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    Mandriva Linux, parte 1

    Tutoriais

    O Mandriva é uma das distribuições Linux mais fáceis de usar, desenvolvida com foco no usuário doméstico. Ele foi uma das primeiras distribuições a incluir um instalador gráfico e ferramentas de configuração fáceis de usar, ainda na época em que o Linux estava restrito ao público técnico. Nessa série de tutoriais, vou falar sobre a instalação, configuração e solução de problemas no Mandriva 2009, começando com um apanhado geral sobre a instalação do sistema que, apesar de simples, esconde vários segredos.Carlos E. Morimoto
    08/08/2008


    O Mandriva Linux (que nasceu da fusão da MandrakeSoft e da Conectiva) é uma das distribuições Linux mais fáceis de usar, desenvolvida com foco no usuário doméstico. O Mandriva foi uma das primeiras distribuições a incluir um instalador gráfico e ferramentas de configuração fáceis de usar, ainda na época em que o Linux estava restrito ao público técnico.

    O Mandriva é distribuído em três versões. O Mandriva One é um live-CD, que pode ser também instalado no HD, de forma muito similar ao Ubuntu Desktop. O One é a versão mais fácil de usar, já incluindo plugins e outro componentes proprietários e por isso é também a mais usada. Como o espaço é restrito, devido à necessidade de colocar todo o sistema em um único CD, existem versões separadas do Mandriva One com o KDE e com o Gnome.

    Em seguida, temos o Mandriva Free (versão que abordo aqui) que corresponde à versão tradicional, onde você dá boot e faz a instalação através do DrakX, o instalador tradicional, usado desde os tempos do Mandrake. Além da tradicional versão em 3 CDs, está disponível também um DVD contendo todos os pacotes.

    Temos ainda o Mandriva Powerpack, uma versão comercial que se diferencia do Mandriva Free por incluir alguns drivers e aplicativos proprietários (como os drivers para placas Atheros, drivers para placas da nVidia e da ATI, o Acrobat Reader, RealPlayer, alguns CODECS e outros componentes adicionais), que não fazem parte do Mandriva Free por não serem open-source.

    Na verdade, estes componentes podem ser instalados no Mandriva Free através de repositórios adicionais, o fato de não serem incluídos nas mídias de instalação são apenas uma forma que a Mandriva encontrou para estimular o uso da versão paga.

    Você pode baixar os ISOs no: ftp://mandriva.c3sl.ufpr.br/MandrivaLinux/official/iso/

    ... ou outro dos endereços listados no: http://www.mandriva.com/en/download/free

    Nesta série de tutoriais, vou falar sobre a instalação, configuração e solução de problemas no Mandriva 2009 (que, enquanto escrevo, ainda está em fase beta), começando com um apanhado geral sobre a instalação do sistema que, apesar de simples, esconde vários segredos.

    Na tela de boot, o primeiro passo é pressionar a tecla F2 e ajustar a linguagem. Além de fazer com que o sistema seja instalado diretamente na linguagem selecionada, isso faz com que todas as opções daí em diante apareçam traduzidas desde o início da instalação:

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    Como de praxe, o instalador suporta opções adicionais, que podem ser usadas para solucionar problemas. Para ter acesso a elas, pressione a tecla F3. Se o instalador travar em algum ponto do boot, experimente desativar o ACPI, usando a opção "acpi=off". Alguns recursos do sistema, como o medidor de bateria (em notebooks) e o gerenciamento de energia para o processador ficarão desativados, mas você poderá pelo menos concluir a instalação e usar o sistema. Experimente também a "acpi=oldboot", que desativa apenas alguns recursos do ACPI, com menos efeitos colaterais.

    Em casos de problemas com a detecção de alguns componentes, como a placa de som, placa de rede, ou de uma placa wireless que possui drivers, experimente usar a opção "pci=noacpi". Ela faz com que o sistema não utilize o ACPI para o roteamento de interrupções de IRQ, recurso que não funciona corretamente em algumas placas-mãe. Além destas três opções, você pode usar todas as demais opções de boot que modificam o comportamento do Kernel, como a "noapic", "nolapic", "pci=biosirq", "irqpoll", "reboot=b", "all-generic-ide" e assim por diante.

    As opções de boot são como remédio: ajudam a resolver problemas específicos, mas quase sempre trazem efeitos colaterais. Usar a "all-generic-ide", por exemplo, desativa o suporte a DMA para os HDs, reduzindo drasticamente o desempenho, mas, por outro lado, permite que você instale o sistema em placas com controladoras incompatíveis, onde de outra forma o sistema não enxerga os discos.

    Além da instalação tradicional, utilizando o drive óptico, o instalador oferece também a opção de instalar o sistema via rede. Nesse caso, você deve copiar todos os arquivos dos CDs ou do DVD de instalação para uma única pasta em um servidor remoto e compartilhá-la via NFS, FTP ou via HTTP. Você pode então dar boot nos clientes utilizando pendrives e usar a opção de boot "install=", especificando o protocolo, o endereço IP do servidor e o diretório compartilhado, como em:

    install=nfs://192.168.1.254/arquivos

    O cliente tentará obter a configuração da rede via DHCP e contactar o servidor para iniciar a instalação. Se você não tiver um servidor DHCP na rede, pode usar a opção "hostip=" para especificar o IP que será usado pelo cliente, como em:

    hostip=192.168.1.2 netmask=255.255.255.0

    O Mandriva foi uma das primeiras distribuições a trazerem um instalador amigável (ainda na época do Mandrake) e as versões atuais mantêm a tradição. Apesar disso, conhecer as opções de instalação mais a fundo é sempre interessante, por isso vamos às opções.

    Depois de confirmar a escolha da linguagem e aceitar o contrato de licença (que contém basicamente os mesmos termos da licença GPL) e, se for o caso, ter a opção de fazer uma nova instalação, ou atualizar uma instalação anterior, você chega ao particionamento, feito através do DiskDrake.

    Ele começa com a tela básica de seleção, onde você pode usar uma das opções de particionamento automático, ou usar a opção "Personalizar particionamento" para ter acesso ao DiskDrake e poder definir as partições diretamente.

    Entre as opções automáticas, você pode deixar que o utilitário redimensione uma partição Windows já existente, usando o espaço livre para instalar o Linux ("Usar espaço livre na partição Windows"), pode utilizar uma partição Linux previamente criada ("Usar partição existente"), usar o espaço não particionado do disco (opção "Usar espaço livre") ou pode simplesmente apagar tudo que estiver gravado e partir para uma instalação limpa ("Apagar e usar o disco inteiro"), apagando todos os dados do HD. Em qualquer um dos casos, o instalador cria um particionamento clássico, com três partições: uma partição raiz (/) para a instalação do sistema, uma partição swap e e uma partição maior reservada ao diretório home.

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    Se você pretende reparticionar a partição Windows, existem dois cuidados necessários para que tudo saia bem. Em primeiro lugar, o óbvio: certificar-se que existe espaço em disco suficiente. Outro cuidado importante é desfragmentar o disco através do Windows antes de iniciar a instalação. O DiskDrake não é capaz de mover arquivos dentro de partições NTFS, por isso ele só consegue redimensionar partições que foram previamente desfragmentadas através do Windows.

    A interface do particionador é muito similar à do Gparted e de outros particionadores atuais, sem surpresas:

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    No topo da tela temos a lista dos sistemas de arquivos suportados: "EXT3", "XFS", "Swap", "Windows" (partições FAT ou NTFS) além de "Outra" (outro sistema de arquivos não reconhecido) e "Vazia" (espaço não particionado). Caso tenha mais de um HD instalado, verá várias abas, que permitem alternar entre eles.

    Para alterar uma partição, basta clicar sobre ela e usar a opção "Redimensionar", que redimensiona, sem perda de dados. A opção "Deletar" permite apagar partições a fim de criar outras usando o espaço livre, enquanto a opção "Formatar" formata uma partição já criada. Não é preciso formatar as partições que forem criadas, pois, ao terminar o particionamento (clicando em "Pronto"), o assistente se oferecerá para formatar as partições criadas. Uma dica importante é que as alterações só são salvas no disco ao clicar no pronto. Caso você faça alguma besteira basta dar um reset no micro e reiniciar o programa de instalação para começar de novo.

    A partição raiz (/) é sempre obrigatória, já que é nela onde o sistema será instalado. Embora uma instalação básica do Mandriva ocupe pouco mais de 2 GB, é recomendável usar uma partição de sistema de pelo menos 6 GB, já que você vai precisar de espaço para instalar programas adicionais e salvar arquivos. O espaço ocupado pelo sistema tende a crescer bastante conforme você vai testando programas adicionais, os arquivos de log e cache vão se acumulando e assim por diante, de forma que, se espaço não for problema, reservar 12 ou 15 GB é uma boa garantia contra falta de espaço no futuro. Ao usar a versão de 64 bits, você precisará de um pouco mais de espaço, por causa da duplicação de algumas bibliotecas, necessárias para manter compatibilidade com binários de 32 bits.

    Se você pude abrir mão de mais alguns GB de espaço, é interessante criar uma partição adicional, reservada para instalar outra distribuição, ou mesmo uma instalação do Windows em dual-boot no futuro, mantendo a possibilidade de testar outros sistemas sem precisar mexer no particionamento.

    Em seguida, temos a partição swap, que não é realmente obrigatória, mas é fortemente recomendável, mesmo em máquinas atuais. Em uma máquina com 1 GB de RAM ou mais, a memória swap não é muito usada, mas ela serve como uma garantia de que os aplicativos não começarão a travar por falta de memória ao executar alguma tarefa mais intensa.

    Caso você utilize o recurso de hibernação (onde o conteúdo da memória RAM é salvo no HD e ao ligar o PC novamente ele volta ao ponto em que parou) a memória swap é usada (por default) para salvar o conteúdo da memória, de forma que o arquivo deve ser um pouco maior.

    Para a maioria dos casos, uma partição swap de 2 GB é mais do que suficiente. Caso você use a hibernação, é recomendável reservar os 2 GB mais a quantidade de memória RAM. Algumas tarefas, como edição de vídeos, renderização 3D ou compilação de aplicativos complexos podem resultar no uso de mais swap, mas eles são casos específicos.

    Em um micro desktop, a principal partição é a partição home, que acaba armazenando a maior parte dos arquivos; você pode criá-la usando todo o restante do espaço disponível. A idéia é que ao reinstalar o sistema, ou mudar para outra distribuição, você formate apenas a partição raiz, preservando os arquivos da partição home.

    Ao criar uma nova partição você deve indicar o tamanho, o sistema de arquivos (o EXT3 é a recomendação geral, salvo em casos específicos) e o diretório onde ela será montada:

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    Clicando no "Mudar para o modo expert" você tem acesso às demais opções, como redimensionar partições sem perder os dados, alterar o sistema de arquivos usado (tipo), formatar partições, alterar pontos de montagem ou alterar opções referentes ao sistema de arquivos:

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    O DiskDrake apenas altera a tabela de partições. A formatação das partições é feita na etapa seguinte, onde você deve prestar atenção para formatar apenas a partição do sistema e outras partições recém criadas, desmarcando outras partições com dados. Clicando no "Avançado" você tem a opção de verificar blocos defeituosos na partição, o que faz com que o formatador realize um demorado exame de superfície, marcando qualquer eventual badblock que encontrar. Esta opção raramente é necessária em HDs atuais, pois neles a própria controladora se encarrega de marcar e remapear os badblocks automaticamente, mas pode ser útil ao tentar instalar em algum PC antigo, com um HD baleado:

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    Finalizado o particionamento, o instalador se oferece para copiar o conteúdo das mídias de instalação para o HD antes iniciar a instalação. Os pacotes fiquem disponíveis depois de instalar, permitindo que você instale pacotes sem precisar fornecer as mídias, mas, por outro lado, torna a instalação mais demorada (já que é necessário copiar o conteúdo de todos os CDs, ou todo o conteúdo do DVD, incluindo pacotes que não serão instalados) e o cache ocupa quase 4 GB de espaço.

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    Assim como qualquer outra distribuição atual, o Mandriva é baseado em repositórios de pacotes. Além dos CDs ou DVD de instalação, é possível adicionar repositórios adicionais durante a instalação. Este é um recurso muitas vezes usado para facilitar a criação de instalações personalizadas do sistema, já que você pode criar um compartilhamento de redes com um conjunto de pacotes adicionais, ativá-lo como mídia suplementar e instalar os pacotes disponíveis nele diretamente durante a instalação do sistema. Entretanto, na maioria dos casos você simplesmente usa o "Nenhum" e deixa que o instalador faça uma instalação tradicional.

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    Em seguida, temos a seleção de pacotes. A tela inicial oferece apenas a escolha entre instalar um desktop baseado no KDE ou no Gnome, mas você tem acesso às categorias individuais usando o "Instalação personalizada":

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    Entre as categorias, os nomes são bem explicativos. Algumas que você não deve deixar de instalar são o "Estação de Internet" (que inclui os aplicativos básicos de rede e o Firefox), "Configuração" (que instala o Mandriva Control Center e outros utilitários) e um dos ambientes gráficos, ou seja, KDE ou o Gnome.

    É interessante marcar também as categorias "Computador de rede (cliente)", que inclui diversos utilitários de rede e a "Ferramentas de Console", que instala um bom conjunto de utilitários de linha de comando. Se você não se importar em sacrificar 650 MB de espaço em disco, é interessante marcar também a categoria "Desenvolvimento", que instala compiladores e bibliotecas, necessárias para instalar programas e drivers a partir do código fonte (os famosos pacotes .tar.gz). A instalação deles não é complicada, o problema é que na maioria das vezes você não tem instalados os componentes necessários. Marcando a categoria, você previne dores de cabeça no futuro.

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    Caso esteja instalando em um PC antigo, você pode experimentar o IceWM, que consome muito menos memória e recursos do sistema. A principal dica nesse caso é que você evite abrir aplicativos do KDE ou do Gnome, preferindo aplicativos "neutros", como o Mplayer, XMMS e o Opera. O motivo é simples: ao abrir qualquer aplicativo do KDE ou do Gnome, o sistema precisa carregar junto boa parte das bibliotecas associadas, o que faz cair por terra a economia de memória. Concluindo, ao marcar a categoria "Outros Ambientes Gráficos", são instalados também o Fluxbox e o WindowMaker, que completam o time de pesos leves.

    Tradicionalmente, o Mandriva não inclui os pacotes do XFCE, mas já existe uma versão não oficial baseada nele (http://distrowatch.com/?newsid=04872) e a expectativa é que a versão final do Mandriva 2009 Free inclua os pacotes, oferecendo-o como uma categoria adicional durante a instalação.

    Embora incluir um novo ambiente gráfico pareça uma tarefa simples, na verdade exige uma boa dose de trabalho, já que é necessário integrá-lo ao sistema, gerar menus e configurações personalizadas e assim por diante, de forma que ele se comporte de forma similar aos outros ambientes oferecidos pelo sistema.

    As opções dentro da categoria "Servidor" instalam serviços de rede como o Apache (incluído na categoria Web/FTP" e o Samba (incluído na categoria "Servidor de Rede"). Por definição, servidores são daemons que aceitam conexões remotas, compartilhando arquivos ou outros recursos, ou seja, se não forem bem configurados, eles abrem brechas de segurança, por isso são instalados apenas quando você realmente precisa deles. O Samba, por exemplo, é instalado sempre que você deseja compartilhar arquivos com máquinas Windows.

    Marcando o "Seleção individual de pacotes" você tem acesso à lista dos pacotes que serão instalados, que é justamente o principal atrativo de instalar o Mandriva Free em vez de simplesmente usar o Mandriva One. Dentro da lista, os pacotes são organizados em categorias e subcategorias. Além da versão, tamanho e descrição, você notará um campo com a importância do pacote:

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    Um "importante" indica que o pacote inclui algum aplicativo considerado importante pelos desenvolvedores, mas que não é necessariamente importante para o funcionamento do sistema. O mesmo se aplica a muitos pacotes marcados como "precisa ter", que recebem esta designação por serem dependências de outros pacotes e não necessariamente por serem importantes.

    Um exemplo é o kaddressbook, que faz parte da suite kdepim (a suíte de organização pessoal que faz parte do KDE). Ao desmarcá-lo são removidos também outros pacotes da suíte, como o kmail e o korganizer. Ou seja, ele recebe a designação não por que seja realmente importante, mas apenas por ser conter componentes utilizados por outros pacotes:

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    Gastar algum tempo examinando a lista de pacotes, lendo as descrições e testando a remoção de alguns dos pacotes de forma a entender a relação deles com outros pacotes do sistema é uma boa forma de aprender mais sobre a estrutura do sistema e sobre os aplicativos disponíveis, sem falar que permite fazer uma instalação mais personalizada, contendo apenas os aplicativos que você vai usar. Se você tem uma meia hora livre, este é um exercício mais do que recomendável. :)

    Você perceberá, por exemplo, que mesmo marcando apenas a categoria "Estação de trabalho KDE", alguns dos pacotes do Gnome permanecem marcados, já que o Mandriva Control Center e outros utilitários do sistema são desenvolvidos com base na biblioteca GTK. Hoje em dia, é muito difícil ter um desktop baseado apenas nos pacotes do KDE ou apenas nos do Gnome, pois você sempre acaba precisando de alguns aplicativos da outra família, o que obriga o sistema a instalar as bibliotecas necessárias. Isso faz com que mais memória RAM seja usada, mas não chega a ser um grande problema em um PC atual.

    O próximo passo é a cópia dos arquivos, a parte tediosa da instalação. Clicando no "Detalhes" você pode acompanhar o log da instalação, que é um pouco mais interessante que os slides exibidos por padrão:

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    Depois de concluída a cópia dos arquivos, o próximo passo é definir a senha de root e criar pelo menos mais uma conta de usuário, que será usada para fazer login no sistema.

    É importante que você utilize uma boa senha para o root, com pelo menos 8 caracteres. O motivo é simples: a conta de root existe em qualquer sistema Linux, o que faz com que, tentar adivinhar a senha seja uma forma popular de tentar obter acesso ao sistema. Senhas fáceis podem ser adivinhadas e, uma vez que a senha de root é descoberta, o invasor tem acesso irrestrito ao sistema.

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    Assim como em outras distribuições, a conta de root é bloqueada na tela de login (ao tentar se logar com ela você recebe um aviso de que logins como root não são permitidos) já que a idéia é que você use o sistema com uma conta normal de usuário e use o root apenas para tarefas administrativas.

    De qualquer forma, você pode destravar o uso do root editando o arquivo "/usr/share/config/kdm/kdmrc" e substituindo a linha "AllowRootLogin=false" por "AllowRootLogin=true" (é necessário reiniciar o serviço "dm", ou reiniciar o micro para que a alteração entre em vigor).

    A menos que o sistema tenha sido instalado em um HD sem partições pré-existentes, o instalador pergunta sobre a instalação do gerenciador de boot. A configuração do grub e a detecção de outros sistemas operacionais instalados é feita de forma automática pelo instalador, mas você tem a opção de instalá-lo na MBR, ou no primeiro setor da partição.

    Instalando na MBR, o Mandriva passa a ser o sistema principal e você tem a opção de inicializar outros sistemas previamente instalados na tela de boot. Se você está instalando o Mandriva em dual-boot com o Windows, instale primeiro o Windows, usando a primeira partição do HD e deixe para instalar o Mandriva depois, deixando que ele instale o gerenciador de boot na MBR.

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    A opção de instalar o gerenciador de boot no primeiro setor da partição é usado apenas em casos em que você está instalando o Mandriva junto com outra distribuição Linux e não quer que ele subscreva o gerenciador de boot criado por ela. Nesse caso, o Mandriva não inicializará diretamente; você precisará configurar o gerenciador de boot da outra distribuição para carregá-lo.

    A opção de inicializar através do disquete é na verdade uma opção obsoleta, onde o gerenciador de boot é instalado em um disquete, e você dá boot através dele quando quer inicializar o sistema, uma forma primitiva de dual-boot.

    O próximo passo é a configuração do monitor, outro passo que era complicado em distribuições antigas, mas que passou a ser feito de forma automática. Isso se deve ao uso do DDC, um protocolo de comunicação que permite que o sistema obtenha a lista dos modos de vídeo e das resoluções suportadas diretamente do monitor. Com isso, o instalador é capaz de detectar a resolução (principalmente nos monitores LCD, onde a resolução é fixa) e você precisa apenas confirmar a escolha:

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    De uma forma geral, erros de detecção são causados por incompatibilidades com a placa de vídeo e não com o monitor. O motivo é simples: se o sistema não possui drivers para a placa de vídeo ou se não é capaz de detectá-la corretamente (devido a alguma incompatibilidade relacionada ao ACPI, por exemplo), ele é obrigado a usar o driver VESA, um driver genérico que funciona em (quase) todas as placas, mas que suporta apenas resoluções de 800x600 e 1024x768.

    Se você estiver usando um cabo VGA genérico (em vez de utilizar o que veio com o monitor), existe também a possibilidade de que ele não contenha os três fios usados pelo DDC, o que também faz com que o sistema deixe de detectar corretamente o monitor. Nesses casos, você pode indicar manualmente o modelo do monitor (a lista inclui modelos de vários fabricantes ), ou escolher a configuração que mais se aproxima dentro de uma lista de monitores genéricos. A maioria dos monitores CRT de 15 polegadas suportam 1024 x 768 com 75 Hz e a maioria dos de 17" suportam 1280 x 1024 com 75 ou 76 Hz.

    Continuando, no final do processo é exibido um resumo da instalação, onde você pode revisar e alterar as configurações. Se você usa um teclado padrão Americano, por exemplo, pode ajustar o layout no "Hardware > Teclado" e assim por diante:

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    Se o PC está ligado em rede e acessa através de uma conexão compartilhada, o sistema obterá a configuração da rede via DHCP e não perguntará sobre a conexão, mas você pode personalizar a configuração da rede no "Rede & Internet > Rede".

    Diferente do que tínhamos em distribuições antigas, onde era preciso indicar até mesmo a porta do mouse manualmente, o sistema detecta todo o hardware suportado automaticamente, sem fazer perguntas. Se algum componente não é detectado, é sinal de que o sistema não inclui os drivers necessários (como no caso de muitas placas wireless, onde você precisa instalar o driver manualmente, ou carregar o driver do Windows usando o ndiswrapper) ou que algum problema ou incompatibilidade está impedindo a detecção do dispositivo. No screenshot anterior, por exemplo, a placa de som aparece como "não configurado" porque desativei o chipset de som onboard no setup.

    Clicando no botão "serviços", você tem a oportunidade de revisar a lista de serviços que serão carregados durante o boot, desabilitando serviços que não vai utilizar.

    Se você marcou a categoria "Servidor Web/FTP" durante a seleção dos pacotes, por exemplo, o sistema inicializará o "httpd" (o servidor Apache) e o "proftpd" (servidor FTP). Se você quer apenas um deles, basta desativar o outro.

    Alguns serviços importantes, são o "acpid" (responsável pelas funções de gerenciamento de energia), "alsa" (responsável pelo uso da placa de som), "harddrake" (detecção de hardware), "network" (ao desativá-lo você derruba as interfaces de rede), "dm" (controla a exibição da tela de login e de todo o ambiente gráfico), "haldameon" (necessário para a detecção de dispositivos USB e outros periféricos removíveis) e o "messagebus" (serviço que notifica mudanças no hardware instalado, também necessário para a detecção de periféricos removíveis):

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    De volta à lista principal, aproveite para ajustar o nível de segurança padrão do sistema. Use "Nível de Segurança - Alto" e "Firewall - ativado" em máquinas diretamente conectadas à Internet ou que precisem de segurança adicional, ou "Nível de Segurança - Padrão" e "Firewall - desativado" em máquinas de rede local, onde você quer apenas usar o sistema e ativar alguns serviços sem complicação:

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    No final da instalação, você tem a opção de baixar as atualizações para pacotes atualizados após o lançamento do sistema. O objetivo de oferecerem esta opção durante a própria instalação é permitir que você atualize o sistema antes mesmo de inicializá-lo pela primeira vez, de forma a corrigir qualquer eventual vulnerabilidade de segurança antes mesmo que o serviço em questão seja ativado (um alívio para administradores paranóicos). Naturalmente, para que a opção funcione é necessário que a conexão já esteja configurada e funcionando.

    Assim como outras distribuições atuais, o Mandriva utiliza um splash gráfico com uma barra de progresso, mas você pode ter acesso às mensagens de boot pressionando a tecla ESC.

    Você pode usar um splash alternativo, que mostra as mensagens de boot usando a opção "splash=verbose" na tela inicial do instalador, ou simplesmente desativá-lo inteiramente usando a opção "splash=0". Você pode também alterar a configuração depois da instalação, editando o arquivo "/boot/grub/menu.lst" e alterando o "splash=silent" na sétima linha (kernel...) por "splash=verbose" ou "splash=0".

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    O splash é exibido usando framebuffer, que é um módulo de acesso direto à memória da placa de vídeo, usado pelo próprio Kernel, antes do carregamento do ambiente gráfico. Se você quiser que as mensagens de boot sejam exibidas usando 1024x768, em vez dos 800x600 padrão, pode alterar a opção "vga=788" (na mesma linha) por "vga=791". Esta configuração não é suportada por algumas placas de vídeo (você passa a receber uma mensagem durante o boot avisando que o modo não é suportado), mas nesse caso basta voltar ao arquivo e desfazer a alteração.

    No primeiro boot é aberto assistente de registo no Mandriva User, que você pode cancelar clicando no "decline". Depois de tudo concluído, chegamos à tela de login, onde você pode escolher qual ambiente gráfico utilizar clicando no ícone com o lápis.

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    Na segunda parte do tutorial, falarei sobre a configuração do sistema, ativação dos repositórios adicionais, instalação de codecs e outras dicas. 

    Confira a segunda parte em: http://www.guiadohardware.net/tutoriais/mandriva2/


     




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