Notícias, Novembro de 2003
:. Notícias sobre o Xbox-Linux; Criando uma distribuição, a história do Gentoo; Por que não um Kurumin maior? (30/11/2003)
Notícias sobre o Xbox-Linux :. O Xbox-Linux é um projeto bastante interessante do ponto de vista técnico. O objetivo final é encontrar formas de burlar o sistema de proteção usado no Xbox, de forma a poder usá-lo para rodar o Linux e qualquer outro tipo de software, como se fosse um PC comum.
Ja é possível rodar o Linux no Xbox de duas maneiras. A primeira é instalar um modchip, o que envolve abrir o consome e passar alguns tempo trabalhando com o ferro de solda. Esta primeira solução é mais radical pois o Xbox deixa de rodar os jogos.
A segunda alternativa é feita aproveitando um bug no game MechAssault, sem precisar de alterações no Hardware. Você usa uma USB-Key preparada com uma mini-distribuição Linux e um exploit para o bug, que entra em ação ao tentar carregar um save game dentro do MechAssault. A mini-distribuição na USB-Key é carregada e o último passo é acessar o Xbox via rede para transferir um software que regrava o chip de memória flash (o "BIOS" do Xbox se você preferir chamar assim :-P) com uma versão modificada que permite rodar o Linux.
A partir daí você pode instalar outra distribuição compatível com o Xbox, mantendo compatibilidade com os games através de uma espécie de dual boot feito diretamente pelo software gravado no BIOS.
Existem limitações na segunda opção. Você não pode dispor de todo o espaço do HD (é preciso manter as partições originais do Xbox, usando apenas o espaço livre), não pode trocar o HD por outro maior e as alterações são perdidas caso você se conecte ao Xbox Live, o que vai "reparar" o console, regravando o BIOS original.
http://xbox-linux.sourceforge.net/
Este outro link é uma entrevista com o Bunnie, que trabalha no projeto e escreveu o livro "Hacking the XBox"
http://linux.oreillynet.com/pub/a/linux/2003/09/11/bunniehuang_interview.html
Criando uma distribuição, a história do Gentoo :. O Gentoo vem crescendo bastante entre os usuários mais experientes. sistema todo é compilado a partir do código fonte, permitindo que você tenha um grande controle e aprenda bastante sobre o funcionamento interno do sistema. A desvantagem é que o processo de compilação de uma instalação mais generosa demora dias e os pacotes são baixados via Web, de forma que você precisa ter banda larga e um micro razoavelmente rápido para uma instalação minimamente confortável.
Esta série de três artigos escritos pelo Daniel Robbins contam os primórdios do projeto, o tempo em que ele trabalhou no desenvolvimento do Stampede e em seguida no Enoch, o tempo em que passou a utilizar o BSD (da onde veio a idéia de criar um sistema de instalação de software que compilasse a partir dos fontes) e finalmente como todas as idéias reunidas durante estes períodos se transformaram nas primeiras versões do Gentoo. É uma excelente leitura pois dá uma boa idéia dos processos envolvidos na criação de uma distribuição, além de alertar para muitos erros comuns durante o processo.
http://www-106.ibm.com/developerworks/library/l-dist1.html
http://www-106.ibm.com/developerworks/library/l-dist2.html
http://www-106.ibm.com/developerworks/library/l-dist3.html
Por que não um Kurumin maior?:. Esta parece ser uma dúvida recorrente sobre o Kurumin. Escrevi um pequeno texto explicando os motivos para postar no fórum e aproveitei para postar por aqui também:
"Uma coisa que me chamou (e muito!) a atenção sobre o Kurumin é o seu tamanho reduzido (menos de 200MB, cabendo num mini-CD, o que acaba sendo o "charme" do Kurumin). Lendo o material de divulgação sobre esta distro, uma primeira impressão que me deu é que isto parece ser uma "meta".
Assim, o que eu queria perguntar é se isto é realmente uma meta, ou se existe a possibilidade de, no futuro, esta distro tornar-se grande (por exemplo, de modo a não caber mais num mini-CD). "
Como já disse em outras ocasiões, eu não pretendo desenvolver uma versão maior do Kurumin em nenhum futuro próximo. Qualquer pessoa que dê uma olhada rápida no manual do Kurumin vai rapidamente perceber que o Kurumin é voltado para dois tipos de pessoas:
1- O usuário iniciante, que está dando seus primeiros passos no Linux e espera encontrar um sistema amigável, rápido e intuitivo.
2- O usuário um pouco mais "safo" que quer usar o Kurumin como base para outros projetos, remasterizando o CD, adicionando mais programas, alterando as configurações, etc..
Os programas incluídos no CD visam atender os iniciantes, já que as ferramentas necessárias para remasterizar o CD são relativamente pequenas, basicamente o Xnest e meia dúzia de scripts.
Os 193 MB do Kurumin são suficientes para incluir um conjunto bastante respeitável de programas, atualmente tem até coisa sobrando que poderia ser removida. O Kurumin 2.11 tem apenas 184.5 MB e vem com dois players de vídeo (mplayer e gxine), quatro navegadores (Firebird, Konqueror, Dillo e Links) e assim por diante. Ou seja, no futuro é possível cortar esta gordura para liberar espaço para mais atualizações.
Outra possibilidade caso seja realmente necessário é adotar um formato de mini-cd um pouco maior. Existem mini-cds de 193 MB, de 200 MB, de 210 MB, 220 MB e assim por diante.
A idéia do Kurumin sempre foi oferecer um sistema pequeno, com um conjunto bem selecionado de programas e ícones mágicos para instalar mais aplicativos. O sistema vem com os "denominadores comuns", aqueles aplicativos que todo mundo usa e cada um vai adicionando os aplicativos mais especializados que quiser usar. Quem não usa o OpenOffice por exemplo, não precisa esperar 5 horas a mais (num modem de 56k) para baixá-lo junto com o pacote.
Acho isso uma abordagem muito mais amigável do que mostrar uma tela com 3 mil opções perguntando quais pacotes devem ser instalados. Se você parar para pensar vai perceber que esta é uma idéia bem familiar, pois é justamente o que as pessoas fazem no Windows.
Outro ponto fortíssimo é que pelo que venho pesquisando, a maioria dos downloads do Kurumin são feitos via modem. Você conhece alguém que tenha baixado os 3 CDs do Mandrake via modem? Com certeza não, pois ninguém é louco de fazer isso!
Por que então estes usuários com acesso via modem, que não baixam outras distribuições estão conseguindo baixar o Kurumin? Simples: dá pra baixar um arquivo de 190 MB em umas 12 horas num modem de 56k, é algo que da pra fazer em duas madrugadas ou num domingo a tarde, pagando pulso único.
O fato do sistema caber num mini-cd também é uma progaganda em tanto, sem contar que por causa do trabalho de otimização e redução de espeço que venho fazendo o sistema se tornou consideravelmente mais rápido do que seria originalmente.
Se você chegou a nível de exigir alguns aplicativos específicos, provavelmente você não é mais um simples iniciante então você pode começar a remasterizar seu CD adicionando seus preferidos. Isso é um trabalho bastante simples, basta dar uma lida no manual e usar o remasterizar-kurumin que está no menu. Você pode adicinar o Gaim, OpenOffice, colocar um monte de compiladores ou o que mais a imaginação mandar.
O fato do Kurumin ser pequeno facilita muito o trabalho de remasterização, pois você pode ir simplesmente adicionando mais programas até completar o CD, sem ter que primeiro ficar removendo coisas para economizar espaço como ao remasterizar o Knoppix.
Já existem inclusive alguns projetos de remasterizações do Kurumin com mais programas, como o Prometeus e o Kalango.
Se você ainda não ficou satisfeito, experimente usar o a opção "knoppix toram" na tela de boot do Kurumin. Isso vai fazer o Kurumin rodar inteiramente a partir da memória RAM. Além de mais rápido ele vai deixar o CD-ROM livre.
É possível usar o toram em micros com a partir 256 MB de RAM, justamente por que o Kurumin é pequeno. Como a maioria dos micros hoje em dia usam 256 MB ou mais, este acabou se tornando um recurso muito usado, pois o ganho de desempenho é realmente grande.
Este recurso também existe no Knoppix, mas pouca gente usa, pois como o Knoppix tem 700 MB, você precisa de no mínimo 768 MB de RAM, coisa que pouca gente tem.
:. Mais palestras em Curitiba, Notícias sobre o Kurumin: Drivers para modems Intel, Kurumin com menos de 183 MB? :-) (29/11/2003)
Mais palestras em Curitiba:. Além da minha palestra na Conisli dia 14/12 (veja o anúncio na página principal do site) terei mais duas palestras em Curitiba orgabizadas pelo PSL-PR e o GU OpenSystem.
A primeira será na sexta-feira dia 12/12 a partir das 18:30 na sede da Sucesu-PR e será gratuita. Você precisa apenas se inscrever via mail ou telefone.
A segunda será um curso sobre o desenvolvimento de soluções baseadas no Kurumin, voltada para o pessoal mais técnico. O curso será nos dias 15,16 e 17 de dezembro das 19:00hs às 22:00hs. O curso custa R$ 48,00 com desconto para associados da Sucesu.
Você pode fazer sua reserva diretamente na Sucesu-Pr :
Telefone: (41) 222-7613
Email: Info@psl-pr.softwarelivre.org.br
Mais detalhes em:
http://psl-pr.softwarelivre.org/comunicado.html
Notícias sobre o Kurumin: Drivers para modems Intel, Kurumin com menos de 183 MB? :-):. Faz tempo que não posto notícias sobre o desenvolvimento do Kurumin. Ultimamente, por preguiça, tenho feito só os anúncios das novas versões e postado coisas relativas ao desenvolvimento apenas no fórum.
O Kurumin 2.10 parece estar bastante estável, pouca gente tem reportado problemas relativos ao sistema. A maioria dos problemas que tem aparecido no fórum tem sido relativos a problemas de gravação. Muita gente está usando CD's regraváveis para gravar as novas versões, que são bem menos confiáveis, especialmente se gravados a velocidades mais altas. Eu pessoalmente não gosto muito de CDs regraváveis pois como a taxa de refraçãoda luz é menor, as taxas de leitura são mais baixas o que faz o sistema ficar mais lento. Melhor é ir gravando em CD-R e dar as versões antigas para amigos que não conheçam o Kurumin :-P
Esta semana finalmente sairam os drivers para modems com chipset Intel 537, que incluem todos os modelos recentes, como os Ambient. Graças a estes novos drivers o número de softmodems compatíveis com o Kurumin cresceu bastante. Os novos drivers estarão disponíveis a partir do Kurumin 2.11 que não deve demorar muito para entrar em estágio beta.
Também ando trabalhando mais a fundo na otimização do sistema e redução do tamanho. O Kurumin 2.10beta1 tinha 192.9 MB, o beta2 tinha 189.2 e o 2.10 final ficou com 186.4 MB. Estes novos drivers da Intel são bem grandes mas se tudo der certo apesar do fardo adicional o Kurumin 2.11 deve ficar com menos de 183 MB, o suficiente para caber nos mini-cds menores. Até onde lembro, esta vai ser a menor versão do Kurumin já lançada :-)
Além do motivo mais óbvio, que é diminuir o tempo de download e permitir que o Kurumin caiba num mini-cd, este trabalho de otimização visa melhorar o desempenho do sistema, fazendo com que menos ícones, texturas, fontes, etc. fiquem carregados na memória.
Fora isso ando fazendo as melhorias de praxe, adicionando alguns novos utilitários, melhorando os scripts dos ícones magicos e das ferramentas de configuração, atualizando pacotes, etc. Estas últimas versões tem dado bem menos trabalho por terem aparecido poucos bugs para corrigir. Parece que finalmente o Kurumin está atingindo a maturidade :-)
:. Resultado parcial da pesquisa do br-linux.org, Mais um tutorial sobre compartilhamento da conexão (27/11/2003)
Resultado parcial da pesquisa do br-linux.org :. O Augusto Campos divulgou a primeira rodada de resultados da pesquisa que havia comentado anteriormente. Nele estão os favoritos entre distribuições Linux, melhores programas em cada categoria, personalidades, etc.
Ainda falta os resultados do segundo formulário,, sobre os dispositivos de hardware (o mais interessante na minha opinião) onde os votos vão para as placas, modems, etc. com melhor suporte no Linux, junto com uma lista negra de placas que devem ser evitadas. Estas informações serão divulgadas ao longo da próxima semana e servirão como um bom parâmetro na hora da compra.
Aqui estão os resultados da primeira pesquisa, originalmente publicados no:
http://brlinux.linuxsecurity.com.br/noticias/001434.html.
Favoritos da comunidade Linux brasileira, edição 2003
A eleição dos Favoritos da comunidade Linux brasileira ocorreu no mês de novembro no site br-linux.org, que há 7 anos reúne a comunidade Linux brasileira sem distinções de origem, nível técnico ou preferências por versões específicas do sistema. Embora originalmente fossem esperados cerca de 400 a 500 votos, o fato de termos chegado aos 4 dígitos surpreendeu a todos e reforça a representatividade da pesquisa.
A segunda pesquisa, que ocorreu em paralelo com a dos favoritos, produziu um belo conjunto de tabelas de equipamentos e periféricos compatíveis com as diversas distribuições de Linux pela experiência dos próprios usuários. Os resultados desta segunda pesquisa serão publicados ao longo das próximas duas semanas, uma distribuição por vez, aqui no site.
Favoritos da comunidade Linux brasileira, edição 2003
Resultados da escolha dos favoritos
Os percentuais de cada categoria são computados apenas entre os votos daquela categoria, e não sobre o total geral de votos. Os comentários expressam apenas a minha opinião pessoal. Todos são bem-vindos para comentar os resultados das categorias que mais chamaram sua atenção, usando o formulário no final desta página. Vamos aos vencedores:
+ Ferramenta de administração de sistema: Webmin, com mais de 100 votos de vantagem sobre o segundo colocado linuxconf. Merece menção honrosa a votação do vi (9 votos) e do bash (8 votos).
+ Player de áudio: XMMS, com 78% dos votos. Em seguida, com menos de meio porcento cada um, mplayer, audacity e mpg123.
+ Player de vídeo: O campeão absoluto foi o mplayer, com 59% dos votos. Em seguida vieram Xine e Totem.
+ Navegador web: O Mozilla ficou com o primeiro lugar (37%) e com o segundo lugar, na sua identidade secreta de Mozilla Firebird (14%). Em seguida, com menos de 1% cada um, Konqueror, Opera e Galeon.
+ Ambiente Gráfico: KDE, com 53% ds votos. O GNOME saiu-se bem, com 19%, e em seguida vieram o brasileiro WindowMaker, Fluxbox e IceWM.
+ Ferramenta de desenvolvimento: Quase metade dos pesquisados deixou esta categoria em branco, e o resultado ficou bastante equilibrado. Pela ordem: Kylix (12% dos votos válidos), Eclipse, Anjuta, KDevelop, gcc e... vim.
+ Programa gráfico: Gimp, com 79% dos votos. Também mencionados, mas com menos de 1% cada um, vieram o Blender e o Sodipodi.
+ Distribuição Desktop: Esta é uma escolha que suscita paixões e fervor quase religioso. Os vencedores foram, pela ordem: o brasileiro Kurumin (22%), Mandrake (13%) e Slackware (11%).
+ Distribuição Nacional: Aqui o Kurumin ganhou de lavada: 59% das preferências. A Conectiva ficou em segundo, com 27%. Outras distribuições comerciais nacionais, como o Definity e o TechLinux, tiveram menos de 1% dos votos.
+ Distribuição para servidores: Aqui houve menos concentração dos votos: a grande vencedora foi a Debian, com 23%. Em seguida vieram Slackware, Red Hat, Conectiva e SuSE.
+ Editor de texto: Os fãs do vi garantiram os dois primeiros lugares: o vi em si ficou com 23% e o seu alter-ego vim ficou com 14%. Em seguida, kedit, kate e emacs.
+ Evento: O FISL - Fórum Internacional do Software Livre (aquele de Porto Alegre) ganhou por larga margem, embora esteja longe de ser a opção majoritária: foi o evento preferido de 21% dos votantes. Em segundo lugar veio o CONISLI com 6% e a COMDEX com 4%.
+ Fórum ou lista: Para esta categoria é melhor fazer um ranking com links, certo? Vamos a ele:
- Fórum br-linux (hors-concours)
- Fórum Guia do Hardware/Kurumin (30%)
- Lista Linux-BR (5%)
- Dicas-L (4%)
+ Grupo de usuários: esta é uma categoria bastante fragmentada, até porque os grupos costumam restringir-se a determinadas regiões ou distribuições. Os vencedores foram, pela ordem: GUS-BR (grupo de usuários do Slackware), Debian-BR e Linux-BR. Nenhum deles chegou a 10% dos votos totais.
+ Programa de mensagens instantâneas: Aqui a diferença não foi grande: ganhou o licq com 22%, seguido de perto por Kopete e GAIM.
+ Jogo: Ganhou o Frozen Bubble, que é uma bela e viciante variação em código livre do pré-histórico Bubble Puzzle. Em seguida, colados, Tux Racer, Quake, e Counter Strike.
+ Linguagem: Outro ponto onde houve relativo equilíbrio: ganharam C (20%), PHP (18%) e Java (14%), seguidas de C++, Python e Perl.
+ Livro importado: O vencedor foi a resposta "nenhum" - acho que o preço dos livros anda precisando baixar! Mas em seguida vieram Linux Device Drivers, Linux in a Nutshell, Running Linux, Linux Security Cookbook e Advanced Linux Programming.
+ Livro em português: os mais votados foram o Entendendo e Dominando o Linux, Programação Shell Linux, Linux para Dummies, Guia Foca Linux e C Completo e Total. Um ponto interessante aqui é que tanto o primeiro quanto o quarto lugares são documentos livremente disponíveis via Internet.
+ Programa de e-mail: Ganhou o Evolution, com 28%, seguido pelo Kmail, Mozilla e Sylpheed
+ Suíte Office: O OpenOffice ganhou por larga margem, com 84% dos votos. Em seguida vieram KOffice, Abiword (que não é propriamente uma suite office) e o StarOffice.
+ Organização nacional: Se a distribuição da Conectiva não se destacou nas categorias em que concorreu, pelo menos como empresa ea é bastante lembrada: 40% dos votantes lembraram dela. De longe, seguem-na o Guia do Harware, a Cyclades, o CIPSGA, a LinuxMall e o Quilombo Digital.
+ Organização internacional: Ganhou a IBM, com 20% dos votos. QUem diria isto há 1 ano atrás? O fato de estar tomando uma posição contrária às acusações da SCO parece estar dando à Big Blue a simpatia da comunidade Linux. Atrás dela, Red Hat, Debian.org e SuSE A. G.
+ Aplicação P2P: Ganhou o Kazaa com 13%, mas seguido de perto pelo Bit Torrent e pelo GiFT. Particularmente acredito que o Kazaa seja a principal razão de instalação do Wine nas máquinas dos usuários domésticos de Linux...
+ Personalidade Internacional: Linus Torvalds ganhou, o que certamente não surpreende ninguém. Ele deveria até ser hors-concours... Mas em seguida a ele, vieram Richard Stallman, John Maddog Hall e Alan Cox.
+ Personalidade nacional: ganhou (com 35% dos votos) o Carlos Morimoto, mantenedor do GuiadoHardware.net e autor do Kurumin, a distribuição nacional (herdeira do Knoppix) que tem atraído a atenção da comunidade ao longo de todo este ano. Atrás dele, Marcelo Tosatti, Augusto Campos (obrigado!) e César Brod.
+ Projeto de software livre brasileiro: Ganhou o Kurumin, com 9% dos votos. Mas a categoria merece uma lista extensa dos demais bem colocados: WindowMaker, txt2tags, rau-tu, dsearch, brazip, slackpkg, sarg, direto e uebimiau
+ Revista: Ganhou a Revista do Linux, por larga margem: 40% dos votos. Em seguida vieram PC Master (19%), Geek, Linux Journal e Java Magazine.
+ Ferramenta de segurança: O campeão foi uma das mais básicas (e portanto fundamentais) destas ferramentas: o iptables (34%). Em seguida, Snort, nmap e Nessus.
+ Banco de Dados: esta é uma área em que há quase tantas guerras santas quanto há entre torcidas de futebol e de distribuições de Linux... O campeão da preferência da comunidade Linux brasileira foi o MySQL, com 57%. Em seguida vieram PostgreSQL (19%), Firebird e Oracle.
+ Site nacional: Aqui o importante é notar como os votos se espalharam por uma infinidade de sites. Aparentemente a comunidade Linux brasileira tem bastante pontos de reunião, e cada usuários quis votar no seu, o que demonstra a vitalidade de tdos ;-) Mas esta é outra categoria que merece uma lista com links, certo? Vamos lá:
- br-linux.org (hors-concours)
- guiadohardware.net (26%)
- underlinux.com.br (4%)
- pontobr.org (3%)
- vivaolinux.com.br (3%)
- linuxsecurity.com.br (3%)
- linuxdicas.com.br (3%)
+ Site internacional: o preferido da maioria foi o Slashdot.org, com 18%. Em seguida vieram Freshmeat.net, debian.org e linux.org.
Mais um tutorial sobre compartilhamento da conexão:. A Oreilly publicou ontem mais um tutorial sobre compartilhamento da conexão usando um servidor Linux. Como expliquei em outros artigos, compartilhar a conexão via Nat é bem simples, basta usar três regras do iptables, diretamente no terminal um dentro de um script, como você pode ver aqui: http://www.guiadohardware.net/artigos/264/
O artigo da Oreilly vai um pouco além, dando dicas também sobre a configuração do Squid, Postfix e usando um conjunto mais longo de regras de firewall.
http://linux.oreillynet.com/lpt/a/4379
Este outro artigo dá mais dicas sobre a configuração do Postfix e suas vantagens sobre o sendmail:
http://www.onlamp.com/pub/a/bsd/2003/08/21/postfix.html
:. Palestra sobre o Kernel com o Linus (25/11/2003)
Palestra sobre o Kernel com o Linus:. Este link do Linuxjournal traz a transcrição de uma palestra sobre o desenvolvimento do Kernel dada pelo Linus durante o Geek Cruise em Setembro. A transcrição está muito boa, inclusive com fotos dos slides apresentados. Se você tem curiosidade em saber como é feito o desenvolvimento, quem está envolvido, como é possível combinar modificações feitas por tantas pessoas diferentes, quais ferramentas são usadas, etc. esta é uma leitura obrigatória. :-)
O artigo está dividido em três partes, esta é a primeira. As continuações serão postadas nos próximos dias.
http://www.linuxjournal.com/article.php?sid=7272
:. Uma solução para o problema da falta de drivers (24/11/2003)
Uma solução para o problema da falta de drivers:.
Os drivers de dispositivo estão se tornando uma dor de cabeça cada vez maior tanto para os fabricantes de hardware, quanto para os desenvolvedores de sistemas operacionais e, principalmente, para os próprios usuários.
Da forma tradicional, os drivers precisam ser desenvolvidos de forma separada para cada sistema operacional que o fabricante pretende suportar. O mesmo driver geralmente pode ser portado para sistemas operacionais semelhantes (Win 98, 2000 e XP ou Linux e BSD por exemplo) sem tanta dificuldade, mas ao criar drivers para uma família diferente de sistemas operacionais é preciso reescrever quase todo o código, sem contar que todas as atualizações e correções precisam ser replicadas em todos os drivers criados.
Isso explica por que a maioria dos fabricantes prefere desenvolver apenas drivers para Windows, ou em alguns casos Windows e Mac ou Windows e Linux, deixando de lado outros sistemas operacionais e outras plataformas. Na maioria dos casos, os drivers for Linux são desenvolvidos pela própria comunidade, sem participação direta dos fabricantes.
A SciTech está desenvolvendo uma solução bastante interessante para esse problema, o SNAP. A idéia é que embora o sistema operacional mude, o dispositivo de hardware será sempre o mesmo. É possível criar então um driver binário que roda diretamente sobre o hardware, aceitando comandos vindos do sistema operacional.
O driver binário é desenvolvido apenas uma vez pelo fabricante do dispositivo. O que muda de sistema operacional é o Shell Driver, um componente muito mais simples, que pode ser desenvolvido pelos responsáveis por cada sistema operacional sem muita dificuldade, com base em um conjunto de regras bem definidas.
O SNAP está sendo distribuído dentro de uma licença dual. Desenvolvedores de sistemas livres (Linux, BSD, etc) podem usar o sistema sem custo, utilizando a versão disponibilizada através da licença LGPL. Apenas desenvolvedores de sistemas fechados precisam pagar pela licença comercial.
Os drivers binários são desenvolvidos em parceria com os fabricantes, na maioria das vezes dentro de um acordo de NDA, onde a SciTech (ou quem for desenvolver o driver) se compromete a não divulgar detalhes sobre a arquitetura do dispositivo, que é um dos grandes empecilhos para o desenvolvimento de drivers abertos.
http://linuxdevices.com/articles/AT4396090607.html
A Linuxant (http://www.linuxant.com/ havia anunciado a alguns dias uma outra tecnologia que visa resolver o mesmo problema, o DriverLoader. A idéia é utilizar drivers for Windows (ou outra plataforma qualquer para a qual os drivers estejam disponíveis) como base e criar uma camada extra que "cola" este driver a um driver já incluído no Kernel do Linux.
O sistema acha que está usando uma Realtek 8139 por exemplo enquanto o DriverLoader transforma os comandos gerados pelo driver em comandos que são entendidos e executados pelo driver real que está rodando mais abaixo. Isso permite adicionar suporte a vários modelos de placas que ainda não são suportados no Linux.
No http://www.linuxant.com/driverloader/ você pode baixar uma versão prévia do DriverLoader, compatível com várias placas de rede Wireless e PCMCIA. Infelizmente o DriverLoader não é nem OpenSource nem gratuito. Custa US$ 19.95 com um trial de 30 dias. É um pouco caro considerando que você já pagou pelo Hardware.
O problema da idéia da Linuxant (além do custo) é que o DriverLoader é propenso a juntar as falhas e bugs dos drivers originais for Windows, do driver for Linux usando como meio de comunicação e no próprio DriverLoader. Ou seja, temos pelo menos três vezes mais bugs! Além disso, a camada extra de emulação necessária para executar o driver for Windows consome processamento, o que acaba prejudicando um pouco o desempenho global.
O DriverLoader da Conexant é mais um "remendo" para adicionar suporte rápido a mais placas, mas acredito que a longo prazo a solução da SciTech é muito mais interessante.
:. Prefeitura do Rio Grande - RS adota o Kurumin :), Entrevista com o CEO da Red Hat e informações sobre o Fedora (22/11/2003)
Prefeitura do Rio Grande - RS adota o Kurumin :):. O Alex RJ postou a notícia no fórum do Kurumin, junto com uma pequena reportagem publicada no Jornal Agora:
PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO GRANDE -RS adotou a em torno de Três meses o Kurumin Linux, começando a substituir o Conectiva e RedHat nas estações de trabalho, no inicio como forma de teste, com a ampla aceitação do mesmo pelos usuários.
Com isso iniciou-se novos testes, ou seja o uso do KURUMIN LINUX associado ao LTSP , o qual já se encontra em uso a 2 meses apresentando um grande desempenho.
Por este motivo o uso dos Servidores e Terminais Gráficos serão mais amplamente utilizados neste órgão publico.Com isso eliminando a necessidade de licenças pagas.
A Prefeitura alem do uso interno esta usando o mesmo no seu novo projeto, o da INTERNET GRATUITA , que possibilita para a população mais pobre ter acesso a INTERNET.A qual foi divulgado no Jornal Agora , como mostra imagem abaixo(digitalizada, e destacada).
DESCRIÇÃO DO SERVIDOR GRÁFICO
- Placa-mãe Asus A7S333
- Processador Athlon XP 2400+
- 1Gb Memória - DDR 333
- Placa de Rede RTL-8139/8139C/8139
TERMINAIS GRÁFICOS
- Placas-mãe variadas
- Processadores no geral K6-266 à K6-500
- De 16 Mb Memória - DIMM PC100 à 128 Mb Memória -DIMM PC 133
- Placa de Rede RTL-8139/8139C/8139
Também divulgado no site da Prefeitura link abaixo
http://www.riogrande.rs.gov.br
Os artigos podem ser lidos em:
http://www.riogrande.rs.gov.br/modules.php?name=News&file=article&sid=150
e
http://www.riogrande.rs.gov.br/modules.php?name=News&file=article&sid=24
Você pode ler mais sobre o uso do Kurumin como servidor gráfico aqui:
[02/07] :. Tutorial sobre a configuração do Kurumin Terminal Server : Este é um passo a passo ensinando a instalar o LTSP e configurar uma rede de terminais leves, onde as estações dão boot através da rede, sem precisar de HD nem CD-ROM. Todos os aplicativos são executados no próprio servidor, permitindo que você rode o KDE e o OpenOffice (e rápido!) mesmo em micros 486. A configuração é bem simples e rápida. (atualizado 02/07)
Entrevista com o CEO da Red Hat e informações sobre o Fedora:. O Slashdot publicou uma entrevista com Matthew Szulik, atual CEO da Red Hat, com perguntas enviadas pelos leitores. As respostas se concentram mais em dar informações sobre os planos de suporte oferecidos pela Red Hat, mas mesmo assim vale à pena dar uma lida. Depois da entrevista seguem vários comentários dos leitores:
http://interviews.slashdot.org/article.pl?sid=03/11/21/1420242
Uma coisa que não concordo é a atual posição da Red Hat sobre o usuário doméstico. Ao abandorarem a versão doméstica do Red Hat Linux, transformando-o no projeto Fedora passaram também a afirmar em diversas oportunidades que o Linux não é amigável o suficiente para o usuário doméstico médio, para eles o Windows seria uma alternativa mais adequada.
Não há como negar que em alguns pontos o Windows é mais amigável, mas o que me irritou foi a generalização feita por eles. Bem, o Red Hat sempre foi voltado para o mercado empresarial, nunca existiu uma versão "doméstica" de fato. Devido a isso, o Red Hat fracassou como uma distribuição Linux para desktops, a ponto de abandonarem a idéia. Agora estão jogando as frustrações no ventilador, como se os problemas de usabilidade do Red Hat (fraco suporte a multimídia, falta de um sistema automatizado para instalar plug-ins, dificuldade em instalar novos programas do ponto de um usuário médio, falta de qualidade em alguns pacotes, etc.) fossem um problema comum em todas as distribuições Linux. Estão tentando queimar a ponte que não conseguiram atravessar.
É fácil dar suporte para o Linux em servidores, é um ambiente onde ele bem aceito e onde os softwares e ferramentas de adiministração já são bastante maduros. É no desktop onde está o real desafio, o espaço para pessoas inteligentes mostrarem suas idéias.
Bem, acho que já falei demais. Se você não está entendendo bem essa história do Red Hat x Fedora, aqui está um pequeno texto que adicionei no Entendnedo e Dominando o Linux que fala sobre o tema:
Uma observação importante é que o Red Hat 9 foi a última versão para desktops do Red Hat. Devido ao baixo retorno na venda das caixinhas (pelo menos do ponto de vista dos executivos da empresa) a Red Hat passou a se concentrar apenas nas versões destinadas a servidores e planos de suporte para empresas.
Existe uma grande diferença nas exigências dos usuários domésticos e do pessoal das empresas. Os primeiros querem as últimas versões dos aplicativos, suporte completo a hardware, incluindo todos os novos drivers (mesmo que experimentais), etc. No mercado doméstico a atualização do sistema e novos recursos são geralmente considerados mais importantes que do que alguns bugs aqui e ali.
Nos ambientes de produção a estabilidade é mais valorizada e atualizações freqüentes não são vistas com bons olhos, pois envolvem custos e muito trabalho para atualizar o sistema. Para eles o ideal é um sistema o mais estável possível, que tenha atualizações lançadas num ritmo mais lento e previsível.
A versão desktop do Red Hat se transformou no Fedora Project, uma distribuição mantida pela comunidade e que recebe contribuições e suportes da Red Hat. A página do projeto, onde você pode baixar os ISOs das versões mais recentes é:
http://fedora.redhat.com
A idéia do Fedora é diminuir o custo de desenvolvimento da distribuição para a Red Hat, ao mesmo tempo em que incentiva contribuições da comunidade, o que eventualmente pode levar a um resultado melhor. Desta forma os novos recursos podem ser incluídos primeiro no Fedora e, depois de bem testados serem migrados para as versões Premium do Red Hat de atualização mais lenta.
O motivo de não continuar usando o nome "Red Hat" para a nova distribuição tem mais a ver com marketing. A marca Red Hat passou a ser usada apenas nos produtos comerciais, como uma forma de incentivar a compra, enquanto o fedora ficou como o braço gratuito, destinado a usuários domésticos.
Uma observação importante é que o Projeto Fedora não tem fins lucrativos. Você não encontrará caixinhas à venda nas lojas por exemplo, pode apenas baixar os ISOs ou comprar CDs gravados.
Na minha opinião, o Red Hat sempre foi uma distribuição voltada para o desktop corporativo, não para o usuário doméstico, tanto que o Red Hat 9 não vinha com praticamente nenhum suporte a multimídia instalado por default (nem mesmo suporte a MP3 ou vídeos em Divx) que foram removidos da distribuição por receio de infringir patentes. O problema é que não existia nenhum utilitário que fizesse o download dos arquivos necessários de uma forma simples, de modo que os usuários precisam instalar tudo manualmente.
O fato do Fedora ser um projeto mantido principalmente por voluntários e que visa criar uma distribuição para desktops deve a longo prazo resultar em versões mais amigáveis e mais voltadas para o usuário doméstico.
A primeira versão de testes do Fedora foi lançada em Julho de 2003. Enquanto escrevo (Novembro de 2003) já está disponível o Fedora Core 1, que é a primeira versão "final" da nova distribuição, que sucede o Red Hat 9. O Fedora (pelo menos por enquanto) mantém as mesmas características do Red Hat 9, incluindo o mesmo instalador, as mesmas ferramentas de administração e o mesmo visual básico.
:. Quem é o mais forte?, Notícias sobre o suporte a escrita em NTFS no Linux, Tutorial de instalação do Vector Linux (em Português), O "caso" da SCO próximo do fim (20/11/2003)
Quem é o mais forte?:. Achei este link entre as noticias do br-linux.org. Esta matéria da businessweek compara o modelo descentralizado de desenvolvimento do Linux com o modelo hierárquico da Microsoft, tentando entender qual dará mais certo a longo prazo.
A diferença básica é que não apenas o desenvolvimento do Kernel, mas a maioria dos projetos abertos são desenvolvidos de forma bastante descentralizada, o exemplo do mercado dado pelo Eric Raymond se encaixa bem nisso. As várias pessoas envolvidas interegem livremente entre sí, fazendo com que as idéias floresçam de uma forma abundante. Você pega algum componente do software, modifica e posta uma mensagem na lista ou fórum do projeto, alguém vê a sua idéia, faz mais algumas modificações e correções e logo o componente incorpora várias novas funções cujo autor original não poderia sequer imaginar. É uma bola de neve que cresce exponencialmente.
Numa estrutura mais hierarquizada as idéias precisam passar por várias pessoas até serem analisadas. Essa dificuldade faz com que muitas idéias sejam perdidas pelo caminho. Além disso, para funcionar, uma estrutura hierarquizada não pode ser muito grande e, quando estamos falando em software proprietário também é muito mais complicado obter contribuições dos usuários.
Atualmente já existe um número gritantemente muito maior de pessoas envolvidas com o desenvolvimento do Kernel e outros projetos centrais do Linux do que programamdores trabalhando na Microsoft. Naturalmente existem muitos outros fatores a se considerar, mas me parece claro que com o volume atual a bola de neve não pode mais ser parada :-)
http://www.businessweek.com/print/technology/content/nov2003/...
Notícias sobre o suporte a escrita em NTFS no Linux:. Este link para a página do ntfsresize dá uma boa explicação sobre como anda o suporte a escrita em partições NTFS no Linux.
Este é um problema histórico. Embora seja possível ler dados em partições NTFS de forma segura e até mesmo redimensionar partições usando o Qtparted, incluído em algumas distribuições ou o instalador do Mandrake por exemplo, o suporte a escrita é precário, tanto que vem sempre desativado por padrão.
O driver NTFS incluído no Kernel 2.4 é uma versão antiga e já descontinuada, que oferece suporte apenas ao NTFS 4 usado pelo Windows NT. As versões mais recentes, como o NTFS 5 usado pelo Windows 2000 e o NTFS 7 usado pelo XP incorporam várias mudanças, que quebram a compatibilidade com o driver antigo. Ele ainda é capaz de acessar as partições, mas não de escrever.
Isso complica um pouco as coisas para quem usa o Windows 2000 ou XP em dual-boot com o Windows, já que o Windows também não é capaz de escrever nas partições Linux. A solução acaba sendo manter uma partição FAT 32 que sirva como uma "área de transferência" para trocar arquivos.
Já existe um driver atualizado, escrito por Anton Altaparmakov que oferece suporte a escrita em todas as versões do NTFS. Ele foi incorporado durante o desenvolvimento do Kernel 2.5 e naturalmente foi incluído no Kernel 2.6, que já está bem próximo de ser lançado. Ou seja, conforme as distribuições passem a adotar o novo Kernel, o problema de falta a suporte a escrita em partições NTFS será solucionado.
O Mandrake 9.1 (e 9.2) junto com o SuSe 9.0 utilizam um backport do novo driver que funciona no Kernel 2.4 usado por eles. O principal objetivo neste caso é melhorar a segurança ao redimensionar partições NTFS durante a instalação. Aliás, se você nunca viu esta dica antes, nada melhor do que um CD de instalação do Mandrake para redimensionar partições NTFS do Windows XP para a instalação de outras distribuições Linux. Basta iniciar a instalação, prosseguir até a parte de particionamento e depois abortar.
http://mlf.linux.rulez.org/mlf/ezaz/ntfsresize.html#write
Tutorial de instalação do Vector Linux (em Português):. O Prometeus mandou a dica desse tutorial de instalação do Vector Linux em Português, escrito pelo Alessandro Martins. Ele é bem detalhado, além da instalação propriamente dita, ele vai um pouco além, ensinando a instalar uma série de patches no Kernel para habilitar o bootsplash e instalar o preemptive-patch (que melhora as respostas do sistema), além de instalar os drivers da nVidia e para o modem PC-Tel onboard. Vale à pena ler:
http://www.lopan.pop.com.br/
O "caso" da SCO próximo do fim:. A alguns anos um grupo começou a aplicar um golpe bastante ingênuo em vários incautos aqui em São Paulo. O indivíduo recebia uma fatura do sindicato da sua categoria, com um valor relativamente pequeno. Naturalmente a fatura era falsa, mas muitos levavem a sério e realmente a pagavem sem reclamar. Não sei que fim teve esse grupo, mas ultimamente temos visto um golpe em escala um pouco maior movido pela SCO.
A empresa estava falida, com dívidas e cada vez menos clientes, então resolveram tentar valorizar um pouco as ações da empresa fazendo um pouco de barulho em torno de um contrato suportamente infringido com a IBM e em seguida em torno do Linux, da GPL e o que mais aparecesse pela frente.
A idéia é simples: o mercado de ações é visto por muitos como uma loteria e sempre existe espaço para especulação. Mesmo sem apresentar qualquer tipo de prova, na visão de muitos existia alguma chance matemática da SCO ganhar o processo, sendo assim existia uma pequena chance de um pequeno valor investido na empresa se transformar num bom dinheiro. Muita gente começou a pensar assim e as ações realmente começaram a se valorizar.
Mas, não dá para ganhar nenhuma briga na justiça apenas com ameaças vazias. Depois de alguns meses enrolando e tentando fazer barulho, a SCO finalmente está ficando sem munição, indicando que a farça que tentaram armar está próxima do fim, como explica de forma bem caústica e detalhada essa matéria do NewsForge:
http://www.newsforge.com/business/03/11/19/1548242.shtml?tid=2&tid=82&tid=94
:. Uma loja diferente, Notícia sobre o Mono, Aplicativos OpenSource para Windows, Análise de particionadores de disco, Tabela de Hardware suportado no Linux (19/11/2003)
Uma loja diferente:.
A edição dessa semana do Informativo do distrowatch.com trouxe uma notícia curiosa. Um tal de Benjamin Vander Jagt resolveu abrir uma loja de informática em Berkeley Springs, EUA. Ele vende PCs no varejo, acessórios, presta serviços de manutenção, etc. o diferencial é que ele não vende nem presta suporte ao Windows nem a outros softwares proprietários. Todos os PCs que são vendidos vão com alguma distribuição Linux pré-instalada, de acordo com as necessidades do cliente, já personalizada e com um conjunto de softwares pré-instalados.
Pelo artigo parece que a experiência até agora está sendo bem sucedida. Muitos novos clientes vão à loja justamente por que querem conhecer mais sobre o Linux, muitas vezes já pensando em comprar um segundo PC. A principal característica do projeto é que ele não se limita a simplesmente despachar os PCs com o Linux pré-instalados, mas sim a apresentar as diferenças, mostrar os recursos do sistema, fazer personalizações, etc. de forma que o usuário vá para casa já com uma boa noção.
Ultimamente tenho tido notícias de algumas lojas aqui no Brasil que estão fazendo experiências com venda de PCs Linux para o consumidor final, geralmente com resultados positivos. A principal vantagem que pode ser explorada nestes casos é questão da segurança e a possibilidade de mandar os PCs já configurados, com um conjunto completo de softwares, ao invés de apenas Windows e Office ou MS Works. Em geral o nosso usuário médio não quer ficar fuçando muito no micro, quer apenas algo que seja confiável e sirva pra acessar a internet, ler e-mails e jogar, algo parecido com um eletrodoméstico, que sempre esteja lá funcionando quando ele precisar. Juntando a maior estabilidade geral do sistema com a relativa imunidade a vírus e afins temos algo muito mais próximo dessa idéia.
Embora existam desvantagens no uso do Linux, como por exemplo o fato de não ser possível instalar qualquer CD de programas que se ache por aí. Mas por outro lado o ganho de confiabilidade compensa esta desvantagem na maioria dos casos. É uma questão de experimentar.
http://www.distrowatch.com/weekly.php?issue=20031117
Este outro artigo publicado pelo Newsforge dá mais algumas idéias sobre isso. Com as melhoras na usabilidade e mais opções de programas, cada vez mais a escolha entre Linux e Windows está se tornando mais uma questão de escolha pessoal e custo-benefício:
http://www.newsforge.com/os/03/11/15/2354224.shtml?tid=11&tid=2&tid=82&tid=94
Notícia sobre o Mono:. O projeto Mono continua crescendo e tomando corpo. Hoje deve ser divuldado um roadmap atualizado, com os objetivos a serem atingidos nos próximos meses. Esta matéria do Newsforge traz mais informações e algumas opiniões sobre o tema:
http://www.newsforge.com/software/03/11/18/0043235.shtml?tid=132&tid=151&tid=82
Aplicativos OpenSource para Windows:. Além de todas as opções de programas disponíveis no Linux, temos um número cada vez maior de aplicativos OpenSource for Windows, que já cobrem quase todas as áreas. Muitos destes aplicativos existem simultâneamente para as duas plataformas, oferecendo um caminho interessante para fazer uma migração gradual, ou pelo menos melhorar a qualidade e diversidade dos programas usados nas estações Windows.
Esta lista do jairlie.com é a mais completa que eu já vi neste sentido, englobando todo tipo de aplicativos, não apenas os já manjados OpenOffice/Gimp/Mozilla:
http://www.jairlie.com/oss/suggestedapplications.html
Análise de particionadores de disco:. Mais uma lista de programas, desta vez apresentando os particionadores de disco (tanto OpenSource quanto comerciais) disponíveis atualmente:
http://www.unixreview.com/documents/s=8925/ur0311f/
Tabela de Hardware suportado no Linux:.
Esta tabela disponível no linuxfaqs.de é uma boa parada para pesquisar componentes compatíveis ou incompatíveis com o Linux. As informações são reunidas com a ajuda de contribuições dos leitores, mas todas as entradas são checadas, garantindo que as listas tenham uma boa confiabilidade. Estão incluídos placas de vídeo, som, rede, modems, placas de captura, SCSI, dispositivos USB e vários outros periféricos.
http://hardware.linuxfaqs.de/cards.php
:. O novo instalador do Debian (18/11/2003)
O novo instalador do Debian:. O Linuxmagau.org publicou uma matéria bem completa sobre o novo instalador do Debian, que está sendo incorporado ao Sarge, que atualmente o Debian testing mas dentro dos próximos meses se transformará na próxima versão estável, substituindo o Woody. Quando esta mudança acontecer, o Sid que é a versão instável substituirá o Sarge como a versão de testes e será criada uma nova versão instável.
Este "pipeline" é um aspecto interessante no Debian, você tem três opções de distribuição, cada uma com uma relação diferente entre estabilidade e atualização e você pode escolher qual usar em um certo ponto da instalação caso esteja fazendo uma instalação via Internet.
Mas, voltando ao novo instalador, a principal novidade é que agora ele incorpora o hwsetup do Knoppix que se encarrega da detecção do Hardware. Naturalmente existe a opção de desativá-lo e configurar tudo manualmente, mas a detecção de hardware automática já facilita muito as coisas para usuários "normais" que não são fanáticos por módulos e arquivos de configuração. Muita gente usava o Knoppix para descobrir quais módulos eram necessários carregar para configurar a placa de som ou para copiar o arquivo de configuração do X por exemplo.
Outra novidade bem vinda é que os passos da instalação ficaram mais sequenciais e as opções mais simples. O instalador ainda continua em modo texto puro, mas agora está muito mais acessível para os iniciantes. A Progenity, que desenvolve uma versão comercial do Debian está trabalhando paralelamente num instalador gráfico, baseado no instalador do projeto Fedora (que herdou o código do Red Hat Desktop). Este instalador da Progenity pode se tornar uma alternativa bem interessante para distribuições baseadas no Debian com foco no uso em desktops.
http://articles.linmagau.org/modules.php...
:. (12/11/2003)
Responda à pesquisa dos favoritos de 2003 do br-Linux :-) :. O Augusto Campos me mandou este longo texto sobre a pesquisa dos favoritos de 2003 que ele está realizando.
Esta pesquisa tem uma abrangência bem interessante, pois além do grande número de perguntas ela utiliza respostas livres. Ou seja, você não está restrito a dois ou quatro concorrentes em cada
categoria, pode votar no que você realmente usa, por mais incomum que seja a sua opção. Isso vai dar um trabalhão pra apurar, pode ter certeza, mas isso já é problema do Augusto :-P
Devo admitir que estou bastante curioso pelo resultado desta pesquisa, é a primeira do gênero que tenho notícias aqui no Brasil, então não deixe de preencher o questionário. Acabei de preencher o meu :-)
Site BR-Linux.org comemora 7 anos elegendo os favoritos da comunidade
Linux brasileira
O BR-Linux.org, site nacional que é referência na comunidade Linux desde
1997 organiza pesquisa para apontar os favoritos dos usuários
brasileiros de software livre em diversas categorias.
Tem sido tradicional a realização de pesquisas no site no último
trimestre de cada ano - as mais recentes apontaram quais os serviços de
banda larga nacionais que dão suporte ao Linux e os motivos que levam
cada usuário a preferir cada uma das distribuições de Linux.
A pesquisa de 2003 do BR-Linux inova de duas maneiras. A primeira é por
incluir dois questionários diferentes: além de votar nas diversas
categorias dos Favoritos de 2003, nos mesmos moldes do prêmio "Readers
Choice Awards" organizado anualmente desde a década passada pelo Linux
Journal (http://www.linuxjournal.com), todo leitor tem a oportunidade de
preencher uma segunda cédula listando quais as marcas e modelos dos
equipamentos que já testou no Linux, e qual o grau de sucesso dos
testes. Assim, ao final da promoção a comunidade Linux ganhará não
apenas uma lista de favoritos em diversas áreas, mas também uma planilha
de periféricos suportados para orientar as compras de Natal ;-)
A outra forma pela qual a pesquisa de 2003 se diferencia das anteriores
é a oferta de brindes aos participantes. Parcialmente custeada com
recursos próprios, e contando ainda com o patrocínio de diversas
empresas interessadas no desenvolvimento do software livre nacional, a
oferta de brindes é farta para um site que se mantém há 7 anos sem fins
lucrativos e apenas com trabalho voluntário, e inclui vales-livro, kits
de publicações, bonés, mouse-pads, adesivos, buttons, chaveiros e
canetas, tudo com o tema Linux.
O formulário da pesquisa ficará disponível até o dia 23 de novembro em
http://www.br-linux.org/favoritos, e o resultado será divulgado no dia 26.
Naturalmente, a tabela com os dados de compatibilidade de hardware com o
Linux será divulgada com uma licença que permita a liberdade de uso e
redistribuição, como convém a um site que faz parte do cenário Linux
nacional desde seu princípio.
SOBRE O BR-LINUX: O site BR-Linux.org é mantido há 7 anos com material
contribuído por voluntários e disponibilizado livremente na Internet.
Contando com notícias atualizadas diariamente e uma bem provida área de
tutoriais, pode ser acessado pelo seu próprio endereço www.br-linux.org,
ou como um hóspede do projeto Linux Security Brasil (a URL direta é
brlinux.linuxsecurity.com.br), ou ainda no portal Matrix
(linux.trix.net). Os seus mais de dois milhões de hits por mês atestam o
crescimento constante da comunidade Linux brasileira.
CONTATO: Augusto César Campos (augusto@br-linux.org)
http://www.br-linux.org/favoritos
:. Leia as notícias de Outubro
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