:. PCs venenosos (23/11/2002)
Esta matéria do Salon.com é um resumo dos perigos que as sucatas de aparelhos eletrônicos, especialmente PCs e
notebooks representam para o meio ambiente e a dificuldade de reciclá-los.
Pouca gente tem noção da quantidade de materias tóxicos que contém um PC. Os monitores CRT e caixas acústicas em
geral possuem grandes quantidades de chumbo, usado na camada de blindagem. Um monitor de 15" possui mais de 5 KG de
chumbo em sua constituição. O chumbo é um metal pesado que contamina lençóis freáticos e a vegetação, acumulando-se no
organismo de animais e seres humanos causando vários tipos de doenças.
Outra grande fonte de metais pesados são as baterias, que são compostas majoritariamente de níquel, cádmio e outros
materias perigosos. Não é a à toa que os fabricantes de celulares estão começando a recolher baterias usadas, mas é
preciso fazer isso também com baterias de notebook e pilhas em geral.
Os processadores também são grandes vilões. Embora o processador em sí não contenha uma grande quantidade de materias
tóxicos devido ao tamanho reduzido, eles são utilizados em grande quantidade durante a fabricação. placas em geral
possuem uma quantidade razoável de chumbo e estanho, usados nas soldas, além de cobre e outros materiais. Embora a base
seja o silício, vários outros materias são usados para aumentar a resistência das placas.
Cobre, chumbo, estanho, aço, alumínio, plástico, são todos materiais facilmente recicláveis. O problema é que num PC
temos pequenas quantidades de cada um, misturadas com um monte de silício sem valor. Não é como uma latinha de
refrigerante que basta recolher e derreter para ter de volta o alumínio usado.
Reciclar um PC demanda uma grande quantidade de trabalho manual para desmontar e seprar os componentes. Algumas
partes, como a carcaça de chumbo dos monitores, partes de aço dos gabinetes e os contatos de ouro encontrados em algumas
placas antigas são relativamente simples de processar. Os plásticos já são mais complicados, pois existem vários tipos
diferentes e é preciso separá-los, caso contrário o material reciclado possui um valor muito baixo, algo que também
precisa ser feito manualmente.
Alguns componentes, como processadores e chips de memória também podem ser separados e vendidos. Alguns fabricantes
de brinquedos compram este tipo de material. Mas, o restante precisa ser triturado e derretido para que sejam extraídos
os metais usados nas placas. Esta é a parte mais complicada, pois este processo libera uma grande quantidade de
poluentes na atmosfera e por isso sofre uma série de restrições em vários países.
Reciclar um PC custa muito mais do que é possível recuperar com os materiais obtidos na reciclagem. Alguns países da
Europa cobram taxas das empresas que descartam seus PCs, outros países estudam cobrar taxas dos fabricantes e assim por
diante. O grande problema é que no final sempre alguém tem que pagar a conta e, como sabemos, na hora que se fala em
dinheiro os ânimos se exaltam.
Bem, podemos olhar pelo lado positivo: retardar um pouco os upgrades é uma forma de contribuir com o meio
ambiente. Dá até pra fazer um selinho: "PC velho e com orgulho" :-)
Mas, falando sério, a melhor forma de reciclar computadores é ainda arrumá-los, instalar um conjunto de softwares que
possa rodar com alguma qualidade na configuração do micro e doar para alguém que precise. Em geral um PC pode
funcionar por mais de 10 anos, o que queima com mais facilidade são o HD, CD-ROMs, disquetes e em alguns casos a fonte
de alimentação, que podem ser substituídos por peças canibalizadas de outros PCs. Micros ligados em rede não precisam de
drive de disquete ou CD-ROM e em alguns casos nem mesmo de HD, caso você utilize o LTSP por exemplo. Com um pouco de
criatividade estes PCs ainda podem ser aproveitados por um bom tempo ao invés de irem para um lixão qualquer.
Dá um pouco de trabalho é verdade, mas também é uma boa oportunidade para aprender um pouco mais sobre hardware e
sobre como otimizar seu sistema operacional favorito. Nenhum componente dura pra sempre, mas jogar fora PCs com dois ou
trs anos de uso também é um pouco de exagero.
http://dir.salon.com/tech/feature/2000/09/18/toxic_pc/index.html?pn=1
:. Adaptadores para processadores Pentium 4 478 em placas soquete 423 e Tualatin em placas soquete 370
(23/11/2002)
A mudança de soquetes nos processadores Pentium 4 e Pentium III / Celeron Tualatin deixou muita gente na mão. No caso
do Pentium 4 a mudança do soquete 423 para o 478 já era esperada desde o lançamento do processador, mas no caso do
Tualatin a mudança foi feita quase que de surpresa com o objetivo de incentivar os usuários a migrarem para a plataforma
Pentium 4 ao invés de atualizarem para os processadores com core Tualatin.
Ambas as mudanças foram desnecessárias. A Intel poderia ter usado o soquete 478 para o Pentium 4 desde o início e a
mudança no caso do Tualatin foi proposital. Mas o que já está feito está feito. O importante é que em ambos os casos as
mudanças foram simples e já existem adaptadores que permitem utilizar processadores Pentium 4 soquete 478 e Pentium III
ou Celeron Tualatin em placas antigas. Esta matéria do Tomshardware apresenta dois modelos da Upgradeware.
O adaptador para soquete 370 é o mais simples e inclui basicamente um regulador de tensão que transforma os 1.7v
utilizados pelos Pentium III Coppermine nos 1.45v usados pelo Tualatin. O adaptador para soquete 423 por sua vez traz
um conjunto de dip switchs que permitem indicar a tensão usada pelo processador.
Os adaptadores são um pouco caros, cerca de US$ 50 nos EUA e nas lojas do Paraguai mas os preços podem cair caso
apareçam adaptadores de outros fabricantes. Não existe muito segredo nestes adaptadores, eles simplesmente convertem a
pinagem e regulam a tensão.
http://www.tomshardware.com/cpu/02q3/020924/index.html
:. Uma semana difícil para a Microsoft (22/11/2002)
Esta parece estar sendo uma semana difícil para a Microsoft. Na segunda feira foi divulgado um bug de segurança no
Internet Explorer que permite que um código malicioso incluído numa página web apague arquivos ou mesmo formate o HD do
usuário. A brecha foi descoberta e divulgada pela Symantec, que foi inclusive alvo de alguns protestos por ter publicado
a notícia de uma vulnerabilidade tão perigosa antes que fosse lançado o patch e por ter incluído um exemplo de um
exploit capaz de explorar a falha:
http://www.newsfactor.com/perl/story/20035.html
Ontem foi disponibilizado um pacote de atualizações críticas parao IE, mas que ainda não inclui uma solução para o
problema (a href="http://www.osopinion.com/perl/story/20050.html">
http://www.osopinion.com/perl/story/20050.html. Ou seja, em breve completará uma semana que os
usuários do IE estão a um passo de terem seus dados apagados. Nestas condições, um grupo de defacers poderia fazer um
belo estrago invadindo os servidores de alguns sites movimentados e inserindo uma versão modificada do exploit divulgado
pela Symantec.
Na terça foi divulgada a notícia de que um erro de configuração fez com que uma lista com alguns milhões de nomes e
endereços de e-mails de clientes, junto com vários documentos confidenciais ficasse disponível num servidor de FTP
público, que disponibiliza atualizações de segurança. O arquivo tinha um nome bastante óbvio (dmail_11_04_02.zip) e uma
senha mais óbvia ainda (dbms).
http://www.wired.com/news/infostructure/0,1377,56481,00.html
Perto da brecha do IE, esta notícia não pareceu assim tão importante, afinal, alguns milhões de clientes recebendo
span não é tão grave quanto algumas centenas de milhões de usuários correndo o risco de terem seus HDs formatados. O
problema era que entre os documentos confidenciais estava um relatório bastante interessante que discute o uso de
servidores FreeBSD no Hotmail.
Esta é uma notícia pública a bastante tempo. Quando o hotmail foi comprado pela Microsoft em 97 todos os servidores
do serviço rodavam o FreeBSD que continuam ativos até hoje. O documento descreve de forma bastante honesta os problemas
enfrentados durante a migração para o Windows e as vantagens do uso do FreeBSD, já que ele teóricamente seria visto
apenas dentro da empresa.
http://securityoffice.softimage.net/hotmail.html
Os principais pontos levantados, apontados por este
artigo do TheRegister são::
a) Apesar do número asustador de usuários, o Hotmail opera dentro de um orçamento bastante apertado e com uma equipe
reduzida (como qualquer outra empresa hoje em dia)
b) A primeira vantagem do FreeSBD é uma maior facilidade de adiministração, pois é mais fácil desativar serviços
desnecessários, melhorando o desempenho e a segurança do sistema. ("A fact about UNIX is that it is easy for an
administrator to ensure that there are no irrelevant services running. As well as giving the potential for maximizing
performance, it is useful to be sure that there are no random TCP/IP or UDP ports open that could be used as a basis for
an attack,") e ("It is particularly easy to cut down the load on the system so that only the minimum number of services
is running. This reduced complexity [and] aids stability and transparency.")
c) Tanto o kernel do FreeBSD quanto o Apache são extremamente estáveis, o que elimina a necessidade de reiniciar os
servidores periódicamente. ("Both the UNIX kernel, and the design techniques it encourages, are renowned for stability.
A system of several thousand servers must run reliably and without intervention to restart failed systems,") e ("Apache
is also designed for stability and correctness, rather than breadth of features or high performance demands.")
d) Como os servidores do hotmail devem demandar um mínimo de intervenção manual possível (devido ao grande número de
servidores e o pequeno número de analistas) é vital que as tarefas de adiministração sejam automatizadas. Neste ponto o
fato da maior parte das configurações dos servidores Windows estar disponível apenas através da interface gráfica também
é um obtáculo, pois dificulta ou mesmo impossibilita a criação de scripts de manutenção. Outro ponto levantado é a maior
facilidade em criar sistemas que analizem automaticamente os logs do servidor no FreeBSD ("GUI operations are
essentially impossible to script. With large numbers of servers, it is impractical to use the GUI to carry out
installation tasks or regular maintenance tasks.") e ("Most configuration setups, log files, and so on, are plain text
files with reasonably short line lengths. Although this may be marginally detrimental to performance (usually in
circumstances where it doesn't matter) it is a powerful approach because a small, familiar set of tools, adapted to
working with short text lines, can be used by the administrators for most of their daily tasks. In particular, favorite
tools can be used to analyze all the system's log files and error reports,")
e) O FreeBSD é mais flexível na hora de gerar uma imagem padrão que possa ser rapidamente instalada via rede em
vários servidores. Enquanto uma imagem do Windows 2000 Server dificilmente fica abaixo da marca dos 900 MB, uma imagem
dos servidores FreeBSD chega a ter apenas algumas dezenas de megabytes. Com imagens menores, fica mais fácil e rápido
instalar novos servidores e o tempo de reinstalação depois de uma manutenção qualquer num dos servidores também é menor.
"The team was unable to reduce the size of the image below 900MB; Windows contains many complex relationships between
pieces, and the team was not able to determine with safety how much could be left out of the image. Although disk space
on each server was not an issue, the time taken to image thousands of servers across the internal network was
significant. By comparison, the equivalent FreeBSD image size is a few tens of MB.")
f) Mais um ponto a favor do FreeBSD é o fato do sistema não precisar ser reinicializado depois da instalação de novos
módulos, patches e assim por diante. Basta reiniciar o processo ou o módulo e a alteração entra imediatamente em vigor.
("we're reminded that Windows often needs a re-boot when a UNIX admin can simply edit a configuration file, stop the
process in question, and immediately run it again with the new configuration.")
g) Existem vários outros pontos a favor do FreeBSD que foram apontados, o que leva a mais um comentário peculiar.
Embora o Hotmail não pague pelas licensas dos softwares Microsoft que utiliza, já que é uma divisão da empresa, o
autor adimite que um cliente gastaria pelo menos 6 milhões em software para construir uma estrutura semelhante, fora os
maiores custos de adiministração apontados ao longo do artigo. Isso descredibiliza completamente os estudos publicados
pela Microsoft que apontam um TCO mais baixo para o Windows.
O artigo se limita a comentar o uso do FreeBSD, sem tecer comentários sobre o Linux, mas uma distribuição
desenvolvida com alvo na estabilidade como o Debian também oferece recursos, desempenho e estabilidade muitos
semelhantes às oferececidas pelo FreeBSD. Com tantos artigos apontando as dificuldades na migração do Unix para o
Windows é interessante ver um comentário honesto que mostra as dificuldades em fazer o caminho inverso.
Outro ponto a ressaltar é que as idéias do artigo são bem diferentes das oficialmente publicadas pela
Microsoft a respeito da migração do Hotmail:
http://www.microsoft.com/technet/treeview/default.asp?url=/technet/prodtechnol/windows2000serv/case/hotmail/Default.asp
No site da Security Office estão disponíveis mais alguns dos documentos confidenciais encontrados, incluindo uma
grande quantidade de e-mails internos da empresa:
http://securityoffice.softimage.net/index.html
:. Uma análise técnica do ReiserFS 4 (20/11/2002)
Este longo artigo, escrito pelo próprio Hans Reiser explica de forma bastante técnica os novos recursos que estão
sendo incluídos no ReiserFS 4, com destaque para as soluções para melhorar o desempenho e os novos recursos de
segurança. É uma excelente leitura não apenas para quem utiliza o ReiserFS 3 e quer desee já conhecer os recursos da
nova versão, mas também para quem tem interesse na estrutura dos sistemas de arquivos em geral.
O mais impressionante é o brutal ganho de desempenho apresentado pela versão de desenvolvimento. O ReiserFS 4 chega a
ser duas vezes mais rápido que o atual! Considerando que o ReiserFS 3 ja é conhecido pelo seu excelente desempenho,
principalmente ao trabalhar com pequenos artigos, o novo Reiser serpa um sério candidato ao posto de sistema de arquivos
mais rápido, superando por um grande margem não apenas o EXT3, mas também o NTFS 5 do Windows XP.
O ReiserFS é um sistema de arquivos com suporte a journaling disponível nas últimas versões de todas as principais
distribuições Linux e adotado como o sistema de arquivos default no SuSe 8.1. No Mandrake 8.1 em diante e também no Red
Hat 8.0 você pode optar pelo ReiserFS na hora de particionar o HD.
http://www.namesys.com/v4/fast_reiser4.html
:. Linux em notebooks antigos (20/11/2002)
Este artigo do LinuxPlanet dá algumas dicas para quem tem um notebook meio antigo e está pensando em instalar o Linux
nele. As dicas são baseadas num Pentium II com 64 MB e envolvem instalar mais um pente de memória e substituir o HD para
melhorar o desempenho além de dicas de quais programas utilizar e dicas gerais para quem utiliza o note a trabalho e
precisa ligá-lo a diversas redes diferentes.
http://www.linuxplanet.com/linuxplanet/reports/4547/1/
Instalar o Linux num notebook Pentium II com 128 MB e um HD de 10 GB realmente é bastante simples, basicamente o
mesmo que instalar num desktop. Você pode tando dar boot diretamente pelo CD-ROM quanto instalar via rede ou a partir
de uma partição no HD, caso o seu notebook não tenha CD.
Todas as distribuições atuais mantém o modulo PCMCIA ativado por default o que significa que sua placa de rede e
modem PCMCIA serão detectados automaticamente durante a instalação. Os modems PCMCIA são todos hardmodems então são
muito simples de instalar. No caso dos modems e som onboard usados em muitos laptops valem as mesmas regras dos
desktops: o modem precisa ser instalado manualmente depois, enquanto a placa de som é quase sempre automaticamente
detectada.
A maioria dos notebooks de dois anos atrás utiliza chipsets de vídeo Intel i752, SiS ou Trident Blade que funcionam
sem problemas. Apenas alguns notebooks Pentium ou 486 eventualmente podem utilizar algum chipset de vídeo incomum que
não seja suportado ou funcione com limitações. É o caso por exemplo do meu IBM Thinkpad 560, onde o vídeo funciona com
apenas 256 cores.
Com um Pentium II e 128 MB você pode rodar o KDe 3, Gnome 2, OpenOffice ou o que mais precisar sem maiores problemas.
Se você tiver um notebook muito antigo, um Pentium com 16 MB ou mesmo um 486, você pode fazer uma instalação
simplificada, seguindo as dicas deste meu tutorial:
http://www.guiadohardware.net/tutoriais/69/.
Outra opção é tranformar o notebook num terminal leve, como fiz com o meu Thinkpad (pentium 133, 16 MB) que está até
hoje rodando o Pulga Linux e pegando a tela de login dos outros micros da rede:
http://www.guiadohardware.info/livros/linux/07.html
:. Um teste rápido para verificar se um PC é compatível com o Linux antes de comprá-lo (18/11/2002)
Em primeiro lugar minhas desculpas pela falta de atualizações no site nos últimos dias. Estou escrevendo um tutorial
sobre os gerenciadores de janelas e desktops disponíveis no Linux, explicando as ferramentas de configuração do KDE,
Gnome, Window Maker, Fluxbox, etc. já que esta é sempre um ponto de muita confusão para quem está chegando no Linux e
mesmo para quem já é velho na casa. Apesar de, à primeira vista, parecer um "guia para Dummies", a idéia não é bem essa,
existem sempre muitos segredos. Bem, daqui a alguns dias estará disponível no site então você poderá tirar suas
próprias conclusões :-)
Hoje lí mais um artigo escrito pelo Cesar Boschetti, o mesmo autor do artigo "Hora de mudanças" que publiquei mês
passado aqui na página de notícias. Neste novo artigo ele fala sobre mais alguns problemas que teve com o Linux,
principalmente para rodá-lo em alguns PCs antigos com placas PC-Chips:
http://www.infoguerra.com.br/infonews/viewnews.cgi?newsid1037607092,80993,
Bem, creio que uns 70% dos PCs vendidos no Brasil usam hardware de baixa qualidade. Não importa muito a marca nem o
preço. Mesmo o Gradiente Oz, aquele com um led azul no gabinete e que custa mais de 3000 reais usa uma placa mãe
PC-Chips. A questão é: todos estes PCs vêm com o Windows pré-instalado e os integradores são capazes de uma forma ou de
outra colocar tudo para funcionar.
Porém, muita gente tem problemas para instalar o Linux em PCs baseados em algumas placas mãe com alguns modelos de
chipsets da SiS ou, um pouco mais raramente da Via, não conseguem configurar a placa de vídeo ou o som e assim por
diante.
Ao invés de ficar esperneando e depois colocando a culpa nos desenvolvedores do Kernel e nas distribuições que não
têm culpa das barbeiragens dos fabricantes, uma atitude muito mais inteligente é certificar-se de que o equipamento é
compatível com o Linux antes de comprá-lo.
Mas como fazer isso se nenhum vendedor em sã consciência deixaria você sair instalando o Mandrake ou o Red Hat nos
PCs da loja? Simples: leve um CD do Knoppix no bolso e dê um boot com ele.
O Knoppix contém apenas os drivers padrão incluídos no Kernel, os mesmos que são incluídos em todas as distribuições
recentes. Se o Knoppix é capaz de concluir o boot, reconhecendo a placa de vídeo, som e a placa de rede sem problemas,
significa que você poderá instalar o Mandrake 9, Red Hat 8, Slackware 8.1, Debian 3, SuSe 8 ou qualquer outra
distribuição moderna na mesma máquina sem problemas com todo o hardware sendo detectado automaticamente durante a
instalação.
Se a placa de som não funcionar ou houver qualquer outro problema, ainda é possível que exista algum driver binário
ou alguma configuração que possa resolver o problema, mas é sempre melhor não arriscar. Teste outro PC até encontrar um
que funcione perfeitamente.
O Knoppix só não detecta softmodems, como expliquei no tutorial. O ideal para quem usa ou pretende usar o Linux é ter
um hardmodem ou um modem externo, mas se isto não estiver dentro das suas possibilidades financeiras, prefira um modem
com chipset Lucent que são os mais fáceis de instalar.
Naturalmente, isso vale também quando você compra uma placa mãe ou outro componente avulso qualquer. Se você está
levando pra casa uma placa de vídeo, espete-a num PC onde o Knoppix funciona sem problemas e veja se ele é capaz de
configurar o vídeo. Se é uma placa de som, tente ouvir um dos Oggs incluídos no Knoppix para ver se o som está
funcionando sem chiados ou qualquer outro problema e assim por diante.
O Knoppix é tão eficiente nessa função que várias empresas já estão utilizando-o para justamente verificar se todos
os novos PCs que estão sendo comprados são compatíveis com o Linux, afinal, mesmo que os PCs venham com o Windows 2000
pré instalado, nunca se sabe o que o futuro pode reservar e é melhor perder dois minutos testando agora do que ficar
chorando depois como o Cesar :-)
Aqui vai uma última chance para ler o meu tutorial do Knoppix:
http://www.guiadohardware.net/tutoriais/71
Se você não tem conexão rápida nem gravador de CDs, compre uma cópia do Knoppix conosco no:
http://www.guiadohardware.net/CD/linux/gnu.php
:. Knoppix como terminal (16/11/2002)
Parece que depois do meu tutorial o Knoppix começou a ganhar vários adeptos :-) Aqui vai
mais uma idéia, usar o Knoppix como terminal para rodar aplicativos instalados em outras máquinas Linux ou
Windows.
O Knoppix contém todos os aplicativos necessários para isso, como o SSH, VNC, Telnet e também a possibilidade de
obter a tela de login a partir de um servidor XDM. Você pode usa-lo tanto numa rede de terminais leves, usando micros
com CD-ROM mas sem HD (já que um CD-ROM custa bem mais barato que um HD) ou para acessar sua máquina de trabalho via Web
quando estiver em outro micro ou Cybercafé.
A idéia neste caso é a segurança, já que sempre é muito perigoso ficar digitando senhas em micros de estranhos,
afinal ele pode ter um keytrap que memoriza as teclas digitadas no teclado ou um trojan qualquer. Dando boot no Knoppix
você terá um ambiente mais antiséptico para acessar o site do home bancking ou mesmo o seu micro de casa via SSH ou VNC.
Você pode ler mais sobre o uso do VNC no link abaixo. Ele pode ser utilizado para utilizar remotamente tanto
máquinas Linux quanto máquinas Windows. Você pode acessar, inclusive, sua máquina de casa caso tenha uma conexão via
cabo ou ADSL permamente:
:. Usando o VNC
http://guiadohardware.net/tutoriais/66/
O SSH permite rodar aplicativos remotamente a partir de máquinas Linux através de uma conexão segura. Basta abrir um
terminal e digitar "ssh -l seu_login ip_do_servidor", fornecer sua senha. Depois de estabelecida a conexão basta chamar
os aplicativos desejados e eles serão abertos no Knoppix. A atualização de tela é mais rápida que no VNC e todos os
dados são enviados de forma encriptada pela rede.
Você pode também configurar o servidor para fornecer a tela de login, assim basta pressionar "CTRL+ALT+F2" para mudar
para o terminal de modo texto do Knoppix e dar o comando "X :2 -query IP_do_servidor" para obter a tela de login e
apartir daí poder rodar todos os programas como se estivesse na frente do outro micro. Todos os detalhes estão no link
abaixo:
:. Rodando aplicativos remotamente
http://www.guiadohardware.info/livros/linux/07.html
Falando nisso, esta semana entrou no ar a versão reestruturada do site oficial do Knoppix. Agora está disponível mais
documentação, screenshots, e também um fórum (Inglês e Alemão) para entrar em contato com os desenvolvedores. O novo
link é:
http://www.knoppix.net/
O Knoppix é uma distribuição Linux que roda diretamente a partir do CD-ROM e lhe dá a chance de ter um sistema Linux
pré-configurado em menos de 2 minutos. Basta dar boot através do CD-ROM e ele detecta todo o hardware da máquina e
inicializa o KDE, sem fazer perguntas. Você pode usa-lo sem medo em qualquer máquina, pois ele não altera os dados do
HD:
Leia o meu tutorial aqui: http://www.guiadohardware.net/tutoriais/71
:. O novo Amiga (11/11/2002)
Durante a década de 80 e o início da década de 90, os computadores Amiga eram uma potência nas áreas de edição de
imagens e vídeos e também em jogos, superando os PCs da época em capacidade gráfica, mesmo com especificações de
hardware geralmente modestas. O segredo não era o hardware em sí, mas o grande nível de otimização do sistema
operacional e programas, que conseguiam extrair cada gota de desempenho disponível.
Até hoje muito gente ainda utiliza Amigas, sobretudo na área de edição de vídeo. Naturalmente o desempenho de um
Amiga de 10 ou 15 anos atrás não se compara ao de um PC ou Mac atual, mas o desempenho é suficiente para gerar vinhetas
para a televisão, editar vídeos em VHS e assim por diante.
Agora, depois de 7 anos sem lançamentos importantes, foi lançada a plataforma Amiga-ONE que mantém compatibilidade
com os aplicativos antigos, mas utiliza um hardware mais atual (bem, nem tão atual assim) que utilizam processadores G3
e G4 de 600 a 800 MHz. Os componentes estão à venda no:
http://www.eyetech.co.uk/addbar.php?Address=/NEWS/AMIGA001.HTM
Assim como o Mac, o Amiga é uma plataforma fechada. Por enquanto apenas a eyetech obteu a licença para comercializar
a plataforma e por isso os preços são salgados. A placa AmigaOneG3-SE com um processador G3 de 600 MHz (a configuração
mais simples) custa 580 euros (mais de 2000 reais) e nem estamos falando de um computador completo, mas apenas da placa
mãe e processador.
Junto com o Amiga-ONE foi anunciado tambem o AmigaOS 4, que é basicamente uma grande atualização dos sistemas
anteriores, que inclui alguns recursos essenciais hoje em dia, como a possibilidade de abrir e criar arquivos em PDF, um
utilitário de back-up em CD, suporte a USB e OpenGL e assim por diante. Não é nada que os usuários do Windows e Linux já
não disponham a muito tempo, mas de qualquer forma são novidades que vão agradar a quem gosta da plataforma.
A lista de novos recursos está disponível em:
http://os.amiga.com/os4/OS4Features.php
A interface mantém a simplicidade das versões anteriores. A aparência é a de um TWM um pouco melhorado, nada de
especial. O grande atrativo é a possibilidade dos profissionais continuarem trabalhando nos aplicativos a que já estão
acostumados, mas com um desempenho superior:
Os novos Amigas também podem rodar o Linux em dual-boot. O objetivo é que os usuários possam usar o AmigaOS para
rodar seus aplicativos profissionais e o Linux para navegar na Web, rodar aplicativos de escritório e outras áreas onde
os aplicativos para o Amiga não são muito desenvolvidos.
:. Servidores Linux em máquinas realmente antigas (11/11/2002)
Este post do Slashdot é uma interessante troca de experiências sobre como desenvolver versões compactas do
Linux capazes de transformar micros realmente antigos em servidores Linux. A idéia básica é que dispensando a interface
gráfica e usando uma versão enxuta do Kernel, com apenas o essencial ativo é possível rodar um Web, FTP ou um
roteador até mesmo em um 386 de baixo clock com 4 MB de RAM e 20 MB de HD. Na verdade é possível fazer o mesmo até mesmo
com 4 MB de RAM e sem HD, instalando o sistema num disquete e usando memória swap via rede.
Bem, pode não ter tanta utilidade assim, afinal um Pentium usado, sem monitor; não custa quase nada hoje em dia, mas
é uma leitura interessante para qualquer administrador de sistemas. Muitas empresas gastam fortunas em servidores
superdimensionados para as suas necessidades enquanto poderiam resolver o problema a um custo quase zero reciclando uma
máquina antiga. Em tempos de crise dá azar ficar bricando com o dinheiro.
http://developers.slashdot.org/developers/02/11/10/2214253.shtml?tid=106
O artigo da IBM que inspirou a discussão: http://www-106.ibm.com/developerworks/linux/library/l-lwl1/
Se o tema lhe interessa, leia também estes meus dois tutoriais:
Como desenvolver sua mini-distribuição Linux
http://www.guiadohardware.info/livros/linux/08.html
Linux em máquinas antigas: Slackware 8.1 num Pentium 133
http://www.guiadohardware.net/tutoriais/69
:. Mirror guiadohardware.info de volta à ativa! (11/11/2002)
O GuiadoHardware tem duas casas. O endereço principal, o
http://www.guiadohardware.net e um mirror, o
http://www.guiadohardware.info. Ambos estão hospedados em servidores separados, com inclusive links separados, o que
garante que um problema qualquer relacionado a um dos dois não afetará o outro. A idéia é que além de poder escolher
qual dos dois é a opção mais rápida para você, você sempre possa acessar o site, mesmo que o servidor principal esteja
fora do ar.
Até a semana passada o guiadohardware.info estava sempre um pouco atrasado em relação ao guiadohardware.net. O
problema era que a atualização do mirror era feita manualmente, o que sempre dava um certo trabalho. Felizmente tudo
isso acabou. Agora o mirror é atualizado automaticamente, seguindo as atualizações do guiadohardware.net.
Este sistema de atualização automatica representa também o primeiro passo para a migração do site de ASP para PHP, o
que permitirá a inclusão de novos recursos e uma grande melhora na estabilidade e segurança do site. Atualmente, apenas
o servidor do guiadohardware.net ainda roda o IIS, da Microsoft. Os servidores do guiadohardware.info e também do
fórum rodam Apache.
Um detalhe interessante que você notará é que as páginas que estão no guiadohardware.info continuam com a extensão
.ASP. Sim, estamos rodando páginas .ASP sobre o servidor Apache :-). Isso é feito pelo sistema de cache desenvolvido
pelo nosso atual "CTO", o Nawtage. O programa atualiza automaticamente as páginas do mirror, convertendo as
páginas .ASP do guiadohardware.net em páginas que rodam sobre o PHP instalado no Apache. Ao ser aprimorado este sistema
permitirá que migremos todo o conteúdo antigo do site para PHP, convertendo o último servidor IIS para Apache.
A partir daí poderemos começar a incluir novos recursos no site, como um sistema para comentar matérias, gerar
versões de impressão das matérias em PDF e assim por diante. Se você ainda acha que o PHP é útil apenas para o
desenvolvimento de pequenos sites pessoais, veja esta apresentação do Yahoo, que explica os motivos que os estão levando
a substituir o sistema proprietário que utilizavam até então por uma solução em PHP. O Yahoo possui 4.500 servidores e
1,5 bilhões de pageviews por dia.
http://public.yahoo.com/~radwin/talks/yahoo-phpcon2002.htm
:. É fácil instalar um fórum no seu site (11/11/2002)
Existem várias opções de fóruns, para várias plataformas. Temos desde pacotes caros como o IdealBB que roda sobre o IIS até vários excelentes opções
gratuítas.
Estes dois artigos do linuxworld.com (dica do linux.trix.net) apresentam duas excelentes opções que rodam em
servidores Linux, o FUDforum e o PhPBB:
http://www.linuxworld.com/site-stories/2002/1023.petreley.html
http://www.linuxworld.com/site-stories/2002/1028.petreley.html
Se você nunca tentou instalar um fórum antes, pode até parecer que é algo muito complicado, mas não é. Tanto o
FUDforum quanto o phpBB se instalam praticamente sozinhos. Basta dar upload dos arquivos de instalação para uma pasta do
seu site via FTP e executar, via web, o programa de instalação.
O FUDforum é o principal recomendado no artigo, você pode baixá-lo aqui:
http://fud.prohost.org/
No site você encontrará tanto um arquivo.tar.gz, quanto um .zip destinado a usuários Windows. Basta descompactar o
arquivo e dar upload para o servidor do site via FTP ou mesmo usando uma daquelas ferramentas via Web que alguns
serviços oferecem. Terminado, basta abrir o seu navegador e acessar o arquivo install.php. Ao seu chamado, o
arquivo é executado no servidor e se encarrega de instalar o fórum e depois permitir que você configure a senha de
administrador e outras opções. Depois é ir fuçando e ler a documentação disponível para se familiarizar com todos os
recursos do fórum. Você pode ver um demo do FUDforum aqui:
http://fud.prohost.org/forum/index.php?t=thread&frm_id=5
A segunda opção é o PhPBB, que por coincidência é o script que utilizamos no fórum
do Guia do Hardware :-). A instalação é muito semelhante à do FUDforum, basta acessar a página oficial, baixar o
pacote, descompactá-lo, dar upload de tudo e executar, via browser o arquivo install.php. Não é preciso prática nem
habilidade, já que o arquivo faz tudo praticamente sozinho.
http://www.phpbb.com/
A PhPBB é bastante insteressante pois além de ser gratuíto e oferecer excelentes recursos de administração, é
extremamente rápido e oferece suporte à compactação das páginas via gzip (pode ser ativado no painel de administração)
que reduz muito o tráfego de dados. Com o gzip ativo, um fórum com 1 milhão de pageviews por mês gera um tráfego de
aproximadamente 10 GB, enquanto um fórum que não possui o recurso, como por exemplo o snitz, consome por volta de 5
vezes mais.
Outro recurso importante é a busca, que é feita de forma indexada e por isso é surpreendentemente rápida mesmo num
fórum com 30 ou 50 mil mensagens.
Além da instalação ser simples, você pode rodar tanto o PhPBB quanto o FUDForum em praticamente qualquer plano de
hospedagem com servidor Linux. Os únicos pré-requisitos são que (naturalmente) o plano ofereça suporte a PhP e a MySQL.
Ambos são padrão nos planos comerciais, mesmo os mais baratos e são oferecidos inclusive por alguns planos gratuítos,
como por exemplo o Lycos (
http://www.multimania.lycos.fr/myaccount/freehosting/ que hospeda a sala Bar & Longe do fórum.
:. Sua impressora gasta muita tinta? Você não está sozinho (09/11/2002)
Este texto postado pelo Márcio Campos no fórum representa
bem a insatisfação de muitos consumidores com muitos dos modelos mais baratos de impressoras jato de tinta. A qualidade
de impressão é boa, principalmente considerando o baixo custo da impressora, mas em compensação muitos modelos não
chegam a imprimir 100 páginas com um cartucho que custa quase 100 reais. Em muitos modelos da Epson o problema é
agravado pelas limpezas das cabeças de impressão, que consomem uma grande quantidade de tinta e precisam ser feitas com
uma certa frequência.
Se você é um dos insatisfeitos, a minha sugestão é: continue comprando impressoras, mas boicote os cartuchos de
impressão de marcas que não cobram um preço justo por ele. Existem fabricantes de cartuchos alternativos, como a Helius
Carbex, Basf, Memphis e a Extralife que vendem cartuchos novos por de um terço a um sexto do preço extorsivo cobrado
pela Epson.
Veja um trecho da lista de preços da loja virtual da Kalunga por exemplo:
Naturalmente a Epson não gosta de perder vendas e por isso modifica constantemente sua linha de impressoras, para que
os modelos de cartuchos encontrados no mercado não sirvam mais por isso, antes de comprar, uma impressora, pesquise a
oferta de cartuchos alternativos disponíveis e faça sua compra baseado no custo e facilidade de encontrar os cartuchos.
Quase todos os modelos atuais oferecem uma qualidade de impressão satisfatória, por isso o mais importante na minha
opinião é o baixo custo de impressão.
Algumas impressoras, como por exemplo a Epson Stylus 880 (nós temos uma) possuem cartuchos alternativos extremamente
baratos. Os modelos da Helius custam em média 18 reais (preto) e 23 reais (colorido) e cada cartucho preto imprime em
média 400 páginas ou seja, um custo de impressão de 6 centavos por página, mais baixo que o de uma impressora laser.
Enfim, pesquise antes para não ser feito de palhaço. Veja a mensagem do Márcio Campus:
Olá pessoal! Muitos dos freqüentadores desse fórum são pessoas de grande conhecimento
técnico, estudantes, engenheiros ou usuários avançados; pessoas que antes de tudo, por serem ponderadas, são também
formadores de opinião na área. É para vocês que dou minha conclusão sobre as impressoras Epson:
Adquiri há um mês uma C60,eu que tenho uma Stylus 800+ bem velhinha ainda funcionando,uma guerreira! Sobre a
impressão fotográfica da C60 pouco preciso dizer, um show de resolução, isso mesmo não sendo a C60 uma impressora da
familia PHOTO da Epson, surpreendente pela faixa de preço dela!
Mas os elogios acabam aqui. Descobri que comprei uma máquina draga, bebedora contumaz de tinta preta. A máquina, que
entope com freqüência as cabeças (preta ou coloridas) apresentando falhas na impressão, exige constantes limpezas
através do aplicativo da Epson que realiza o "ciclo de limpeza" das cabeças. Isso consome 1/8 (12,5%) do volume de tinta
do cartucho preto a cada duas limpezas. Como se não fosse suficiente, ela ainda realiza essa limpeza
aleatoriamente (preventivamente segundo a Epson) sem comando do usuário. Além de tudo, às vezes nem cinco ou seis ciclos
limpam as cabeças, um desespero! Resultado, em doze (12) dias meu cartucho preto acabou! Eu imprimi umas 40 páginas de
texto em preto, em resolução normal! O cartucho colorido(tem menos volume de tinta que o preto) que também é submetido à
limpeza nesses ciclos, não tem a tinta "sugada" nessa velocidade. Esse desperdício do cartucho preto é claramente um
artifício técnico da Epson para aumentar o consumo, coisa que não acontece com minha Stylus 800. Nem o argumento antigo
sobre os cartuchos baratos a Epson tem mais a seu favor,os da C60 estão R$120,00 e têm o tal CHIP para dificultar
recarga. Conferi os da C42SX/UX; têm menor volume ainda e são por isso "enganosamente" mais baratos. A Epson está em
guerra contra o seu consumidor, vai acabar "matando a galinha dos ovos de ouro". Imagino quantas reclamações chegam a
Epson (Brasil e mundo) diariamente; a minha já está lá, sob forma de uma carta detalhada de indignação, que aliás foi
até o momento solenemente ignorada, como eu esperava. O mais descabido é ver no site da empresa frases de efeito como:
A SATISFAÇÃO DO CLIENTE É MUITO IMPORTANTE PARA NÓS. Se nós não estamos satisfeitos, do que é que eles estão falando
afinal? São todos cínicos.
Nós consumidores temos que reagir a essa coação, já estou nos compatíveis mesmo sob ameaça
terrorista da Epson de perder a garantia, entupimentos etc... Comprei dois cartuchos originais, agora não dou mais um
tostão pra Epson. Viva os compatíveis (50% + baratos) e os recarregados(1/15 do preço do original).
:. 101 recursos do Mozilla que não existem no IE (07/11/2002)
O título pode parecer um pouco provocativo, mas este artigo é um bom ponto de partida para quem está vindo do IE e
deseja explorar melhor os recursos disponíveis no Mozilla.
Entre os mais interessantes na minha opinião está a possibilidade de bloquear janelas pop-up e imagens vindas de
servidores específicos. Por exemplo, se você já cansou daquele banner lateral que fica piscando nas páginas daquele site
que você sempre acessa, basta clicar sobre ele e marcar a opção "block images fron this server" que ele não será mais
carregado daí em diante. Boa parte dos banners de propaganda (principalmente os mais chatos) vem dos servidores do
doubleclick, bloqueando este domínio você já elimina boa parte do lixo.
O Mozilla é um browser feito tendo em mente os interesses do usuário e não os de uma grande empresa como a AOL ou a
Microsoft, por isso existem vários recursos interessantes com relação à privacidade online, segurança e usabilidade.
http://www.xulplanet.com/ndeakin/arts/reasons.html
Se o tempo de inicilização do Mozilla for Windows incomoda você, experimente ativar o Start Center, ele carrega parte
dos componentes do navegador durante a inicialização, tornando a inicialização tão rápida quanto a do IE. Uma vez
inicializado, o Mozilla é mais rápido no carregamento das páginas e consome bem menos memória ao manter muitas páginas
abertas simultâneamente, sem falar no suporte a tabs que permite organizar muito melhor o que se está lendo. A página
para download do Mozilla é:
http://www.mozilla.org/releases/
:. Os sistemas de proteção em CDs de música são inúteis (07/11/2002)
Estes três artigos do New Scientist traçam um cenário interessante sobre as proteções anti-pirataria nos CDs de
música. Elas simplesmente vão acabar desaparecendo com o tempo, devido em primeiro lugar à resistência (muitas vezes
organizada) dos usuários mas principalmente devido ao fato de que apesar do choque inicial todos se tornam completamente
inúteis com o tempo.
Por exemplo, as duas proteções mais usadas atualmente são a que grava pequenos erros em cada setor do disco, que são
corrigidos pelo sistema de correção dos CD-Players mas não pelos CD-ROMs de micro, onde a música é exibida com falhas e
a técnica que inclui TOCs falsas no CD, fazendo com que apenas os CD-Players (que lêem o CD sempre a partir da primeira
faixa) consigam ler o CD. Os CD-ROMs lêem a partir da última faixa e acabam se deparando com as TOCs falsas.
Ambas as proteções custaram fortunas para serem desenvolvidas, mas podem ser burladas com simples atualizações nos
softwares que ripam os CDs ou então ligando um aparelho de som na entrada de áudio digital já encontrada em muitas
placas de som e até mesmo no som onboard de alguns modelos de placas mãe para novamente fazer uma cópia perfeita.
E claro, os desenvolvedores de drives de CD e programas de gravação se apressarão em disponibilizar soluções caso os
CDs protegidos tornem-se comuns, já que é do interesse deles que os usuários possam ouvir e copiar CDs em seus PCs, caso
contrário eles veriam uma diminuição nas vendas de seus produtos.
Outro problema é que as travas de proteção inevitavelmente acabam impedindo que os CDs sejam ouvidos em alguns
modelos de CD-Players, o que aumenta ainda mais a revolta dos consumidores, que passam a ser tratados como ladrões e não
conseguem ouvir seus CDs comprados legalmente.
Uma notícia interessante (o terceiro link abaixo) é que os CDs que usam o sistema key2audio, usado em vários títulos
vendidos na Europa fazem com que alguns Macs (nem todos, depende do conjunto de hardware e softwares instalados) travem
ao tentar reproduzir os CDs. Não é simplesmente questão de reiniciar o micro, pois o CD-ROM fica travado e enquanto o CD
continua na bandeja o Mac não consegue dar boot. A solução é enfiar um clips no buraco de ejeção manual para conseguir
retirar o CD. Nem todos os usuários sabem desta solução e alguns modelos como o iMac com tela de LCD não possuem o
sistema de ejeção manual, nestes casos a única solução é desmontar o Mac e depois o CD-ROM para conseguir tirar o
famigerado CD na marra. Como em geral os usuários de Macs não têm lá muito talento para técnico (em tese é o motivo de
terem comprado um Mac afinal :-) a solução para a maioria acaba sendo enviar o Mac para alguma autorizada.
Mesmo dentro da indústria existem muitos opositores. A Philips que detêm a patente da marca "CD" já avisou que nenhum
CD que utilize travas de proteção poderá usar a marca.
Enfim, mais cedo ou mais tarde a indústria fonográfica terá que abraçar um modelo mais popular de venda de músicas,
talvez combinando CDs mais baratos com um sistema de vendas online a preços mais justos.
http://www.newscientist.com/news/news.jsp?id=ns99993020
http://www.newscientist.com/news/news.jsp?id=ns99991783
http://www.newscientist.com/news/news.jsp?id=ns99992271
:. CLIC: Uma distribuição para criação de clusters fácil de usar (07/11/2002)
Os clusters Beowulf e OpenMosix apresentam uma eficiência tão boa e um custo de implantação tão atrativo que 95 entre
cada 100 clusters de computadores do planeta utilizam ou um ou outro. Estes clusters são os maiores concorrentes dos
supercomputadores proprietários que embora ofereçam vantagens em diversas áreas, oferecem sempre um custo por Gigaflop
de processamento muito mais alto.
Os clusters são muito usados em centros de pesquisa, onde são usados para solucionar problemas matemáticos complexos
e também na indústria cinematográfica, onde são utilizados para renderizar filmes como Shrek e Final Fantasy.
O grande problema com os clusters é que eles são relativamente complicados de configurar, embora uma vez em ação
possam funcionar durante muito tempo sem precisar de manutenção.
Bem, os clusters eram relativamente complicados de configurar. A Mandrake disponibilizou uma distribuição
desenvolvida especialmente para o desenvolvimento de clusters, a CLIC. O pacote é baseado no Mandrake 9.0 mas oferece um
sistema de configuração automático capaz de detectar outros nós ligados na rede e configurá-los automaticamente. O CLIC
torna o uso do cluster quase que transparente, permitindo que você rode programas no master node como se estivesse
trabalhando em apenas uma máquina. A maior parte do trabalho fica por conta da instalação da rede, que precisa ser bem
planejada, com o uso de um switch rápido e um cabeamento de boa qualidade para que o desempenho não seja prejudicado por
lentidão na rede. Se possível, é recomendável o uso de placas Gigabit Ethernet, que já começam a ficar razoavelmente
populares.
Estão incluídos várias ferramentas de administração e também bibliotecas matemáticas e o Netjuggler, um sistema de
renderização de imagens 3D otimizado para o uso em clusters. Você pode baixar o ISO no link abaixo; se o tema lhe
interessa realmente vale à pena fazer um teste:
http://clic.mandrakesoft.com/download.html
:. Lançado o Xeon Galatin (05/11/2002)
A Intel anunciou finalmente o lançamento do Xeon Galatin, uma versão de 0.13 mícron do Xeon baseado na arquitetura do
Pentium 4 que mantém os 512 KB de cache 2 do Pentium 4 Northwood, mas incluiu também um cache L3 on-die (operando à
mesma frequência do processador) de até 2 MB.
O Xeon é um processador destinado a servidores High-end, com quatro ou oito processadores, enquanto os Processadores
Pentium III ou Pentium 4 podem ser usados apenas em sistemas dual.
As versões anteriores do Xeon atingiram os 2.8 GHz, mas com apenas 512 KB de cache L2 e nenhum L3. O Galatin por sua
vez existe, por enquanto, em versões de 1.5, 1.9 e 2.0 GHz que custam respectivamente US$ 1,177, US$ 1,980 e US$ 3,692
por cabeça. As versões mais lentas, de 1.5 e 1.9 GHz possuem 1 MB de cache L3, enquanto a versão de 2.0 GHz possui os 2
MB completos.
Bem, não existe muito a dizer sobre o Xeon, ele é uma opção para grandes servidores, sobretudo os que trabalham com
bancos de dados devido ao grande cache e ao suporte a 4 processadores. Mas, fora deste nicho, ele se revela um
processador muito limitado devido ao alto custo e à baixa frequencia de operação. Um dual Xeon de 1.5 GHz perde
facilmente para um Pentium 4 de 2.8 GHz ou mesmo para um Athlon XP 2600+ em jogos e outros aplicativos domésticos.
Lembre-se que excluindo o suporte a 4 ou 8 processadores, não temos nada mais do que um Pentium 4 com mais cache porém
operando a uma frequência muito mais baixa e custanto 5 vezes mais.
http://www.geek.com/news/geeknews/2002Nov/bch20021104017134.htm
http://www.xbitlabs.com/news/story.html?id=1036439527
http://www.extremetech.com/article2/0,3973,666685,00.asp
:. Kylix 3.0 (05/11/2002)
Este artigo do Newsforge serve como uma boa introdução para quem está começando a programar no Kylix, que já está em
sua terceira versão, com uma instalação bem mais simples que a das versões anteriores e uma estabilidade bem maior.
O Kylix é uma versão Linux do Delphi, desenvolvido pela própria Borland. O Kylix tem uma interface quase idêntica à
do Delphi para Windows e é compatível com os códigos fonte dos programas gerados no Delphi 6 (ou superior), com isto
será possível criar uma versão Linux de um programa originalmente desenvolvido para Windows simplesmente recompilando o
código-fonte do programa no Kylix, e vice-versa. Existem três versões do Kylix, Server Developer, Desktop developer e
Open Edition. As duas primeiras são destinadas ao desenvolvimento de softwares comerciais e custam respectivamente US$
249 e 1999. A Open Edition é gratuíta para uso educacional e para o desenvolvimento de programas de código aberto.
http://newsforge.com/newsforge/02/10/31/168230.shtml?tid=40
:. Review do IBM Thinkpad X30 (05/11/2002)
O HardwareZone publicou um review bastante detalhado deste novo modelo. O X30 é um notebook ultraportátil que pesa
apenas 1.6 kg e oferece uma grande autonomia de baterias: 4:30 horas com a bateria padrão ou 8:00 com uma bateria
especial que pode ser comprada separadamente. A configuração inclui um Pentium III M de 1.2 GHz (que oferece um
desempenho mais ou menos equivalente ao de um Pentium 4 de 1.6 GHz, graças aos 512 KB de cache), 256 MB e HD de 40 GB.
Nada mal para um notebook tão pequeno. O grande pecado fica por conta do vídeo, que utiliza um chipset Intel 830MG, que
é muito fraco em 3D e utiliza uma arquitetura de memória compartilhada que sacrifica parte do desempenho do sistema
mesmo em 2D.
O design é o usual da linha Thinkpad, que não sofreu muitas mudanças desde os 486, mas este modelo inalgura alguns
recursos interessantes.
Em primeiro vem a conectividade Wireless, com um transmissor 802.11.b (wi-fi) embutido e um módulo Bluetooth
opcional. Também foi incluída uma porta Firewire, útil para quem possui uma filmadora digital e também um soquete para
cartões compact flash, os mesmos utilizados por câmeras digitais e vários modelos de handhelds.
Outro detalhe interessante é um pequeno led na parte superior da tela que ilunina o teclado, permitindo que você
utilize o notebook no escuro com mais facilidade. O grande problema é o cascalho :-) O X30 custa 3250 dólares, e com
o dólar beirando os 4 reais...corresponde a uma verdadeira fortuna.
http://www.hardwarezone.com/articles/articles.hwz?cid=14&aid=548
:. Reações ao resultado do jugamento da Microsoft (05/11/2002)
O longo julgamento da Microsoft finalmente chegou ao final. A sentença pode ser traduzida para um simples: "Vocês
violaram a lei, usando seu monopólio sobre o mercado de sistemas operacionais para prejudicar e destruir seus
concorrentes. Mas vocês tem muito dinheiro e financiam as campanhas de muitos de nossos políticos, então está tudo bem,
enquanto continuarem sendo nossos amigos podem continuar fazendo o que quiserem".
A idéia do julgamento anterior, que era obrigar a Microsoft a liberar as APIs do Windows foi afrouxada. Agora a
Microsoft deve liberar as APIs, mas no ritmo e sobre as condições que quiser. É basicamente o que eles já estão fazendo
no projeto Shared Source, onde você pode ver partes do código, mas apenas se tiver dinheiro suficiente e
concordar em assinar um contrato que o impede de usar qualquer informação, no desenvolvimento de softwares concorrentes.
O Shared Source não passa de uma armadilha. Ao assinar o contrato de não divulgação seus dados ficam armazenados e
você tem acesso a algumas partes do código, em sua maioria códigos secundários sem muita utilidade. Caso você seja
alguém realmente importante, trabalhando em uma multinacional que use prediminantemente softwares microsoft, ministro da
educação ou algo do gênero, você pode solicitar acesso a mais partes do código. Neste nível você recebe uma usb-key com
um código de altenticação que deve ser usada para ter acesso a um servidor especial.
O problema é que:
a) O código é inútil. Em primeiro lugar ele é mal escrito e mal comentado (segundo comentários da mídia) e mesmo
assim, qualquer tipo de alteração deve ser submetido à Microsoft (e a ninguém mais) que decidirá se usa ou não o seu
patch. Todo código submetido é de propriedade da Microsoft e você só poderá usá-lo (o código que você mesmo
desenvolveu!) caso eventualmente venham a usá-lo nas próximas versões do software.
b) Caso você encontre algum bug ou problema grave no software, não poderá divulgá-lo ou corrigí-lo imediatamente. Na
verdade você não poderá nem mesmo contratar um programador para desenvolver a correção, a menos que ele também aceite o
contrato de não divulgação. Caso você corrija o problema, novamente terá que submeter à Microsoft e esperar que eles
adotem ou não.
c) Caso você mais adiante abra um empresa que desenvolva um software que concorra ou seja parecido com algum outro
software Microsoft, eles poderão processá-lo alegando que você usou partes do código visto em seu programa. Mesmo que
não seja verdade, você terá poucas chances de vencer. Isto pode acontecer até mesmo caso um dos seus sócios ou
programadores tenham visto o código. É uma infecção viral que no futuro permitirá que a Microsoft tenha ainda mais
facilidade para tirar seus concorrentes do mercado, uma armadilha.
Um rápido esclarecimento: As APIs são chamadas de sistema que são utilizadas pelos softwares para ter acesso à
funções do sistema como criar janelas, acessar o disco, etc. parte das APIs do Windows são bem conhecidas, mas outras
são secretas, e usadas ilegalmente pela Microsoft para melhorar o desempenho e recursos de seus próprios softwares. A
liberação total das APIs permitiria que concorrentes desenvolvessem softwares em igualdade de condições e outros
sistemas operacionais pudessem desenvolver emuladores que permitissem rodar os aplicativos do Windows.
Esta simples medida já seria satisfatória para reestabelecer um ambiente de competição saudável mas, no final ficou
mais uma vez provado que a justiça pode ser comprada. A Microsoft continua livre para destruir concorrentes e "adotar e
expandir" padrões abertos, transformando-os em tecnologias fechadas, que só podem ser utilizadas pelos usuários do
Windows. Fizeram isso com o Java, com o HTML e agora tentarão fazer com o XML, que será a base do formato de arquivos
proprietário da próxima versão do Office.
Os estados ainda podem apelar da decisão, mas a chance de sucesso é mínima. A Microsoft, claro, divulgou que não
pretende apelar da "sentença". Abaixo estão alguns links de outras matérias publicadas sobre o assunto que expõem
outros pontos de vista:
One Coder's Opinion of the Microsoft Opinion
http://research.yale.edu/lawmeme/modules.php?name=News&file=article&sid=478
Eben Moglen on the Microsoft decision and its ramifications
http://www.linuxandmain.com/modules.php?name=News&file=article&sid=279
On the Remedy Phase of the Microsoft Antitrust Trial
http://www.kegel.com/remedy/
Rivals come up short in decision
http://news.com.com/2100-1001-964332.html
No 'Hibernation' For Microsoft
http://www.informationweek.com/story/IWK20021101S0019
Editorial: The Microsoft ruling
http://www.linuxandmain.com/modules.php?name=News&file=article&sid=275
Just trust computer industry? 'Trusted computing' seen threatening freedom
http://cbc.ca/cp/business/021103/b110302.html
Microsoft ruling creates opening for Linux
http://archives.seattletimes.nwsource.com/cgi-bin/&query=microsoft
:. Capacitores que explodem (05/11/2002)
Se algum cliente te chamar dizendo que o seu PC simplesmente "explodiu", não desconfie mais apenas da fonte. Segundo
este artigo do e-insite, capacitores produzidos por dois fabricante Taiwaneses estão fazendo com que vários modelos de
placas mãe e também algumas filmadoras e outros dispositivos sejam aposentados prematuramente.
O problema é causado pelos capacitores, que depois de alguns dias de uso começam a liberar pequenas quantidades de
líquido elétrolítico. Depois de algumas semanas ou meses o líquido começa a literalmente escorrer, causando curtos. Os
defaitos vão desde travamentos exporádicos a até capacitores explodindo, passando por centenas de placas mãe que não dão
mais sinal de vida.
Felizmente os capacitores são relativamente fáceis de substituir (para quem tem alguma habilidade com soldagem
manual). Caso nenhum outro componente seja atingido, reparar uma placa mãe custa menos de 5 reais (fora a mão de obra
naturalmente). Já tem gente comprando as placas mãe danificadas, consertando e revendendo.
http://www.e-insite.net/index.asp?layout=article&articleId=CA255062
:. O quanto vulnerável é a internet? (05/11/2002)
Esta matéria do Newsfactor analisa a possibilidade de uma ataque coordenado de algum grupo terrorista ou algum grupo
qualquer conseguir derrubar parte da Internet.
O problema todo é que toda a Internet depende de apenas 13 root-servers. Caso a maior parte destes servidores fiquem
temporariamente fora do ar, teremos um efeito em cadeia que jogará todo o gráfego sobre os restantes, fazendo com que
eles fiquem congestionados ou acabem caindo também.
Claro, não são "simples" servidores, mas datacenters com centenas de máquinas, links de altíssima velocidade e
administradores competentes que sabem como proceder em caso de ataque. Mesmo assim, a possibilidade existe.
O problema não diz respeito a simplesmente "invadir" os servidores, como os desfiguradores de páginas fazem
aproveitando as brechas de servidores desatualizados, mas sim ataques DoS coordenados a partir de vários pontos,
consumindo banda e processamento dos servidores.
Como sempre, este tipo de ataque começa com a invasão de servidores menores e também de PCs de usuários domésticos
com conexões banda larga (que são sempre os alvos mais fácil). Depois de assumir o controle de um número suficiente de
sistemas é possível lançar um ataque coordenado para qualquer ponto da internet. Os ataques DoS geralmente possuem uma
eficiencia de 1/1 ou seja, invadindo 800 PCs com ADSL (com 128 k de upload) você consegue tirar do ar um servidor com um
link de 100 megabits. Dependendo da sofsticação do ataque e das medidas defensivas dos administradores, a relação pode
se alterar. Um ataque baseado em sym packets é mais eficiente que um ataque simples, mas por outro lado os
administradores podem acomeçar a bloquear os pacotes vindos de alguns endereços específicos. Se por acaso uma grande
parte do tráfego vier do mesmo backbone (um monte de usuários do Speedy da telefonica por exemplo) é possível que o
backbone fique congestionado, também diminuindo a eficiencia do ataque e assim por diante.
Mas, se um vírus qualquer, explorando as já conhecidas vulnerabilidades do IE/IIS/Outlook conseguisse atingir 10
milhoes de máquinas por exemplo e usasse todas num ataque coordenado, não haveria como impedir. A Internet
inteira cairia. No final das contas, a maior parte da responsabilidade cai sobre os próprios usuários e administradores
de sistemas, que precisam a aprender a atualizar seus sistemas com mais frequência e deixar de utilizar softwares
inseguros como o Outlook e o IE, caso contrário é mesmo apenas questão de tempo.
http://www.newsfactor.com/perl/story/19831.html
:. Multimídia no Red Hat 8.0 (05/11/2002)
Muita gente que já está usando o novo Red Hat ou então está considerando migrar para ele atraído pelo antialising, a
maior interoperabilidade entre o KDE e o Gnome e as novas ferramentas de configuração acaba ficando em dúvida sobre a
questão do suporte a multimídia.
Como comentei na minha matéria do dia 01/10, devido à restrições nas licensas o Red Hat não inclui suporte nativa à
MP3, nem DVD, nem nenhum dis principais plug-ins para os navegadores, como o Flash, Real Player e Acrobat.
Isto não deixa de ser sempre uma notícia desagradável, mas nada que não possa ser corrigido depois da instalação.
Para ouvir MP3, use o XMMS, que pode ser baixado em:
http://www.xmms.org/download.html
Até agora parece que não foi lançado um RPM "específico" para o Red Hat 8.0, mas você pode utilizar o RPM para o Red
Hat 7.x que funciona sem problemas. Se o link principal estiver fora do ar (muita gente usa o Red Hat e todos tem MP3s
pra ouvir :-) tente num dos mirrors listados na página. Depois de instalar o pacote basta teclar "xmms" num
terminal ou criar um atalho para o "/usr/bin/xmms".
Outra opção é o bom e velho mpg123 (modo texto) que está disponível em:
http://www.mpg123.org/
O formato MP3 sempre foi proprietário, mas agora o pessoal do instuto Fraunhofer está tornando a licença cada vez
mais restritiva, tentando cobrar não apenas pelo encoder, mas também pelo decoder, necessário para ouvir as músicas. Ou
seja, em breve pode ser que não existem mais MP3 Players gratuítos.
O ideal é começar a converter seus MP3 para o formato ogg, que é livre (até mesmo para uso comercial) e oferece uma
taxa de compressão maior. Você pode converter as músicas usando o grip (incluído no Red Hat e em outras
distribuições ou outro dos programas gratuos listados no http://www.vorbis.com/
Os arquivos .ogg já podem ser ouvidos nas versões recentes de todos os principais players, seja para Linux, Windows
ou outra plataforma. Atualize o seu: http://www.vorbis.com/software.psp
Para assistir DVDs, basta seguir as dicas do meu artigo "Assistindo DVDs no Linux", que você necontra aqui:
http://www.guiadohardware.net/linux/dicas/28.htm
Se o seu problema é com os plug-ins do Browser, leia este:
Instalando Plug-ins no Mozilla
http://www.guiadohardware.net/artigos/228/
:. Lançados manuais do Mandrake 9.0 e nova versão do Guia Foca Linux (04/11/2002)
Depois de alguns atrazos, os manuais oficiais do Mandrake 9.0 estão finalmente disponíveis na Web. Ainda não foi
desta vez que conseguiram lançar a versão em Português, mas a versão em Espanhol está bem traduzida e pode quebrar um
galho para quem não entende Inglês.
O manual está dividido agora em 5 múdulos. Um Quick Start Guide, para os apressados que querem usar logo o sistema
sem ter que ler muito, um manual para iniciantes, outro dedicado ao uso dos principais aplicativos, um dedicado apenas
aos utilitários de modo texto e configuração do sistema e um último, destinado a usuários avançados e administradores
que ensina a configurar e utilizar os vários servidores disponíveis no pacote:
http://www.linux-mandrake.com/en/fdoc.php3
Outra excelente notícia é mais uma grande atualização no Guia Foca Linux, que é sem dúvidas um dos melhores Guias
disponíveis em Português, mantido pelo Gleydson Mazioli. Todos os três módulos (iniciante, intermediário e avançado)
foram atualizados e foram feitas várias correções. Você pode baixa-lo ou ler online no:
http://focalinux.cipsga.org.br
:. Linux na BBC e na União Européia (04/11/2002)
Este artigo do LinuxPlanet descreve alguns dos usos do Linux na BBC com vários exemplos interessantes, que vão desde
servidores de aplicações e servidores Web a até PCs com câmeras instalados em pontos estratégicos que enviam as imagens
em tempo real, trabalhando durante meses a fio sem qualquer tipo de intervenção. apesar de não existirem muitas
informações oficiais sobre isso, o artigo dá a entender que a maior parte dos sistemas da BBC, incluindo os sistemas de
missão crítica utilizam predominantemente o Linux.
Serve até mesmo como inspiração para quem está pensando em desenvolver suas próprias appliances utilizando o Linux
:-)
http://www.linuxplanet.com/linuxplanet/reports/1176/1/
Este outro artigo, publicado pelo Washingtonpost é ainda mais interessante. Um dos estados da Espanha, chamado
Extremadura está desenvolvendo um programa de popularização da informatia baseado em Linux. Mas, diferente de outras
iniciativas, este programa é muito abrangente, envolvendo o desenvolvimento de uma distribuição própria em parceria com
uma empresa local, distribuição gratuíta do CD em revistas, jornais e em escolas, uso de campanhas educativas na mídia,
incluindo anúncios na televisão e a migração de todos os computadores de uso governamental e também de todas as
escolas.
O objetivo do programa não é nada modesto, simplesmente conseguir criar uma base de desenvolvimento e suporte sólida
o suficiente para levar todos os usuários da região a migrar para o Linux. É provavelmente o primeiro programa
governamental para uso do Linux em grande escala não apenas nas repartições públicas e em escolas, mas também entre a
população em geral.
http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/articles/A59197-2002Nov2.html
A União Européia naturalmente está apoiando o programa e recomendando que outros governos desenvolvam programas
semelhantes. A coisa está ficando tão séria que já estão falando numa migração em massa dos sistemas governamentais dos
países membros. Este artigo do TheRegister explica o movimento e comenta um investimento de 250 mil Euros numa pesquisa
encomandada à Netproject que avaliará a viabilidade da mudança e os possíveis obstáculos e benefícios.
http://www.theregister.co.uk/content/4/27853.html
Só para concluir, estes dois artigos do Linux Gazete (não relacionados com os acima) discutem os fundamentos de uma
distribuição Linux destinada a usuários de escritório que possa conseguir atingir os objetivos de ser ao mesmo tempo
poderosa, segura e fácil de usar:
http://www.linuxgazette.com/issue81/arndt.html
http://www.linuxgazette.com/issue84/arndt.html
:. Extensões para o Mozilla (02/11/2002)
Já que hoje já falei sobre o Phoenix, vou aproveitar a oportunidade para dar a dica de duas extensões do Mozilla que
estou testando e estão me parecendo bastante interessantes.
A primeira é o Tab Browser Extensions, um pacote que melhora a funcionalidade do recurso de tabs do Mozilla. Com ele
instalado é possível mudar a posição das tabs, "travar" a posição de uma determinada tab, a opção de mostrar as tabs na
base da janela (como no Opera) e assim por diante.
A página do projeto é a:
http://www.cc-net.or.jp/~piro/xul/_tabextensions.en.html. Para instalar basta clicar no link "Download Tabbrowser
Extensions" na página e dar ok no dialogo de confirmação. Ele utiliza o recurso XPI disponível no Mozilla, que instala
extensões automaticamente após a confirmação do usuário, assim como no caso dos temas.
O segundo e mais revolucionário é o Gestures, que amplia a função do mouse, permitindo que você use utilize
várias funções do navegador, como dar reload, voltar, avançar, rolar a página, minimizar, maximizar, abrir novas tabs ou
janelas, desativar as imagens e assim por diante usando movimentos simples com o mouse.
É bem natural depois que você se acostuma, os gestos são feitos clicando sobre um ponto qualquer da tela e em seguida
arrastando o mouse de modo a desenhar os símbolos do screenshot abaixo:
Por exemplo, clicando e arrastando o mouse para a esquerda você volta à última página visitada, clicando e desenhando um
"S" você vê o código fonte da página. Com um pouco de prática os movimentos se tornam bastante naturais, melhorando
muito a interface do navegador.
A página oficial é a http://optimoz.mozdev.org/gestures/installation.html.
Para instala-lo basta clicar sobre o link "Click here to install v0.3.4.".
Tanto o Tab Browser Extensions quanto o Gestures podem ser usados tanto no Mozilla (versão 1.0 em diante) quanto no
Netscape 7 e no Phoenix. Não importa se você está no Windows ou no Linux, o instalador é o mesmo.
Você pode dar uma olhada nas outras extensões disponíveis no
http://www.mozdev.org/. Tem de tudo, um grupo está tentando desenvolver até mesmo uma suíte de escritórios para o
Mozilla o MozOffice, que rodará diretamente a partir do Navegador, independentemente da plataforma.
:. Por um Mozilla mais leve: Phoenix 0.5 (02/11/2002)
O Mozilla ja é sem dúvidas o melhor navegador disponível, tanto para Linux quanto para Windows. O mais interessante é
que apesar do sucesso ele continua crescendo muito rápido, tanto em número de usuários quanto de desenvolvedores
trabalhando para aperfeiçoar o projeto. Como comentei nesta notícia, o Mozilla está deixando de ser um
simples navegador para tornar-se uma poderosa plataforma de desenvolvimento.
Mas, uma queixa comum entre os usuários é que o navegador é relativamente pesado e que demora para carregar. No
Windows ainda é possível habilitar o autostart, recurso que carrega parte dos componentes do navegador durante a
inicilialização do sistema, fazendo com que ele passe a carregar tão rápido quanto o IE. Mas, o autostart não resolve o
problema, apenas o muda de lugar.
Para quem tem um PC rápido, isso não faz muita diferença, mas quem ainda utiliza micros Pentum II, K6-2, MMX, etc.
provavelmente concordaria em sacrificar parte dos recursos em troca de um navegador mais enxuto. Se você compartilha
desta mesma opinião, então o seu problema está resolvido.
O Phoenix é um projeto que visa desenvolver uma versão enxuta do Mozilla, que conserve os principais recursos do
navegador, incluindo o suporte a plug-ins, mas ao mesmo tempo seja muito mais leve, próprio para rodar em micros lentos
ou em handhelds. Além de estarem fazendo uma limpeza brutal no código fonte, estão testando outras bibliotecas de
desenvolvimento e um sistema mais modular, que permite carregar os componentes conforme eles sejam necesários e não tudo
de uma vez durante a inicialização do browser.
Apesar dos menos de três meses de idade, o Phoenix já está bastante utilizável. A principal vantagem é que ele não
precisa ser instalado, basta baixar o arquivos, descompactá-lo e roda-lo diretamente. A abertura também é extremamente
rápida, praticamente instantânea no Celeron 600 onde testei.
A página oficial do projeto é:
http://www.mozilla.org/projects/phoenix/
A página ainda não tem muitas informações, pois até agora os desenvolvedores concentraram todo o trabalho no
desenvolvimento do navegador em sí, não em marketing ou mesmo documentação. Vamos então ao que interessa que são os
arquivos propriamente ditos. Você pode baixar as versões para Windows e Linux no:
http://komodo.mozilla.org/pub/phoenix/nightly/latest-trunk/
A instalação é extremamente simples. No Windows basta descompactar o arquivo e executar o phoenix.exe. No Linux o
procedimento é quase o mesmo, basta descompactar com o comando "tar -zxvf phoenix-i686-pc-linux-gnu.tar.gz", acessar o
diretório "phoenix" que será criado e executa-lo com o comando "./phoenix"
A versão mais atual é a 0.5, mas o número da versão não diz muita coisa, pois os arquivos são atualizados quase que
diariamente. Nesse ritmo, o Phoenix logo irá desbancar o Opera no posto de browser gráfico mais leve, repetindo o
sucesso do seu irmão mais velho.
Pelo visto os webmasters que só aprenderam a desenvolver páginas "IE Only" estão com seus empregos cada vez mais
ameaçados :-)
:. Debian 3.0 em Português (02/11/2002)
Recebi um mail do Gleydson Mazioli avisando que já está disponível a versão em Português do Brasil do Debian 3.0,
desenvolvida pelo projeto Debian-BR.
As principais melhorias em relação à versão internacional são:
- Suporte total ao idioma Português do Brasil desde a instalação.
- Suporte nativo a ext3.
- Instalação do sistema mais simplificada usando o método de dbootstrap baseado em modo texto.
- Além da instalação a partir do CD-ROM, podem ser utilizados outros métodos como disquetes, internet usando HTTP,
estações locais usando NFS, PLIP ou ainda a partir de uma partição montada no disco rígido local.
- Checemagem da integridade de pacotes sendo instalados via MD5 (mesmo a partir do CD), o que garante a segurança da
instalação via internet. Se qualquer pacote for alterado no servidor remoto por um cracker, o sistema de instalação é
automaticamente interrompido.
- Ainda com relação a opções de segurança, foi habilitado por padrão a proteção contra IP spoofing existente na
libresolv, ataque tcpsyncookies, etc. Todos estes recursos podem ser desativados facilmente dependendo do
planejamento de sua rede.
- Redefinição de prioridade, possibilitando a instalação de um sistema Debian com os pacotes mais utilizados como o
XFree86 (v. 3 ou 4), Gnome, KDE, KOffice, Mozilla e Evolution, usando apenas o primeiro CD!
Os ISOs podem ser baixados em: ftp://ima.cipsga.org.br/debian/. No
diretório estão disponíveis dois CDs, mas é possível instalar o sistema apenas com, o primeiro e baixar o restante dos
pacotes desejados via Web. Aliás, na página do Debian-BR está disponível um tutorial que ensina como instalar modems
PC-Tel no debian 3.0:
http://debian-br.org/docs/textos/PCTel-PCI-Potato.HOWTO-pt_BR.txt
Outra leitura obrigatória para quem quer se aventurar no Debian é o Guia Foca Linux, disponível em: http://focalinux.cipsga.org.br
O Debian não é exatamente uma distribuição para iniciantes, mas possui como ponto forte a grande disponibilidade de
pacotes disponíveis, a facilidade em instalar e atualizar novos programas e grande estabilidade e segurança do sistema.
Ele é muito usado tanto em servidores quanto nos desktops de várias empresas e usuários avançados.
Você pode encontrar mais documentação sobre o Debian aqui:
http://debian-br.org/suporte/documentacao.php. Caso tenha dúvidas, acesse o Debian Rau-tu: http://rautu.cipsga.org.br/.
A instalação do Debian faz muitas perguntas, o que pode confundir bastante quem não está familiarizado com ele. Antes
de instalar é recomendável dar uma olhada no guia de instalação disponível no http://debian-br.org/docs/sgml/debian-instal
l-i386/online/index.html. Assim como todos os links acima, este manual está em Português do Brasil :-). O
OSNews publicou recentemente outro guia de instalação em que também vale à pena dar uma olhada:
http://www.osnews.com/story.php?news_id=2016&page=all.
:. Como destravar o Athlon Thoroughbred (01/11/2002)
O Ocworkbench publicou uma dica de como destravar os Athlon XP baseados no core Thoroughbred, sem precisar fechar os
bridges do processador. Basta arrumar um alicate ou pinça bem pequeno e juntar dois contatos do processador, como na
foto que ilustra a matéria.
Nos próximos meses deverão ser lançadas versões mais lentas do Thoroughbred, substituindo os atuais Athlon XP 1800,
2000 e 2200+. Naturalmente, estas novas séries suportarão overclocks muito maiores que os processadores de 0.18 mícron
atuais e, ao mesmo tempo, os processadores serão razoavelmente baratos. Um XP 1800+ (1.5 GHz) trabalhando a 2.0 ou 2.2
GHz por 400 reais não seria nada mal não é mesmo? :-)
http://www.ocworkbench.com/2002/amd/unlocktbred/unlocktbredp1.htm
:. Dual DDR no Pentium 4 (e tempos difíceis para a AMD :-) (01/11/2002)
A SiS anunciou ontem o lançamento do SiS655 que é o primeiro chipset Dual-DDR para o Pentium 4, que acabou chegando
ao mercado antes mesmo do Granite Bay, que será a solução Dual-DDR da Intel.
O SiS655 suporta pentes PC 2700 (166 MHz), que com o barramento de 128 bits, oferecem um barramento teórico de 5.2
GB/s. Isso é nada menos do que 6,5 vezes mais do que os 800 MB/s de barramento com a memória de um Pentium III 800
(memória PC-100) ou quase 10 vezes mais que o barramento de um Celeron 733 (PC-66). Infelizmente, o desempenho do
processador não cresce na mesma proporção que o barramento da memória, mas ao retirar o gargalo, permitimos que ele
manifeste mais do seu verdadeiro potencial.
O Pentium 4 é mais otimizado para trabalhar com um barramento mais largo de acesso à memória do que o Athlon por
exemplo. O bus do Pentium 4 trabalha com 4 transferências por ciclo, o que viabiliza o acesso simultâneo a dois bancos
de memória DDR e internamente o processador possui uma arquitetura de cache capaz de realmente se beneficiar disso. O
execution trace cache, que substitui o cache L1 é capaz de armazenar uma quantidade muito pequena de dados
(aproximadamente 8 KB) mas em compensação armazena instruções já decodificadas, prontas para serem processadas. Por ser
pequeno, o cache L1 se esvazia muito rápido, por isso precisa ser alimentado constantemente com novos dados vindos do
cache L2, que por sua vez precisa ser alimentado pela memória principal.
Até hoje, as placas mãe mais rápidas para o Pentium 4 são as baseadas no antigo i850, que utiliza uma arquitetura
Dual-Rambus. As placas Dual-DDR devem apresentar um desempenho um pouco superior, pois além do barramento de dados ser
ainda mais largo (5.2 GB/s no SiS655 e 4.2 GB/s no Intel Granite Bay, contra os 3.2 GB/s do i850) a latência dos pentes
DDR é mais baixa que nos de memória Rambus.
Apesar do aumento de desempenho, o SiS655 é destinado ao mercado de placas de média a baixo custo, tanto que oferece
som (chip AC'97) e rede integrados. Além disso, temos interfaces IDE ATA-133, USB 2.0 e um controlador Firewire
integrado. Como sempre, estes recursos podem ser ou não usados pelos fabricantes de placas mãe, mas o fato dos
controladores já estarem embutidos no chipset diminui bastante os custos.
Um detalhe interessante é que não é obrigatório usar módulos aos pares no SiS655. O chipset é capaz de detectar a
presença de apenas um módulo, ou de módulos de capacidades diferentes e trabalhar em modo 64 bits, neste caso abrindo
mão das vantagens do Dual-DDR. Esta característica é importante nos PCs de baixo custo, onde o uso de dois pentes de
memória ao invés de um único pente de maior capacidade pode fazer uma diferença significativa no custo final.
Pegando carona no lançamento da SiS, a Asus anunciou a P4SDX, que é a primeira placa mãe baseada no novo chipset. As
especificações da placa são:
# Suporte a processadores Soquete 478 (Pentium 4 e Celeron) com FSB de 400 ou 533MHz.
# Suporte a Hyper Threading (leia a matéria que escrevi sobre o tema aqui)
# Suporte a até 4 GB de memória (4 pentes de 1 GB)
# 6 slots PCI e AGP 8x
# 2 portas IDE ATA-133 + 2 portas Serial ATA-150 com controladora RAID Promisse (4 portas IDE no total)
# 6 portas USB 2.0
# Porta FireWire
# Rede Gigabit Ethernet onboard, com chipset Broadcom (opcional, haverão modelos com e sem rede)
# Som onboard CMI 9739A
# Bus de 100 a 200 MHz em incrementos de 1 MHz, seleção de voltagem do processador, memória e AGP e possibilidade de
configurar a frequência do processador, memória. PCI e AGP separadamente.
A placa estará disponível só a partir da segunda quinzena de novembro, tanto que ainda não foi nem incluída no site
da Asus. Este modelo é destinado ao mercado de PCs de alto desempenho e por isso não deverá sair por menos de 200
dólares mas, é provável que logo comecem a aparecer modelos mais baratos baseados no SiS655.
Se já estava complicado para a AMD conseguir acompanhar os modelos mais rápidos do Pentium 4, com o dual-DDR e o
HyperThreading a missão fica quase impossível. A arquitetura do Athlon já está no limite e, mesmo com a técnica de 0.13
mícron é difícil que a AMD consiga lançar novos processadores nos próximos meses. A grande desafio para eles está sendo
conseguir produzir os Athlons 2600+ e 2800+ que já foram anunciados a um bom tempo mas até agora não chegaram as lojas.
Não há mais o que discutir. Depois de quase um ano no topo a AMD voltou a ser a segunda colocada. As coisas podem
vir a melhorar apenas a partir do segundo semestre do ano que vem, caso finalmente consigam lançar o Hammer. Até lá, só
resta à AMD tentar vender seus processadores mais barato que a Intel.
:. Novos drivers da nVidia: Detonator 40 (01/11/2002)
Este artigo do FiringSquad faz um comparativo entre o desempenho e os recursos dos novos drivers da série Detonator
40 e os antigos, da série 30.
Os novos recursos são poucos, já que isso depende mesmo de um upgrade da placa de vídeo e não apenas da atualização
os drivers, mas em compensação o desempenho aumentou em média 10%, dependendo naturalmente do game e resolução usada.
Você pode ver mais detalhes nos benchmarks incluídos na matéria:
http://firingsquad.gamers.com/hardware/omegadetcomp/default.asp
Além dos drivers oficiais, a matéria inclui no comparativo os drivers Omega, que são versões modificadas dos drivers
da nVidia que visam obter a melhor qualidade de imagem possível (dentro das possibilidades da placa, claro), às custas
de uma certa diminuição no desempenho. Os drivers podem ser obtidos aqui:
http://www.omegacorner.com/
Para quem possui uma GeForce 2 em diante e está acostumado a obter mais de 70 FPS na maioria dos jogos, esta troca
costuma valer à pena, simplesmente por que acima de 75 FPS não existe mais ganho algum na movimentação (presumindo que
você esteja usando 75 Hz de taxa de atualização do monitor), simplesmente por que o monitor exibe os quadros que "cabem"
na sua taxa de atualização e os demais são descartados.
Obter mais de 200 FPS no Quake 3 pode ser bom para impressionar os amigos, mas no dia a dia é muito mais inteligente
sacrificar parte destes quadros em troca de uma maior qualidade de imagem.
Embora muita gente discorde, eu pessoalmente ainda acho que jogar com o Vsync ativado é o melhor negócio, pois os
quadros são sempre exibidos à cada duas varreduras no monitor, a movimentação fica perfeitamente constante, diferente de
ter por exemplo 54 FPS, onde em alguns momentos será exibido um quadro a cada varredura e em outros um quadro a cada
duas ou tres varreduras.
Além disso, como são exibidos um número relativamente pequeno de quadros (30, 37,5 ou 42,5 de acordo com
a atualização do monitor) você pode usar uma resolução de vídeo mais alta, ativar o FSAA ou outros efeitos ou
simplesmente continuar com a sua placa antiga por mais tempo.
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