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Atualmente, os métodos usados para a detecção de erros nas memórias são a Paridade e o ECC (Error-Correcting Code), que se baseiam em técnicas totalmente diferentes: A Paridade é um método mais antigo, que é somente capaz de identificar alterações nos dados depositados nas memórias, sem condições porém de fazer qualquer tipo de correção. A paridade consiste na adição de mais um bit para cada byte de memória, que passa a ter 9 bits, tendo o último a função de diagnosticar erros nos dados. A operação de checagem dos dados na paridade é bem simples: são contados o número de bits "1" de cada byte, se o número for par, o bit de paridade assume um valor "1" e caso seja impar, o 9º bit assume um valor "0". Quando os dados são requisitados pelo processador o circuito de paridade checa os dados e verifica se o número de bits "1" corresponde ao depositado no 9º bit. Caso seja constatada alteração nos dados ele envia ao processador uma mensagem de erro. Claro que este método não é 100% eficaz, pois é capaz de detectar a alteração de um único bit, caso dois bits retornassem alterados, o circuito de paridade não notaria alteração nos dados. Felizmente a possibilidade da alteração de dois ou mais bits ao mesmo tempo é remota. ![]() O uso da paridade não torna o computador mais lento, pois os circuitos responsáveis pela checagem dos dados são independentes do restante do sistema. O seu único efeito colateral, é o encarecimento das memórias, que ao invés de 8 bits por byte, passam a ter 9, tornando-se cerca de 12% mais caras. Antigamente praticamente não se fabricavam memórias sem paridade. As memórias EDO e SDram atuais porém, apresentam um bom nível de confiabilidade, o que torna seu uso dispensável. De fato, poucos fabricantes ainda produzem memórias com o 9º bit. Para sistemas destinados a operações críticas, foi desenvolvido um método de correção de erros chamado ECC, ou "código de correção de erros", que ao contrário da paridade além de identificar é através de algoritmos especiais capaz de corrigir os dados alterados. Numa memória com ECC encontramos mais 1 ou 2 bits para cada byte de memória. Nestes bits adicionais, são gravados códigos que permitem não só identificar, mas efetivamente corrigir alterações nos dados, lembrando que quanto maior a quantidade de bits destinados ao ECC, maior será a possibilidade de um eventual erro ser corrigido. Apesar de ainda não ser muito usado em memórias Ram justamente devido à alta confiabilidade das memórias atuais, o ECC é um item obrigatório em discos rígidos e CD-Roms, pois neles o corrompimento de dados é muito comum, sendo obrigatório um método de correção de erros.
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