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Veja abaixo o relato de um usuário cego, que entrou em contato comigo, ao utilizar o Linux. O texto está propositalmente na sua versão original, com erros normais cometidos por um programa de fala: "Adoro o kurumim. Já o instalei na minha máquina e na máquina de muitas outras pessoas. Já li muita documentação, fiz download, gravei CD,recomendo e acho o máximo. Mas estou com um problema: Eu mesmo não consigo usá-lo porque sou cego! Parece piada? É por isto que eu não consegui me cadastrar no guia do hardware. Estou procurando as ferramentas que possibilitam ao linux falar. São ferramentas que criam uma voz sintética e descrevem os controles e textos Após minha resposta que ele instalasse o Ktts, KSayIt e o Festival, ele me enviou o seguinte: "Estou realizando algumas tentativas e parece que estamos obtendo progressos. Infelizmente ainda não com o Kurumin. Instalamos o Kurumin no HD, seguimos as tuas instruções para instalar o KTTSD, os plug-ins, o Festival... mas tivemos dificuldades para configurar o KTTSD. O resultado é que conseguimos fazê-lo falar em inglês. O problema é que não conseguimos fazê-lo ler o conteúdo das janelas. Ele limitou-se a dizer as ações do KDE como mover janela, abrir janela, fechar janela, maximizar, etc... Tentamos configurar para dizer o conteúdo do evento, porém, não surtiu efeito. É lamentável que nenhuma distro ainda não ofereça um suporte nativo à pessoas com necessidades visuais, com perda de visão total. Para quem tem cegueira parcial, há a opção do alto contraste, especialmente no Gnome. Desta forma, fui fazer uma pesquisa mais afundo sobre este tema, e cheguei à conclusões não muito favoráveis. Após a instalação do KTTSD e seus componentes, consegui fazê-lo funcionar apenas para a leitura de janelas e textos do KSayIt e KMouth, limitando-se ao inglês. Após uma "fuçada", achei a biblioteca do Festival usando o Espanhol, que, nos meus testes, ficou audível, não tão bom quanto o português. O ruim do espanhol é a leitura de palavras acentuadas, onde o sintetizador dá uma "engasgada". Porém, há poucos dias o usuário Tiago Bello Torres me enviou uma nota dizendo que era possível executar o português através do MBROLA, através de uma instalação bem manual. Após longas pesquisas, à respeito do KDE cheguei na resposta de que não há como ele ler o conteúdo da tela, e isso é uma idéia para o KDE 4, nova geração deste, que chegará em meados de 2007 para o usuário final. Por enquanto, o ambiente que possui a melhor adaptação é o Gnome, que possui, por sua vez, programas como o Gnome-Orca e Gnopernicus. O XFCE, por ser também baseado em GTK, por tabela também possui um suporte mais adequado. Pesquisando na Internet, cheguei à conlusão de que a distro que melhor possui um ambiente para cegos (não brasileiros), porém não é especialmente feita para eles é a Xubuntu, que possui um pacote virtual específico para instalar todos os programas necessários, como veremos mais a seguir. Outro aspecto que pesquisei foi a questão do MBROLA, que tem suporte ao português do Brasil, no Linux. Infelizmente, o nosso idioma não é compatível com o sistema Festvox, que utiliza outro formato, deixando-o de difícil adaptação aos programas do pinguim. Também tentei usá-lo pelo FreeTTS, um outro sistema de fala, mas também sem sucesso. Outro fator é que os principais leitores de tela são compatíveis apenas com o Festival, fazendo com que a maioria dos brasileiros utilizadores de Linux usem o suporte limitado do KDE em português, o Espanhol pelo Festival + Gnome, o EPOS ou sente numa cadeira esperando uma boa alma; a realidade é essa. Enquanto não chega um bom leitor de tela para o KDE, os deficientes podem optar pela fala do KDE, em português, ou uma acessibilidade mais completa no Gnome, porém no máximo em espanhol. Para quem prefere a primeira opção, poderá somente utilizar aplicativos feitos para o KDE que contêm um plugin ou suporte ao KTTS. Há boas alternativas, como o Konqueror para navegação na Internet e gerenciamento de arquivos, Kmail como cliente de emails, Kopete como messenger, etc. O MBROLA é um projeto que não possui o código aberto, tendo uma licença freeware para uso pessoal, não comercial e não militar. Ele foi iniciado pela TCTS Lab da Faculté Polytechnique de Mons (Bélgica), e hoje é um dos sintetizadores que possui uma leque maior de idiomas. Sua página oficial é: http://tcts.fpms.ac.be/synthesis/mbrola.html Bom, como vamos por parte, começaremos com o suporte do KDE, instalando-o e configurando-o num passo-a-passo.
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