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PenrynTermos técnicos GdHO lançamento do Penryn está previsto para o início de 2008. Ele será o primeiro processador Intel produzido usando a nova técnica de 45 nanômetros (0.045 micron), que está em desenvolvimento desde 2001. Ele deve ser visto como uma evolução do Conroe e não como um novo processador. Imagine que o Penryn está para o Conroe assim como o Pentium 4 Northwood (0.13 micron) está para o antigo Willamette, produzido usando a antiga técnica de 0.18 micron. O Penryn é composto por nada menos do que 410 milhões de transístores. Apesar disso, ele ocupa uma área de apenas 107 mm², sensivelmente menor que o Conroe (que ocupa 143 mm²). Ele continua sendo um processador dual-core, onde cada núcleo possui 64 KB de cache L1 e ambos utilizam um grande cache L2 compartilhado. A mudança mais visível é a adição de mais 2 MB de cache L2, totalizando 6 MB (agora com 24 linhas de associação), mas ele inclui também outras melhorias. A primeira é a adição de mais um conjunto de instruções, o SSE4. Com a popularização dos processadores dual-core e quad-core, um dos maiores desafios passou ser otimizar os softwares, de forma que eles passem a se beneficiar dos núcleos adicionais. Um dos principais objetivos do SSE4 é oferecer instruções que permitam utilizar todos os núcleos do processador de forma mais eficiente, complementando os conjuntos de instruções anteriores. Por manter o uso do soquete 775, ele será, a princípio, compartível com as placas atuais, mas ainda não está claro até que ponto. Vale lembrar que toda a safra inicial de placas soquete 775 são incompatíveis com os processadores Core 2 Duo devido a deficiências no regulador de tensão. Na questão do consumo elétrico, a principal novidade é a introdução do "Deep Power Down Technology" um novo estágio de baixo consumo (batizado de C6), que permite que o processador consuma consideravelmente energia enquanto ocioso. Este recurso estará disponível apenas para as versões mobile, mas ainda assim é interessante entender como ele funciona. Ao entrar no modo C6, o sinal de clock é desligado, a tensão é reduzida drasticamente e os caches L1 e L2 são desligados. Neste modo, o chipset continua oferecendo acesso à memória para os demais periféricos do sistema, permitindo que diversas funções continuem acessíveis, sem que o processador precise ser acordado. O maior problema é que o processador demora um tempo relativamente longo para retornar do estado C6, já que perde todos os dados armazenados nos caches, de forma que ele é reservado para situações em que o processador fique ocioso por longos períodos. Na maior parte do tempo ele chaveia entre os modos atuais de gerenciamento, onde o tempo de recuperação é menor. O Penryn inclui também algumas melhorias nas unidades de execução, com destaque para o processamento de instruções de divisão, usadas por diversos aplicativos gráficos e de renderização 3D e uma versão aperfeiçoada do Intel VT, que promete oferecer (finalmente) ganhos tangíveis de desempenho no VMware e outros softwares de virtualização. Um recurso interessante do ponto de vista técnico é o EDAT (Enhanced Dynamic Acceleration Technology), que permite melhorar o desempenho do processador em aplicativos que não são capazes de se beneficiar do segundo núcleo. A idéia é bastante original: desligar o segundo núcleo (que de qualquer forma não seria utilizado pelo programa) e aproveitar a redução na dissipação térmica para fazer um overclock temporário do núcleo ativo, permitindo assim um ganho real de desempenho. O sistema pode então escolher entre manter os dois núcleos ativos a "100%" da capacidade, ou manter apenas um, trabalhando a "120%" da capacidade, de acordo com o aplicativo em uso. Inicialmente o EDAT será usado apenas nas versões mobile do Penryn, mas é de se esperar que ele seja incorporado em alguma revisão futura do Penryn para desktops caso se mostre realmente útil. Embora o Penryn seja um processador dual-core, dois chips podem ser combinados para formar processadores quad-core (assim como o Kentsfield), que contarão com generosos 12 MB de cache L2. A versão "simples", com dois núcleos, é chamada de Wolfdale, enquanto a versão quad-core (dual-chip) responde pelo codenome Yorkfield. Por outro lado, é improvável que o Penryn receba uma versão single-core, como o Conroe-L, pois o chip já é relativamente pequeno. Segundo todas as informações divulgadas até agora, é quase certo que a produção dos Celerons single-core, baseados no Conroe-L, continue ao longo de 2008 e a partir de um certo ponto a linha seja descontinuada, dando origem a versões de baixo custo do Core 2 Duo baseado no Penryn, com clock mais baixo e parte do cache L2 desativado. Se as promessas se concretizarem, em 2009 a Intel terá abandonado a produção de processadores single-core para desktops e notebooks, passando apenas a produzir processadores dual-core e quad-core. Uma observação importante é que, embora o lançamento do Penryn esteja planejado para o início de 2008, ele levará vários meses para se popularizar, como toda nova arquitetura. Inicialmente a Intel produzirá o novo processador em quantidades limitadas e a partir daí irá aumentar a produção gradualmente, conforme for capaz de refinar a técnica de produção de 45 nanômetros.
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