120GB
Western Digital WD1200JB - 7200-rpm - 120GB
IBM 120GXP - 7200-rpm - 120GB

No teste de desempenho do HDtach os 4 modelos da WD, o WD800BB, WD800JB, WD1200BB e WD1200JB ficaram praticamente empatados, com de 40,456 MB/s (WD800BB) a 40,618 MB/s (WD1200JB). O IBM 120XP ficou um pouco atrás, com 38.178, seguido pelo Samsung SP8004H (36.720 MB/s) Seagate ST3800 (36.574 MB/s) e Maxtor D740X (35.027 MB/s).

Entre os modelos de 5400 RPM o WD800AB foi o que se saiu melhor, com 34.645 MB/s e o lanterna foi o Seagate ST340810A com 24.755. Estes números levam em conta a taxa de leitura de setores sequenciais, no início do disco, onde a leitura é mais rápida. Ou seja,esta é uma indicação da velocidade máxima dos HDs, em condições normais de uso, onde é preciso ler arquivos fragmentados, setores próximos do final do disco, etc. a taxa de leitura é bem mais baixa, de 40 a 60% destes valores. Um Quantum LCT de 40 GB atinge cerca de 15 MB/s no teste do HDtach, mas quem tem um sabe que a velocidade média de leitura em condições normais de uso fica próxima dos 6 MB/s.

O interessante é que as posições se mantiveram basicamente as mesmas no teste de ruído. O WD1200JB que foi o mais rápido no teste do HDtach é também o mais barulhento, com 47.1 dB(A), algo próximo do barulho de uma geladeira com o compressor ligado, enquanto o Seagate ST380020A que foi um dos mais lentos foi também o menos barulhento, com apenas 39.1 dB(A), ruído semelhante ao de um cooler dos mais silenciosos.

O Maxtor D740X que foi o lanterninha no teste de desempenho se revelou também o mais quebte, com uma temperatura 22 graus superior à do ambiente. Isto significa que se você mora em qualquer cidade do sudeste pra cima o ideal já seria investir num HD cooler ou num exaustor frontal, caso contrário, nos dias mais quentes o HD vai facilmente passar dos 50 graus. O mais frio no teste foi o Seagate ST340810A com 15.1 graus acima da temperatura ambiente.

http://www.hardwareanalysis.com/content/article/1540/







:. Mais uma entrevista com o Andrew Tridgell (04/10/2002)

Desta vez o Samba ganhou destaque no Financial Review, numa entrevista destinada ao público do mercado empresarial. A matéria é bem equilibrada, dando um overview do projeto, falando um pouco sobre o Andrew Tridgell, idealizador do projeto e chegando a algumas constatações interessantes, como por exemplo que a equipe do Samba passa mais tempo testando e explorando os recursos do protocolo SMB que a própria Microsoft :-)

http://afr.com/it/2002/10/01/FFXDF43AP6D.html

Uma outra entrevista, esta em português, pode ser lida neste link do OLinux

http://olinux.uol.com.br/artigos/449/1.html

Você pode ler um guia de configuração do Samba, incluindo mais detalhes sobre a história do projeto no capítulo 5 do meu e-book:

http://www.guiadohardware.net/livros/linux/05.html





:. Mais um review do Lindows 2.0 (04/10/2002)

Este artigo do Extremetech traz mais um review positivo sobre o Lindows 2.0, que já pode ser encontrado em alguns modelos de PCs de baixo custa da Microtel (o modelo ais barato custa apenas US$ 199, nos EUA) ou comprado por US$ 99.

Apesar do preço ser alto para uma distribuição Linux - afinal as caixas do SuSe, Mandrake, etc. não custam mais de 70 dólares, enquanto o Conectiva custa 100 reais - o Lindows serve bem como um sistema para iniciantes, trazendo soluções para as principais queixas de usabilidade de quem vem do Windows.

Em primeiro lugar, o instalador do Lindows pode ser aberto a partir do Windows, basta colocar o CD na bandeja. A instalação é muito rápida, feita em menos de 10 minutos e faz uma única pergunta: "Você deseja que o Lindows ocupe todo o HD, ou coexista com o Windows?"

Fora isto é só ir tomar um cafezinho e escolher uma senha de root no final da instalação. O sistema é instalado com apenas alguns aplicativos básicos, como o XMMS (MP3), Kreate CD (gravação de CDs), Netscape, um discador e mais algumas ferramentas básicas de descompactação de arquivos, edição de texto, etc. É justamente por instalar poucos aplicativos que a instalação é rápida.

A partir daí o usuário pode instalar mais aplicativos a partir do "Click-N-Run", um serviço que oferece um diretório de programas acessível via Web, onde basta clicar sobre o programa desejado para que ele seja baixado e instalado, com direito a ícones no desktop. Eu não vejo uma grande vantagem neste sistema, pois os programas que podem ser instalados são os mesmos que acompanham as distribuições, com a desvantagem de ser necessário baixa-los. Apesar disso, parece que muitos usuários se sentem mais no controle desta forma. O cliente tem sempre razão não é mesmo?

Além de facilitar a instalação, a filosofia do Lindows é facilitar a escolha dos programas, oferecendo apenas uma opção para cada coisa no diretório de programas instaláveis. Um único editor de imagens, uma única suíte de escritório, etc. como sempre, uma menor quantidade de escolhas implica em menos dificuldades para quem está começando.

http://www.extremetech.com/print_article/0,3998,a=31975,00.asp

Outros pontos delicados é que no Lindows o usuário usa o sistema como root, o que em tese torna o sistema tão vulnerável quanto qualquer versão do Windows, apesar de por outro lado facilitar o uso. O sistema também não roda um grande número de aplicativos Windows, como originalmente anunciado. O principal recurso é a possibilidade de instalar os programas com um único click.

Bem, eu não sou exatamente simpático às idéias propostas (diminuir a quantidade de escolhas e comprometer a segurança para aumentar a facilidade de uso) afinal já temos um sistema operacional bastante difundido que segue esta filosofia. Mas, de qualquer forma, novas opções são sempre bem vindas. O Lindows pode vir a se tornar uma opção popular para PCs de baixo custo destinados às massas.

Falando em massas, este artigo da PC World Americana apresenta um comparativo bastante lúcido e detalhado (13 páginas) entre o SuSe 8.0 e o Windows XP do ponto de vista de um usuário iniciante http://www.pcworld.com/features/article/0,aid,104693,pg,1,00.asp

O SuSe se saiu muito bem, apresentando uma grande facilidade de uso e uma grande oferta de softwares. Apesar disso, continua a velha constatação de que apesar de ser fácil de usar, ele não é igual ao Windows, sendo assim ainda existe a necessidade de um certo esforço de adaptação. Aliás, falando em esforço, você já leu o artigo sobre o x2vnc? Não é preciso escolher, você pode ter os dois sobre a sua mesa, com dois PCs, dois monitores, mas apenas um teclado e um mouse. Arraste o mouse para a esquerda e você está no Windows, arraste de volta para a direita e você está de volta ao Linux :-)







:. As 20 mais exploradas (e mais óbvias) vulnerabilidades do Windows e Linux (04/10/2002)

Este artigo foi publicado pelo SAMs/FBI dia primeiro, mesmo assim achei melhor dar a dica com um pouco de atraso do que deixar passar a oportunidade.

O documento numera as 10 falhas do Windows e as 10 do Linux mais exploradas por crackers e ensina como corrigir cada uma. Estas são todas falhas óbvias, que podem ser exploradas facilmente, sem que para isso seja necessário nenhum tipo de conhecimento técnico. Na lista estão algumas vulnerabilidades do IIS e do compartilhamento de arquivos e impressoras do Windows, corrigidas pelos últimos patches, vulnerabilidades também corrigidas no SQL, IE e assim por diante. No caso do Linux os destaques são o problema no SSH, cujo patch está disponível desde Julho, além de vulnerabilidades também já corrigidas no Apache, Sendmail, Bind e FTP.

Entretanto, a vulnerabilidade mais comum, que afeta ambos os sistemas ainda é o uso de senhas fracas e, mais grave, uso de contas sem senha. Combinadas com outras vulnerabilidades, que eventualmente permitam ter acesso à lista de usuários registrados na máquina, estas senhas fracas são uma porta aberta. Ao obter um login de usuário válido, o atacante passa a ter acesso a vários serviços na sua máquina. Em muitos casos pode passar a usar a sua conexão para hospedar arquivos, rodar programas P2P, etc. Pior ainda é que com uma conta de usuários em mãos, pode ser possível explorar outras eventuais vulnerabilidades (que seriam inoculas para alguém sem um login válido) para obter acesso à conta de administração e com ela o controle completo com o PC.

É um exemplo de como a preguiça na hora de escolher a senha pode custar caro mais tarde :-(

http://www.sans.org/top20/

Outra notícia relacionada à segurança é o aparecimento de mais um vírus de rápida replicação, o Bugbear, que apesar de não destruir arquivos, cria uma série de transtornos. Além de se replicar enviando cópias de si mesmo para os e-mails cadastrados no catálogo de endereços do Outlook ele envia seu código fonte para a fila de impressão, fazendo com que a impressora comece a imprimir páginas e mais páginas de código inútil, além de trocar a função de algumas teclas do teclado. O Infoguerra trouxe uma reportagem ensinando a eliminar o vírus (em Português):

http://www.infoguerra.com.br/infonews/viewnews.cgi?newsid1033608188,79092,/

Como nos casos anteriores, o vírus se replica através de arquivos atachados. Ele pode se auto-executar quando o e-mail é aberto, caso o usuário esteja utilizando uma versão desatualizada do Outlook ou contaminar a máquina caso o anexo seja aberto.

Me desculpe a sinceridade, mas depois de tantos vírus que utilizam este mesmo truque, quem ainda utiliza o Outlook e abre arquivos ataxados realmente está se contaminando por opção. O problema neste caso não é do vírus, mas do usuário. Este problema não pode ser resolvido simplesmente com o uso de um antivírus, que acaba sendo apenas um mero paliativo, o problema mesmo é a falta de informação.





:. Mandrake 9.0 do ponto de vista de um novo usuário (02/10/2002)

Este artigo do Robin Miller, do Newsforge analiza a instalação do Mandrake 9.0 do ponto de vista de um usuário leigo. Desta vez não houve muito do que reclamar, a instalação num notebook IBM T20 se deu sem problemas, inclusive com o som e a placa de rede wireless sendo instaladas automaticamente. O único contratento foi que a placa Wireless só funcionou depois de uma revisada nas configurações dentro do Mandrake Control Center.

http://newsforge.com/newsforge/02/10/01/130259.shtml?tid=45

A maior queixa ficou (novamente) por conta da falta de suporte nativo a Flash, Realvideo e Windows Media. Felizmente isso pode ser facilmente resolvido. No caso do Flash basta baixar o pacote (da primeira vez que o navegador exibir aquele mensagem avisando que o Flash não está instalado, pedindo para ir à página da Macromedia), descompactar e copiar todos os arquivos para dentro da pasta de plug-ins do Mozilla, que no Mandrake 9.0 é por default a /usr/lib/mozilla-1.1/plugins.

Para resolver o problema do RealVideo, WindowsMedia e QuickTime pode ser usado o Cross-over plug-in, que permite instalar os executáveis for Windows no Linux. Ele custa US$ 25, mas a versão demo pode ser usada por tempo ilimitado, apenas mostrando algumas mensagens bem humoradas pedindo para registrar o software: "Por favor, estamos com fome, trabalhamos melhor quando temos dinheiro para comprar pizza" :-). Você pode baixá-lo no link abaixo. Também incluí o demo junto com os executáveis dos plug-ins no CD-Extra do Mandrake GDH:

http://www.codeweavers.com/products/crossover/download_demo.php

Falando nisso, se você tiver a oportunidade de usar o MDK 9.0 não deixe de dar uma olhada no Gnome 2.0. Se você achava o Gnome "feio" ou "estranho", realmente vai se surpreender com a qualidade desta nova versão. Mesmo o tema default a qualidade visual é simplesmente soberba, com o antialising das fontes funcionando em todos os aplicativos, menus bem organizados, ícones mais bem feitos entre várias outras pequenas melhorias que tornaram o Gnome 2.0 uma das interfaces mais elaboradas disponível atualmente, concorrendo diretamente com o OS X. O Windows XP pode no máximo beliscar um terceiro lugar, mesmo assim enfrentando o KDE 3.1, outro concorrente fortíssimo. Este é um screenshot do tema default no Mandrake 9.0, ele é digamos apenas "razoável", você pode melhorá-lo a seu gosto alterando o tema, ícones e fuçando nas configurações dos aplicativos:


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:. Review do Red Hat 8.0 (01/10/2002)

O Red Hat 8.0 já está disponível para quem tiver um pouco de paciência para encontrar um mirror livre, já que como em todo lançamento de uma grande distribuição, todos estão sobrecarregados :-)

As primeiras análises da nova versão já começam a aparecer, como esta publicada pelo Osnews:

http://osnews.com/story.php?news_id=1842

Os principais pontos são:

A) Assim como no caso do Mandrake 9.0, o instalador continua com basicamente as mesmas opções. No caso do Red Hat as mudanças são apenas o melhor suporte a Hardware (como em toda nova versão) e melhorias na qualidade das fontes e alguns gráficos exibidos pelo instalador. Quem já instalou o Red Hat 7.2 ou 7.3 não terá a mínima dificuldade com este.

B) O Bluecurve, o "desktop" integrado proposto pela Red Hat se revelou muito menos problemático do que muitos pensavam. Basicamente ele é um tema que pode ser usado tanto no Gnome quanto no KDE. Você pode desabilitá-lo se quiser e usar o tema de sua preferência, mas ele oferece vários motivos para você não fazer isso. A principal vantagem é que usando o Bluecurve o visual e comportamento dos aplicativos do KDE e Gnome ficam muito semelhantes, na verdade ele é bem mais do que um simples tema, implicando em várias modificações nas duas APIs, que asseguram uma perfeita interoperabilidade entre as duas famílias. Os ícones e fontes usados apresentam uma qualidade muito boa e o antialising de fontes do Gnome 2.0 (que ao utilizar o Bluecurve passa a ser usado também no KDE) dá um efeito muito bonito. Se você já utilizou o MacOS X vai notar uma grande semelhança na qualidade das fontes. Outra observação é que a instalação de fontes true-type pode ser feita apenas copiando as fontes desejadas para a pasta .fonts, dentro do seu diretório de usuário.

C) O Red Hat 8.0 é um "business desktop" declarado. O principal alvo são empresas interessadas em migrar seus desktops para o Linux, não os usuários domésticos. O principal reflexo disso é que apesar de todo o cuidado com a Interface, o sistema não vem com praticamente nenhum suporte multimídia por default. Nada de flash ou java, nada de programas de visualização de vídeos (nem mesmo o Xine ou o Xmovie), nada de suporte a plug-ins como o Real Video e nem mesmo suporte nativo a arquivos em MP3. É preciso instalar tudo posteriormente, o que sem dívida pode desanimar muitos usuários iniciantes, que ao contrário de alguém usando o sistema no trabalho não possa contar com o departamento de suporte.

Alguns problemas menores observados pelo autor do artigo incluem a dificuldade em alterar a taxa de atualização do monitor e uma certa desorganização no iniciar (seria algum tipo de vírus que atinge todas as distribuições Linux? :-) mas no geral as impressões são bastante positivas. As ferramentas de configurações por exemplo estão organizadas de uma forma semelhante ao que temos no painel de controle do Windows e a variedade de opções impressiona.

É muito bom perceber que tanto o Mandrake 9.0 quanto o Red Hat 8.0 conseguiram atingir uma maturidade muito grande. Ambos oferecem uma qualidade visual excelente e uma facilidade de uso ainda maior que nas versões anteriores. No que diz respeito à distribuição de qualidade, estamos muito bem servidos :-)


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A página com a lista dos mirrors disponíveis está no:

http://www.redhat.com/download/mirror.html





:. Apple: Algumas coisas nunca mudam (01/10/2002)

Com o anúncio de que o OS X seria baseado no código do Free BSD e os esforços da Apple para atrair uma comunidade de usuários, parecia que o Mac tornaria-se uma plataforma mais aberta, combinando a facilidade de uso e estabilidade oferecida pelo OS X com uma grande liberdade para os usuários estudarem e modificarem o sistema.

Mas essa idéia foi mesmo apenas impressão. Este artigo do WiredNews chama a atenção de que o MacOS continua mais fechado do que nunca. A possibilidade de alterar componentes da interface do sistema, ou mesmo instalar novos temas e desativar recursos que diminuem o desempenho do sistema, um dos passatempos favoritos dos usuários do Linux e Windows diminui a cada nova versão do sistema. Seja através de ameaças judiciais ou de alterações na API do sistema, a Apple desprende grandes esforços para que os usuários não alterem a interface do sistema.

Ou seja, se você quer apenas um sistema bonito e fácil de usar e não se preocupa muito com o preço dos equipamentos e softwares, um Mac com o OS X pode ser o que você estava procurando. Mas, se você quer ter liberdade para fuçar no sistema é melhor ir bater em outra porta...

http://www.wired.com/news/mac/0,2125,55395,00.html

Este outro artigo, publicado pelo Arstechnica também chama a atenção para este ponto, fornecendo mais argumentos contra a atitude da Apple em tentar controlar o sistema a ponto de literalmente sabotar o trabalho dos desenvolvedores que criam aplicativos para adicionar recursos ao sistema:






 
:. Por dentro da história da 3dfx (01/10/2002)

Houve um tempo em que "3dfx" era sinônimo de "placa3D". A 3dfx lançou a Voodoo, a primeira placa 3D destinada ao mercado doméstico e manteve-se na ponta durante muita tempo com a Voodoo 2 e a Voodoo Banshee.

Mas, logo veio a concorrência da nVidia, que acabou levando a melhor. As placas com chipsets TnT2 e TnT2 Ultra rapidamente dominaram o mercado e quando a 3dfx finalmente reagiu com a Voodoo 3 já era tarde.

O último suspiro foram as placas Voodoo 4 e Voodoo 5, que apesar de oferecerem um bom conjunto de recursos, perdiam para as GeForce em custo benefício. No final, a 3dfx então com graves problemas financeiros acabou sendo comprada pela própria nVidia.

Apesar disso, a 3dfx ainda possui muitos admiradores. Este artigo do FiringSquad conta a história com detalhes conhecidos apenas pelos próprios funcionários, além de comentar sobre os projetos Tantron, Fear, Fusion, Sage2, Fearles e Mojo, placas que acabaram nunca sendo lançadas.

http://firingsquad.gamers.com/hardware/3dfxdemise/default.asp







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