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    Usando o Wine

    Tutoriais

    A sigla "Wine" significa "Wine is not an Emulator", ou seja, diferentemente do VMware e do Qemu o objetivo do Wine não é rodar uma cópia do Windows e rodar programas dentro dela, mas sim ser uma implementação livre da API do Windows, permitindo executar programas Windows diretamente, como se fossem aplicativos nativos. Aprenda mais sobre ele.Carlos E. Morimoto
    05/04/2005


    O Wine fornece as funções e recursos usados pelo programa, respondendo às requisições feitas por ele da mesma forma que o Windows faria. O programa pede para desenhar uma janela na tela e colocar uma figura dentro, o Wine entende o comando e os converte para comandos que o X possa entender, de forma que a janela realmente seja criada, da mesma forma que seria no Windows. O programa pede para imprimir uma página ou tocar algo na placa de som e novamente o Wine entende os comandos e os converte em instruções que possam ser executadas pelo sistema.

    Devido a estas características, o Wine pode ser considerado um misto de wrapper (por direcionar e converter as chamadas feitas pelos programas) e implementação das dll's do Windows, que são os componentes que respondem parte destas chamadas.

    De certa forma o Wine é um projeto mais ambicioso que o VMware, pois o objetivo é realmente substituir o Windows, permitindo executar os programas diretamente e sem uma grande perda de desempenho. Caso o desenvolvimento do Wine já estivesse concluído, poderíamos hoje executar qualquer programa do Windows, nativamente, lado a lado com os programas Linux. Seria um mundo ideal.

    Mesmo ainda estando muito longe desta utopia, o Wine já roda muitos programas e games, como o Office 97 e 2000, Lotus Notes (ainda muito usado em empresas), Photoshop 6.0 e 7.0, Quark Xpress 5.0, AutoCad R14, Dreamweaver e Flash MX e, para os fãs de drogas pesadas, também o IE 6.0 e o Outlook.

    Umas das páginas mais antigas e conhecidas, dedicada a publicar dicas e informações sobre o uso de programas diversos no Wine é a: http://frankscorner.org/

    A página oficial do projeto é a: http://www.winehq.org/

    A versão básica do Wine é composta de apenas dois pacotes, o pacote "wine" propriamente dito e o pacote "libwine" (chamado libwine1 em algumas distribuições), que contém um conjunto de bibliotecas usada por ele.

    Em muitas distribuições você encontrará apenas o pacote "wine", que já incluirá também as bibliotecas necessárias. Neste caso você não precisará do libwine.

    Originalmente o Wine pode ser chamado apenas via linha de comando e seus arquivos de configuração precisam ser criados e modificados manualmente. Para facilitar isto temos duas ferramentas de configuração, o "winesetuptk", o configurador mais simples e antigo e o "winetools", um configurador mais recente que oferece muito mais recursos.

    A principal dificuldade em usar o Wine é que muita coisa muda de versão para versão, fazendo em muitos casos com que programas que funcionavam perfeitamente em uma determinada versão deixem de funcionar na seguinte.

    Acabam existindo então versões "boas", que rodam todos os programas reconhecidamente compatíveis e versões "ruins", que não rodam muitos programas e apresentam problemas diversos.

    O primeiro passo antes de instalar o Wine é ir na página do Winetools e verificar qual é a última versão recomendada. Enquanto escrevo, a última versão é a 20050310 (uma versão reconhecidamente com muitos problemas) e a versão recomendada pelo desenvolvedor do Winetools é a 20041019.

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    Note que o número da versão é justamente a data em que ela foi lançada. A página do winetools é a:  http://www.von-thadden.de/Joachim/WineTools/

    No Wine versão 20041019 tanto o Internet Explorer 6, quanto o Office, Photoshop 6, Acrobat Reader e Miranda ICQ funcionam bem, enquanto na 20050310 estranhamente nenhum deles funciona corretemente. Como você pode ver, em alguns casos existe uma diferença muito grande entre as versões.




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