ct

    HDs, parte 2: As interfaces

    Tutoriais

    Na primeira parte do tutorial, falei sobre o funcionamento dos HDs e as tecnologias usadas. Nesta segunda parte, falo sobre as interfaces IDE, SATA, SCSI e SAS, que permitem que eles se comuniquem com o mundo exterior, abordando a evolução de cada padrão e as diferenças teóricas e práticas entre eles.Carlos E. Morimoto
    03/04/2007


    Assim como outros componentes, as interfaces usadas como meio de conexão para os HDs passaram por um longo caminho evolutivo.

    As placas-mãe usadas nos primeiros PCs sequer possuíam interfaces de disco embutidas. Naquela época, as interfaces IDE ainda não existiam, de forma que novas interfaces eram vendidas junto com os HDs e instaladas em slots ISA disponíveis. A primeira interface foi criada pela Seagate, para uso em conjunto com o ST-506, um HD de 5 MB. Em seguida foi lançado o ST-412, de 10 MB. As duas interfaces são chamadas respectivamente de MFM e RLL devido ao método de codificação usado. Além da Seagate, estes HDs e interfaces foram produzidos também por outros fabricantes, como a Quantum e a Maxtor.

    Em 1985 a Quantum lançou um produto bastante peculiar, o "Plus HardCard", que era um HD RLL de 20 MB onde tanto o HD, quanto a controladora eram integrados a uma única placa ISA e o "HD" era instalado diretamente no slot, sem ocupar uma das baias do gabinete. Como você pode imaginar, estes HDs eram um tanto quanto problemáticos, pois a placa era presa por um único parafuso, o que causava problemas de vibração excessiva e barulho. Mesmo assim, estes HDs foram relativamente populares na época:
    hd_html_2865e4e3
    O padrão seguinte foi o ESDI (Enhanced Small Device Interface), criado por um consórcio de diversos fabricantes, incluindo a Maxtor. As interfaces ESDI ainda eram instaladas em slots ISA, mas trabalhavam a uma velocidade muito maior que as MFM e RLL, oferecendo um barramento teórico de 3 MB/s. É bem pouco para os padrões atuais, mas os HDs da época trabalhavam com taxas de transferências muito mais baixas, de forma que a velocidade acabava sendo mais do que satisfatória.


    Página 01 de 05
        


    » Gostou do texto? Veja nossos livros impressos

cb
Livros de Carlos E. Morimoto HOME