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Por trás de todo grande processador, existe sempre um grande chipset. De pouco adianta um processador rápido espetado em uma placa mãe instável, ou que carece de recursos básicos. Até o K6-3, a AMD não precisava se preocupar em criar uma plataforma para seus processadores, pois eles simplesmente utilizavam as mesmas placas usadas pelos processadores Intel. Uma das boas coisas desta época é que você podia simplesmente escolher o processador mais rápido ou mais barato, sem se preocupar com os prós e contras das placas para ele. Com o Pentium II, a Intel mudou as regras do jogo, passando a utilizar um barramento proprietário, o GTL+. Outros fabricantes, interessados em desenvolver processadores ou chipset compatíveis precisavam pagar royalties à Intel e jogar conforme as regras definidas por eles. Como resposta, a AMD adotou o uso do barramento EV6 a partir do Athlon, o que causou o "racha" da plataforma PC. Além das mudanças introduzidas juntamente com novas famílias de processadores, passamos a ter placas para processadores Intel e placas para processadores AMD. O barramento EV6 realiza duas transferências por ciclo de forma que, ao operar a 100 MHz, temos uma frequência efetiva de 200 MHz, contra as 4 transferências por ciclo do barramento utilizado pelo Pentium 4. Apesar desta desvantagem inicial, o EV6 oferece a vantagem de ser um barramento dedicado, onde cada processador possui uma ligação própria com o chipset. Além de ajudar nas placas com dois processadores em SMP, esta característica passou a fazer diferença com o lançamento dos processadores dual-core.
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