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    Notícias de 07/2007

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    Elive 1.0 finalmente é lançado
    E finalmente a distribuição Elive, especializada em ter como ambiente padrão o Enlightenment (E16 e E17), chegou finalmente à sua versão 1.0. Segundo o site:

    "Essa versão está pronta para usuários finais e não somente para desenvolvedores e "degustadores". A distribuição está mais intuitiva, fácil de usar e mais eficiente, possuindo uma boa integração do gerenciador aos tipos de arquivos, um kernel melhorado especialmente para multimídia e grandes carregamentos, um sistema de impressão mais leve, melhor compatibilidade com sistemas Windows, mais hardware suportado, melhor reconhecimento gráfico, e várias outras melhorias e alterações que você poderá conferir no change-log."

    Para quem não se lembra ou nunca ouviu falar do Enlightenment, veja um trecho de meu artigo sobre a instalação dele:

    "A proposta do E17 é trazer um ambiente de trabalho completo, como o Gnome ou KDE, com bibliotecas próprias. Assim como o KDE usa o QT e o Gnome o GTK2, o E17 usa as chamadas EFL, sigla de "Enlightenment Foundation Libraries", que são bem mais leves por sinal, pois umas das propostas do Enlightenment é oferecer um sistema de boa qualidade gráfica para computadores mais velhinhos também. Um fato importante a ser lembrado é que o Enlightenment foi totalmente reescrito a partir da versão DR16, agora usando suas bibliotecas próprias, justificando assim a demora de mais de 6 anos para uma nova versão estável.

    O Enlightenment é um ambiente bem diferente dos outros, usando um conceito próprio e inovador, talvez inspirado um pouco no fabuloso MacOS. Ele suporta vários temas bem divergentes, e uma de suas exclusividades, por exemplo, é o papel de parede animado."


    Esta versão do Elive está voltada para a estabilidade e facilidade de uso, trazendo até um vídeo de apresentação, que pode ser visto abaixo.



    Veja mais em:

    http://elivecd.org/gb/Main/News/_articles/64.html

    Download:

    ftp://ftp.ussg.iu.edu/pub/linux/Elive/.Hagquac4O3/Elive_1.0_Gem.iso

    Postado por Júlio César Bessa Monqueiro em 06/07/2007 às 16:02
    Migração entre os desenvolvedores Windows
    Esta notícia não é exatamente nova, foi publicada originalmente na terça-feira, mas decidi postar assim mesmo para poder fazer uma análise sobre o assunto.

    Uma pesquisa divulgada no Zdnet.co.uk indica uma tendência entre os desenvolvedores Windows, que seguindo a tendência do mercado, estão lentamente migrando para o desenvolvimento para dispositivos móveis e desenvolvimento para aplicativos Linux. Segundo a pesquisa, realizada entre desenvolvedores dos EUA, o índice de desenvolvedores escrevendo softwares predominantemente para a plataforma Windows caiu de 74% em 2006, para 64.8% na pesquisa realizada este ano.

    No mesmo período, a percentagem de desenvolvedores Linux subiu de 8.8% para 11.8%, acompanhado por um aumento no desenvolvimento de aplicativos para a web e também para dispositivos móveis.

    A muito tempo se fala na tendência de os aplicativos serem cada vez mais baseados na web. Podemos ver isso acontecendo já nos dias de hoje, com serviços como o Gmail e o Meebo. A grande vantagem é que eles podem ser acessados a partir de qualquer PC, ao contrário de um cliente de e-mail ou IM que armazena as mensagens e sua lista de contatos localmente e pode ser usado apenas no seu próprio PC. Como a maioria das pessoas não fica o dia todo na frente do mesmo PC (muitas vezes nem tem micro em casa), isso faz todo o sentido.

    Outra tendência é o desenvolvimento para dispositivos móveis, incluindo celulares e smartphones. Os atuais são bastante capazes em termos de poder de processamento, mas utilizam telas muito pequenas, teclado numérico ao invés de um teclado completo e acessam a web através de conexões lentas, o que representa um conjunto de novos desafios para os desenvolvedores.

    Quando falamos em desenvolvimento Linux, a primeira imagem que vem à mente são os aplicativos desenvolvidos de forma colaborativa, sem fins lucrativos. Este setor continua crescendo, mas temos hoje em dia também a figura do desenvolvedor profissional, que desenvolve aplicativos comerciais ou aplicativos de uso interno. Acompanhando o crescimento do sistema, é natural que cresça também a demanda por programadores capazes de personalizar aplicativos já disponíveis, ou desenvolver aplicativos personalizados do zero.

    Em contrapartida, com o aumento da oferta de desenvolvedores para a plataforma, o sistema operacional se torna mais viável em ambientes onde ainda não alcançou tanta popularidade, muitas vezes justamente pela carência de mão-de-obra especializada ou pela impossibilidade de personalizar seu modelo de negócios de modo financeiramente viável.

    Essa tendência é saudável também para o aprimoramento técnico do profissional e do ponto de vista da prestação de serviços de informática, de um modo geral. Um desenvolvedor e principalmente um analista de sistemas habituado ao desenvolvimento multi-plataforma terá sempre uma visão lógica e gerencial mais abrangente do que outro profissional do mesmo porte, habituado a trabalhar com apenas um sistema operacional.

    E, como acontece hoje com o Windows, uma nova safra de desenvolvedores que já começarão a programar especificamente para o ambiente Linux tende a surgir e a se manter, preenchendo a lacuna de programadores e analistas com a expertise lógica que toda plataforma necessita para estreitar a relação entre seus usuários e os profissionais que a mantém.

    Postado por Edson Gomes e Carlos E. Morimoto em 08/07/2007 às 09:24
    Google e Alemanha se desentendem duas vezes
    A (empresa) Google perdeu um processo na Alemanha para Daniel Giersch, quanto ao uso do nome "GMail" no país. Giersch já usava o nome "GMail" desde 2000, quatro anos antes do serviço de e-mail da Google (confira o site: www.gmail.de).

    Se o alemão há 4 anos antes da Google usava o nome "GMail", provavelmente dessa vez o pessoal da Google se deu mal. Talvez fiquem com "Google Mail", mas já não seria a mesma coisa. A briga judicial começou há 3 anos, e talvez chegue ao fim, se uma nova lei for aprovada pelo governo da Alemanha.

    Só que não tem nada a ver com o nome "GMail" agora, mas sim com o serviço. A Google afirma que fechará o GMail (independentemente do nome) se o país aprovar uma nova lei, que impõe novas obrigações aos provedores.

    Está em discussão no parlamento alemão um projeto que obrigará aos provedores de e-mail a acabar com a anonimidade, permitindo a identificação das pessoas responsáveis por cada conta de e-mail. Se for aprovado, as pessoas não poderão mais se cadastrar usando apelidos ou "nicks", devendo, pois, usar seus nomes reais. A justiça pretende, com isso, facilitar a identificação dos envolvidos em atividades ilegais e melhorar a apuração em crimes online. Isso vai contra o princípio da Google, que permite cadastros anônimos, usando pseudônimos, sem investigar a identidade real das pessoas.

    A revista alemã Wirtschafts Woche publicou uma entrevista com Peter Fleischer, diretor global de privacidade da Google. Ele disse que se a lei realmente vier a ser aprovada, "o GMail vai simplesmente sair da Alemanha".

    Segundo ele, a lei fere a privacidade das pessoas: "As pessoas usam e-mails anônimos para garantir sua privacidade e elas precisam confiar que vamos respeitar isso", disse Fleischer à revista.

    Tecnicamente o governo não tem como restringir isso, estão fazendo o quê, pegando idéias da China? A Google poderia manter o GMail em outro país, e os alemães poderiam continuar usando. Além do que há tantos webmails de outros países que poderiam muito bem ser acessados pelos alemães anônimos. É um caso complicado, idem ao Brasil com o Orkut, há algum tempo.

    Concluindo, o nome "GMail" na Alemanha fica para o alemão, e se a lei anti-anonimidade for aprovada, a Google fecha o serviço de e-mail por lá.

    Postado por Marcos Elias Picão em 08/07/2007 às 12:33
    Saiu a alpha 6 do Firefox 3, codename Gran Paradiso
    Como dizem, muitas vezes uma imagem diz mais do que mil palavras:

    1


    Visualmente não traz nada muito diferente da versão 2.x. As modificações mais significantes estão no gerenciamento dos favoritos e suporte para tamanhos de texto diferentes para cada site, melhorando a acessibilidade. Em termos de navegação, pelo que testei parece montar as páginas mais rapidamente (sim, não foi mera impressão ;). Um recurso interessante do Firefox 3 (na verdade presente desde a versão 2, mas que tem passado desapercebido para muitos) é a verificação ortográfica, que ocorre nos campos de texto dos formulários, como vocês podem ver neste segundo screenshot (em inglês, por enquanto):

    2


    Release notes e download:

    http://www.mozilla.org/projects/firefox/3.0a6/releasenotes/

    É a raposa de fogo avançando cada vez mais :)

    Como de praxe, estamos falando de uma versão alpha, destinada a aventureiros, desenvolvedores e a quem faz questão de usar a últimíssima versão. Apesar disso, ele rodou bem estável, funcionando de forma similar ao 2.x.

    Assim que estiver em português (e outros idiomas), só pelo verificador ortográfico ele já valerá a pena o upgrade.

    Postado por Marcos Elias Picão em 08/07/2007 às 12:43

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