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    Tutorial do Mandriva: parte 4

    Tutoriais

    Esta quarta (e última) parte do tutorial fala sobre as mudanças introduzidas pelo KDE 4, dicas adicionais de configuração do Mandriva 2009, configuração de dispositivos , instalação do VMware Player e do VirtualBox, criação de máquinas virtuais entre outras dicas.Carlos E. Morimoto
    10/08/2009


    Clique aqui para ler a terceira parte

    O Mandriva foi uma das primeiras distribuições a fazer a migração do KDE 3.5 para o KDE 4, que foi adotado como ambiente padrão no Mandriva 2009.

    O KDE 4 representa uma grande mudança de paradigma em relação ao KDE 3.5, trazendo mudanças fundamentais na maneira como o desktop se comporta e é organizado. Ele começou com o pé esquerdo, com o lançamento do KDE 4.0, que apesar de ser considerado uma versão de testes, acabou ganhando status de versão oficial, sendo incluído em diversas distribuições e chegando aos usuários finais, que passaram a ter problemas diversos e a criticar o novo ambiente.

    As críticas se estenderam à imprensa e ganharam força com comentários ásperos até mesmo de muitos usuários antigos. De certa forma, a recepção do KDE 4 foi parecida com a do Windows Vista. O 4.0 foi seguido pelo KDE 4.1, uma versão mais funcional, com menos bugs óbvios (embora ainda com arestas a aparar) e uma interface mais consistente.

    Mesmo sendo o segundo release oficial dentro da família, o KDE 4.1 ainda apresentava muitos problemas de estabilidade e muitas inconsistências óbvias, que não seriam de se esperar em uma versão oficial. Isso fez com que o sistema continuasse recebendo críticas e perdendo usuários, incluindo o próprio Linux Torvalds, que em uma entrevista (http://www.guiadohardware.net/artigos/entrevista-linus-torvalds/) confessou que havia migrado para o GNOME depois de enfrentar problemas com a versão do KDE 4 usada no Fedora 9.

    As coisas começaram a entrar nos eixos com o lançamento do KDE 4.2, que resolveu a maior parte dos bugs das versões anteriores, se tornando finalmente um ambiente à altura de substituir o KDE 3. Podemos dizer que o KDE 4.0 foi uma versão Alpha, com bugs óbvios, o KDE 4.1 foi uma versão Beta (com menos problemas mas ainda longe de ser estável) e que o KDE 4.2 é um release candidate, que ainda possui alguns problemas, mas que no geral pode ser finalmente considerado estável.

    Não é à toa que o Slackware 12.2 manteve o uso do KDE 3.5 (evitando todo período ruim de transição) e que a equipe do Debian foi ainda mais conservadora, mantendo o uso do KDE 3.5 no Lenny e adotando o KDE 4 apenas a partir do Squeeze, que (mesmo que tudo dê certo) será lançado somente no final de 2010.

    O Mandriva adotou o KDE 4.2 no 2009.1, o que o tornou uma atualização muito esperada em relação ao problemático 2009.



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