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    Notícias de 01/2006

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    A origem de muitos dos problemas do Kurumin (humor)
    Muita gente critica o Kurumin pelo número de pessoas com problemas "estranhos" ao usar o sistema. A questão é que muitos destes problemas são, digamos, problemas de "BIOS", causados por erros ou desatenção de quem está usando. O motivo deste tipo de "problema" não ser tão comum em outras distribuições é simplesmente o fato de elas não serem usadas por usuários iniciantes em tão larga escala como o Kurumin. Simplesmente pelo fato de serem "difíceis", o público alvo é filtrado, de forma que quem não tem um certo background não consegue usar o sistema e desiste.

    Veja um exemplo do que estou falando (mensagem postada num fórum, depois que alguém sugeriu atualizar o pacote com os ícones mágicos para a versão mais recente):

    "Aqui Tá Dando Isso:
    kurumin@kurumin:~/a$ sudo dpkg -i --force-all incones-magicos.deb
    dpkg: erro processando incones-magicos.deb (--install):
    impossível acessar arquivo: No such file or directory
    Erros foram encontrados durante processamento de:
    incones-magicos.deb"


    Algo similar está começando a ocorrer com o Ubuntu, que também está crescendo, conquistando inclusive muitos novos usuários, o que já começa a gerar "problemas" semelhantes:

    "Galera, não consigo instalar usando o apt-get no ubuntu.
    Veja o que acontece quando digito o comando.

    root@ubuntu:/home/fred # apt-get install allien
    Lendo Lista de Pacotes... Pronto
    Construindo Árvore de Dependências... Pronto
    E: Impossível achar pacote allien"


    (o pacote se chama "alien)

    Um detalhe é que esta mensagem foi postada com o título "Não consigo usar o apt-get no Ubuntu!", dando a entender que era um problema geral, como se o apt-get não estivesse instalando nada. Alguém que lesse sem conhecer o Ubuntu poderia ter a impressão de que ele tem problemas com o apt-get, o que naturalmente não é o caso.

    Postado por Carlos E. Morimoto em 01/01/2006 às 13:17
    Console portátil com Linux
    O GP2X é um gadged bastante interessante, que exibe vídeos, vários formatos de áudio e fotos e roda emuladores para vários consoles. Ele custa só US$ 179 e roda Linux, trazendo um processador ARM, 64 MB de RAM, tela de 320x240 e saída para TV. Ele usa um cartão SD como mídia de armazenamento e suporta a instalação de aplicativos, roms e emuladores adicionais. A idéia parece ser desenvolver uma plataforma aberta, que atraia desenvolvedores e propicie o aparecimento de uma grande quantidade de aplicativos para a plataforma, impulsionando as vendas.

    Considerando o preço e as características técnicas, ele tem uma boa chance de fazer sucesso.

    http://www.realtechnews.com/posts/2387

    gp2x

    Postado por Carlos E. Morimoto em 02/01/2006 às 16:38
    Varejo amplia estoque de computador popular
    Saldo de balanço do PC popular em 2005 foi extremamente bom, segundo varejistas com Carrefour, Magazine Luiza e outros. Esta venda também está incrementando as vendas dos lojistas e aumentando a participação do setor de informática em suas lojas.

    "A forte procura pelo computador popular fez com que várias empresas do varejo repusessem o estoque neste fim de ano e reforçassem a programação de compras de microcomputadores para o ano de 2006."

    O preço médio para o consumidor final deste produto é de R$1.250,00 graças a isenção de alguns impostos que incidem diretamente sobre o produto e parceria de financiamento com alguns bancos.

    A matéria completa está no link abaixo.

    Postado por Carlos Machado em 03/01/2006 às 02:18
    Reflexões sobre a 'comunidade' Linux Brasileira
    É comum que ao ser postada uma notícia sobre um projeto ou desenvolvedor Brasileiro que ganha destaque, principalmente no exterior, surjam sempre uma série de ataques do tipo "fulano não fez nada demais". Um tópico que me chamou a atenção foi um post com a notícia da recomendação do Kurumin na Linux Magazine Americana que foi postado no Br-Linux, dando origem a uma das infinitas discussões do gênero.

    O "vmedina" insistiu no seguinte ponto:

    "Afinal, o Kurumin não é uma idéia original e sim uma derivação do Knoppix. Morimoto não fez tudo do zero e atuou na maior parte do tempo como organizador de uma compilação de programas em um cd pequeno. Claro que houve melhorias com scripts e etc., mas no fundo mesmo tudo já estava lá pronto para ser amarrado junto em um pacotão.
    Aqui nem se vê menção ao Knoppix, e sim aos 400 scripts desenvolvidos e etc..
    Será que é justo não mencionar o Knoppix? A comunidade do Kurumin se revolta a cada distro baseada, mesmo quando elas dizem que usaram o Kurumin, está cometendo essa injustiça com o projeto que fez o Kurumin existir?"


    Como dizem, uma mentira dita várias vezes, acaba virando verdade, então antes que isso aconteça, resolvi publicar uma resposta a esse e outros ataques semelhantes:

    A questão é que quando qualquer página é atualizada, o processo normal é que você vá adicionando texto novo e vá removendo textos antigos. No começo do projeto, tinham colocações em todo canto dizendo que era um live-cd derivado do Knoppix, que por sua vez é derivado do Debian, etc.

    Hoje em dia eu acredito que isso já virou senso comum, todo mundo sabe que o Kurumin é derivado do Knoppix e do Debian e é elementar perceber isso pela própria estrutura do sistema. Na hora que você dá boot, está lá escrito "Init 2.x.xx KNOPPIX starting..." entre várias outras mensagens.

    Quase todo live-cd é baseado direta ou indiretamente no Knoppix e todo mundo da área tecnica sabe disso. É mais relevante informar casos de live-cds que NAO são baseados nele, como o Slax.

    Não faz sentido ficar toda hora martelando uma informação que todo mundo sabe. É muito mais útil para quem acessa a página enfatizar os recursos do sistema, o que ele traz de diferente, esse tipo de coisa.

    Outra coisa que eu percebo é que existem umas duas centenas de distribuições derivados do Knoppix espalhadas pelo mundo. Cada uma tem seu público e as pessoas aceitam a coisa de forma pacífica e geralmente construtiva. Só aqui no Brasil é que existe essa mentalidade atrasada de ficar criticando (por desinformação ou mesmo por inveja) qualquer projeto que obtém destaque. Vejam os tópicos sobre o Kalango ou sobre o Pampa que foi postado recentemente.

    Se alguém do Debian, do Knoppix, etc. não estão satisfeitos com o reconhecimento que recebem ou deixam de receber, eles mesmo comentariam sobre isso. Se não quisessem que seus pacotes fossem usados em outros projetos, não os disponibilizariam sob a GPL em primeiro lugar.

    O mais interessante é que em geral os desenvolvedores apoiam novos projetos. Eu mesmo não acho ruim quando aproveitam os scripts e outras coisas do Kurumin em outras distribuições, muito pelo contrário.

    Quem fica reclamando e atacando os outros é um publicozinho que não faz parte do desenvolvimento de nada, que apenas se informa sobre as coisas vagamente pelos sites de notícias, e que se acham em posição de ficar criticando projetos em desenvolvedores, como se soubessem o que estão falando. Já vi até gente reclamando que "o código fonte" dos scripts do Kurumin não estava disponível em lugar nenhum. Ora, quando alguém chega ao ponto de não conseguir achar o código fonte de um script, não merece comentários, devia mudar de área ;).

    No "a comunidade do Kurumin se revolta a cada distro baseada" você está novamente se equivocando. Quem fica fazendo guerrinhas, criticando e falando besteiras é o mesmo público que citei acima, que muitas vezes nem usa o sistema, quanto mais tem qualquer participação no desenvolvimento.

    Usando a pesquisa (do br-linux) você pode ver que praticamente qualquer figura conhecida já foi criticada com acusações infundadas durante a história do Br-Linux.
    Já xingaram o Linus Torvalds, chamaram o Richard Stallman de porco e outras coisas do gênero, disseram que o Júlio César Neves só quer saber de ganhar dinheiro (num tópico sobre cursos dele em SP), só para citar três casos que lembro de cabeça. Seria importante começar a refletir sobre isso.

    Postado por Carlos E. Morimoto em 03/01/2006 às 17:43

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