ct

    O básico do GIMP, parte 2

    Tutoriais

    Nesta segunda parte do tutorial sobre o uso básico do Gimp, aprenderemos mais sobre como controlar o poderoso filtro denominado "Mapeamento Alien", a efetuar subtração de cor e alteração de conceito, além de aprender a ter um olhar mais preciosista de suas obras.Guilherme Razgriz
    22/05/2009


    Clique aqui para ler a primeira parte


    A pequena luz


    Certas vezes precisamos impetrar um novo conceito temporal a um trabalho, e no assunto de hoje veremos maneiras simples e eficazes para executar esse tipo de tarefa.

    Para que você possa entender melhor o conceito do assunto do dia, escolha uma imagem que retrate uma paisagem, para ilustrar o exercício do dia escolhi a imagem abaixo:

    959303_65927860

    Para executar o que foi proposto bastam apenas três ações, vamos a elas:

    1: Crie uma camada transparente sobre a camada base da imagem.

    2: Escolha uma cor na sua paleta de cores (preferencialmente uma cor quente em tonalidade branda) e utilizando a ferramenta balde de tinta:

    babala4

    … pinte a camada transparente que criamos a pouco:

    frg

    3: Aplique o efeito de camada “Sobrepor” na camada que acabamos de pintar e terminamos =]:

    ovfgt

    adser

    Estas três ações levam no máximo 1 minuto se você tiver relativa familiaridade com qualquer editor de imagens, então vamos agora pegar um pouco mais pesado adicionando variantes ao conceito da imagem.

    Para intensificar o que acabamos de fazer, basta combinar as camadas visíveis, duplicar a resultante e aplicar sobre a nova camada criada o efeito de camada “Multiplicar” e voilá! Dúvidas? As imagens abaixo com certeza irão ajudar =].

    Clique sobre qualquer camada com o botão direito do mouse para ter acesso a este menu.

    alot1

    Basta clicar sobre este ícone em destaque para duplicar a camada=]

    alo2

    Aplique o efeito de camada e aprecie o que você mesmo criou =]

    alot3

    Tudo certo Razgriz, mas e se eu quiser manter a mesma quantidade de luz na imagem e ao mesmo tempo deixá-la sem vida, é possível?

    Claro! Depende de poucas ações para ser feito, inclusive, vamos utilizar apenas o nosso bom e velho “Mapeamento Alien” para executar essa tarefa, mas antes vou falar desse filtro de maneira mais detalhada, isso porque ainda não sei se vocês pegaram a “mecânica” deste filtro difícil de domar, mas muito rico em termos de possibilidades e recursos.

    Novamente para quem não se lembra e ou não sabe como chegar até o filtro, a imagem abaixo ilustra o mesmo:

    floy

    Comecemos pelos seus dois módulos de operação primários.


    Modelo de cores RGB


    O modelo de cores RGB, trabalha basicamente com a mistura das frequências e fases deste sistema de cores afim de que tais valores produzam a cor e tonalidades desejadas, além disso é através desse balanço de carga de cores que a intensidade de luminosidade do trabalho é configurada ( é só lembrar das cores aditivas e das subtrativas, as aditivas ou cores luz formam o branco, e as subtrativas formam o preto ou para quem preferir a total ausência de cor.)

    Como isso é visto na interface deste módulo do filtro?

    Do lado esquerdo, é possível visualizar os três canais R (Red) G (Green) B (Blue), neste caso já devidamente traduzidos para o português pelo time de tradução do Gimp e/ou da distro. Desmarcando os campos de dialogo de qualquer um deles, desabilita o canal de cor selecionado e consequentemente a fase e frequência do mesmo, assim literalmente eliminando aquela cor do trabalho a ser executado pelo filtro.

    Agora é que vamos a parte realmente complicadíssima da brincadeira, por favor, eu imploro que vocês prestem a máxima atenção porque vou explicar como é que se trabalha com o tão xingado ajuste de frequência e fase deste módulo do filtro:

    • Frequência: Este tipo de ajuste determina a regularidade com que o parâmetro (no caso do modo RGB do filtro , o parâmetro é a cor na qual se está trabalhando) será utilizado, ou seja, o quanto dele aparecerá no trabalho executado com o filtro.

    • Fase: Este tipo de ajuste determina a amplitude da tonalidade da cor (modo RGB apenas) presente na frequência previamente setada, ou seja um ajuste depende diretamente do outro!

    Vamos resumir: a frequência controla o quanto daquela cor vai aparecer na execução do trabalho com o filtro, e a fase determina qual será a intensidade e tonalidade dessa mesma cor dentro dos limites da frequência da mesma!

    dobluie


    Modelo de cores HSL:


    Matiz (Hue) Saturação (Saturation) e Luminosidade (Light) Este sistema de cores é formado por estes parâmetros, sua paleta de cores é na realidade em forma de cone, diferente da plana RGB. A forma de uso das caixas de dialogo é idêntica a utilizada no modo de operação RGB, ou seja, uma vez desmarcado o recurso, o mesmo deixa de afetar o trabalho, bem como suas barras de ajuste (Frequência e tonalidade) tornam-se inativas. Vamos agora olhar para estes mesmos campos com ainda mais atenção.

    • Matiz: Quando se desmarca este parâmetro ele permanece como original, ou seja a matiz da imagem permanece intacta.

    • Saturação: Uma vez desmarcado, mantem as características da saturação da imagem originais, porém, permitindo assim que o “esquema original de proporcionalidade de tons” da imagem permaneça intacto, enquanto os demais recursos fazem suas respectivas intervenções na imagem.

    • Luz: Este parâmetro é vital, uma vez desmarcado as propriedades referentes a luminosidade do trabalho permanecerão inalterados.

    Agora quanto à frequência e à fase destes parâmetros :

    • Frequência: Este tipo de ajuste determina a regularidade com que o parâmetro (no caso do modo HSL do filtro , o parâmetro pode ser a Matiz, a Saturação ou ainda a Luminosidade, é adequado dizer também que dependendo do que seja feito, o parâmetro “Saturação” poderá inclusive criar novos tons de cor baseados na cor definida pelo parâmetro “Matiz”.) será utilizado, ou seja, o quanto dele aparecerá no trabalho executado com o filtro.

    • Fase: Este tipo de ajuste determina a amplitude que o parâmetro que está sendo ajustado terá dentro da frequência escolhida para o mesmo, não importando qual seja o parâmetro no qual estamos trabalhando,ou seja, um ajuste depende diretamente do outro!

    Vamos resumir: a frequência controla o quanto daquele parâmetro vai aparecer na execução do trabalho com o filtro, e a fase determina qual será a intensidade do mesmo dentro dos limites da frequência escolhida para que o parâmetro atue dentro do trabalho que o filtro irá executar.

    hslseries

    Dito isso, veja o final que preparei para responder a nossa pergunta final do assunto desta seção:

    somebodys1

     



    Página 01 de 03
        



    Blog:

    Add to Google

    » Gostou do texto?
    Veja nossos livros impressos:

    Smartphones | Linux | Hardware
    Redes | Servidores


    ... ou encontre o que procura usando a busca:

cb
ct
Atualizações



[19/03] Montando um DVD de vídeo na unha, via terminal (atualizado)
[18/03] Core i7: Gulftown e a era dos 6 núcleos
[17/03] Artigo: Primeiras impressões do Haiku (alfa)
[16/03] Criando um sistema de recuperação usando o SystemRescueCD
[15/03] Processadores AMD, parte 2: Phenom II e o Athlon II
[14/03] AMD 890GX
[13/03] Dica: kMyFirewall, um firewall gráfico para o KDE
[12/03] Processadores AMD, parte 1: o Phenom
[11/03] Artigo: Uma olhada no PC-BSD 8.0
[10/03] Artigo: Investigando os modelos do Eee PC
[09/03] Artigo: nVidia Optimus
[05/03] Artigo: Comparativo de desktops: Zenwalk, Salix OS e GoblinX
[03/03] Artigo: Meego: a fusão entre Maemo e Moblin
[02/03] Artigo: Uma breve análise do Linux Mint 8 'Helena'
[01/03] Processadores: Chipsets e placas para o Core 2 Duo, Quad e Celeron
[26/02] Tutorial: Criando um loop de vídeo com o Kino e o Audacity
Destaques



» Hardware o Guia Definitivo, disponível para leitura online
» Como um HD funciona: Head Switch Time
» Redes: TCP/IP, endereçamento e portas
» O básico para o Debian Lenny no desktop
» Configurando um servidor de rede local com o Ubuntu, fácil
» Uma breve análise do Linux Mint 8 'Helena'
» Programação Orientada a Objetos: uma introdução
» Smartphones: TCPMP e CorePlayer
» PCI Express: compatibilidade, linhas de dados e o PCIe 2.0
» Dual-SIM: Usando dois chips no mesmo aparelho
» Smartphones e telas: Tamanho e touchscreen
Receba as atualizações diariamente por e-mail:
Assine o RSS Veja todas as atualizações... Add to Google
cb
Livros de Carlos E. Morimoto Contato HOME