Intel: Processadores “shareware” à caminho

Intel: Processadores “shareware” à caminho

Sempre que achamos que já vimos de tudo nesta vida, alguma ideia mirabolante mostra que não existem limites para a criatividade humana.

Um dos pilares do sistema de modelos da Intel é a ideia de unificar as linhas de processadores, criando múltiplas versões dos mesmos chips, variando não apenas a frequência de clock, mas também desativando seletivamente recursos como parte cache, suporte a SMT, parte dos núcleos e assim por diante. Um exemplo clássico é a série Pentium E, composta por versões castradas do Core 2 Duo.

Nos processadores atuais, estes recursos são desativados através de flags no microcode do processador, que orientam o chip a ignorar determinados componentes. Estas flags podem ser alteradas via software (embora como fazer isso seja um segredo muito bem guardado) o que dá origem a casos “acidentais”, como a possibilidade de reativar o quarto núcleo nos Phenom II da AMD, através da opção “Advanced Clock Calibration” do Setup.

Esta desativação seletiva de recursos não é necessariamente ruim para quem compra, pois pelo menos permite obter chips a preços mais baixos e compensar parte da diferença de desempenho fazendo overclock, mas a Intel parece não estar completamente satisfeita com a ideia, tanto que iniciou um projeto piloto de um serviço de venda de “upgrades”, o Intel Upgrade Service”, que lhe dá a camarada opção de pagar US$ 50 para reativar recursos disponíveis no processador.

A Intel chama isso de “upgradeable hardware”, mas para mim a ideia soa mais como um sistema de shareware, onde você leva para casa uma versão limitada do processador e precisa pagar mais para obter o código para desbloquear a versão completa.

Por enquanto está sendo realizado um programa piloto entre usuários do Canadá que compraram PCs equipados com o Pentium G6951, onde o “upgrade” de US$ 50 dá direito a ativar o suporte ao SMT e a mais 1 MB de cache L3.

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