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    Notícias de 04/2007

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    Luz de bolso DIY
    Aqui vai um projeto para quem não tem nada melhor para fazer durante o final de semana, uma luz de bolso no estilo "faça você mesmo" (Do It Yourself ;)

    Para o projeto, vamos utilizar um LED com os contatos rígidos (o principal), uma bateria de placa mãe, fita dupla face (do tipo que se usa para colar coisas na parede), fita isolante, um alicate de artesanato e uma tesoura:

    01


    Estes LEDs avulsos podem ser encontrados facilmente nos sites de leilão. Eles são muito usados para fazer casemod. Este que estou utilizando é um LED de 10 mm, que tem uma luminosidade muito boa. Caso esteja interessado, ele foi comprado aqui.

    Como pode ver, os 3 volts da bateria são suficientes para acender o LED, muito embora a tensão nominal dele seja 3.3v:

    02


    O problema é que se deixado assim, ele ficaria aceso continuamente, acabando com a bateria em poucas horas. Adicionamos então um "interruptor", usando dois pedaços da fita dupla face. O espaço faz com que o LED acenda apenas quando você pressionar o contato:

    03


    Colocamos um pedaço de fita isolante na parte inferior e usamos o alicate para dobrar o fio de contato. Desta forma, além de criar a abertura para passar a argola do chaveiro, o LED vai ficar preso à bateria:

    04


    Finalizando, use a própria fita isolante, ou outro tipo de fita de sua preferência para encobrir todo o conjunto.

    Aqui está o "produto" finalizado. Mais luminoso e menor que os concorrentes :)

    05


    Postado por Carlos E. Morimoto em 28/04/2007 às 10:27
    Curso Redes e Servidores em SP, primeira aula
    Durante esta semana, está acontecendo em São Paulo mais uma edição do curso Redes e Servidores Linux, que estamos anunciando aqui no guiadohardware.net desde o início do ano. A procura do curso foi bem acima do esperado, tanto que turma acabou lotando no final de Fevereiro, dois meses antes do início do curso, com alunos de todo o país.

    A idéia central é oferecer um curso intensivo de uma semana, abordando um grande volume de conteúdo. Neste ponto, o curso é único, pois em nenhum outro são abordados tantos temas num espaço tão curto de tempo. No total, temos 53 horas de curso, divididos entre o curso "Linux, uma visão prática", que é ministrado pelo Júlio Bessa, das 8:00 às 11:00 e o curso principal, Redes e Servidores Linux, ministrado por mim (Carlos Morimoto), na parte da parte, das 12:00 às 18:00 e no sábado das 9:00 às 18:00.

    Nesta primeira aula, tivemos uma introdução geral sobre o uso do Linux, as distribuições e o crescimento do sistema, com um bate papo e espaço para tirar as dúvidas iniciais na parte da manhã e a primeira aula do curso de redes na parte da tarde. Como ele mesmo disse:

    "Na aula de segunda, falamos brevemente sobre a história do surgimento do software livre, avançando aobre a evolução visual, usual e tecnológica do Linux, apresentando depois tecnicamente os ambientes gráficos mais usados no mundo: o KDE, GNOME, XFCE, Fluxbox e Enlightenment, também explicando sobre as linguagens visuais GTK e QT, além de uma introdução à história e recursos do Kurumin."

    Voltando ao curso de redes, a função de uma rede é transportar dados de um ponto ao outro, de um aplicativo rodando no micro A, para outro rodando no micro B. Quando você envia um e-mail, por exemplo, o Thunderbird ou Outlook rodando na sua máquina se comunica com um servidor de e-mails, como o Postfix, rodando no servidor. Até aí as coisas parecem muito simples. O grande desafio é entender o que acontece entre os dois pontos. :)

    Chegamos então ao modelo OSI, que é uma explicação teórica sobre as camadas que compõe a rede. No nível mais baixo temos os cabos e hubs e no mais alto temos os aplicativos. O modelo OSI é interessante para ajudar a entender como a rede funciona. O grande problema é que na maioria dos livros e cursos ele é abordado de forma puramente teórica, o que além de cansativo e demorado, acaba tendo pouca utilidade na prática.

    Durante a primeira parte da aula, que serve como uma introdução ao restante do curso, fiz uma "exposição prática" do modelo OSI, explicando os componentes da rede e mostrando em que camada cada um se enquadra. Aproveitei para incluir explicações sobre redes wireless, antenas, encriptação, etc.

    Depois do primeiro intervalo, passei a falar sobre o endereçamento IP, incluindo exemplos de uso de máscaras complexas, como no caso de datacenters, onde um link de classe A é dividido em diversas pequenas redes, com 8 endereços cada uma (onde 5 são utilizáveis) com máscara 255.255.255.248, além de falar sobre compartilhamento da conexão e NAT.

    Depois do segundo intervalo, começamos no tema principal, a configuração de servidores Linux. Um dos objetivos do curso é ser agnóstico com relação à distribuição usada, permitindo que você consiga aplicar o que aprendeu à distribuição mais adequada para a tarefa. Com excessão de alguns aspectos superficiais, como o gerenciador de pacotes usado, ou pequenas diferenças no nome ou componentes de cada pacote, a configuração de servidores nas diferentes distribuições é muito similar. Afinal, você não configura o "Debian" ou o "Fedora", mas sim servidores como o Squid, Apache ou Samba, que são essencialmente os mesmos, independentemente da distribuição usada. O curso é focado no uso da linha de comando e na configuração dos serviços direto nos arquivos de configuração, abordando ferramentas como o Webmin e o Swat como um complemento. Afinal, quem entende as opções e sabe como configurar manualmente em geral não tem problemas para se adaptar a um dos utilitários de configuração, ao contrário de quem aprende apenas a trabalhar com o Webmin ou outro utilitário e acaba "preso" a ele.

    O uso do modo texto consome menos recursos do sistema (por isso a maior parte dos servidores dedicados sequer possuem o X instalado) e é ideal para administração remota via SSH. O uso do SSH é atualmente tão difundido que existem clientes para todas as principais plataformas, incluindo Palm, Symbian e Windows Mobile, permitindo que você administre servidores Linux remotos até mesmo a partir do seu celular, como demonstrei durante a aula.

    Concluindo, dei uma introdução à escrita de scripts em shell, criando um script para iniciar e parar o compartilhamento da conexão, aceitando os parâmetros start e stop, como um serviço de sistema:

    #!/bin/bash
    iniciar(){
    modprobe iptable_nat
    echo 1 > /proc/sys/net/ipv4/ip_forward
    iptables -t nat -A POSTROUTING -o eth1 -j MASQUERADE
    iptables -A FORWARD -p tcp --tcp-flags SYN,RST SYN -m tcpmss --mss 1400:1536 -j TCPMSS --clamp-mss-to-pmtu
    }
    parar(){
    iptables -F -t nat
    }
    case "$1" in
    "start") iniciar ;;
    "stop") parar ;;
    "restart") parar; iniciar ;;
    *) echo "Use os parâmetros start ou stop"
    esac

    Postado por Carlos E. Morimoto em 30/04/2007 às 19:37
    DEC Cathena CX, o primeiro UMPC americano
    A Data Evolution Corp. (NEC) lançou o primeiro UMPC do continente americano, o chamado Cathena CX. A empresa, que havia adquirido recentemente o AMD PIC, anunciou dia 26 seu novo ultra-portátil baseado no AMD Geode LX800, e taxou o produto como "impressionantemente barato".

    O sistema operacional padrão inicialmente será o Windows XP, oferecendo também a opção para Linux futuramente. Em comparação com outros UMPCs, o Cathena oferece uma excelente autonomia, de até cinco horas. O contra é o baixo "poder" do processador, que possui frequência de 500 MHz.

    Entre outras características, estão o LCD de 7 polegadas de resolução WVGA (800x600 pixels nativamente, suportando até 1024x768), teclado QWERTY e aplicativos educacionais além de leitor SD/MMC/MS/CF, 512 MB RAM (expansível até 1 GB) e HD de 40, 80 ou 100 GB. Em conectividade, estão o suporte a Bluetooth, Wi-Fi 802.11b/g, uma porta Ethernet e duas USB, e na usabilidade, estão o touchscreen e o joystick de 5 direções.

    O UMPC ainda possui 990 gramas e dimensões de 218 x 163 x 25.4 mm. Ele está disponível nos EUA por 799 dólares com o Windows XP Home/Pro ou Embedded.

    imagem

    Nota do editor: Embora mais barato que os UMPCs da Sony e OQO, o Cathena ainda é mais caro que a maior parte dos notebooks de baixo custo, que nos EUA, custam entre US$ 550 e US$ 700. Até agora, nenhum fabricante chegou a uma formula para produzir UMPCs a preços populares, mesmo utilizando processadores de baixo clock e telas menores.

    Com as notícias dos laptops de US$ 200, anunciados tanto pela Quanta, quanto pela Asus, a plataforma UMPC, como um todo, corre o risco de desaparecer antes de atingir a maturidade, engolida por versões mais baratas dos laptops.

    Veja mais em:

    http://www.linuxdevices.com/news/NS2032212006.html

    Postado por Júlio César Bessa Monqueiro em 30/04/2007 às 20:10
    Novos celulares 'inovadores' das asiáticas
    E o mercado dos celulares também é outro que não pára de crescer. A LG lançou recentemente mais um celular conceito, o "Concept Clamshell", possuindo dois touchscreens, recurso até então não explorado por nenhuma outra empresa. De acordo com a companhia, o telefone terá, dentre outros recursos, ícones dinâmicos que "flutuarão" pelas telas de acordo com o tocar das mesmas, podendo também discar o número desejado por um teclado virtual na touchscreen, como o LG Prada. Sem revelar mais dados sobre o assunto, a LG disse que em breve soltará mais dados sobre o mesmo.

    imagem

    Aproveitando a mania de lançar aparelhos eletrônicos em acordos com fabricantes de autos, a Sony-Ericsson lançou o K800i, com um visual da Ferrari. O produto possui câmera de 3.2 megapixels com foco automático e opera em modo dual-mode com conectividade GSM/GPRS/UMTS. A empresa também não notou mais informações sobre o produto (para maior foco no visual).

    imagem2

    Veja mais em:

    http://www.akihabaranews.com/en/news-13727-The+LG+Concept+Phone.html

    http://www.akihabaranews.com/en/news-13726-The+Ferrari+Sony+Ericsson+K800i.html

    Postado por Júlio César Bessa Monqueiro em 30/04/2007 às 20:28

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