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    Chipsets: modelos e recursos

    Tutoriais

    O chipset é o componente mais importante da placa mãe e, segundo muitos, o componente mais importante de todo o PC. Neste tutorial, falarei sobre a evolução dos chipsets e os recursos de cada modelo, desde os antigos chipsets Triton, usados em placas soquete 7, até os chipsets usados nas placas atuais. Este novo tutorial é a atualização do que havia publicado ano passado. Boa leitura!Carlos E. Morimoto
    16/07/2001


    Depois do processador principal, o componente mais “inteligente” do micro, que executa o maior número de funções é o chipset. Ele comanda toda a comunicação entre o processador e os demais componentes, assim como entre os próprios componentes, como a placa de vídeo e o HD, através dos canais de DMA por exemplo. O chipset é o principal componente da placa mãe, e como prometido, vamos estudar agora sobre os diferentes chipsets, tanto os que já são história, quanto os que estão em uso atualmente.

    Nos primeiros PCs, os circuitos controladores da placa mãe, ficavam espalhados em diversos pontos da placa. Alguém teve então idéia de juntar todos estes circuitos em alguns poucos chips. Isto traz diversas vantagens. A primeira, é logicamente o preço, pois ao produzir uma quantidade menor de componentes, os custos caem bastante. Mas, a principal vantagem, é que como os componentes estão próximos, é possível que a placa mãe suporte trabalhar a frequências mais altas, pois o sinal elétrico demorará muito menos tempo para ir de um componente ao outro.

    Distâncias menores também ajudam a atenuar outros problemas, como interferências e facilitar o trabalho dos projetistas.

    A maioria dos chipsets são compostos de dois chips, alguns porém são compostos de apenas 1 ou mesmo 3 ou 4 chips. Depois do processador, os maiores chips que você vai encontrar na placa mãe são justamente o chipset

    Os recursos que serão suportados pelo PC, assim como a compatibilidade ou não com novas tecnologias, são determinados pelo chipset. Você deve lembrar que a partir do 386, todos os processadores suportam o uso de até 4 Gigabytes de memória. O problema é que, a grande maioria dos chipsets em uso, suportam quantidades bem menores: 2 GB, 1 GB ou mesmo 512 MB. Isso sem falar de chipsets antigos, que suportam apenas 128 MB.

    Assim, apesar de termos um processador que suporta o uso de até 4 Gigabytes de memória, ficamos limitados à quantidade suportada pelo chipset. Na verdade, praticamente todos os recursos suportados pelo micro, incluindo o suporte a recursos como o USB, AGP, UDMA 66, processadores e tipos de memória RAM que poderão ser utilizados, compatibilidade com periféricos, etc. são determinados pelo chipset. Devido a isto, muitos especialistas declaram que o chipset é o componente mais importante do micro, mais importante inclusive que o próprio processador. Os principais componentes dos chipsets atuais são:

    Controlador de memória: Determina a quantidade máxima de memória RAM suportada, tipos de memória suportados e a velocidade do acesso.

    Interfaces IDE: Todos os chipsets atuais trazem duas interfaces IDE embutidas, mas a velocidades das portas (UDMA 33 ou UDMA 100 por exemplo) variam de acordo com o chipset usado.

    PCI Bridge: Este é o circuito que controla o barramento PCI e determina a quantidade máxima de slots PCI que poderão ser usados. Alguns chipsets suportam apenas 3 ou 4 slots, enquanto outros suportam até 7 slots. Existem também pequenas variações de desempenho dos periféricos PCI de acordo com o chipset.

    Real-time Clock: Este é o relógio que mantém a data e hora mesmo quando o micro está desligado. É alimentado pela bateria da placa mãe e, em alguns casos, é formado por um chip separado.

    Controlador de DMA: Permite que os periféricos possam comunicar-se entre sí sem ocupar o processador. É ele que permite que a placa de som possa ler dados gravados na memória, sem ter que passar pelo processador, por exemplo.

    Controlador do Teclado:
    Controla a comunicação com o teclado. Este é mais um dos componentes que antigamente formavam chips separados, mas que atualmente são embutidos no chipset.

    Controlador PS/2: Controla a porta PS/2, que pode ser utilizada por um mouse.

    Controlador de cache L2:
    Em placas mãe soquete 7, que ainda utilizam cache externo, é este circuito que faz o acesso ao cache da placa mãe. Nos processadores atuais, onde o L2 é integrado, este circuito faz parte do processador.

    Controlador Super I/O: Controla as portas seriais, paralelas, infravermelhas e controladora de drives de disquetes. Mesmo atualmente nem todos os chipsets incluem este componente, o que obriga os fabricantes de placas mãe a incluí-lo na forma de uma chip separado, aumentando os custos de produção.

    CMOS: Atualmente, o CMOS, a pequena parcela de memória volátil que armazena as configurações do Setup também faz parte do chipset, sendo em geral composta por apenas 64 bytes de memória.

    AGP: O suporte a AGP é um dos principais diferenciais entre os chipsets atuais. Dependendo do modelo, podemos ter suporte a AGP 2x ou 4x, ou mesmo não ter suporte a um slot AGP, como no caso das placas baseadas no chipset i810, onde o barramento AGP é ocupado pelo vídeo onboard.

    USB: Praticamente todos os chipsets atuais trazem embutido um controlador USB, suportando o uso de 2 ou mesmo 4 portas USB.

    Pontes Norte e Ponte Sul (Northbridge e Southbridge): Você ouvirá estes termos com bastante frequência. O design de chipsets mais comum é a divisão dos componentes em dois chips. Nesse caso, o chip principal, que armazena os circuitos controladores de memória, cache e do barramento PCI é chamado de ponte norte, e o chip menor, que armazena os componentes menos essenciais, como interfaces IDE, portas seriais, etc. é chamado de ponte sul. Claro que esta não é uma regra, existem muitos projetos de chipsets com apenas 1 chip, ou mesmo com 3 ou 4 chips (respectivamente como o i810 e o i440FX), onde esta designação não é aplicada.

    Suporte por parte do BIOS: O BIOS não faz necessariamente parte do chipset, mas é um componente diretamente relacionado com ele. A maioria dos recursos e opções permitidas pelo chipset podem ser configurados através do Setup, mas para isso é preciso que o BIOS ofereça estas opções de configuração através de Setup, caso contrário nada feito. A variedade de opções permitidas pelo Setup é outro diferencial entre placas mãe baseadas no mesmo chipset.

    Apenas baseado no chipset utilizado, podemos ter uma boa idéia dos recursos suportados por uma determinada placa mãe e seu nível de atualização e compatibilidade. Vale lembrar que o fabricante da placa mãe tem liberdade para utilizar ou não todos os recursos do chipset. Pode por exemplo incluir uma placa de vídeo onboard e eliminar o slot AGP.

    Chipsets para Placas Mãe Soquete 7 e Super 7

    Depois do 486, que dependendo do modelo utilizava os soquetes 1, 2, 3 ou 6, tivemos o aparecimento do soquete 7, que foi utilizado pelo Pentium, Pentium MMX, assim como pelo Cyrix 6x86 e K6. Durante muito tempo, o soquete 7 foi o único encaixe utilizado, o que assegurava compatibilidade com quase todos os processadores da época. Os bons tempos acabaram com o lançamento do Pentium II, que utiliza seu encaixe proprietário. Apesar disso, a Cyrix e a AMD continuaram a desenvolver processadores compatíveis com o soquete 7, ao mesmo tempo que os fabricantes de chipsets, como a Via e a SiS se preocuparam em lançar novos chipsets soquete 7, incorporando os recursos mais atuais, como o suporte ao AGP.

    Esta nova plataforma acabou sendo apelidada de “Super 7” já que continua utilizando o soquete 7 porém com várias melhorias sobre os chipsets anteriores. Neste trecho inicial, falarei sobre os chipsets utilizados em placas mãe soquete 7 e super 7.



    Soquete 7

    Nas placas Soquete 7, que incluem as placas desenvolvidas para processadores Pentium, MMX, K6, e outros, encontramos os chipsets i430FX, i430HX, i430VX e i430TX fabricados pela Intel, assim como chipsets de outros fabricantes.

    Vale lembrar que chipsets de outros fabricantes não são necessariamente de qualidade inferior aos Intel. Estes, muitas vezes, trazem novos recursos e mais compatibilidade, além de quase sempre ter preços mais acessíveis.


    Intel 430FX (Triton)

    Lançado em 95 pela Intel, o i430FX, apelidado de Triton, foi um dos primeiros chipsets para processadores Pentium. Apesar de atualmente já estar completamente ultrapassado, ele trazia vários recursos avançados para a época, como duas interfaces IDE Pio Mode 4 embutidas, suporte a memórias EDO, assim como suporte a cache do Tipo Pipeline Burst.

    Alguns chipsets para placas de 486 já suportavam memórias EDO, porém nenhum oficialmente. Ou seja, apesar de alguns suportarem, não existia nenhuma garantia de compatibilidade por parte do fabricante. O i430FX foi o primeiro chipset a oficialmente suportar memórias EDO, inclusive com um ótimo desempenho para a época.

    O suporte a cache do tipo Pipeline Burst traz diversas vantagens sobre os caches assíncronos usados até então. Nele são combinados o Pipeline e o modo Burst de leitura.

    O Pipeline é uma técnica que permite à memória cache acessar um novo dado antes de terminar de enviar o anterior. Digamos que uma cache assíncrono demore oito ciclos para completar uma seqüência de 4 leituras, tendo uma temporização de 2-2-2-2. Um cache Pipeline Burst, seria capaz de completar a mesma seqüência de 4 leituras em apenas 5 ciclos, tendo uma temporização de 2-1-1-1. Note que a primeira leitura também demorou dois ciclos, mas as seguintes apenas um. A tecnologia Burst visa acelerar ainda mais este processo, resultando em tempos de acesso ainda menores. Este é o tipo de cache usado até hoje, e acelera muito o desempenho do sistema em relação aos antigos.

    O i430FX possui várias deficiências, entre elas a ausência do recurso de Concurrent PCI, onde vários periféricos podem simultaneamente acessar o barramento PCI. Atualmente, o barramento PCI é utilizado não apenas por todos os periféricos PCI, como placas de vídeo, placas SCSI ou placas de rede espetadas em slots PCI, mas também pelas portas IDE e (isto pouca gente sabe) também para a comunicação entre as pontes norte e sul do chipset, e até mesmo, pelo barramento ISA e todos os periféricos a ele conectados.

    Você já deve ter ouvido a expressão “Ponte PCI/ISA” ou “PCI/ISA Bridge” que é um dos subcomponentes do chipset, com a função de interligar o barramento ISA ao barramento PCI, por onde os dados realmente trafegam. Na verdade, o barramento PCI é atualmente uma espécie de pau pra toda obra, ou “all-pourposes-bus” como os americanos costumam sarcasticamente dizer, o ISA é uma espécie de “gato” puxado deste barramento principal.

    O recurso de Concurrent PCI permite que vários dispositivos acessem simultaneamente o barramento PCI, transformando-o numa espécie de “barramento multitarefa”.

    Poucos dispositivos conseguem consumir sozinhos todos os 133 MB/s permitidos pelo PCI. Uma placa de rede de 100 megabips por exemplo, consome apenas 12.5 MB/s (100/8), um HD UDMA 33 consome no máximo 33 MB/s e assim por diante. Sem o recurso de compartilhamento, enquanto um dispositivo faz transferências, todos os demais ficam esperando, apesar de estar sendo usado muito pouco dos 133 MB/s máximos.

    O recurso de compartilhamento permite aumentar bastante as transferências efetivamente realizadas, e consequentemente a performance geral do equipamento. Apartir do i430HX, sucessor do FX, todos os chipsets, incluindo os de outros fabricantes, suportam este recurso tão importante.


    Intel 430HX (Triton 2)

    Lançado em 96 pela Intel, além de manter os recursos do antigo i430FX, o i430HX trás vários novos avanços, os mais notáveis relacionados com o acesso à memória. Apesar dos processadores Pentium serem capazes de acessar até 4 Gigabytes de memória RAM, precisam para isso de suporte do chipset, pois nele estão contidos os circuitos que controlam o acesso à memória. Acontece que o i430FX era capaz de acessar apenas 128 megabytes de memória, o que era uma grande limitação, principalmente para servidores de rede que precisam de muita memória RAM. O i430HX quebrou esta barreira, permitindo a instalação de até 512 megabytes de memória.

    Outra vantagem do i430HX, é o espectro cacheável da memória. O i430FX é capaz de cachear apenas 64 megabytes, isso independentemente da quantidade de memória cache ou de Tag RAM instalada, é uma limitação do próprio chipset. Se utilizássemos 128 megabytes de memória em uma placa equipada com o i430FX, os últimos 64 megabytes não seriam cobertos pelo cache, tendo de ser acessados diretamente pelo processador.

    Se usássemos o Windows 95/98, a situação seria ainda pior, pois este sistema acessa a memória a partir do final, justamente a memória não cacheada, o que causaria uma perda de desempenho de até 40%. O i430HX também quebrou essa limitação, cacheando até 512 megabytes de memória. Claro que dificilmente um usuário doméstico da época teria tanta memória instalada no seu micro, mas num servidor de rede, isso já era muito comum.

    Além do suporte por parte do chipset, é preciso ter a quantidade necessária de Tag RAM, que é a memória encarregada de guardar os endereços da memória RAM para que possam ser acessados e usados pelo cache. A grande maioria das placas equipadas com o i430HX vinham com memória Tag suficiente para apenas 64 megabytes, sendo necessário comprar um módulo de Tag RAM adicional para ativar o espectro cacheável de 512 megabytes.

    Mais uma novidade trazida pelo i430HX, é a independência da temporização de Master e Slave numa controladora IDE. Se, numa placa mãe equipada com o i430FX, instalássemos um HD Pio Mode 4 como Master e um CD-ROM Mode 2 como Slave, a controladora ficaria limitada à velocidade da unidade mais lenta, passando também o HD a trabalhar em modo pio 2.

    Para evitar a queda de desempenho do HD, seria necessário que instalássemos o CD-ROM na IDE secundária. Usando o i430HX, uma unidade funciona independentemente da outra, trabalhando em sua própria taxa de transferência. O HD poderia continuar trabalhando em Mode 4, enquanto o lento CD-ROM instalado na mesma interface IDE trabalharia em Mode 2, sem atrapalhá-lo

    O i430HX também é mais rápido no acesso à memória; enquanto o i430FX acessa memórias EDO em ciclos de 7-2-2-2 com bus de 66 MHz, o i430HX suporta temporização de 5-2-2-2, um ganho de quase 15%.


    Intel 430VX (Triton III)

    O i430HX era um chipset incrível para a época. Seu grande problema era o fato de ser muito mais caro que o i430FX e equivalentes de outros fabricantes, por isso acabou sendo usado apenas em placas de alto desempenho, em especial as destinadas a servidores de rede. A Intel lançou então o i430VX, que era uma versão melhorada do i430FX destinado ao mercado doméstico, que possuía várias mudanças na arquitetura interna, mas que continuava com as limitações relacionadas à memória RAM sendo, como o i430FX, capaz de acessar apenas 128 megabytes de memória e cachear apenas 64 megabytes.

    Porém, ao mesmo tempo que foram mantidos os principais defeitos do i430FX, foram acrescentados vários recursos novos. O primeiro foi a temporização independente das interfaces IDE, o segundo, foi a inclusão do suporte a memórias SDRAM, aliás, o Triton III foi o primeiro chipset Intel a oferecer suporte a este tipo de memória. Falando em pioneirismo, o i430VX também foi o primeiro chipset Intel a permitir o compartilhamento da memória RAM com um chipset de vídeo, em outras palavras, foi o primeiro chipset a suportar placas de vídeo onboard que “roubam” memória do sistema. Devido ao baixo custo da integração destes periféricos, é muito comum encontrar placas mãe com vídeo onboard atualmente. Tudo começou com o i430VX.

    Um último avanço foi a inclusão do suporte a USB (que também existe no i430HX). Praticamente todas as placas mãe soquete 7 equipadas com chipsets i430VX ou mais recentes possuem as duas portas USB. Porém, com na época os periféricos USB quase não eram usados, os fabricantes criavam placas mãe com as portas porém não forneciam os cabos, para cortar custos. Verifique o manual da placa mãe, ou procure um encaixe de 10 pinos, formado por duas fileiras de 5 (fora os das duas portas seriais), e encontrará as portas USB. Para usa-las, você precisará apenas do cabo USB. Este cabo custa na faixa de 15 reais e é fácil de encontrar atualmente. Verifique também se o “USB Controller” está ativado no Setup.


    Intel 430TX (Triton IV)

    O i430TX foi o último chipset soquete 7 produzido pela Intel, lançado pouco antes do Pentium MMX. Depois dele foram desenvolvidos apenas chipsets para placas mãe Soquete 8 (Pentium Pro) e slot 1. O i430TX, ou Triton IV foi desenvolvido com base no projeto do Triton III, e por isso acabou mantendo suas principais limitações. Mas, por outro lado, também trouxe várias novidades. Entre os novos recursos do i430TX destacam-se:

    Melhorias no acesso à memória: No i430TX foram aperfeiçoados os circuitos de acesso à memória. Isto permite acessos com tempos de espera menores, além de um aumento na confiabilidade. O TX é um ciclo mais rápido que o VX usando memórias EDO e FPM e dois ciclos usando memórias SDRAM.

    A quantidade de memória suportada também aumentou, passando dos 128 MB suportados pelo i430VX para 256 MB. Infelizmente, a limitação de 64 MB do espectro cacheável continuou vigente, o que tornava o i430TX inadequado para servidores de rede, para os quais o i430HX ainda continuava sendo a melhor opção.

    Por outro lado, os 64 megabytes de espectro cacheável do i430 VX estavam de bom tamanho para a maioria dos usuários domésticos, para os quais 32 ou 64 MB eram mais do que suficientes na época, até por que 128 MB custavam então mais de 1500 dólares.

    Suporte a discos UDMA 33: O i430TX foi o primeiro chipset a dar suporte a discos rígidos UDMA 33. O UDMA 33 é uma tecnologia que permite à um disco rígido, taxas de transferências de dados de até 33 MB/s. Estes discos também podem ser instalados em placas com chipsets mais antigos, mas neste caso passam a operar como discos Pio Mode 4.

    Por outro lado, foi retirado o recurso de compartilhamento da memória principal. Justamente por isso não existem placas mãe baseadas no i430TX com vídeo onboard. Apesar de, em termos financeiros isto soar como uma limitação, em termos de desempenho não faz falta, pois enquanto parte da memória RAM está sendo utilizado pela placa de vídeo onboard, o acesso à memória do i430VX torna-se mais lento, causando uma degradação no desempenho global do sistema de cerca de 5%.


    Ali Aladdin IV (TX-Pro)

    Durante a era Pentium, quando os processadores Pentium, K5, e depois o Pentium MMX e K6 ainda eram os mais vendidos, os chipsets Intel enfrentaram uma boa dose de concorrência de chipsets de vários outros fabricantes. Estes chipsets em sua maioria eram bem mais baratos que os chipsets Intel, e muitas vezes, traziam novos recursos. Estes mesmos fabricantes, com destaque para a Ali, Via e SiS, continuaram desenvolvendo novos e mais modernos chipsets, mantendo a concorrência com os chipsets Intel em placas mãe para Pentium II, III e Celeron, além de manterem uma boa base para a popularização dos processadores AMD K6-2, K6-3 e Athlon.

    Na época dos chipsets soquete 7, um dos concorrentes mais famosos da Intel foi o famoso Aladdin IV, apelidado de TX-Pro. Este chipset foi utilizado placas de vários fabricantes, mas aqui no Brasil predominaram as placas TX-Pro fabricadas pela PC-Chips. O TX-Pro é um bom chipset, o que estragava no caso das placas TX-Pro fabricadas pela PC-Chips era a qualidade das próprias placas.

    Em termos de recursos, o TX-Pro da Ali não fica devendo nada ao i430TX. Pelo contrário, em muitos quesitos ele o supera, pois oferece suporte a até 1 GB de memória RAM, suporte a memórias SDRAM e Interfaces Ide UDMA 33, USB e tempos de acesso à memória tão baixos quanto os do i430TX.

    O Aladdin IV também permite o uso de memória Tag suficiente para cachear até 512 MB de memória RAM, como o i430HX. Porém, o uso de mais memória Tag é opcional e, pelo menos até onde sei, nenhum fabricante chegou a desenvolver placas mãe capazes de cachear mais de 64 MB de memória RAM, já que os módulos de memória Tag são caros, e a idéia do Aladdin IV é justamente ser usado em placas mãe de baixo custo.

    Outro avanço diz respeito às frequências de barramento suportadas. O TX-Pro oficialmente suporta as frequências de 75 e 83 MHz, que são muito utilizadas pra fazer overclock em processadores Pentium, MMX e K6.


    Via VX-Pro+

    O VX-Pro+, ou simplesmente VX-Pro foi um chipset produzido pela Via que fez sucesso no mercado de baixo custo, utilizado principalmente em placas mãe baratas, em destaque, as famosas placas VX-Pro da PC-Chips.

    Não existe nada de errado com este chipset, ele não fica devendo em termos de estabilidade, nem de recursos. Apenas o desempenho usando memórias SDRAM fica um pouco atrás do Intel i430TX. O problema das placas VX-Pro, que as fez dar muita dor de cabeça aos usuários na época em que eram vendidas não é o chipset, mas sim a baixa qualidade de vários modelos de placas baseadas nele.

    Quanto aos recursos, temos suporte a HDs UDMA 33, USB e a placas de vídeo onboard (como no i430VX). é suportado um máximo de 128 MB de memória RAM, com espectro cacheável e 64 MB.


    Via Apollo VPX/97

    Apesar de ser bem mais caro que o VX-Pro, TX-Pro e mesmo mais caro que os chipsets Intel, o VPX/97 foi durante um certo tempo o chipset soquete 7 mais avançado disponível no mercado, competindo diretamente com os chipsets Intel no ramo de placas mãe de médio e alto desempenho.

    Este chipset suporta até 2 megabytes de cache L2, suporta o uso de ate 512 MB de memória (com espectro cacheável de 512 MB), USB, UDMA 33, além de ter tempos de aceso à memória mais baixos que os demais chipsets da época.


    SiS 5591

    Apesar de não ser exatamente o melhor chipset em termos de desempenho ou recursos, o SiS 5591 foi uma solução interessante e termos de custo-beneficio. Este foi um chipset voltado para placas mãe de baixo custo, que tinha como principal trunfo um chipset de vídeo integrado no próprio chipset. Isto permitia aos fabricantes de placas desenvolver placas com vídeo onboard de baixo custo utilizando o chipset de vídeo que já vinha integrado ao SiS 5591. Devido à integração dos componentes, o custo de um SiS 5591 era muito mais baixo do que o custo de um chipset equivalente mais o preço de um chipset de vídeo.

    Em termos de recursos, temos suporte a até 384 MB de memória RAM (com espectro cacheável de 256 MB), USB, UDMA 33 e um bom desempenho no acesso à memória RAM.


    Chipsets para placas mãe Super 7

    Os chipsets super 7 são evoluções naturais dos chipset soquete 7 antigos que vimos até agora. Com a Intel dando atenção exclusiva para seus próprios chipsets, restou aos demais fabricantes de processadores, chipsets e placas mãe desenvolverem novos equipamentos baseados no soquete 7, porém incluindo novos recursos, como o suporte a AGP, barramento de 100 MHz, que não existiam nas placas mais antigas. Qualquer chipset para placas soquete 7 que suporte bus de 100 MHz e AGP é considerado um chipset super 7.


    Ali Aladdin V

    Lançado no inicio de 98 pela Acer Labs (Ali), o Aladdin V é composto por dois chips, chamados M1541 e M1543 e era muito superior aos antigos chipsets Intel para placas soquete 7. O Aladdin V foi um dos primeiros chipsets super 7 a chegar ao mercado e chegou a ser bastante popular, devido a seus bons recursos e bom desempenho. A Ali que na época dos chipsets soquete 7 havia se contentado a lançar no mercado alguns modelos de chipsets de baixo custo, desta vez resolveu caprichar. Alguns dos recursos suportados pelo Aladdin V, assim como pela maioria dos chipsets Super 7, são:

    Barramento de 100 MHz: Apesar de também poder ser configurado para trabalhar a 66 MHz, o Aladdin V foi especialmente projetado para suportar o bus de 100 MHz utilizado pelos processadores AMD K6-2, K6-3 e Cyrix MII. Vale lembrar que somente o processador, a memória RAM e o cache funcionam a 100 MHz, o restante dos componentes continua operando em sua velocidade normal: o barramento PCI a 33 MHz, o AGP a 66 MHz e o ISA a 8 MHz.

    Devido a este artificio, é possível cumprir o principal propósito do aumento da frequência externa, que é melhorar a velocidade de acesso à memória RAM e cache, sem a necessidade de placas de vídeo e som, assim como HDs especiais.

    O problema é que as memórias EDO e SDRAM PC-66 utilizadas até então, não estavam preparadas para trabalhar a uma velocidade tão alta. Por isso, para utilizar o Bus de 100 MHz proporcionado pelas placas super 7 (ou qualquer outra placa de 100 MHz), passou a ser necessário usar memórias PC-100.

    Vale lembrar que memórias PC-133 também podem ser utilizadas normalmente com placas de 100 MHz ou mesmo de 66 MHz. O nome “PC-133” indica apenas a frequência máxima suportada pela memória, no caso 133 MHz, mas não existe problema nenhum em fazê-las funcionar mais lentamente, pelo contrário.

    Você pode até mesmo misturar memórias SDRAM de tempos diferentes, um módulo de memória PC-100 com outro de memória PC-133, porém, você terá que “nivelar por baixo” respeitando as limitações do módulo mais lento. Existem algumas combinações entre módulos de marcas diferentes que não funcionam, devido a algumas incompatibilidades entre uma ou outra marca, algumas vezes desconhecidas pelos próprios fabricantes. Se você der o azar de ser um dos premiados, não se preocupe, basta trocar os módulos por outros de marcas diferentes que o micro voltará a funcionar sem problemas. Ao utilizar módulos de memória SDRAM em placas antigas, verifique apenas qual é a capacidade máxima suportada pela placa. Muitas placas antigas não reconhecem módulos de memória acima de 32 ou 64 MB.


    Acesso à memória RAM: O Aladdin V permite o uso de até 1 GB de memória RAM, o que é um enorme progresso sobre os antigos chips da Intel. Além disso, o Aladdin V oferece um espectro cacheável de 1 GB e permite o uso de até 1 megabyte de memória Cache.

    Outros recursos do Aladdin V são o suporte a AGP nos modos 1 e 2, duas interfaces IDE UDMA 33 e suporte a memórias EDO e SDRAM. O Aladdin V suporta processadores Pentium, MMX, K6, K6-2, K6-3, Cyrix 6x86, 6x86MX, 6x86MII e IDT C6.

    Outro recurso interessante do Aladdin V, é o fato de trazer embutidos no próprio chipset os módulos de memória Tag, que armazenam os endereços do cache. Isto significa que qualquer placa mãe que utilize o Aladdin V será capaz de cachear 1 GB de memória, independentemente da boa vontade do fabricante da placa. A integração dos módulos de memória Tag ao chipset também contribui para o aumento da estabilidade.


    Via Apollo Mobile VP3 (MVP3)

    No início da era super 7, existiam rumores de que o Via VP3 viria com suporte a bus de 100 MHz e AGP. Porém, para a decepção de muitos, quando realmente foi lançado, o Via VP3 suportava frequências de barramento de apenas 66 MHz, sendo utilizável apenas em placas soquete 7 comuns.

    Pouco tempo depois, a Via apareceu com um chipset realmente super 7, o Mobile VP3, ou MVP3. Apesar do nome, o MVP3 é utilizável também em micros de mesa, apesar de também ser adequado para notebooks, devido a seu baixo consumo de energia.

    O MVP3 é composto pelos chips VT82C598AT e VT82C586B, sendo que o primeiro (ponte norte) é encarregado de controlar a memória RAM, cache L2 e também os barramentos PCI e AGP, cabendo ao segundo (ponte sul) as funções de controle das interfaces ISA, IDE e USB, assim como interfaces para teclado e mouse.

    Além de suportar Bus de 66 ou 100 MHz, o VP3 oferece um recurso bem interessante, que permite que a memória RAM seja acessada numa frequência diferente da memória cache. Usando este recurso, podemos usar o barramento de 100 MHz permitido pelo chipset, porém mantendo porém a memória RAM trabalhando a apenas 66 MHz.

    O uso deste recurso permite o uso de memórias EDO ou SDRAM comuns, ao invés de memórias PC100, permitindo aproveitar as memórias do micro antigo, no caso de um upgrade. A perda de performance gerada pela diminuição da velocidade de acesso às memórias, não chega a causar um grande impacto sobre o desempenho global do sistema, pois o cache L2 encontrado na placa mãe continuará trabalhando a 100 MHz.

    O MVP3 suporta o uso de até 1 GB de memória RAM e é capaz de cachear até 256 MB. Também existe suporte a até 2 MB de memória cache, AGP e HDs UDMA 33.

    Um dado interessante sobre o MVP3 é que sua arquitetura permite combinar a ponte norte original, com a ponte sul do chipset VIA Apollo Pro 133 bem mais avançado; o que permitiu aos fabricantes adicionar suporte a UDMA 66 e outros recursos ao MVP3, pagando apenas um pouco mais pelo chipset. Este recurso foi suficiente para dar uma maior sobrevida ao MVP3, e consequentemente à plataforma soquete 7.


    SiS 530

    Talvez o melhor dos três, o SiS 530 traz vários recursos interessantes. Além de, como os outros, possuir duas interfaces IDE UDMA 33, Suporte a AGP e USB além de Bus de 100 MHz, o SiS 530 suporta até 1.5 Gigabytes de memória RAM, com um espectro cacheável de até 256 megabytes. Como nos outros, é suportado cache Pipeline Burst, que pode ser de até 2 MB.

    Como no Apollo MVP3, o SiS 530 permite configurar a velocidade de acesso às memórias numa velocidade diferente da frequência externa. Porém, oferece não só a opção de 100/66 MHz, mas também as opções de 100/75 MHz , 100/66 MHz , 95/75 MHz, 83/66 MHz e 66/83 MHz, permitindo escolher entre várias combinações de frequências para a placa mãe e memórias.


    Via MVP4

    Mesmo depois de lançados o Athlon e o Duron, os processadores K6-2 e K6-3 continuaram sendo uma opção para micros de baixo custo durante muito tempo. Pensando neste último suspiro da plataforma soquete 7, o Via lançou o MVP4, uma versão aperfeiçoada do MVP3.

    A principal vantagem do MVP4 sobre o seu antecessor é o fato de já vir com um chipset de vídeo Trident Blade 3D embutido no próprio chipset.

    Como em outras soluções com vídeo integrado, é reservada uma certa parte da memória principal para o uso da placa de vídeo. No caso do MVP4 é possível reservar até 8 MB, opção definida através do Setup. O Trident Blade parece ser a opção ideal para o vídeo integrado do MVP4, pois é um chipset de vídeo relativamente pequeno, o que permite integrá-lo ao chipset, sem aumentar tanto o número total de transístores, nem o seu custo.

    Devido ao uso de memória compartilhada, o desempenho do vídeo é bastante inferior ao de uma placa Trident Blade “de verdade”, na prática a queda de desempenho fica entre 20 e 30%, o que deixa o vídeo integrado ao MVP4 com uma performance próxima ao de uma placa Voodoo 1 por exemplo. Já dá para rodar alguns jogos, é melhor do que nada, mas não se compara ao desempenho de uma placa 3D AGP atual.

    Outros recursos do MVP4 são o suporte a até 4 portas USB, bus de 100 MHz, suporte a memórias SDRAM e VC-SDRAM e a falta do slot AGP, já que o barramento é utilizado pelo vídeo integrado.

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