:. Reviews da GeForce FX (28/01/2003)
Eu particularmente não tenho nenhum grande interesse na GeForce FX, pra mim é apenas mais um hardware caro e barulhento que tem mais utilidade em gerar números fabulosos no benchmark da moda do que aplicação prática. Segundo informações extra oficiais a GeForce FX dissipa acima de 60 watts de calor, o que explica a necessidade de plugar um dos plugs de energia da fonte diretamente na placa. Por sorte pensaram em um cooler que sulga o ar de fora do gabinete, caso contrário você precisaria de mais alguns exaustores para manter as coisas mornas dentro do gabinete. Um detalhe interessante é que a GeForce FX inclui um sistema de economia de energia, que baixa a frequência do chipset e memória dos 500 MHz default para apenas 300 MHz enquanto a placa está trabalhando em modo 2D ou em caso de superaquecimento.
Caso você pretenda usar a placa em conjunto com um Athlon ou Pentium 4 de alto clock, você vai precisar de uma fonte de pelo menos 450 Watts. Basta fazer as contas: uns 80 Watts para o processador mais 60 Watts para a GeForce FX, mais 40 Watts para o HD, gravador e coolers e temos nada menos do que 180 watts (ou 15 amperes) na saída de 12v da fonte.
De qualquer forma, a nVidia já está fornecendo exemplares de evaluação e os primeiros banchmarks já estão na web. Confira nos links abaixo. Boa sorte com seu novo aspirador de pó...
http://www.hardocp.com/article.html?art=NDIx
http://www.anandtech.com/video/showdoc.html?i=1779
http://www.tomshardware.com/graphic/20030127/index.html
http://www.extremetech.com/article2/0,3973,846356,00.asp
:. Via C3 Nehemiah, sera que agora vai? (27/01/2003)
A Via anunciou esta semana uma nova versão do C3, o Nehemiah, um processador de 0.13 mícron, cuja versão inicial opera a 1.0 GHz. O Nehemiah é o sucessor do Erza, que chegou a ser vendido em versões de até 933 MHz, com uma última versão de 1.0 GHz que acabou sendo cancelada devido à proximidade do lançamento do sucessor.
Existem várias diferenças entre o Nehemiah e o Erza, não se trata de um mero aumento no clock mas sim de uma arquitetura bastante melhorada. Em primeiro lugar, o Nehemiah é produzido numa técnica de 0.13 mícron "pura", que permite atingir clocks mais altos que a arquitetura híbrida 0.15/0.13 mícron usada no Erza. A nova técnica de produção ajuda a diminuir um pouco o tamanho físico do chip, junto com seu consumo, o que abre espaço para a segunda novidade, esta sim muito aguardada pelos usuários da plataforma, que é uma sensível melhora no desempenho do processador em ponto flutuante.
O Erza utilizava uma FPU com uma única unidade de execução, capaz de processar uma instrução a cada dois ciclos de clock. Esta FPU anêmica (e com "A" maiúsculo :-) é herança dos antigos processadores 6x86 da Cyrix, que concorriam com os Pentium MMX numa época em que os jogos 3D e aplicativos de multimídia não eram tão populares quanto nos dias de hoje.
O Nehemiah mantém uma única unidade de execução na FPU, mas agora é capaz de processar uma instrução por ciclo, o que representa um ganho de desempenho real de mais de 70% em jogos 3D e outros aplicativos que façam uso intensivo de cálculos de ponto flutuante, lista que inclui ainda a maioria dos programas de imagem e desenho vetorial e muitos algoritmos de vídeo e áudio.
À primeira vista 70% parece bastante, mas mesmo assim o C3 contunia muito atrás dos outros processadores, vale lembrar que um Pentium III/Celeron processa duas instruções de ponto flutuante por ciclo, enquanto um Athlon/Duron processa três.
Claro, a FPU não é tudo. O desempenho do processador também é muito influenciado pelo cache e este é um outro ponto em que o Nehemiah fica atrás. Ele possui apenas 64 KB de cache L1 (unificado) e mais 64 KB de cache L2. Juntando as duas coisas o desempenho continua sendo muito inferior a todos os demais processadores atuais. Em inteiros o desempenho é comparável ao de um Pentium 4 do mesmo clock (imaginando que existisse um Pentium 4 de 1.0 GHz) e mesmo com os reforços o desempenho em ponto flutuante é, na melhor das hipóteses, pouca coisa superior ao de um Athlon com a metade do clock.
A grande bandeira do C3 continua sendo o baixo consumo. O Nehemiah consome 11.25 Watts a 1.0 GHz, menos de um terço de um Duron do mesmo clock, o que permite usar apenas um cooler simples, sobre o processador, sem precisar se preocupar muito com a ventilçao do gabinente, muito menos com o barulho. O processador em sí também é relativamente barato, custa apenas 35 dólares nos EUA, já com o cooler, por aqui ele ainda é bastante raro, devido à baixa procura.
Existem vários benefícios secundários ao utilizar um processador de baixo consumo:
1- O PC gasta muito menos energia, o que gera uma grande economia com o passar dos meses, sobretudo em empresas, que pagam bem mais caro que o consumidor residencial.
2- Se você for usar um no-break, o baixo consumo permite uma autonomia maior e oferece a possibilidade de usar um no-break menor e mais barato.
3- Silêncio é sempre bom :-)
O C3 pode ser uma opção interessante para PCs de baixo custo, sobretudo terminais onde não é necessário muito poder de processamento. Ele é compatível com quase todas as placas soquete 370 (para Pentium III) que suportam bus de 133 MHz. O Nehemiah de 1.0 GHz será usado também numa nova placa da linha Epia, a M 10000.
Outra boa opção de processador nesta linha são os antigos Celerons Coopermine de 550 e 600 MHz. Eles também consomem pouco, apenas 12 Watts para um Celeron 600 usando tensão de 1.55v.
http://www.via.com.tw/en/viac3/c3.jsp
:. Mais um artigo sobre o uso do Linux em escolas (26/01/2003)
Bem, este não é o primeiro nem será o último artigo descrevendo as vantagens do uso do Linux nos laboratórios de informática de escolhas de primeiro e segundo grau, mas ele se diferencia da maioria por não discutir apenas conceitos, mas sim retratar uma experiência real, abordando todas as etapas do processo, desde a compra dos equipamentos até a adaptação dos alunos à novidade.
A Kindergarten to High School é uma escola particular da região de Maine nos EUA, com 170 alunos e um orçamento para a área de informática bastante limitado. O laboratório antigo era sustentado por doações da comunidade, com máquinas antigas, a maioria rodando cópias piratas do Windows 95/98. Além da necessidade de mudar para um sistema mais atual, surgiu a ameaçã da fiscalização.
Michael Surran o autor do artigo assumiu a tarefa de pesquisar soluções Linux que se adaptassem às necessidades da escola. O resultado final foi muito bom, com 20 máquinas Athlon XP novas, compradas a um custo bem inferior ao que seria necessário apenas para regularizar os softwares usados anteriormente. Todas acessam a web através de uma conexão ADSL compartilhada usando o Squid e uma rede Wireless 802.11b (as placas são relativamente baratas nos EUA, menos de US$ 50 para os modelos mais baratos). Os arquivos dos alunos são armazenados num servidor NFS central, o que permite que os alunos possam usar seu login em qualquer um dos PCs do laboratório.
O artigo é bastante rico, pois além da parte técnica contém dicas dos softwares usados para cada estágio (do primário ao colegial) e explica a didática adotada pela escola, que passou a se concentrar em ensinar conceitos sobre o uso da informática, de acordo com a faixa etária dos estudantes. As atividades vão de usar o Mister Potato (veja na parte de jogos em qualquer distribuição :-) e o ktype para ensinar os mais novos a usarem o mouse e o teclado a aulas de manutenção de micros, desenvolvimento de websites e robótica no colegial.
Um dos pontos destacados é que o uso do Linux tornou os estudantes bem mais receptivos às aulas. Como a maioria já possui PCs em casa, quase sempre com o Windows, fica mais fácil obter o interesse dos alunos ao mostrar um mundo diferente do que eles já conhecem. Pelo tom do artigo a experiência parece estar dando muito certo.
http://www.linuxjournal.com/article.php?sid=6349
:. Review da ABIT IT7-MAX2 V2.0 (26/01/2003)
Este review do Firingsquad apresenta uma representante da nova safra de placas. A ABIT IT7-MAX2 V2.0 apresenta algumas mudanças de design que com o tempo bão acabar sendo adotados mesmo nos modelos de placas mais baratos.
Em primeiro lugar vem a consolidação dos componentes onboard. Mesmo sendo uma placa high-end a IT7 vem com som e rede, ambos com chipsets Realtek relitivamente baratos, apenas "bons o bastante" para quem não pretende usar a placa num servidor ou não tem um par de caixas acústicas caras para tirar proveito da qualidade de audio das placas mais caras.
Em segundo vem a combinação de interfaces ATA-133 tradicionais e Serial ATA. Veremos cada vez mais placas trazendo as duas opções nos próximos meses e anos, até que as interfaces ATA-133 finalmente entrem em desuso. Como comentei em outras matérias, o Serial ATA visa principalmente diminuir os custos de produção (pelo menos para os fabricantes). A primeira geração do Serial ATA com suas transferências a 150 MB/s não traz NENHUM ganho de desempenho sobre o ATA-133, pois ambos estão ligados ao barramento PCI, que está limitado a 133 MB/s de qualquer forma. Pior, a maioria das placas que trazem as duas opções, incluindo a Abit IT7-MAX2 implementam as interfaces Serial ATA como um bridge ligado no controlador ATA-133. Isto aumenta a latência, fazendo com que o desempenho das interfaces serial ATA seja um pouco pior que o das interfaces ATA-133.
O serial ATA começará a mostrar seu brilho apenas quando as placas mãe passarem a utilizar o PCI-X ou outro barramento mais rápido e surgirem os padrões Serial ATA de 300 e 600 MB/s.
O Firewire e o USB 2.0 também estão presentes. O Firewire é interessante para os usuários de câmeras mini-DV que utilizam esta interface para transferir o vídeo direto para o PC. As interfaces de legado, portas paralelas, PS/2 e drives de disquete estão por um fio, tanto que a primeira versão da IT7-MAX trazia apenas o conector para o drive de disquetes, eliminando todo o resto. A IT7-MAX2 V2.0 é um poucaconservadora, mantendo também as portas PS/2, mas de qualquer forma as portas seriais e paralela se foram, dando lugar ao USB.
Um último detalhe é que a placa traz um espaçamento bem maior entre o slot AGP e o primeiro PCI. Isso permite usar placas de vídeo com coolers largos sem bloquear o primeiro slot PCI como é comum hoje em dia. Veja as fotos na análise:
http://firingsquad.gamers.com/hardware/abit_it7max2_v2.0_review/default.asp
:. Tradução do Linux From Scratch (18/01/2003)
Por Angelo Valle
Linux From Scratch é um projeto liderado por Gerard Beekmans, que se dedica a fornecer todos os passos para que você possa fazer a sua própria distribuição apartir do zero.
A idéia é ensinar o usuário como isso funciona, e dar a base para isso. Você faz um download dos pacotes contendo o código-fonte dos programas mais comuns em um sistema Linux (shell, editor, compilador etc.) e depois, seguindo-se as instruções do Guia LFS, um sistema personalizado é montado.
Agora a melhor parte: essa documentação está em fase de tradução para pt-br, ou seja: será ainda mais fácil assimilar todos os passos explicados no guia LFS. Atualmente a tradução está sendo feita por Anderson Lizardo, e com revisão de Renato Siqueira.
Para ajudar na tradução: Entre em contato com o Lizardo, você pode ajudar tanto na parte da tradução, quanto na parte de revisão e interpretação do texto. Divulgue em seu site, pois o trabalho merece destaque.
Visite o site oficial do LFS: http://www.linuxfromscratch.org
Página oficial do projeto da tradução: http://www.lizardo.kit.net/lfs/index.html
Participe do projeto: lizardo@users.sourceforge.net
:. Mandrake pede concordata: Uma luz no fim do túnel (16/01/2003)
Ontem a Mandrake Linux divulgou um comunicado oficial sobre o pedido de concordata da empresa. A concordata é um recurso jurídico que existe em vários países e permite uma empresa em dificuldades financeiras suspenda temporariamente os pagamentos a seus credores, de forma a concentrar seus recursos nos negócios que possam gerar capital e tirá-la da crise.
Desde o início do ano passado a Mandrake está passando por uma grande reestruturação, deixando de ser uma empresa pontocom, endividada, que dependia de investidores para passar a ser uma empresa capaz de sobreviver com suas próprias pernas. Esta reestruturação está sendo surpreendentemente eficaz, pois a empresa deixou de dar prejuízo mês a mês para começar a pagar suas dívidas que de "vários milhões", passaram a ser de apenas US$ 4 milhões a pouco mês de um mês atrás e pouco mais de US$ 2 milhões (segundo oficialmente divulgado) nas vésperas do pedido de concordata.
Estas dívidas sugiram da quebra de contratos durante a época pontocom, em que a Mandrake assinou contratos sobretudo na área de e-learning para obter financiamentos. Como todos sabemos, não existe nenhum grande projeto de e-learning que tenha vingado até hoje. Recentemente a Mandrake só não está dando lucro por causa dos pagamentos das dívidas. Descontando estes pagamentos a relação entre despesas e faturamento está bem favorável.
A concordata visa justamente suspender temporariamente estes pagamentos que sufocam a empresa, permitindo retomar o investimento nas próximas versões da distribuição e outras atividades que possam ser lucrativas, fazer caixa e só então pagar as dívidas. É uma manobra para evitar pegar dinheiro emprestado a juros altos, como você faz ao deixar de pagar a conta de telefone (2% de juros ao mês) para pagar o cheque especial (12% de juros ao mês)
Ou seja, por mais que a situação ainda seja difícil, o negócio está dando certo. Atualmente o Mandrake é a distribuição Linux mais usada em desktops, com uma participação considerável também entre os servidores. O mais interessante do ponto de vista comercial é que a empresa se organizou de forma a estimular contribuições dos usuários, tanto financeiras quanto com código, documentação e suporte nos fóruns, utilizando-as justamente para melhorar o serviço e diminuir os custos com desenvolvimento.
Os betas são exaustivamente divulgados, de modo a permitir que os próprios usuários apontem problemas e ofereçam sugestões e mesmo as versões finais podem ser baixadas gratuitamente assim que são fechadas, antes mesmo que as caixinhas comecem a ser vendidas. Esta rapidez faz com que os novos releases fiquem sempre alguns meses à frente de outras distribuições em atualização.
Mesmo que esta política prejudique a venda das caixinhas (por que esperar um mês para poder comprar a caixa se você pode baixar de graça assim que a nova versão é disponibilizada) isto tem ajudado a desenvolver uma comunidade muito forte de usuários, permitindo que a empresa sobreviva com o Mandrake Club e com a venda de suporte e soluções. É mais ou menos como um escritor que recebe uma mixaria de esmola autoral por cópia vendida, mas tem a chance de ficar conhecido e sobreviver com palestras, consultoria, etc.
Tudo isso é só para mostrar que apesar dos problemas a Mandrake realiza um trabalho muito importante e competente, desenvolvendo uma distribuição acessível a todas as classes de usuários, dos iniciantes que precisam de um sistema intuitivo, aos desenvolvedores que tem acesso irrestrito ao código fonte e facilidade para colaborar com o desenvolvimento.
Se você tem um cartão de crédito internacional, faz todo o sentido doar US$ 5 por mês para ter acesso ao Mandrake Club, ou encomendar um caixinha do Mandrake PowerPack no http://www.mandrakestore.com/. Eles enviam para Brasil.
Atualização: O Renato escreveu avisando de um erro na matéria publicada hoje pelo Jornal do Brasil. O título da matéria diz "Mandrake pede falência" (seguido de uma tradução rápida do comunicado oficial). Mas, como o Renato escreveu:
falência . [De falir + -ência.] S. f. 1. Ato ou efeito de falir; quebra. 2. V. falecimento (2). 3. Falha1 (3). 4. Jur. Execução coletiva do
devedor comerciante, à qual concorrem todos os credores, e que tem por fim arrecadar o patrimônio disponível, verificar os créditos, solver o passivo e liquidar o ativo, mediante rateio, observadas as preferências legais. Falência póstuma. Jur. 1. A do espólio do devedor comerciante morto.
concordata [Do it. concordato.] S. f. 1. Convenção entre o Estado e a Igreja acerca de assuntos religiosos de uma nação. 2. Benefício concedido por lei ao negociante insolvente e de boa-fé para evitar ou suspender a declaração de sua falência, ficando ele obrigado a liquidar suas dívidas segundo for estipulado pela sentença que concede o benefício. 3. Em alguns países, acordo entre o comerciante insolvente e os seus credores, para os mesmos fins.
Atualização 2:: O JB Online mudou o texto da matéria :-)
:. Aprontei de novo: Kurumin Linux (14/01/2003)
Esta última semana passei um bom tempo trabalhando numa nova mini-distribuição. O Kurumin Linux é baseado no Knoppix e mantém o mesmo sistema de detecção de hardware, mas é muito menor, apenas 185 MB (175 MB do sistema em sí e 10 MB do Entendendo e Dominando o Linux que incluí na imagem :-)
Além de menor ele está em Português do Brasil e inclui o KDE 3.04, Kword, Kontour, Acrobat Reader, Konqueror, X-CD-Roast, GFTP, Bluefish, XMMS, além dos programas de configuração e ferramentas de acesso remoto como o vncviewer, telnet e ssh.
O tamanho reduzido permite que você possa grava-lo um mini-cd de 190 MB e transportá-lo confortavelmente no bolso da camisa
Outro uso importante é o desenvolvimento de CDs bootáveis com programas ou conteúdos diversos. Para isso, basta copiar todo o conteúdo do CD para uma pasta do HD e incluir nela os demais arquivos que você gostaria de incluir no seu CD.
O arquivo index.html é a página que é aberta no final do boot e o /KNOPPIX/background.gif é o papel de parede do KDE. Você pode substituir ambos os arquivos para personalizar o trabalho.
Feito isto, basta gerar um novo iso, incluindo a pasta com os arquivos no diretório raiz do CD e usando o arquivo /KNOPPIX/boot.img como imagem de boot.
Os links para baixar o Kurumin foram movidos para a página oficial do projeto, clique aqui para acessar: http://www.guiadohardware.net/linux/kurumin/
:. Primeiras impressões do Red Hat 8.1, diferenciais das distribuições (07/01/2003)
Hump... alguém devia atualizar essa seção de notícias com mais frequência, já estamos no dia 7 e esta ainda é a primeira do ano... :-)
O Osnews publicou mais um artigo com comentários sobre o Red Hat 8.1 beta, codenome Phoebe, que está entrando em fase final de desenvolvimento. A matéria acrescenta algumas observações importantes ao que escrevi dia 23/12:
http://www.osnews.com/story.php?news_id=2484
A moral da história é que o Red Hat está se diferenciando das demais distribuições focando-se na facilidade de uso e qualidade visual, oferecendo ícones de fontes de excelente qualidade, ferramentas de configuração acessíveis e fáceis de usar e um sistema de atulização muito prático, o up2date.
Um ícone do lado do relógio avisa quando novas atualizações está disponíveis. Clicando sobre ele você vê a lista com os pacotes disponíveis. Clicando no botão é lançado um wizzard que permite selecionar quais pacotes serão instalados e se encarrega de baixar e instalar tudo:
A facilidade se estente à configuração de scanners e câmeras digitais que até pouco tempo eram quase que um tabú no Linux. Você não precisa fazer nada. Se o seu periférico for suportado ele será detectado automaticamente.
Isso mostra que as distribuições Linux estão se especializando em classes diferentes de usuários, o que mantém as chances de continuarmos com um grande número de distribuições, ao contrário do que muitos previam. Veja:
Red Hat: Facilidade de uso, novos usuários, empresas, servidores.
Mandrake: Usuários domésticos, equilibrio entre facilidade e recursos, tem um grande apoio da comunidade.
SuSe: Usuários domésticos, quantidade de softwares, ferramentas de configuração. Muito forte na Europa.
Conectiva: Foco no mercado nacional, empresas.
Lindows: Usuários leigos, OEM's. Instalação rápida, facilidade de instalação de novos programas (click-and-run)
Gentoo: Diferencial da compilação de todos os programas, permite otimizar o sistema. Usuários avançados.
Debian: Servidores, desenvolvedores, usuários avançados. A distribuição com mais pacotes e facilidade de instalação via apt-get
Slackware: Usuários geeks (ok, foi só brincadeira :-). Leveza, aprendizado, instalações mínimas. Muito flexível.
United Linux: Servidores, grandes empresas. O principal diferencial é a disponibilidade de suporte comercial.
Esta é apenas uma pequena lista das distribuições mais conhecidas. Além desta primeira leva, temos mais um batalhão de distribuições menores que são ainda mais especializadas, temos por exemplo o Vector Linux, especializado em micros antigos, o Knoppix que oferece o diferencial de rodar a partir do CD; o K12LTSP que oferece uma solução para redes de terminais leves; o Coyote, Freesco e BBI roteadores que rodam a partir de um disquete, só para citar algumas. Temos dezenas de exemplos de distribuições especializadas em firewalls, servidores web, terminais, recuperação de sistemas, handhelds, etc.
Como disse antes, conforme a base de usuários Linux crescer, haverá espaço para cada vez mais distribuições, algumas poucas de uso geral e outras centenas de distribuições especializadas. Será mais fácil encontrar soluções para os problemas do dia a dia, sem precisar sentar e passar algumas horas desenvolvendo algo a partir de uma instalação enxuta do Slackware ou Debian.
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