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    Notícias de 04/2007

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    AmaroK já mostra tela rodando no Windows
    Um dos principais objetivos do KDE 4 é levar o ambiente gráfico e todos os seus programas para outras plataformas, inclusive o Windows. Assim, os usuários deste sistema poderiam escolher rodar uma interface gráfica e seus programas livres, saindo da monotonia (e de vários erros :-P).

    E, acompanhando este ritmo, o AmaroK, um dos players mais famosos e completos do mundo do software livre, também está ativando e acelerando seu desenvolvimento para outras plataformas, e uma das novidades recentes é que já conseguiram fazer o mesmo rodar num Windows, faltando muito menos agora para o suporte ficar completo.

    Isso foi um fato marcante para história do AmaroK, segundo seu blog de desenvolvimento, anunciando a tela do aplicativo de versão 2.0 rodando nativamente na plataforma da Microsoft.

    O desenvolvedor Dan Meltzer foi quem tirou esta tela, que segundo o blog, foram gastos dois dias inteiros otimizando o código-fonte para que pudesse rodar o player.

    Basicamente, a maior parte do código do AmaroK é, digamos, "portátil", podendo ser compilado para outras plataformas sem grandes modificações. Entretanto, segundo o blog, muito trabalho ainda resta a ser feito, também mencionando que essa migração só foi possível graças à excelente plataforma de desenvolvimento do QT.

    A versão 2 do AmaroK, bem como todo o KDE 4 trarão novos rumos, e maiores opções aos usuários de Windows, além de MacOS e outros.

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    Clique para ampliar


    Veja mais em:

    http://amarok.kde.org/blog/archives/374-Amarok2-builds-on-Windows.html

    Postado por Júlio César Bessa Monqueiro em 30/04/2007 às 20:46
    Novos celulares 'inovadores' das asiáticas
    E o mercado dos celulares também é outro que não pára de crescer. A LG lançou recentemente mais um celular conceito, o "Concept Clamshell", possuindo dois touchscreens, recurso até então não explorado por nenhuma outra empresa. De acordo com a companhia, o telefone terá, dentre outros recursos, ícones dinâmicos que "flutuarão" pelas telas de acordo com o tocar das mesmas, podendo também discar o número desejado por um teclado virtual na touchscreen, como o LG Prada. Sem revelar mais dados sobre o assunto, a LG disse que em breve soltará mais dados sobre o mesmo.

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    Aproveitando a mania de lançar aparelhos eletrônicos em acordos com fabricantes de autos, a Sony-Ericsson lançou o K800i, com um visual da Ferrari. O produto possui câmera de 3.2 megapixels com foco automático e opera em modo dual-mode com conectividade GSM/GPRS/UMTS. A empresa também não notou mais informações sobre o produto (para maior foco no visual).

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    Veja mais em:

    http://www.akihabaranews.com/en/news-13727-The+LG+Concept+Phone.html

    http://www.akihabaranews.com/en/news-13726-The+Ferrari+Sony+Ericsson+K800i.html

    Postado por Júlio César Bessa Monqueiro em 30/04/2007 às 20:28
    DEC Cathena CX, o primeiro UMPC americano
    A Data Evolution Corp. (NEC) lançou o primeiro UMPC do continente americano, o chamado Cathena CX. A empresa, que havia adquirido recentemente o AMD PIC, anunciou dia 26 seu novo ultra-portátil baseado no AMD Geode LX800, e taxou o produto como "impressionantemente barato".

    O sistema operacional padrão inicialmente será o Windows XP, oferecendo também a opção para Linux futuramente. Em comparação com outros UMPCs, o Cathena oferece uma excelente autonomia, de até cinco horas. O contra é o baixo "poder" do processador, que possui frequência de 500 MHz.

    Entre outras características, estão o LCD de 7 polegadas de resolução WVGA (800x600 pixels nativamente, suportando até 1024x768), teclado QWERTY e aplicativos educacionais além de leitor SD/MMC/MS/CF, 512 MB RAM (expansível até 1 GB) e HD de 40, 80 ou 100 GB. Em conectividade, estão o suporte a Bluetooth, Wi-Fi 802.11b/g, uma porta Ethernet e duas USB, e na usabilidade, estão o touchscreen e o joystick de 5 direções.

    O UMPC ainda possui 990 gramas e dimensões de 218 x 163 x 25.4 mm. Ele está disponível nos EUA por 799 dólares com o Windows XP Home/Pro ou Embedded.

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    Nota do editor: Embora mais barato que os UMPCs da Sony e OQO, o Cathena ainda é mais caro que a maior parte dos notebooks de baixo custo, que nos EUA, custam entre US$ 550 e US$ 700. Até agora, nenhum fabricante chegou a uma formula para produzir UMPCs a preços populares, mesmo utilizando processadores de baixo clock e telas menores.

    Com as notícias dos laptops de US$ 200, anunciados tanto pela Quanta, quanto pela Asus, a plataforma UMPC, como um todo, corre o risco de desaparecer antes de atingir a maturidade, engolida por versões mais baratas dos laptops.

    Veja mais em:

    http://www.linuxdevices.com/news/NS2032212006.html

    Postado por Júlio César Bessa Monqueiro em 30/04/2007 às 20:10
    Curso Redes e Servidores em SP, primeira aula
    Durante esta semana, está acontecendo em São Paulo mais uma edição do curso Redes e Servidores Linux, que estamos anunciando aqui no guiadohardware.net desde o início do ano. A procura do curso foi bem acima do esperado, tanto que turma acabou lotando no final de Fevereiro, dois meses antes do início do curso, com alunos de todo o país.

    A idéia central é oferecer um curso intensivo de uma semana, abordando um grande volume de conteúdo. Neste ponto, o curso é único, pois em nenhum outro são abordados tantos temas num espaço tão curto de tempo. No total, temos 53 horas de curso, divididos entre o curso "Linux, uma visão prática", que é ministrado pelo Júlio Bessa, das 8:00 às 11:00 e o curso principal, Redes e Servidores Linux, ministrado por mim (Carlos Morimoto), na parte da parte, das 12:00 às 18:00 e no sábado das 9:00 às 18:00.

    Nesta primeira aula, tivemos uma introdução geral sobre o uso do Linux, as distribuições e o crescimento do sistema, com um bate papo e espaço para tirar as dúvidas iniciais na parte da manhã e a primeira aula do curso de redes na parte da tarde. Como ele mesmo disse:

    "Na aula de segunda, falamos brevemente sobre a história do surgimento do software livre, avançando aobre a evolução visual, usual e tecnológica do Linux, apresentando depois tecnicamente os ambientes gráficos mais usados no mundo: o KDE, GNOME, XFCE, Fluxbox e Enlightenment, também explicando sobre as linguagens visuais GTK e QT, além de uma introdução à história e recursos do Kurumin."

    Voltando ao curso de redes, a função de uma rede é transportar dados de um ponto ao outro, de um aplicativo rodando no micro A, para outro rodando no micro B. Quando você envia um e-mail, por exemplo, o Thunderbird ou Outlook rodando na sua máquina se comunica com um servidor de e-mails, como o Postfix, rodando no servidor. Até aí as coisas parecem muito simples. O grande desafio é entender o que acontece entre os dois pontos. :)

    Chegamos então ao modelo OSI, que é uma explicação teórica sobre as camadas que compõe a rede. No nível mais baixo temos os cabos e hubs e no mais alto temos os aplicativos. O modelo OSI é interessante para ajudar a entender como a rede funciona. O grande problema é que na maioria dos livros e cursos ele é abordado de forma puramente teórica, o que além de cansativo e demorado, acaba tendo pouca utilidade na prática.

    Durante a primeira parte da aula, que serve como uma introdução ao restante do curso, fiz uma "exposição prática" do modelo OSI, explicando os componentes da rede e mostrando em que camada cada um se enquadra. Aproveitei para incluir explicações sobre redes wireless, antenas, encriptação, etc.

    Depois do primeiro intervalo, passei a falar sobre o endereçamento IP, incluindo exemplos de uso de máscaras complexas, como no caso de datacenters, onde um link de classe A é dividido em diversas pequenas redes, com 8 endereços cada uma (onde 5 são utilizáveis) com máscara 255.255.255.248, além de falar sobre compartilhamento da conexão e NAT.

    Depois do segundo intervalo, começamos no tema principal, a configuração de servidores Linux. Um dos objetivos do curso é ser agnóstico com relação à distribuição usada, permitindo que você consiga aplicar o que aprendeu à distribuição mais adequada para a tarefa. Com excessão de alguns aspectos superficiais, como o gerenciador de pacotes usado, ou pequenas diferenças no nome ou componentes de cada pacote, a configuração de servidores nas diferentes distribuições é muito similar. Afinal, você não configura o "Debian" ou o "Fedora", mas sim servidores como o Squid, Apache ou Samba, que são essencialmente os mesmos, independentemente da distribuição usada. O curso é focado no uso da linha de comando e na configuração dos serviços direto nos arquivos de configuração, abordando ferramentas como o Webmin e o Swat como um complemento. Afinal, quem entende as opções e sabe como configurar manualmente em geral não tem problemas para se adaptar a um dos utilitários de configuração, ao contrário de quem aprende apenas a trabalhar com o Webmin ou outro utilitário e acaba "preso" a ele.

    O uso do modo texto consome menos recursos do sistema (por isso a maior parte dos servidores dedicados sequer possuem o X instalado) e é ideal para administração remota via SSH. O uso do SSH é atualmente tão difundido que existem clientes para todas as principais plataformas, incluindo Palm, Symbian e Windows Mobile, permitindo que você administre servidores Linux remotos até mesmo a partir do seu celular, como demonstrei durante a aula.

    Concluindo, dei uma introdução à escrita de scripts em shell, criando um script para iniciar e parar o compartilhamento da conexão, aceitando os parâmetros start e stop, como um serviço de sistema:

    #!/bin/bash
    iniciar(){
    modprobe iptable_nat
    echo 1 > /proc/sys/net/ipv4/ip_forward
    iptables -t nat -A POSTROUTING -o eth1 -j MASQUERADE
    iptables -A FORWARD -p tcp --tcp-flags SYN,RST SYN -m tcpmss --mss 1400:1536 -j TCPMSS --clamp-mss-to-pmtu
    }
    parar(){
    iptables -F -t nat
    }
    case "$1" in
    "start") iniciar ;;
    "stop") parar ;;
    "restart") parar; iniciar ;;
    *) echo "Use os parâmetros start ou stop"
    esac

    Postado por Carlos E. Morimoto em 30/04/2007 às 19:37

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