Notícias, Agosto de 2003
(28/08/2003)
Estude no MIT de graça e sem sair de casa :-): O MIT dispensa comentários, é um dos centros de pesquisa mais respeitados no mundo. A novidade é que você pode ter acesso online a uma grande quantidade de material de estudo, publicado no site do MIT OpenCourseWare. O material é publicado pelos próprios professores, e incluem resumo das aulas, material de estudo, trabalhos, leituras recomendadas e em alguns cursos até vídeos das aulas.
O site não é um sistema de ensino à distância, você não vai anhar diploma depois de quatro anos, nem vai ter alguém para tirar suas dúvidas. O objetivo é apenas compartilhar conhecimento à moda open source. Eu estou dando uma olhada na seção Brain and Cognitive Sciences :-)
http://ocw.mit.edu/
Esta matéria da Wired fala mais sobre o projeto:
http://www.wired.com/wired/archive/11.09/mit.html
Instalando o Gentoo no Apple Power Book: Eu pessoalmente considero os produtos da Apple uma opção ruim em termos de custo benefício. Eles são muito mais caros que um PC com o mesmo desempenho.
O uso de um processador PowerPC no lugar de um x86 tem suas vantagens, como uma dissipação térmica e consumo mais baixo, mas por outro lado torna-se um problema em relação à compatibilidade com softwares. Você já deve ter ouvido falar que o MacOS X é capaz de rodar muitos programas do Linux e FreeBSD, isso inclui compiladores, vários aplicativos e até mesmo o próprio X se você não gostar do servidor gráfico do OS X.
Mas, para utilizá-los é preciso compilar os programas a partir dos fontes, muitas vezes fazendo algumas alterações estratégicas na configuração do sistema para que eles rodem sobre o OS X. Embora a possibilidade exista, é frequêntemente muito mais complicado do que instalar o mesmo programa sobre o Linux por exemplo, onde bastaria procurar um pacote destinado à sua distribuição.
Você pode ainda instalar o Linux num Mac, basta procurar uma distribuição compilada para processadores PowerPC, como o YellowDog, Mandrake PPC ou o Gentoo, comentado neste artigo do LinuxJournal:
http://www.linuxjournal.com//article.php?sid=7012
(27/08/2003)
:. Driver para o modem Speedtouch USB (speedy) no Linux: A maioria das novas instalações do Speedy está sendo feita com um modem USB, que muita gente está tendo problemas para fazer funcionar no Linux.
Passeando por aí, vi que eles também são muito comuns em Portugal e que já existe um script disponível para instala-los no Linux:
http://s1x.homelinux.net/downloads/speedtouch-installer/
Basta baixar o script, marcar a permissão de execução nas propriedades do arquivo e executa-lo com o comando: ./installer
A interface é simples, mas quem testou diz que realmente funciona. Infelizmente não tenho um modem destes para testar, mas se você conseguir fazê-lo funcionar, me dê um alô no morimoto@guiadohardware.net para que possa incluí-lo no Kurumin.
Este outro link tem os passos para a configuração "manual":
http://bandalarga.domus.online.pt:8080/temas/speedtouch.shtml
:. E-book sobre os Telecentros de SP: O André Deo me mandou o link para o download do e-book "Toda esta gente" editado pela prefeitura de SP, que além de ter sido lançado em versão impressa está disponível para download gratuito:
"Para saber mais sobre o projeto dos Telecentros de São Paulo, não deixem de
ler o excelente "Toda Esta Gente", um livro baseado nas experiências dos
usuários destes telecentros. O livro em formato PDF está disponível para
download em:
http://www.rau-tu.unicamp.br/nou-rau/softwarelivre/document/?code=86
O livro é enfocado np aspecto humano do projeto, contando histórias de vários usuários e falando sobre o processo de implantação das unidades, ajuda dos voluntários etc. Ele é voltado para o público em geral, por isso não traz informações técnicas, mas é uma leitura muito interessante para quem pretende algum dia trabalhar em algum projeto semelhante ou simplesmente está preocupado com a inclusão digital de uma maneira geral. Ele ajuda a entender o problema e o que as pessoas esperam.
(15/08/2003)
:. Problemas com o MSBlaster? Use o Kurumin para baixar as atualizações
Os PCs infectados com o MSBlaster servem como uma fonte de contaminação para outros PCs da rede e da Internet. Você não pode deixá-los ligados, caso contrário vai acabar espalhando o Worm para outras pessoas e, mesmo que não se importe muito com isso, eles não iriam muito longe antes de travar. Para piorar, o Windows Update anda fora do ar por causa da ação do worm, o que complica mais um pouco a resolução do problema.
Este artigo dá uma dica para resolver o problema,simplesmente use um CD do Knoppix (ou do Kurumin, ou do Slack Live...) para dar bootar a máquina, conectar na internet e baixar o fix da Symantec (http://securityresponse.symantec.com/avcenter/venc/data/w32.blaster.worm.removal.tool.html) e o Patch da Microsoft (http://www.microsoft.com/security/incident/blast.asp). Salve os arquivos num disquete ou na própria partição do Windows, desconecte o cabo da rede, reinicie a máquina, instale os arquivos e voilá, estamos prontos para o próximo Worm ou vírus :-P
http://www.healyourchurchwebsite.com/archives/000942.shtml
Este outro artigo dá mais dicas de como usar o Knoppix como uma ferramenta para solucionar problemas em máquinas Windows. Você pode usar o CD para fazer backup dos dados (numa outra partição ou HD, num compartilhamento de rede, no disco virtual do provedor, num CDR, etc.), acessar a Internet para pesquisar uma soluçao para o problema e assim por diante.
http://www.shockfamily.net/cedric/knoppix/
:. Por quê o Debian é a melhor distribuição :-)
Ano passado escrevi um artigo falando sobre os Handhelds Psion Series 5, dando dicas de programas e ensinando a conectá-los no Linux:
É um assunto do meu interesse, já que tenho um que uso para escrever várias matérias enquanto não estou em casa. Se não fosse possível baixar os arquivos ao voltar ele teria pouca utilidade não é mesmo? :-)
Existem dois programas responsáveis pela tarefa, o plptools e o Kpsion. Tive um belo trabalho para instala-los no Mandrake. Os pacotes RPM diponíveis nas paginas dos projetos não funcionavam. Consegui instalar o plptools a partir do pacote com o código fonte, mas o Kpsion não deu o ar da graça até hoje.
Pois bem, hoje fui escrever um script para instala-lo no Kurumin. Jã estava preparado para sair procurando bibliotecas para conseguir compilar os dois pacotes, quando descobri que os dois já estavam disponíveis no apt. Precisei apenas e dois comandos:
apt-get install plptools
apt-get install kpsion
O pltools inclusive rodou um script no final da instalação perguntando em qual porta serial o Psion estava ligado e se o programa deveria ser inicializado automaticamente durante o boot, coisas que precisei fazer manualmente no Mandrake (ou no Red Hat, ou no Slackware, etc.)
O repositorio do Debian Unstable tem pouco mais de 17000 pacotes, mas é possivel adicionar mais endereços no arquivo /etc/apt/sources.list para ter mais pacotes à disposição. Um bom lugar para procurar mais coisas é o http://www.apt-get.org
Só para efeito de comparação, uma distribuição com 3 CDs como o Mandrake ou o Red Hat possuem em geral apenas 3 ou 4 mil pacotes, o que faz com que muitas vezes você tenha que sair caçando pacotes relativamente comuns pela Internet.
O grande defeito do Debian é a dificuldade de instalação. Acredito que o instalador do Debian seja o pior ainda em uso atualmente (pelo menos entre todas as distribuições que já tive a oportunidade de testar), mas graças à brutal quantidade de pacotes disponíveis no apt-get o Debian é a distribuição onde é mais fácil instalar e desinstalar novos programas.
É aí aonde entram o Knoppix e o Kurumin. Eles mantém o grande ponto forte do Debian mas eliminam o problema da instalação. Já se fala muito em incluir os scripts de detecção de hardware do Knoppix no instalador do Debian, o que deve realmente acontecer algum dia.
Muitas das novas distribuições, como o Libranet, Lindows, etc. também são baseadas nos pacotes do Debian. Ou seja, ele é muito mais usado do que geralmente se pensa ao mesmo tempo em que é seguramente a distribuição com o maior número de desenvolvedores e colaboradores.
(09/08/2003)
:. Drivers alternativos para placas SiS: As placas de vídeo da SiS estão entre as piores suportadas no Linux. A SiS não divulga informações sobre os chipsets e não desenvolve drivers próprios. As placas funcionam sem meiores problemas em 2D, usando o drivers SiS ou o Vesa mas recursos como a aceleração via hardware para DVD, aceleração 3D, etc. ficam desativados. Basicamente, a sua Xabre funciona tão bem quanto uma Trident Providea com 8 MB de memória.
Apesar de tudo isso, as placas SiS estão entre as mais usadas. Esta página tem muitas informações técnicas sobre os recursos dos chipsets e muitas informações sobre como usar melhor os recursos das placas, informações sobre como ativar o suporte 3D usando os drivers DRI do Xfree 4.21 (o desenpenho é fraco, mas melhor do que nada). Na página você encontrará um driver alternativo, que oferece recursos não suportados pelo driver oficial incluído no Xfree e o sisctrl, uma ferramenta gráfica para configurar as opções disponíveis.
http://www.winischhofer.net/linuxsisvga.shtml
:. Real Player OpenSource e Java no Apache: Ontem li duas notícias especialmente interessantes no br-linux.org. A Real, que anda perdendo terremo para o Media Player da Microsoft lançou um projeto para o desenvolvimemnto de um player OpenSource para Linux, BSD e outras plataformas que concorra em recursos com o RealONE for Windows. Já existe uma versão antiga do RealPlayer disponível para Linux, mas ele não suporta os códigos de encriptação necessários para assistir streaming via Web. Hoje a única forma de fazer isso no Linux é usando o CrossOver Plug-in, que custa US$ 19.
http://pcworld.idg.com.br/...
A segunda boa notícia veio do projeto Apache, com o anúncio do Geronimo, uma versão OpenSource do Java que virá integrada nas próximas versões. A Sun sempre foi muito lenta e conservadora em relação ao Java, demorando para implementar as sugestões dos desenvolvedores. O Geronimo tem chance de atingir um nível de desenvolvimento bem mais dinâmico. A primeira versão estável é esperada para daqui a um ano, mas é bem provável que as versões alpha e beta comecem a ser usadas em larga escala bem antes disso (lembre-se que o Wine está em estágio Alpha até hoje e isso não impede que ele seja usado com sucesso para o desenvolvimento de muitos produtos).
O Apache (seja rodando sobre o Linux ou sobre o Linux) é usado em mais de 60% dos servidores Web. O fato de ter uma implementação OpenSource do Java incluído é um passo importante para diminuir o número de páginas "IE Only" que temos por aí.
http://www.internetnews.com/dev-news/article.php/2246281
(07/08/2003)
:. Kurumin 2.01 via bittorrent
O Kurumin 2.01 já está disponível. Os mirrors ainda estão sendo atualizados, mas você já pode baixar via bittorrent. Muita gente está deixando o micro ligado compartilhando durante hoje e amanhã então os downloads devem estar rápidos.
O endereço para baixar o Kurumin 2.01:
http://www.guiadohardware.info/linux/kurumin/kurumin-2.01.iso.torrent (187.7 MB)
md5sum: bfc1537d87be57cc33012ed323cae91b kurumin-2.01.iso
Os clientes para Linux e Windows estão disponíveis aqui: http://bitconjurer.org/BitTorrent/download.html
Se você está usando uma versão anterior do Kurumin instalado no HD, pode instalar o bit-torrent através do comando: apt-get install bittorrent
Depois, para baixar o arquivo, cole o comando abaixo num terminal (selecione e use o botão do meio do mouse :)
btdownloadcurses --url http://www.guiadohardware.info/linux/kurumin/kurumin-2.01.iso.torrent
Em outras distribuições, o comando pode ser:
btdownloadcurses.py --url http://www.guiadohardware.info/linux/kurumin/kurumin-2.01.iso.torrent
Isto baixará o arquivo ISO na pasta onde o comando for executado. Depois é só grava-lo no CD normalmente.
Depois de baixar você pode continuar compartilhando o arquivo e assim ajudar outras pessoas que estejam tentando baixar. É muito simples, basta acessar a pasta onde o arquivo foi baixado e executar o comando de baixar novamente. O bittorrent perceberá que você já tem o arquivo completo e se limitará a compartilhá-lo, sem tentar baixar novamente.
Se você já estiver rodando o Kurumin 2.0 em diante, clique no Iniciar > Instalar novos programas > Baixar a versão mais recente do Kurumin via bittorrent:
:. PC Popular com o Kurumin: O Marcelo da Planac me mandou esse artigo contando sobre o projeto de vender PCs populares com o Kurumin pré-instalado. Eles compram lotes de PCs usados, desmontam, limpam e testam e organizam os componentes e criam várias configurações abaixo de R$ 1000 para venda no varejo, com garantia e direito a um curso introdutório.
Eu havia postado algo sobre isso no fórum a algum tempo atrás. Hoje eles já estão vendendo quase 30 máquinas por dia :-).
Na verdade o Linux pode ser bem fácil de usar para um usuário leigo que o Windows, o motivo é simples: O Windows é um produto "tamanho único", o mesmo CD precisa atender às necessidades de todos os usuários. Por melhor que seja a qualidade do software é impossível atender a todo mundo.
No caso do LInux é possível desenvolver versões que atendam a nichos específicos, configuradas de fabrica com exatamente o que os usuários precisam. O Kurumin é um exemplo neste sentido, mas ele ainda é "tamanho único" é possível deixar ainda mais fácil, caso sejam desenvolvidas versões para nichos específicos. É uma questão de entender quais recursos são usados pelo grupo de usuários alvo e incluir na instalação programas que atendam a estas exigências.
Naturalmente não existem programas livres para todos os segmentos, mas muitas áreas já são bem atendidas. Em alguns casos é possível completar a turma com alguns softwares rodando sobre o Wine. O Kurumin por exemplo tem um script para rodar o Kazaa, que funciona muito bem, instalando sem quase nenhuma intervenção do usuário. O problema é alguém fazer o programa funcionar e escrever um roteiro de instalação. Com o programa já instalado não é necessário nem prática nem habilidade para usá-lo.
Nesta semana a empresa de informática Planac(www.planac.com.br) atingiu os 500 computadores com o Linux Kurumin pré-instalado. Os modelos, distribuídos nas linhas PC Gospel (www.pcgospel.com.br) e PC GOL (www.pcgol.com.br), atingem o mercado popular por oferecer computadores a preços acessíveis aos compradores da classe C e D, excluídos do mercado digital.
Os PCs disponíveis são novos ou remanufaturados, e as configurações atuais partem do 233MMX, Pentium II 400 e K6II 400, esses dois últimos com um excelente custo benefício para a inclusão digital. Quem procura configurações mais avançadas, pode sair com um Kurumin rodando num P4 de última geração.
O engenheiro Marcelo Albuquerque é o chefe do projeto e customizou para a empresa o Kurumin utilizando como base a versão 1.4, segundo ele a mais interessante. "A Microsoft não quis entender o projeto de um PC Popular, e continuou oferecendo licenças a R$350. A escolha do Linux como alternativa foi um processo natural, estilo Darwin" complementa.
As principais alterações feitas no Marcelinux, apelido carinhoso que os montadores da Planac deram ao kurumin customizado, em relação ao Kurumin 1.4, são o incremento do suporte à impressão(já disponível no Kurumin 1.5), o kscd, Powermangá e o Open Office(somente na instalação do HD), essencial para os usúaríos viciados em Microsoft.
A Planac ainda desenvolveu um manual personalizado, mas não excluiu a documentação original do Sistema Operacional. Outras surpresas ainda foram incluidas no CD do Marcelinux, como a Biblia e alguns aplicativos extras.
Marcelo explica que ainda existe um grande número de pessoas que remove o Kurumin e instala sua versão pirata do Windows, mas os números estão restritos aos clientes que recebem o computador em casa. "Os clientes que retiram o computador na loja recebem uma 'aula' de Kurumin e optam por ficar com o Sistema Operacional, principalmente por causa da legalidade. É gratificante ver o cliente descobrir que pode realizar as mesmas ações que faria no Windows utilizando o kurumin" conclui o engenheiro.
Para os computadores com Linux, todo o hardware é homologado antes do lançamento, para que não hajam problemas de incompatibilidade. Algumas versões mais ousadas incluem modems PC-Tel PCI que são facilmente administrados pelo usuário, ao contrário do que era previsto inicialmente.
Para Marcelo, os maiores inimigos do Kurumin são os vizinhos e amigos do comprador. "Os 'entendidos' já chegam dizendo que o kurumin não presta e que deve ser removido. Por serem leigos, os compradores terminam acatando a idéia, que na verdade é fruto de uma contra-informação implantada por alguém... As pessoas ainda acham que o Linux resume-se a uma tela preta estilo DOS, aonde digitamos os comandos. Para o usuário que nunca teve um PC, tanto faz começar no Linux ou no Windows, porque não existe vício".
Marcelo conlui dizendo que é preciso pensar na aplicação e não no aplicativo. "Os usuários que tem o vício Microsoft querem usar o MSOffice para preparar um documento. Ninguém diz 'vou utilizar um processador de texto' mas sim 'vou abrir o word'. Quando as pessoas mudarem esse conceito primitivo, o Linux vai ter a divulgação que merece".
Os proprietários dos computadores Planac desfrutam de uma confortável garantia de 1 a 2 anos e pagamentos em até 25 vezes. Para quem ficar confuso, ainda existe o suporte técnico por telefone, aonde são exclarecidos todos as dúvidas.
Eng° Marcelo Albuquerque
PLANAC IBM BRASIL
MARCELINUX KURUMIN
www.maebee.com.br
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