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    Notícias de 01/2008

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    Artigo: análise de proxies para navegação anônima
    Navegar anonimamente é o desejo de muitas pessoas, especialmente quando acessam "alguns tipos de sites" que é melhor nem falar. A navegação na web, no entanto, não é anônima. Pelo número IP do computador conectado, pode-se saber a localização geográfica do mesmo; e se for contatada a empresa que fornece a conexão, é possível obter os dados pessoais e tudo mais de quem estava conectado com tal IP em dado momento.

    Uma forma de "burlar" isso é usar um servidor proxy de outro lugar. Há uma conexão entre seu computador e um outro, localizado em outro local - ele se conecta aos sites que você pediu, e lhe entrega o resultado, de forma que o site não sabe que é você que está acessando (afinal, as requisições vêm de outro lugar). De fato, você pode "navegar anonimamente" dessa forma.

    O site TomsGuide.com publicou uma análise de vários serviços on line gratuitos, que permitem navegar através de proxies visando o anonimato. Entre os comentados, estão Anonymyizer, NetConceal e Vidalia (Tor), além de serviços "via web" como Anonymouse e Megaproxy. Para quem procura boas opções de navegação "anônima", vale a pena ler o texto.

    Além de navegar "anônimo", usar um proxy de outro país pode ser útil quando você quer acessar algum site que, por qualquer motivo, foi bloqueado na região em que você está.

    Leia em (site em inglês):

    http://www.tomsguide.com/us/security-online-privacy,review-1055.html

    Postado por Marcos Elias Picão em 31/01/2008 às 12:23
    Experimental Search: busca diferente no Google
    O Google está tentando mudar a forma como os resultados das pesquisas são exibidos. Em projeto experimental, há 4 formas de ver os resultados. Apenas uma pode ser testada por vez (até para não atrapalhar os testes de viabilidade de cada uma). Se você quiser experimentar:

    http://www.google.com/experimental/

    O modo alternativo para as visualizações exibe uma linha do tempo, mapa, ou informações contextuais sobre os resultados da pesquisa. Com isso você pode observar um termo e ver seus resultados dependendo da época em que a página que os contém foi indexada. Dá uma dimensão diferente do que simplesmente exibir uma lista de links:

    a1

    Esse modo permite exibir também informações sobre a localidade da página.

    O segundo é interessante, usando-se do preenchimento automático de campos com Ajax:

    a2

    Ele pode orientar melhor quem procura por algo mas não lembra muito bem o que quer, ou sobre algum tema com muitos variantes e derivados. Vários sites já usam algo parecido nas suas buscas internas.

    Outro modo experimental é o uso de atalhos de teclado, similar aos utilizados no GMail:

    a3

    Onde:


    • J = selecionar o próximo resultado.

    • K = selecionar o resultado anterior.

    • O ou [enter] = abrir o resultado selecionado.

    • / = coloca o cursor no campo de busca.

    • [esc] = remove o cursor do campo de busca.


    E o quarto e quinto modos são praticamente a mesma coisa, com a diferença que cada um fica de um lado da tela. Trata-se da navegação contextual, que exibe pesquisas possivelmente relacionadas com o que você procura, à direita ou à esquerda da tela:

    a4

    Não se sabe ainda quando estes modos de pesquisa serão incorporados oficialmente à página padrão do Google, e nem se serão padrões ou ficarão como opcionais. Mas já podem ser usados se você ingressar no modo experimental.

    Para você que gosta de mais projetos experimentais do Google, vale também visitar o endereço http://labs.google.com, onde são listados vários recursos em testes.

    Sobre o Experimental Search, leia mais no ArsTechnica, que publicou um breve tour sobre isso (em inglês):

    http://arstechnica.com/news.ars/post/20080130-atour-of-googles-new-experimental-search-verdict-awesome.html

    Postado por Marcos Elias Picão em 31/01/2008 às 09:25
    Asus amplia produtos da linha Eee PC
    Depois do Eee PC, notebook ultracompacto da Asus, ela prepara novos equipamentos de baixo custo para 2008. Virão três novidades: um desktop, um clone do iMac e um televisor LCD.

    O PC da linha será o E-DT, esperado para abril ou maio desse ano. A primeira série terá processador Intel Celeron - e os PCs compartilharão componentes diversos com o Eee PC. As gerações futuras deverão ser equipadas com processadores de baixa voltagem da Intel, os Diamondville. Ele virá sem monitor, é basicamente o "PC". O preço estimado é de $199, mas poderá sair um pouco mais caro, visto o que ocorreu com o Eee PC no seu lançamento.

    O E-Monitor, "clone do iMac", trata-se de um computador integrado a um monitor, lembrando também o Dell XPS one. Terá uma tela de 19" ou 21" com o PC integrado, além de sintonizador de TV. Não há especificações disponíveis ainda sobre a resolução do LCD, mas sabe-se que os componentes serão compartilhados com os do E-DT. O preço estimado para o E-Monitor começa em $499, e está previsto para setembro de 2008. Se o preço seguir nessa faixa, será um bom valor de "baixo custo", se comparado às soluções similares dos concorrentes.

    O terceiro produto será a E-TV, uma TC LCD HDTV de 42" - provavelmente baseada na tela do E-Monitor, ou em seus componentes. O preço estimado é de cerca de $200 a mais do que as TVs LCD concorrentes. Ela teria funções de computador embutido, rodando Linux, mas não há muita informação ainda sobre suas reais funções como computador.

    O presidente da Asustek, Jerry Shen, disse que não é esperado recurso de tela de toque (touch screen) para a linha Eee PC; isso fica para segundo plano, sem nada planejado. Dadas as novidades, algumas pessoas esperavam que fosse surgir algum tablet ou produto com tela de toque barato, seguindo o estilo Eee PC, mas isso por enquanto está descartado.

    A Asus está tentando recuperar as forças, depois da repercussão, prejuízos e da decepção relacionada ao preço do Eee PC.

    Referência:

    http://www.dailytech.com/ASUS+Extends+Eee+Branding+to+Desktops+AIOs+LCD+TVs/article10518.htm

    Postado por Marcos Elias Picão em 31/01/2008 às 07:43
    Domain tasting pode estar com os dias contados
    Domain tasting, ou "Degustação de domínios", "Experimentação de domínios", "Teste de domínios", é uma prática usada para experimentar um nome de domínio antes de comprá-lo efetivamente. A ICANN, órgão internacional regulador dos domínios da Internet, tem uma política que permite a qualquer um registrar um domínio e solicitar restituição integral, em até 5 dias, caso mude de idéia (por qualquer motivo). Muitos "espertinhos" registram milhares de domínios dessa forma para "testá-los" com programas de domain parking, "estacionamento de domínios". Se em 5 dias o domínio receber uma quantidade considerável de acessos, e conseqüentemente "dinheiro", eles seguram o nome; caso contrário, cancelam e recebem o dinheiro de volta.

    A medida, que é boa para usuários honestos que se arrependem por qualquer motivo do nome escolhido, acaba virando brincadeira nas mãos de "grileiros de domínios". Segundo a ICANN, só em janeiro de 2007, foram cancelados dessa forma mais de 45450897 domínios, provenientes dos top 10 "testadores de domínios".

    A solução, aparentemente simples, seria cobrar uma pequena taxa para o registro, tirando a "gratuidade" do período de testes de 5 dias. Isso desencorajaria "investidores" a registrarem muitos nomes, e mais ainda, a cancelá-los posteriormente. Quem recebesse a restituição dessa forma, a receberia mas não de forma completa, pois seria descontado o valor referente aos primeiros 5 dias.

    "Se a ICANN cobrasse um preço assim que o domínio é registrado, iria fechar a lacuna usada por testadores para testar a rentabilidade de nomes de domínio de graça", disse Dr. Paul Twomey, CEO da ICANN, em uma declaração.

    A mudança da ICANN ainda depende de aprovação como parte do orçamento anual da organização, não é algo certo por enquanto.

    Esse plano também poderia colocar fim numa prática abusiva usada por algumas empresas de registro. Há empresas que, após a solicitação de registro pelo cliente, "seguram" o nome por 4 dias, para testar a rentabilidade do mesmo; se o domínio for "muito visado", elas podem cobrar mais caro do cliente final, correndo ainda o risco de pegarem para si. A Network Solutions, por exemplo, foi acusada disso, depois de que se tornou público o fato que a empresa segurava durante 4 dias os domínios pesquisados, antes de liberá-los. Durante esses 4 dias, o domínio só poderia ser comprado com ela.

    Falando em domínios estacionados e testadores, o Google também vai colaborar para que essas práticas sejam desencorajadas. O Google tem o programa AdSense for Domains, um estacionamento de domínios comum, que coloca publicidade num domínio (sem o dono precisar ter um site). Agora, o Google passou a recusar domínios registrados a menos de 4 dias. Mas isso por si só não muda muita coisa, afinal existem ainda muitas empresas que vendem anúncios para domínios estacionados.

    Referência:

    http://arstechnica.com/news.ars/post/[...]tasters-can-now-eat-dirt.html

    Aviso oficial:

    http://www.icann.org/announcements/announcement-29jan08.htm

    Postado por Marcos Elias Picão em 30/01/2008 às 19:12

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