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Veja também:
:. DVDs e CDs de distribuições Linux
:. Envio para outros países




:. O futuro da memória Flash (31/03/2003)

Os chips de memória flash são cada vez mais usados. Eles são pequenos, utilizam interfaces relativamente baratas, consomem pouca energia e ao contrário da memória DRAM e SRAM conservam os dados durante anos sem alimentação elétrica. É uma tecnologia bastante versátil que seria perfeita se não fosse o preço da memória flash em sí :-)

O grande problema é que ao invés de um transístor por bit de dados como na memória RAM, os chips de memória flash são formados por células com de 4 a 6 transístores e uma camada extra de isolamento elétrico. Os transístores são organizados de forma a formar uma espécie de anel que "prende" os elétrons, conservando a carga por longos períodos. É bem diferente da memória RAM onde os dados se perdem em poucos milessegundos.

Devido à sua complexidade, estas células são relativamente grandes se comparadas a outras tecnologia de memória e o pior, armazenam um único bit de dados. Uma tecnologia mais recente, desenvolvida pela Intel e já utiliza em módulos de grande capacidade por alguns fabricantes permite armazenar dois bits por célula. A AMD está desenvolvendo uma tecnologia que permite armazenar 4 bits por célula mas que ainda demorará um pouco para estar disponível.

Um pende de memória PC133 de 512 MB pode ser comprado hoje em dia por US$ 40 (nos EUA) ou uns 250 reais por aqui. Por outro lado, uma USB Key de 512 MB não sai por menos de US$ 200 (e sabe-se-lá quanto por aqui :-).

Os preços da memória Flash caem num ritmo lento, acompanhando a evolução das técnicas de produção. Conforme os transístores diminuem de tamanho passa a ser possível colocar mais células num chip do mesmo tamanho, diminuindo o preço por megabyte. Este tipo de miniaturização acontece incrementalmente, com os preços caindo pela metade a cada 12 ou 18 meses. Mantendo o ritmo atual, um "HD" de 32 GB feito de memória flash só atingiria um preço competitivo em 2010.

A maior promessa de uma redução mais drástica nos custos é a tecnologia Ovonics, que está recebendo bastante atenção por parte dos engenheiros da Intel de dois anos pra cá. Parece ser mesmo uma tecnologia promissora, embora ainda não exista previsão de quando possa realmente ser usada comercialmente. Eu havia escrito uma nota sobre isto em 2001, que ainda continua válida:

No início da década de 70, pesquisadores da Intel, chefiados pelo próprio Gordon Moore, hoje aposentado, trabalhavam numa tecnologia de memórias chamada Ovonics Unified Memory (OUM). Na época não pareceu nada muito promissor, por isso, simplesmente patentearam o trabalho já feito e foram trabalhar em outra coisa.

Esta tecnologia consiste no uso de semicondutores amorfos, que mudam de estado ao receber uma carga elétrica, tornando-se condutores ou cristalinos, estado onde passam a atuar como isolantes. É algo parecido com o usado nos CDs regraváveis, com a excessão de que neste último caso é usado laser ao invés de eletricidade. Dois estados equivalem aos bits 1 ou 0, ou seja, já é o suficiente para ser transformando em alguma forma de armazenamento de dados.

Agora, depois de quase 30 anos esquecida na gaveta, a tecnologia pode finalmente ganhar seu espaço no mercado. Se durante a década de 70 não havia tecnologia para fazer nada produtivo com ela, atualmente é possível produzir memórias OUM a um custo mais baixo que as memórias Flash atuais, pelo menos segundo os engenheiros da Intel.

Realmente, as memórias Flash são uma tecnologia bastante precária. São muito caras, a densidade é muito menor do que na memória RAM comum ou em outros tipos de memória, etc. Mas, elas dominam o mercado, simplesmente por que até agora ninguém conseguiu produzir nada melhor.

Contando com as memórias OUM, agora já temos três tecnologias com condições de serem uma alternativa às memórias Flash num prazo de três anos.

As memórias Magnéticas (MRAM) que têm a vantagem de serem bastante rápidas, mais rápidas que as memórias RAM atuais, segundo a IBM. As memórias de polímeros por sua vez trazem a promessa de serem muito baratas, a ponto de no futuro substituírem os HDs como meio de armazenamento de massa. Por último vem as memórias OUM, recém ressuscitadas, que também prometem ser bem mais baratas que as memórias Flash atuais.

Apesar de existir espaço para as três tecnologias, é provável que apenas duas, ou mesmo uma única prevaleça. Estas tecnologias são importantes para o futuro dos Palms, celulares e portáteis em geral, que hoje em dia, por causa do alto preço das memórias Flash, trazem bem pouca memória.

As memórias de polímeros que cito no artigo estão sendo desenvolvidas por uma empresa chamada Matrix, e também pela AMD e Intel. Esta tecnologia responde pela sigla PFRAM (Polymer Filled RAM) e consiste em chapas de material plástico, com células de um material condutor que podem ser usadas para armazenar dados. Estas chamas não possibilitam uma densidade muito grande, mas podem ser empilhadas para atingir capacidades semelhantes aos dos chips de memória Flash atuais.

Esta matéria publicada pelo CNet contém mais algumas informações sobre estas tecnologias:

http://news.com.com/2009-1040-994240.html?tag=fd_lede1_hed





:. Vírus no Linux? (28/03/2003)

Esta entrevista do Desktop Linux abre um assunto que vem sendo cada vez mais discutido, a vulnerabilidade ou não do Linux contra vírus.

Até hoje tivemos poucos incidentes com vírus e worms dignos de nota. O caso mais famoso foi em Setembro de 2002, com um worm que afetava servidores Apache com uma versão antiga da extensão mod_ssl. Este caso foi bastante divulgado, mas o worm conseguiu atingir apenas 5000 máquinas, insignificante se comparado com os milhões de máquinas que os worms for Windows conseguem atingir.

Existem algumas poucas dezenas de vírus e worms conhecidos, algumas pessoas falam em pouco mais de 100. A grande questão é que nenhum destes vírus jamais conseguiu se espalhar pela falta de uma massa crítica de máquinas vulneráveis. Um só afeta máquinas com uma certa versão de uma certa biblioteca, outro só se replica em máquinas com uma certa versão de um certo programa e com uma certa versão do Kernel, um terceiro só afeta uma versão antiga de uma única distribuição e por aí vai. Além disso quase todos os vírus só afetam máquinas onde o usuário executa os arquivos infectados como root.

Como "dependências" tão dispersas, nenhum vírus consegue ir muito longe. É necessário muitas máquinas iguais como no Windows. Esta barreira só deixaria de existir caso uma única distribuição conseguisse crescer a ponto de ser usada em 20 ou 30% dos desktops do mundo.

Em segundo lugar temos a questão do root. No Windows os usuários usam o sistema com a conta de administrador, que pode fazer tudo, se o usuário pode fazer tudo os vírus executados por ele também podem. Ao usar uma conta de usuário no Linux os vírus deixam de ser capazes de escrever a trilha MBR ou afetar arquivos de sistema por exemplo. Mesmo assim, um vírus ainda poderia danificar seus arquivos pessoais.

Para evitar esta última possibilidade a dica é usar uma conta separada para executar programas suspeitos ou rodar aplicativos potencialmente vulneráveis como programas P2P por exemplo.

Isso é bem simples, você não precisa sequer dar log-out. Digamos que você tenha criado dois logins, o "Roberto" que é o seu login pessoal e o "Bush" que é a conta sparing. Para rodar um programa qualquer usando a conta "Bush" basta abrir um terminal, usar o comando "su bush" e em seguida chamar o programa desejado. Caso eventualmente o programa tenha algum tipo de vírus ou script maliciosos ele vai afetar apenas os arquivos e configurações da conta "Bush" e não a sua conta pessoal. Neste caso basta eliminar o "Bush" que não serve para nada importante e criar outra marionete, "Blair" por exemplo.

Uma das principais fontes de vulnerabilidades nas distribuições atuais é o Wine, que além dos programas já é capaz de executar alguns dos vírus for Windows. É verdade que os vírus ficam limitados aos privilégios do usuário, mas ainda assim podem causar algum dano. Ao usar uma conta separada esta possibilidade deixa de existir.





:. Kurumin 1.2 Final (27/03/2003)

Já está disponível a versão final do Kurumin 1.2. Você pode ver a lista com todas as mudanças aqui:

http://www.guiadohardware.net/linux/kurumin/1.2/

Os links para baixar podem ser encontrados na página do projeto:

http://www.guiadohardware.net/linux/kurumin/

Foram várias melhorias em relação ao 1.1, se você tem conexão de banda larga vale à pena baixar :-) Para quem acessa via modem a boa notícia é que esta versão ficou com apenas 176 MB, bem menor que a anterior.





:. Mandrake 9.1 Lançado! :-) (26/03/2003)

Demorou um pouco mais do que o esperado, mas a nova versão do Mandrake Linux já está disponível.

Você pode encontrar a lista dos mirrors disponíveis na página abaixo. Clique no botão "I'm already a member of the Club or plan on registering soon, please send me to the download page".

http://www.mandrakelinux.com/en/ftp.php3

Ao contrário das outras vezes, conseguimos disponibilizar os CDs do Mandrake 9.1 edição GDH junto com o lançamento da Mandrake. Eles já estão à venda desde ontem, pelo mesmo valor da versão antiga. Você pode compra-los aqui: http://www.guiadohardware.net/CD/linux/index.asp

O CD Extra já vem com uma imagem bootável do novo Kurumin 1.2 e com o meu e-book Entendendo e Dominando o Linux 6 ed. (html e pdf).

Estou escrevendo um tutorial explicando as novidades que irá ao ar em breve. O que mais salta aos olhos é a qualidade das fontes usadas; assim como no Red Hat todo o desktop, incluindo as ferramentas de configuração utilizam fontes com antialising. Também existe um bom nível de consistência entre o visual dos programas do KDE e do Gnome graças ao Galaxy, o tema visual default. Graças a ele o Evolution e o Kmail não parecem mais saídos de sistemas operacionais diferentes :-)

Assim como o Slackware 9.0 que apresentei ontem, o Mandrake 9.1 vem com as versões mais recentes de todos os principais aplicativos, incluindo o kernel 2.4.21, XFree 4.3, KDE 3.1, GNOME 2.2 e o OpenOffice 1.0.2. Isso trouxe várias melhorias espalhadas pelo sistema. O Konqueror, aquele navegador "simples" das versões anteriores cresceu e agora bate de frente com o Mozilla em recursos, oferecendo suporte a tabs e um grande progresso no suporte a scripts e a páginas web sujas (IE only), conseguindo exibir muitas páginas que nem mesmo o Mozilla consegue exibir.

Aqui está um screenshot que tirei ontem. A maior parte do sistema está inglês pois esta instalação foi feita sem o terceiro CD, que contém os pacotes de internacionalização:

O terceiro CD está bem mais importante do que nas versões anteriores. Os dois primeiros CDs passaram a usar imagens de 650 MB ao invés dos 700 MB do Mandrake 9.0. Com isso muitos pacotes importantes foram movidos para o CD 3, que de 450 passou para 650 MB.

Além dos pacotes de internacionalização ele inclui a maior parte das ferramentas de desenvolvimento, além do código fonte do Kernel. Você precisará dele para instalar a maior parte dos programas distribuídos em código fonte e, principalmente, para instalar os drivers da nVidia e a maior parte dos drivers para softmodems. Embora ainda seja possível instalar sem ele, você terá muitas dificuldades com o sistema.

Recomendo que você evite comprar revistas e outras publicações que venham apenas com os dois primeiros CDs, a menos que pretenda conseguir o terceiro CD com algum amigo. Ele é realmente importante nesta versão.

Mais uma novidade importante é que agora o instalador é capaz de redimensionar partições NTFS, você não precisa mais usar o Partition Magic para instalar o Mandrake em dual boot com o seu Windows XP :-) A opção de redimensionar a partição do Windows aparece durante a instalação, o particionador se oferece para fazer isso automaticamente inclusive.

Trabalhar com um sistema sujo e obscuro como o NTFS não é uma tarefa fácil, por isso é recomendável tomar alguns cuidados antes da instalação. Em primeiro lugar verifique se realmente existe espaço livre na sua partição, você vai precisar de uns 3 GB para fazer uma instalação completa do Mandrake, mas quanto mais espaço estiver disponível menor é a possibilidade de problemas. Em seguida desfragmente a partição, o que pode ser feito usando o próprio defrag incluído no Windows 2000 e XP. Finalmente, faça um backup dos dados importantes, afinal o seguro morreu de velho :-)

Aqui está o anúncio oficial com uma lista resumida dos avanços:
http://www.mandrakelinux.com/en/9.1/91PR.php3

Review do OSnews
http://www.osnews.com/story.php?news_id=3116

Review do Tinyminds
http://www.tinyminds.org/

Neste último link está uma entrevista com o Gaël Duval, um dos fundadores da Mandrake Soft, que fala sobre o lançamento e os problemas financeiros da empresa:
http://www.osnews.com/story.php?news_id=3131

Segundo ele a Mandrake alcançou "mais ou menos" o break-even nos últimos meses. Isto significa que além de cobrir os custos operacionais estão conseguindo honrar os pagamentos com os credores, mantendo uma situação mais ou menos tranqüila. A Mandrake está sob a proteção do pedido de concordata (julgado favoravelmente) até Setembro. Eles esperam conseguir obter um bom lucro até lá com as vendas do Mandrake 9.1 e as assinaturas do Mandrake Club e renegociar as dívidas ao final do período de proteção.

Esta continua sendo uma boa hora para ajudar financeiramente, encomendando sua caixinha na loja virtual (http://www.mandrakestore.com/) ou se inscrevendo no Mandrake Club (http://www.mandrakeclub.com/).





:. Como usar o Mandrake 9.0 para edição de audio (23/03/2003)

Este artigo explica de forma bem detalhada como configurar o Mandrake 9.0 para trabalhar com edição profissional de audio. Ele é destinado a iniciantes, começa com o Hardware, explicando os recursos que devem ser procurados ao comprar uma placa de som, passa pela configuração do som no Linux (explicando as diferenças entre os drivers OSS e o ALSA por exemplo) e termina apresentando os programas disponíveis e explicando como instalá-los. As instruções são genéricas e são úteis também para usuários de outras distribuições. Leitura recomendada :-)

http://www.desktoplinux.com/articles/AT8018846552.html





:. Kurumin 1.2 beta2 disponível (22/03/2003)

Este é (provavelmente :-) o último beta antes da versão 1.2 final que será lançada durante o mês de Abril. Este segundo beta traz várias correções e drivers atualizados para os modems PC-Tel onboard das placas Pc-chips M810 e M812 (que agora funcionam aparentemente sem problemas). Também estão disponíveis drivers para modems PC-Tel PCI (experimentais), Intel Ham (experimentais) e Lucent (testados).

O ISO pode ser baixado em:

ftp://ibiblio.org/pub/Linux/distributions/kurumin/

Tamanho: 175.8 MB | MD5sum:
71e71250d899e58890de534a56a1ec34 kurumin-1.2beta2.iso

Além das correções, foram incluídos vários novos recursos. Abaixo estão as mudanças em relação ao primeiro beta (as mudanças do beta1 em relação ao 1.1 você pode ver mais abaixo nesta mesma página).

20- O Kopete foi substituído (depois de insistentes reclamações no fórum :-) pelo SIM, que oferece a vantagem de baixar a lista de contatos automaticamente dos servidores da Mirabilis. O SIM é cliente apenas do ICQ. Usuários do MSN e AIM podem usar o Gain, que suporta sumultâneamente os três protocolos.

21- Incluído um script que permite habilitar os recursos de exibição em tela cheia com interpolação via software e aumentar o tamanho das legendas no Mplayer, que vinham sendo dúvidas frequêntes. Basta clicar no ícone "Configurar Mplayer" no iniciar ou chamar o "c-maplyer" no terminal. Depois de rodar o script você será capaz de assistir seus divx em tela cheia, mesmo que sua placa de vídeo não suporte interpolação via hardware. Uma ressalva é que este recurso só funciona bem a partir de um Pentium III 833. Você pode desátiva-lo a qualquer momento rodando o script novamente.

22- Incluído ícone mágico para instalar o ReZone (um editor de áudio semelhante ao Sound Forge), sugestão do Marcello no fórum.

23- O Kurumin inclui agora suporte a DVDs, incluindo os menus, através do Xine. O Xine complementa o Mplayer, trazendo suporte também a VCDs. Na verdade o Mplayer também é capaz de exibir filmes em DVD caso você selecione manualmente os arquivos de vídeo, mas o Xine é bem mais prático.

Em primeiro lugar, não é possível assistir filmes em DVD com qualidade caso o suporte a Ultra DMA não esteja ativado por default. Ao clicar no ícone o Kurumin se oferece para ativar o suporte para você. A configuração é feita através do hdparm e não é persistente. Ele perguntará de novo cada vez que você clicar no ícone.

Agora é só relexar e assistir o filme. Deixe o DVD no drive e clique no botão "NAV" e em seguida no "DVD" da tela principal do Xine. Depois é só clicar no play que ele começa a exibir.

Como você pode ver, ele também suporta os menus de navegação:

Naturalmente o suporte a DVDs é mais útil para quem possui dois drives, já que o Kurumin não permite que o CD com o sistema seja ejetado durante a operação. Se você possui apenas o DVD a solução é instalar o sistema no HD ou copiar a imagem para a partição do Windows e dar boot via disquete, deixando o drive livre para o DVD.

O Kurumin não inclui a biblioteca libdvdcss (ilegal nos EUA), por isso você não conseguirá assistir alguns DVDs com o sistema de proteção. Não pretendo incluir essa biblioteca para evitar problemas legais, mas nada impede que você a instale depois instalar o Kurumin no HD ou ao remasterizar o CD.

A minha opinião sobre esse tema é a seguinte: O DMCA é uma lei Americana. As Empresas que produzem DVDs com proteção também são Americanas. Então simplesmente compre seus filmes em Divx e deixe que eles se explodam. A esmagadora maioria dos DVDs produzidos nacionalmente, incluindo aqueles que vem nas revistas não possuem trava e podem ser assistidos normalmente no Kurumin.

24- Incluídos ícones mágicos para mais aplicativos. Os scripts dos ícones mágicos para instalar o KDE 3.1 e o suporte a impressão foram corrigidos e agora funcionam como esperado. Para instalar sua impressora no Kurumin basta rodar os dois scripts (depois de ter instalado o sistema no HD) e apontar o modelo no Wizzard que será berto ao final da instalação.

25- O Kurumin continua sofrendo de anorexia :-) Apesar de tudo o que aprendeu a fazer nesta nova versão, o tamanho da imagem foi reduzido para apenas 175 MB! Isto é resultado de um trabalho bastante minucioso de procurar e eliminar arquivos, bibliotecas e pacotes desnecessários do sistema, aliminando toda a gordura. O espaço livre será utilizado para atualizar o KDE para a versão 3.1 e instalar outros aplicativos do pacote Koffice (como o Kspread) na próxima versão. O Kurumin é atualmente a única distribuição Linux a trazer o KDE 3 e um conjunto completo de aplicativos em menos de 180 MB.





:. A história do Windows (20/03/2003)

Este artigo do Neowin traz um pequeno documentário sobre a história do Windows, com screenshots de todas as versões: do Windows 1.0 ao XP.

http://www.neowin.net/articles.php?action=more&id=53&perpage=1&pagenum=1

Os Windows 1.0 e 2.0 são especialmente interessantes devido à todas as limitações do Hardware da época. Imagine rodar um ambiente gráfico sobre um XT com 512 KB de memória? O próprio Windows ocupava uma grande parcela disso, fazendo com que fosse possível rodar apenas um programa de cada vez :-) Se você tivesse um 286 com 2 MB a situação já era um pouco mais confortável, mas mesmo assim, programas maiores só tornaram-se possíveis a partir do Windows 2.0/386 que trouxe suporte a micros 386 com mais memória RAM.

Não é à toa que o Windows só se tornou realmente popular a partir do 3.0. Até então o hardware era tão limitado que o Windows mais atrapalhava do que ajudava, o mais importante era manter a maior parcela possível de memória RAM livre, já que o XT e o 286 sequer suportavam memória virtual.







:. Kurumin na Geek deste mês (19/03/2003)

Da próxima vez que passar na banca da esquina você terá uma agradável surpresa, o Kurumin está tendo sua primeira grande aparição pública este mês, na revista Geek número 30 :-) Como o Kurumin ocupa apenas 185 MB do CD, aproveitaram para ocupar o restante do espaço como jogos, apostilas e vários outros programas.

A receita é simples, basta incluir a pasta /KNOPPIX no diretório raiz do CD e gravá-lo incluindo os arquivos /KNOPPIX/boot.img e /KNOPPIX/boot.cat como imagem e catálogo de boot. Os demais arquivos podem ir em outras pastas do CD, não existe limitação quanto a isso.

Pronto, você tem um CD bootável personalizado. As suas apostilas, músicas, vídeos etc. podem ser acessados tanto por quem ler o CD no Windows ou outro sistema operacional quanto através do próprio Kurumin. A principal vantagem é que além do "valor agregado" os leitores não precisam instalar programas para visualizar o conteúdo do CD, tudo que for necessário pode ser incluído no próprio Kurumin.

A Geek não está sozinha. A partir do início de Abril você verá o Kurumin em destaque em mais uma revista de grande circulação e possivelmente em muitas outras daí em diante :-)

É simples incluir a imagem do Kurumin pois ela ocupa relativamente pouco espaço. A versão 1.0 tem 186,6 MB, a 1.1 tem 187.2 MB. Estou conseguindo enxugar bastante coisa na versão 1.2, mesmo com todos os novos programas ela deverá ficar com apenas 177 MB :-) Isso deixa mais de 500 MB livres para o restante do conteúdo do CD.

Além do Kurumin a revista traz uma longa entrevista comigo, que reproduzo aqui:


#1. Quantos livros você já escreveu? Quais são os próximos que escreverá?

Eu comecei escrevendo alguns livros sobre hardware, depois sobre redes, escrevi um dicionário técnico que ainda estou atualizando e de uns tempos pra cá comecei a escrever sobre Linux


#2. Você acha que o Brasil já figura entre os países que mais apóiam o Free Software, ou que precisamos amadurecer mais? Quais países podem servir de exemplo para nós.

Existe um grande interesse sem dúvida, mas em grande parte por causa da gratuidade da maioria dos softwares, ainda falta um maior acesso às informações para que as pessoas possam conhecer também as vantagens técnicas. Mas isso se resolve com o tempo, espero estar dando minha parcela de contribuição.


#3. O fato do Kurumin Linux ser um sistema "bootável" é devido ao medo dos usuários de instalar um novo S.O em seus micros?

Instalar um novo SO é sempre um transtorno, não importa quantas vezes você já tenha feito isso. O fato do sistema rodar através do CD permite que ele seja usado também em outras áreas, como demonstrações, como sistema de recuperação, etc. Também facilita as coisas para quem pretende instalar no HD, pois você pode testar antes se o sistema roda ou não na sua máquina.


#4. Você concorda com a posição da Debian, que não usa drivers de grandes empresas, a não ser que eles sejam com código livre? A interação de sistemas Linux e Windows é vital ou o mal deve ser cortado pela raíz?

O mundo ideal seria um mundo em que você pudesse ter acesso a todo tipo de arquivo, todos os sites e serviços independentemente do sistema operacional que estivesse utilizando; aí sim teríamos uma verdadeira liberdade de escolha. Quanto maior for o nível de compatibilidade entre o Linux, Windows e outros sistema, melhor será para os usuários.

No caso do Debian (o Kurumin também é Debian :-) não faz muita diferença se os desenvolvedores incluem ou não drivers proprietários. O Debian inclui uma ferramenta muito prática para instalar novos pacotes, o apt-get. Basta que alguém crie uma página ou um servidor de FTP com os pacotes pra que você possa instalar com um único comando: "apt-get install modem-lucent", "apt-get install divx" ou o que seja. Os desenvolvedores constroem a base do sistema, mas a partir daí quem manda é o usuário.


#5. O Kurumin não é a primeira distro. brasileira, mas sem dúvida é a que tem o nome mais ligado a nossa cultura. Sua intenção é criar uma distro. Brasileira para brasileiros ou os objetivos do Kurumin são mais ousados? Quais são os diferenciais do Kurumin frente às distribuições que já estão aí.

O objetivo sempre será uma distribuição localizada para o Brasil, até por que existem muitas distribuições por aí, preciso encontrar o meu nicho não é mesmo? :-)

O Kurumin é uma tentativa de desenvolver um Linux voltado para o uso em desktops, que seja fácil de usar, fácil de instalar e resolva problemas clássicos como a falta de suporte a softmodems e a multimídia.

Mesmo nesta primeira versão o Kurumin já inclui drivers para modems Lucent e Agere, suporte a vários formatos de vídeo, incluindo Divx e Windows Media e uma ferramenta para instalar suporte a Flash. Tudo isso é organizado de uma forma intuitiva, você não precisa ler o manual pra usar.

A instalação no HD também é muito simples, já que o Hardware é detectado automaticamente durante o boot. A cópia dos arquivos demora menos de 4 minutos num micro atual e depois de instalado o sistema de comporta exatamente da mesma maneira que ao rodar direto do CD, só fica mais rápido.

O meu trabalho no Kurumin se concentra em aperfeiçoar uma plataforma que já existe (o Knoppix e o projeto Debian), melhorando o que já existe ao invés de reinventar a roda desenvolvendo um novo sistema de pacotes, novas ferramentas de configuração, etc. como em outras distribuições.


#6. Ao ensinar o pessoal a criar um S.O próprio no seu site, o que você espera que aconteça? O nível dos usuários brasileiros está mais para: "Vamos aprender a mexer no Linux" ou para "Vamos desenvolver uma distribuição mais estável e segura que todas as outras"?

Não dá para generalizar, tem gente de todos os níveis. Não podemos esquecer do Marcelo Tossati que é o mantenedor do atual Kernel estável. Existem muitos projetos interessantes por aí, mas acho que ainda estamos usando só uma pequena parte do nosso potencial.


#7. Recentemente um grupo de programadores declarou "morte ao linux" (http://www.morteaolinux.com.br/). Eles se diziam indignados com forma escrava como os desenvolvedores Linux trabalhavam e não lucravam nada. Enquanto isso os "programadores" convencionais ficam sem ter como ganhar seu dinheiro. Daí a pergunta: Um profissional que desenvolve para Linux no Brasil tem chances de ter uma carreira e lucrar com isso?

Eu escrevi um artigo sobre isso, "Ganhando dinheiro com software livre". Acho que é um pouco longo para incluir aqui, mas quem tiver paciência pode ler no: http://www.guiadohardware.net/artigos/243/

Trabalhando com software livre você pode adaptar soluções já existentes ao invés de desenvolver cada novo software do zero. Isso permite que você desenvolva soluções completas a um custo muito mais baixo e com isso consiga mais clientes e ganhe mais.

Se você desenvolver um sistema em Access para ser usado em 20 máquinas por exemplo e cobrar R$ 5000 por ele, o cliente terá um custo total de quase 45.000 reais, pois terá que pagar pelas licenças do Windows e Office. Se, por outro lado você desenvolver um sistema em PHP + MySQL que rode sobre o Linux você poderia cobrar R$ 15.000 pelo trabalho e ainda assim o cliente sairia ganhando. Em outras áreas isto é chamado de "eliminar o atravessador".

Embora existam muitos softwares gratuítos, o cliente sempre preferirá ter uma solução adaptada ao seu negócio, que tenha suporte a garantia. Nada impede que você trabalhe em alguns projetos voluntários de que goste nas horas vagas e receba dignamente pelo seu trabalho no restante do tempo.

A questão fundamental é que assim como em outras profissões o nível técnico exigido pelo mercado de trabalho está crescendo muito rápido. Os maus programadores estão tendo um campo de trabalho cada vez mais restrito, independentemente da plataforma.


#8. Agora uma dica para nossos leitores, Qual seria o primeiro passo para um programador comum migrar para o Linux?

Não existe mistério, o código dos programas está disponível, você pode começar dando uma olhada no código de um programa pequeno que você ache útil, começar a ir fazendo coisas simples como traduzir caixas de texto e mudar algumas funções básicas. O mais legal é que você pode recompilar o programa a cada passo para ver as suas alterações. Isso é muito simples, basta baixar os pacotes .tar.gz (as versões distribuídas em código fonte), descompactar o pacote, abrir e editar os arquivos usando um editor de texto qualquer e depois compilar usando aqueles três comandinhos famosos (./configure, make e make install).

Com o tempo você vai ir aprendendo novas coisas, é igual aprender Inglês, é algo que você desenvolve ao longo da vida. O legal neste caso é que você pode trabalhar em algo útil desde do início, traduzir um programa para o Português por exemplo, ao invés de ficar só repetindo um monte de exercícios chatos.





:. Usando o Cygwin (18/03/2003)

O Cygwin é uma espécie de "wine ao contrário" que permite instalar e rodar aplicativos for Linux dentro do Windows. Este artigo é uma boa introdução, dando os passos gerais para instalar o Cygwin junto com alguns aplicativos:

http://www.unixreview.com/documents/s=7822/sam0302web/

Você pode baixar o Cygwin no: http://cygwin.com

O pacote, junto com os aplicativos podem ser baixados gratuitamente. Basta baixar o "setup.exe" e marcar os pacotes que deseja instalar. A instalação é feita via Web, similar à do Netscape. Tudo é bem simples. Depois de instalado é criado um atalho para o terminal no desktop, basta abrí-lo e chamar os programas desejados, como no Linux.

Embora a instalação do Cygwin seja ridículamente simples, a instalação dos aplicativos não é. Além dos conhecimentos básicos sobre compilação de pacotes é preciso ler a documentação do Cygwin sobre os pacotes disponíveis, o que roda e o que não roda, etc. Com um pouco de paciência é possível rodar o KDE e vários aplicativos dentro de uma janela no Windows :-)

O Cygwin não é exatamente uma substituição para uma distribuição Linux "de verdade", mas é uma boa forma de combinar os dois mundos se por qualquer motivo você não puder instalar o Linux em dual-boot.

Mas, uma das aplicações mais simples e mais úteis para o Cygwin é a de rodar aplicativos a partir de um servidor XDMCP Linux, configurado para fornecer a tela de login para os clientes remotos. Neste caso basta abrir o Cygwin e dar o comando "X -broadcast" para obter a tela de login do servidor e a partir daí rodar qualquer aplicativo instalado nele.

Para que isso funcione você não pode se esquecer de marcar os pacotes do Xfree na tela de instalação do Cygwin:

O resultado é surpeendente. Nada melhor do que ver com seus próprios olhos:

Sobre a configuração de servidores XDMCP:

http://www.guiadohardware.net/livros/linux/07.asp





:. Como compartilhar a conexão via Velox no Coyote (15/03/2003)

Este tutorial dá a dica de como compartilhar uma conexão via Velox (o serviço de banda larga da Telemar) usando o Coyote, que parece ser um problema frequente.

O grande macete é que além de escolher a autenticação via PPPoE, o login e senha deve ser o número do seu telefone, incluindo o DDD, como em "2132415879". Depois de gerar o disquete do Coyote é preciso acessar o VeloxZone (num dos clientes) e fazer a autenticação para finalmente ter acesso livre. No tutorial é indicado um programa desenvolvido pelo Wagner Shimatai de Medio que faz o login automaticamente a partir de uma das estações.

Leia o tutorial no:

http://www.coyotevelox.kit.net/







:. Parem as máquinas! O Kurumin 1.2beta já está disponível :-) (14/03/2003)

Aqui está mais uma versão fresquinha do Kurumin com várias novidades. O ISO pode ser baixado no:

ftp://ftp.ibiblio.org/pub/Linux/Incoming/kurumin-1.2beta.iso

A versão 1.2 "final" do Kurumin deverá ser lançada no início de Abril. Este beta visa testar os novos recursos, sobretudo a inclusão dos drivers para softmodems Intel Ham, PC-Tel PCI e PC-Tel onboard. Apesar de ser um "beta", esta versão é estável, tudo o que funcionava na 1.1 continua funcionando e ainda por cima vários bugs foram corrigidos. Foram adicionados ainda vários novos recursos importantes. Confira as novidades:

1- Vários bugs corrigidos.

2- Depois de vários testes finalmente terminei o script que instala o KDE 3.1 no Kurumin que pode ser executado através do ícone mágico. O script é quase automático, você precisa apenas confirmar algumas opções pressionando Enter. O script instala os pacotes do KDE 3.1, outros componentes do Koffice, como o Kspread e o Kchart (tudo já em Português) além de alguns games, componentes adicionais, temas e ícones. No total são baixados cerca de 60 MB de arquivos. O assim como os demais ícones mágicos, o script deve ser usado apenas depois de instalar o Kurumin no HD.

3- O Kword agora está em Português do Brasil.

4- Adicionado o gtk-gnutella, um programa de compartilhamento de arquivos extremamente leve e rápido que utiliza a rede do gnutella. Por default ele salva os arquivos baixados na pasta /tmp, mas você pode alterar para outra pasta qualquer nas configurações do programa. O gtk-gnutella faz buscas simultâneas em várias redes, como a do Limewire, Morpheus, BearShare etc. (já que todos utilizam o mesmo protocolo) o que melhora bastante a qualidade das buscas.

O mais interessante é que ele já vem configurado para rodar "out-of-the-box". Basta dar boot no Kurumin e abrir o programa que ele já se conecta automáticamente. Basta fazer a busca e começar a baixar. Não é preciso configurar nada além da conexão com a Web. Outra vantagem é que ele não vem com spywares nem trojans ao contrário de outros programas de compartilhamento que temos por aí.

Lembre-se que a pasta /tmp faz parte do ramdisk criado durante o boot. Para não perder os downloads a cada reboot você deve salvá-los numa partição do HD ou num CD-R.

5- Adicionados vários novos ícones mágicos: Java da Sun, Opera, Sylpeed, Gkrellm, mc, alien e suporte a impressão (receita do Flavio Moreira).

6- Como de praxe, o papel de parede foi trocado para diferenciar da versão antiga.

7- A splashscreen do KDE foi substituída por uma personalizada desenvolvida pelo Wooky.

8- Adicionado o Jpilot, que é ao mesmo tempo um programa de contatos e agenda de compromissos e uma ferramenta para sincronizar com o Palm.

9- Atualizados os pacotes de detecção de hardware do Knoppix. Vários bugs corrigidos e melhor suporte a vários dispositivos.

10- Adicionado o editor "joe" de modo texto, para quem não gosta do vi.

11- Adicionados drivers para softmodems PC-Tel PCI (offboard).

12- Adicionados drivers para softmodems PC-Tel Onboard (sugestão do Cabelo no fórum, dica publicada pelo Alex Gurgel).

13- Adicionados drivers para softmodems Intel HAM.

O suporte a softmodems Conexant está descartado por hora. Os drivers são muito problemáticos de instalar no Kurumin, pois são vários modelos diferentes de chipsets suportados através de dois drivers diferentes. É preciso uma compilação específica para cada modelo de chipset e os drivers ocupam muito espaço. O driver para um único modelo em que testei ocupa um total de 3 MB.

14- Criados utilitários para compartilhar a conexão com a web, que atendem tanto quem conecta via modem, quanto a usuários de banda-larga. Você deve primeiro configurar a conexão com a Web (via modem ou banda-larga), configurar a placa de rede, conectar-se e só então chamar os utilitários:

compartilhar-ppp0 : Para compartilhar uma conexão via modem com a rede local
compartilhar-eth0 : Para compartilhar uma conexão de banda larga que utiliza a placa rede rede eth0. Você pode verificar os endereços usados por cada interface de rede através do comando "sudo ifconfig"

Se os clientes da rede já estiverem configurados para acessar a web através do endereço IP usado pelo Kurumin você já deve ser capaz de acessar a web automaticamente nos demais PCs da rede, mesmo rodando o Kurumin a partir do CD. Ao contrário de um certo sistema operacional, não é preciso reiniciar o micro, nem mesmo a conexão ao ativar o compartilhamento :-). Ambos os programas devem ser executados como root, use o Root-Shell encontrado no iniciar.

Uma observação é que o Kurumin não inclui um servidor DHCP, você deve configurar os clientes com endereço IP fixo. A configuração nos clientes fica:

Endereço IP: Qualquer endereço dentro da faixa de endereços usada pelo Kurumin. Ex: 192.168.0.3
Servidor DNS: Os endereços dos servidores DNS do seu provedor. Ex: 200.177.250.10
Gateway Padrão: O endereço do servidor Kurumin. Ex: 192.168.0.1
Domínio: O domínio do seu provedor. Ex: terra.com.br

16- Instaladas manpages em Português.

17- Incluído o wvdial, um discador de modo texto que serve como opção ao Kppp. Escrevi um scrip que o deixou bem simples de usar, mais intuitivo que o próprio Kppp na minha opinião. Ao clicar no ícone é rodado o wvdialconfig, que detecta o modem e cria o arquivo de configuração e em seguida abre duas janelas do kedit, uma com o arquivo de configuração e outra com instruções. Basta alterar as três linhas onde vai o telefone do provedor, login e senha (seguindo o modelo), salvar o arquivo e fechar a janela para que ele já disque automaticamente. Mais fácil impossível ;p

18- Atualização do Phoenix: novo visual, melhor suporte a plugins e um melhor desempenho.

19- Kurumin como Servidor e Cliente XDMCP

Já que estou me tornando um dos defensores do uso dos servidores XDMCP, incluí um pequeno utilitário no meu Kurumin Linux que faz a configuração automáticamente. Se você está usando o Kurumin 1.2 em diante basta abrir o root shell e chamar o:

# xdmcp-server-ativar

Que fará todas as alterações descritas acima automaticamente. Para desativar basta chamar o:

# xdmcp-server-desativar

Estes dois scripts podem ser executados apenas depois de instalar o Kurumin no HD. O Kurumin pode ser usado como servidor XDMCP para clientes rodando qualquer distribuição.

Para usar o Kurumin nos clientes você tem duas opções. A primeira é dar boot normalmente através do CD, pressionar "Ctrl+Alt+F2" para acessar um terminal texto e rodar o comando "X :2 -broadcast" ou "X :2 -query IP_do_servidor".

Caso o Kurumin já esteja instalado no HD você tem a opção de automatizar isso rodando o:

# xdmcp-cliente-ativar

Que configurará o Kurumin para simplesmente pegar a tela de login de um servidor através do comando X -broadcast. Você pode trocar este X -broadcast por outro comando de sua preferência editando o arquivo /etc/init.d/bootmisc.sh.

Para reverter as alterações nos clientes pressione "Ctrl+Alt+Backspace" para que ele deixe de pegar a tela de login do servidor e passe para o terminal local. Basta agora logar-se como root e chamar o:

# xdmcp-cliente-desativar

Para maiores detalhes sobre o uso dos servidores XDMCP, leia o capítulo 7 do meu e-book:

http://www.guiadohardware.net/livros/linux/07.asp





:. Um passeio 3D pelo Kernel :-) (10/03/2003)

Aqui estão os links para dois vídeos bastante interessantes com uma representação 3D dos inúmeros componentes que formam o Kernel do Linux. O primeiro mostra a evolução da versão 1.2.0 até a recente 2.4.1, mostrando a velocidade e a sequência com que os novos módulos foram sendo acrescentados. Realmente muito bem feito:

Estão disponíveis duas versões, uma de alta qualidade e outra menor e com menos quadros:

12 MB: http://perso.wanadoo.fr/pascal.brisset/kernel3d/120-241.mpg

4 MB: http://perso.wanadoo.fr/pascal.brisset/kernel3d/120-241s.mpg

O segundo vídeo é um tour pelo Kernel 2.4.5, que mostra os módulos destinados a cada recurso (sistemas de arquivos, suporte a TCP/IP, etc.). Só por curiosidade, veja a diferença entre o número de módulos do suporte a EXT2 e do suporte a ReiserFS :-)

Este segundo vídeo tem 9 MB e pode ser baixado no:

http://perso.wanadoo.fr/pascal.brisset/kernel3d/245.mpg

A página oficial do projeto é a:

http://perso.wanadoo.fr/pascal.brisset/kernel3d/kernel3d.html





:. Introdução ao Debian (10/03/2003)

Este artigo do Distrowatch é uma boa introdução ao Debian, bem voltada para iniciantes, explicando a instalação e atualização de pacotes via apt-get, as diferenças entre as versões stable, testing e instable, e outras dicas úteis para quem ainda está tentando entender "o que é o Debian" ;-)

Ao contrário de outros reviews, ele não se concentra no processo de instalação, pelo contrário, a idéia é dar uma visão geral dos recursos da distribuição:

http://www.distrowatch.com/dwres.php?resource=review-debian

Embora o Debian seja pouco usado por usuários domésticos por causa da instalação relativamente difícil, ele serve de base para várias outras distribuições, como o Lycoris. Lindows, Libranet, Knoppix e claro, também para o Kurumin :-) Embora cada distribuição tenha seus diferenciais, os pacotes usados vem da mesma fonte e por isso existem muitas semelhanças. A principal delas é a possibilidade de instalar pacotes via apt-get e a compatibilidade com as dezenas de milhares de pacotes Debian disponíveis no http://www.debian.org/distrib/packages e em vários outros sites.





:. O triste e degradante fim da SCO (07/03/2003)

A SCO Group (ex. Caldera) é atualmente uma empresa semi-falida, que vê as vendas do SCO, seu principal produto cairem progressivamente, mês a mês. Além de apresentar poucas vantagens em relação ao Linux, o SCO é muito caro. As poucas empresas que ainda compram e licensiam produtos relacionado ao SCO Unix são clientes antigos, que já amarraram sua infra-estrutura a ele. O barco está literalmente afundando.

Buscando sobreviver, a SCO filiou-se ao consórcio United Linux, mais por força de suas patentes e importância histórica do que realmente por seus méritos. Ao contrário da Conectiva, SuSe e Turbo Linux, a SCO pouco contribuiu para o projeto até o momento.

Como uma última medida desesperada, a SCO resolveu processar a IBM exigindo indenizações no valor de pouco mais de US$ 1 bilhão (isso mesmo, nove zeros) por quebra de contrato e violação de patentes ao utilizar código fonte do AIX em projetos open-source e incentivar outras empresas a fazê-lo.

Esta alegação é no mínimo fantasiosa. É difícil imaginar que a IBM seria descuidada o suficiente para utilizar código herdado da SCO em seus projetos Open Source e ainda por cima liberar o código sob a GPL para que todos pudessem ver. Implementar idéias e avanços é muito diferente de simplesmente copiar código de um lugar para o outro. Outro ponto é que a própria SCO liberou grandes quantidades de código sob a GPL ao lançar seus produtos baseados no Linux, ela mesma poderia ser processada de volta por usar de má fé e abusar da licença.

A verdade é que a SCO sabe que não tem razão. Eles querem apenas fazer barulho retirando meia dúzia de patentes da gaveta e usando-as para tentar chantagear outras empresas, uma estratégia desesperada e moralmente condenável. Tudo leva a crer que o objetivo é simplesmente conseguir algum dinheiro fácil num acordo com a IBM (e futuramente com outras empresas vítimas da mesma chantagem) ou conseguir que a IBM simplesmente compre a empresa, fazendo com que seus acionistas recuperem o dinheiro perdido. O tiro pode bem sair pela culatra, mas pelo desespero mostrado eles não devem ter nada a perder de qualquer forma.

É realmente triste ver que apesar da sua importância histórica, a SCO se transformou em apenas mais uma parasita da indústria, alienando os poucos parceiros e clientes que ainda lhe restavam.

O United Linux é agora um consórcio de apenas três empresas.

Veja a cobertura da notícia original no news.com

http://news.com.com/2100-1016-991464.html

Respostas do Eric S. Raymound, Bruce Perens e da Tina Gasperson

http://newsforge.com/newsforge/03/03/07/0450221.shtml?tid=17

http://slashdot.org/comments.pl?sid=56225&&cid=5456337

http://newsforge.com/newsforge/03/03/07/1728239.shtml?tid=3

A cobertura do LWM.net:

http://lwn.net/Articles/24747/

Atualização 10/03: Mais links

Uma entrevista com o Linus Torvalds sobre o tema. Nada especialmente importante, rebate as alegações da SCO sobre o "Linux ser como uma bicicleta comparado com uma carro de luxo (o Unix) antes das contribuições da IBM e comenta que no final o processo acabará sendo benéfico ao Linux, pois acelerará a substituição do AIX (sobre a qual a SCO detêm direitos) pelo Linux na linha de produtos da IBM.

http://mozillaquest.com/Linux03/ScoSource-05_Story01.html

A IBM contra ataca:

http://zdnet.com.com/2100-1104-991622.html

Eu continuo achando que a SCO quer apenas ser comprada pela IBM. Estamos falando de uma empresa atualmente minúscula (valor de mercado de aproximadamente 300 milhões), com cada vez menos clientes e que está a vários anos tendo prejuízo. Além de não conseguir ganhar dinheiro com o Unix a SCO agora está perdendo também seus clientes e parceiros para os produtos baseados no Linux. Se não for comprada pela IBM a SCO vai falir em poucos meses, engolida pela queda nas receitas e os altos custos da briga judicial que não tem como ganhar.





:. Kurumin 1.1 já disponível (07/03/2003)

O ISO do Kurumin 1.1 já está disponível para download :-) Veja a lista dos mirrors disponíveis no:

http://www.guiadohardware.net/linux/kurumin/index.asp

Não se esqueça de verificar o MD5SUM depois de baixar o arquivo.

Leia o meu artigo com as novidades da nova versão no:

http://www.guiadohardware.net/linux/kurumin/1.1/

Não deixe de dar uma lida no manual do Kurumin, disponível no:

http://www.guiadohardware.info/linux/kurumin/manual/

:. Screenshots do Kurumin 1.1:

Vista panorâmica... Note os ícones no desktop para as partições do HD

Konqueror & Gftp

Assistindo um vídeo na partição NTFS do Windows XP

Os ícones mágicos permitem instalar programas adicionais

Claro, não podíamos nos esquecer do suporte a
compartilhamentos de rede do Windows

Além de acessar os arquivos, você pode rodar programas
instalados na partição do Windows com o Wine.






:. Autopackage, instalações de pacotes mais fáceis no Linux (05/03/2003)

O Autopackage é um projeto para facilitar a instalação de programas no Linux, permitindo que os mesmos pacotes funcionem em várias distribuições e possam ser instalados mais facilmente. A idéia é facilitar tanto para o desenvolvedores quanto para os usuários. O desenvolvedores ganham ao não precisar mais desenvolver uma versão diferente para cada distribuição e os usuários podem instalar os pacotes facilmente, através de uma interface gráfica.

Pra dizer a verdade, hoje em dia já existem meios para criar pacotes que funcionem em todas as distribuições. Uma das maneiras mais simples é compilar o pacote estáticamente, incluindo todas as bibliotecas e outros programas de que ele precisa, tornando o programa auto-suficiente, mais ou menos como temos nos programas desenvolvidos para o Windows XP. Alguns programas já seguem isso, como o Mozilla, OpenOffice, Opera, Quake, etc. onde basta descompactar o arquivo e chamar o instalador, independente da distribuição.

O problema em compilar os pacotes estáticamente é que o tamanho do pacote aumenta muito, junto com o espaço ocupado no HD e o consumo de memória RAM ao executá-lo. O espaço no HD não chega a ser um problema hoje em dia (o Office XP ocupa quase 1 GB e ninguém parece se importar muito) mas o tempo de download dos pacotes sim. Em alguns casos um programa com 200 KB pode ficar com vários MB's ao ser compilado estáticamente.

Além disso, mesmo compilando os pacotes estáticamente ainda faltaria um instalador gráfico para que eles fossem realmente fáceis de instalar. GRandes projetos podem ter como trabalhar nisso, mas os pequenos desenvolvedores não.

O Autopackage tenta resolver estes dois problemas, proporcionando um instalador gráfico comum para todos os programas e criando guidelines para os desenvolvedores criarem pacotes compatíveis com o maior número de distribuições possível sem ter que compilar tudo estáticamente. O objetivo é criar algo parecido com o Install Shield usado pelos programas do Windows. Todos usam o mesmo instalador, por isso o procedimento para instalar qualquer um é basicamente o mesmo.

Ele ainda está em fase inicial de desenvolvimento, mas na minha opinião é um projeto bastante promissor :-) O artigo abaixo é uma entrevista com o desenvolvedor do projeto, Mike Rearm, publicada no NewsForge:

http://newsforge.com/newsforge/03/03/04/2310251.shtml?tid=23

A página oficial do projeto é:

http://autopackage.org/





:. Kurumin 1.0 disponível no Ibiblio (agora você consegue baixar) (04/03/2003)

Os mantenedores do Ibiblio.org aceitaram a minha submissão do Kurumin 1.0. O servidor é bastante rápido, descartados problemas com o provedor você deve sempre conseguir baixar o arquivo na velocidade máxima da sua conexão.

O Ibiblio é um dos maiores repositórios de arquivos digitais do mundo, com uma grande área destinada à disponibilização de projetos open-source.

O link para baixar é:

ftp://ftp.ibiblio.org/pub/Linux/Incoming/kurumin-1.0.iso

Não se esqueça de verificar o código MD5SUM depois de baixar o arquivo:

MD5SUM:
e682b5e0948819bc0d49367d28fc8440 kurumin-1.0.iso

No Linux (qualquer distribuição), acesse a pasta onde o arquivo foi baixado e digite:

md5sum kurumin-1.0.iso

Se o número retornado for igual ao acima você pode gravar a imagem sem medo, o arquivo está ok. Caso o número seja diferente então o arquivo chegou corrompido ou incompleto. Delete e baixe novamente.

No Windows baixe o programa disponível no http://www.md5summer.org/download.html. Ele é grafico, até mais fácil de usar que a versão Linux. Também existe uma versão que roda sobre o DOS.





:. Novidades do Xfree 4.3 (01/03/2003)

O suporte à placas de vídeo em geral é uma das coisas que damos como garantida nas principais distribuições atuais. É verdade que alguns drivers podem apresentar um desempenho ruim, mas é raro um caso de placa de vídeo não suportada.

Mesmo assim o Xfree continua evoluindo, já estamos na versão 4.3. Os novos recursos no Xfree são sempre importantes, pois eles são incorporados pelas novas versões de todas as principais distribuições.

A lista completa dos avanços pode ser vista no:

http://xfree86.org/4.3.0/RELNOTES.html

Os principais pontos são:

* Drivers 3D para as placas Radeon 8500, 9000, 9100 e M9. Existe ainda a opção dos drivers 3D fornecidos pela ATI.

* Melhora no suporte ao vídeo onboard dos chipsets Intel 845G, 852GM, 855GM e 865G, incluindo suporte 3D.

* Suporte para as placas National Semiconductor SC1x00, GX1 e GX2

* Suporte (2D) para as placas NVIDIA nForce2 (vídeo onboard), GeForce 4 e GeForce FX. O suporte a 3D continua sendo ativado através da instalação dos drivers da nVidia.

* Melhora expressiva nos drivers para as placas de vídeo SiS (incluindo os modelos onboard). As placas da SiS são históricamente as que apresentam o PIOR desempenho no Linux, em alguns casos até mesmo em 2D. É uma marca a evitar tanto ao comprar placas de vídeo quanto ao comprar mobos.

* Corrigidos bugs nos drivers para placas Savage e S3virge. Adicionado suporte a aceleração de vídeo para a Trident CyberBladeXP/Ai1

* Adicionado suporte para os processadores AMD Hammer.

* Melhor desempenho em 2D para todas os placas de vídeo através do uso do shadowfb.

* Melhorias no suporte a fontes TrueType.

O changelog completo (longo, voltado para desenvolvedores) pode ser lido no: http://cvsweb.xfree86.org/cvsweb/xc/programs/Xserver/hw/xfree86/CHANGELOG?rev=HEAD




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